terça-feira, 30 de junho de 2009

Praia da Vitória quer população sensibilizada para energias renováveis


A Câmara Municipal da Praia da Vitória vai organizar um debate e um seminário de formação para "aumentar a sensibilização" da população para as energias renováveis disse ontem o presidente da autarquia.

“A grande maioria da população ainda questiona as vantagens económico-financeiras das novas energias”, considerou Roberto Monteiro, numa conferência de imprensa para apresentação da 1ª Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória.

Nesse sentido a iniciativa, que decorre entre 3 e 5 de Julho, visa, acrescentou, "esclarecer as dúvidas da comunidade sempre que se inicia um novo ciclo de comportamentos e permitir que as empresas do sector mostrem as vantagens dos seus produtos".

Para Roberto Monteiro "não existem dúvidas quanto às vantagens das novas energias, quer do ponto de vista económico quer da preservação do ambiente".

Por isso "o debate e a introdução de novas energias é um problema estruturante para o concelho e uma aposta na melhoria da eficiência energética", sublinhou o autarca.

Na feira vão marcar presença 26 empresas locais ligadas ao sector das novas energias e das energias renováveis.

O debate, que vai abordar o tema da microgeração de energia nos Açores, decorre no primeiro dia da feira através de uma mesa redonda em que participam a Direcção Regional de Energia, Empresa de Electricidade dos Açores (EDA), empresas privadas e público em geral.

A autarquia disponibiliza também, no programa, visitas à Central de Biodisel, Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTEC), passeios de iate exclusivamente movidos pelo vento e parapente.

Em 2008, a ilha Terceira consumiu 192,695 milhões de megawats dos quais apenas 8,7 por cento produzidos por energia eólica.

Actualmente a empresa Geoterceira está a efectuar perfurações, no interior da ilha, para montagem de uma central de energia geotérmica.

O concelho de Angra do Heroísmo foi responsável por 54,8 por cento daquele consumo e o da Praia da Vitória por 45,2 por cento.

O destacamento norte-americano estacionado na Base portuguesa das Lajes, passou, em 2008, a abastecer-se de energia eléctrica através da empresa açoriana EDA o que originou um aumento do consumo em 25 por cento na ilha Terceira.


Fundação Inatel vai explorar duas unidades hoteleiras nos Açores



A Fundação Inatel vai assinar amanhã um protocolo com a empresa Ilhas de Valor, com vista à exploração de duas novas unidades hoteleiras nos Açores, concretamente nas ilhas das Flores e Graciosa.


A presidir à cerimónia estará Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores. Com este protocolo, a Fundação Inatel passa a disponibilizar unidades em todo o território nacional, realizando assim um dos principais objectivos do novo ciclo que atravessa.


“O alargamento de uma oferta diversificada e de grande qualidade na hotelaria insere-se no novo ciclo da Fundação Inatel, e corre paredes-meias com os múltiplos objectivos traçados para a cultura, desporto, turismo e intervenção social”, explica a entidade em nota informativa.


As datas de abertura das novas unidades não são ainda conhecidas, adiantando a Fundação que as mesmas serão “oportunamente” comunicadas.


Fonte: Turisver.com

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Voos directos entre Açores e Canárias


A transportadora aérea açoriana SATA e o Patronato de Turismo da ilha Gran Canária (Canárias-Espanha) estabeleceram um protocolo para "fomentar o fluxo de turismo entre as duas regiões autónomas".

Uma nota da SATA-Air Açores e SATA Internacional revela que passam a ser efectuados voos directos entre os dois arquipélagos aos sábados entre Ponta Delgada e Las Palmas com escala no Funchal (Madeira) e no sentido inverso às terças-feiras. O acordo tem também por objectivo "potenciar o aumento das ligações aéreas entre os Açores, Madeira e Canárias, fortalecendo a vocação Atlântica da SATA, através do reforço da união das ilhas da Macaronésia".

Ambas as instituições vão realizar uma campanha promocional para aumentar a notoriedade da Gran Canária nos Açores e, desta forma, captar maior número de turistas açorianos para a ilha Canarina.

Vão ser utilizados diversos meios publicitários, com destaque para a colocação de Mupis, presenças na imprensa local, spots radiofónicos, posters nas lojas SATA e a presença de um Banner no site da SATA (www.sata.pt).

Paralelamente estão a ser feitas campanhas promocionais dos Açores junto dos operadores turísticos da Madeira e Canárias, para angariar turistas destes arquipélagos para os Açores.

A companhia aérea SATA Air Açores assegura, há mais de seis décadas, as ligações entre as nove ilhas do Arquipélago dos Açores.

Em 2007 passou a integrar na sua rede de rotas as ligações entre as ilhas Madeira e Porto Santo e fez várias ligações charter entre o Funchal, Gran Canária e Tenerife.

De acordo com a nota da SATA, na sequência do sucesso destas ligações foi lançada em 2008 uma nova rota regular Funchal/Las Palmas/Funchal com o objectivo de alargar o âmbito da sua operação aérea ao Arquipélago das Canárias, desta feita numa base regular.

Sindicato exige que trabalhadores das Casa do Povo tenham remuneração complementar


O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) dos Açores exigiu hoje que todos os trabalhadores das Casas do Povo dos Açores tenham direito à remuneração complementar.

Falando em conferência de imprensa na cidade da Horta, Francisco Pimentel, coordenador do SINTAP/Açores, explicou que "não se justifica" que somente os trabalhadores mais antigos tenham direito a este complemento de vencimento, criado para compensar os trabalhadores pelos custos da insularidade nas ilhas.

Segundo explicou, o Governo Regional só atribui a remuneração complementar aos trabalhadores das Casas do Povo abrangidos pela Portaria nº 193/79, de 21 de Abril, que os equipara à Função Pública, deixando de fora 110 trabalhadores admitidos posteriormente, que não têm, no entanto, o mesmo estatuto.

"Reivindicamos junto do Governo Regional uma reanálise de toda esta situação no sentido de, por acto legislativo ou outro adequado, tornar extensiva a atribuição da remuneração complementar aos restantes 110 trabalhadores das Casas do Povo não abrangidos pela Portaria em apreço", sublinhou.

Francisco Pimentel considera que este caso revela uma "incompreensível situação discriminatória" entre trabalhadores que desempenham as mesmas tarefas e têm o mesmo estatuto remuneratório.

"O universo de trabalhadores não contemplados por aquela remuneração complementar, sente-se injustamente discriminado por uma medida política que põe em causa o princípio constitucional igualitário de, para trabalho igual, salário igual", destacou Francisco Pimentel.

O coordenador do SINTAP/Açores, disse também já ter reunido e trocado correspondência com representantes do Governo sobre esta matéria, mas lamenta que até agora não tenha obtido qualquer resposta.


Fonte: DN Sapo

Governo Regional inicia, amanhã, visita estatutária à Ilha Graciosa



O Governo Regional dos Açores inicia, amanhã, uma visita estatutária, de dois dias, à ilha Graciosa, de acordo com o seguinte programa:
TERÇA-FEIRA, DIA 30 DE JUNHO:
08H50 - Chegada ao Aeródromo da Graciosa.

09H30 - A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social visita o Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz. (Rua do Mercado)-
O secretário regional da Saúde reúne-se com os órgãos directivos do Centro de Saúde de Santa Cruz. (Av. Mouzinho de Albuquerque)-
O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se com direcções das associações de Agricultores da Graciosa e Jovens Agricultores Graciosenses, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa. (Rua Eng.º Manuel R Miranda, em Santa Cruz)
- O secretário regional do Ambiente e do Mar reúne-se com o Serviço de Ambiente da Graciosa. (Rua Vítor Cordon, n.º 11)
10H15 - O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos visita o Espaço TIC de Santa Cruz, no Clube Informático da Graciosa. (Rua Visconde Almeida Garrett, n.º 25)-O secretário regional da Economia visita a acção de formação específica sobre técnicas de bordado certificado da marca “Artesanato dos Açores”, na Junta de Freguesia de Santa Cruz.
10H30 - A secretária regional da Educação e Formação visita a Academia Musical da Ilha Graciosa, reunindo-se com os respectivos órgãos de gestão. (Rua Dr. Manuel Sousa Meneses, n.º 31, em São Mateus)
11H15 - O presidente do Governo visita a infra-estrutura científica do PROJECTO ARM, na aerogare da Graciosa.
12H00 - O presidente do Governo preside à cerimónia de inauguração do Picadeiro da Associação Equestre da Graciosa, a que se segue uma demonstração apresentada pelos alunos daquela Associação, nos Funchais, em Santa Cruz.
12H45 - Almoço oferecido pela Associação Equestre ao Governo Regional e comitiva.
14H00 - O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se com a direcção da Adega Cooperativa, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa.- O secretário regional do Ambiente e do Mar reúne-se com responsáveis das Organizações Não Governamentais do Ambiente com actividade na ilha Graciosa, no Serviço de Ambiente da Graciosa. (Rua Vítor Cordon, n.º 11)
15H00 - O secretário regional da Economia preside à cerimónia de apresentação do projecto para a construção do aquartelamento de bombeiros do Aeródromo da Graciosa, na aerogare da Graciosa.- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se com a direcção da Cooperativa de Lacticínios, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa.
16H00 - O presidente do Governo preside à cerimónia de apresentação do projecto de construção da Creche e Centro de Actividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz, no Centro Cultural da Ilha Graciosa, em Santa Cruz.- O secretário regional da Agricultura e Florestas reúne-se com a Associação Equestre Graciosense, no Serviço de Desenvolvimento Agrário da Graciosa.- O secretário regional do Ambiente e do Mar visita as obras de requalificação da zona balnear do Barro Vermelho, em Santa Cruz.
16H30 - A secretária regional da Educação e Formação visita a Escola Básica, Integrada e Secundária da Graciosa, reunindo-se com os respectivos órgãos de gestão. (Av. Mouzinho de Albuquerque, em Santa Cruz)- O secretário regional da Economia visita o empreendimento “Boina de Vento”, apoiado pelo SIDET, na Rochela, em São Mateus.
17H00 - O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos preside à cerimónia de assinatura de um protocolo de colaboração entre a Direcção Regional da Ciência e Tecnologia e a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa da Graciosa. (Caminho de Cima, nº. 97, em Santa Cruz)- A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social visita uma habitação apoiada pelo Programa de Recuperação de Habitação Degradada, no Centro Histórico de Santa Cruz.
17H20 - O secretário regional da Agricultura e Florestas preside à cerimónia de inauguração do Caminho Florestal do Canadão da Serra, na freguesia de Guadalupe.
18H00 - Reunião do Governo com o Conselho de Ilha, na Biblioteca Municipal de Santa Cruz da Graciosa (Praça Fontes Pereira de Melo).
19H30 - O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos visita as obras de remodelação do lugar da Beira-Mar da Vitória.
QUARTA-FEIRA, DIA 1 DE JULHO:
09H30 - O presidente do Governo preside à cerimónia de inauguração do Hotel Resort da Graciosa, na zona da Barra, em Santa Cruz.
10H00 - A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social reúne-se com as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, na Biblioteca Municipal de Santa Cruz.
10H15 - O secretário regional do Ambiente e do Mar visita a obra do Centro de Interpretação da Furna do Enxofre.
10H30 - O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos visita o local onde se realizaram as obras de reabilitação de 5,1 kms de ramais de estradas regionais, no Caminho da Caldeira, freguesia de São Mateus, e a obra de electrificação do túnel da Caldeira- O secretário regional da Economia reúne-se com o Núcleo Empresarial da Ilha Graciosa. (Rua Marquês do Pombal, n.º 12, em Santa Cruz)- A secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social visita as habitações para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Praia, em São Mateus. (Rua Dr. Brito de Albuquerque)
10H50 - O secretário regional do Ambiente e do Mar visita a arriba contígua ao aglomerado dos Fenais, na vila da Praia.
11H30 – O presidente do Governo preside à cerimónia de inauguração do Porto de Pesca da Praia, em São Mateus, e de entrega de casas de aprestos, a que se segue um almoço oferecido pelos pescadores ao Governo Regional.
15H00 - Reunião do Conselho do Governo, na Biblioteca Municipal de Santa Cruz.
17H00 - Apresentação do Comunicado do Conselho do Governo.18H20 - Partida da ilha Graciosa.

Fonte: Açores.net

domingo, 28 de junho de 2009

Tradição repete-se com «Cavalhadas»


As «Cavalhadas» de São Pedro, um desfile com dezenas de homens a cavalo, vão sair à rua segunda-feira, na Ribeira Grande (São Miguel), uma tradição popular que este ano «recupera» um cortejo infantil do género, realizado no passado.

As Cavalhadas, que acontecem anualmente, são inspiradas em torneios medievais e a sua realização constitui um dos pontos altos das festas do concelho da Ribeira Grande, que segunda-feira comemora o seu feriado municipal.

Trajados a rigor, dezenas de cavaleiros desfilam vestidos de branco com capas e faixas vermelhas, um desfile que se inicia no Solar de Mafoma, pelas 11h00 locais, ao som de cornetas, seguindo para a Igreja de São Pedro, na Ribeira Seca, onde prestam homenagem ao padroeiro.


sábado, 27 de junho de 2009

SATA investe 37 milhões nos aeroportos


S.Jorge, Graciosa, Pico e Corvo vão sofrer transformações

A SATA vai investir 36,8 milhões de euros nos aeroportos de S.Jorge, Graciosa, Pico e Corvo, anunciou esta sexta-feira o Governo Regional dos Açores, que aprovou a resolução que estabelece aquele plano de investimentos, avança a agência Lusa.

Do plano da SATA, para este ano, constam a ampliação e alargamento da pista de S. Jorge e o reforço do pavimento da pista do aérodromo da ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago.

Este plano abrange ainda o reforço do abastecimento de água do aeródromo de S. Jorge e a fase final de instalação do equipamento ILS no aeroporto do Pico e projecto de construção da torre de controlo do aeródromo da Graciosa.

Reunido em Angra do Heroísmo, Terceira, o executivo açoriano autorizou a abertura de um concurso público para a empreitada de reparação e adaptação ao ensino secundário da Escola Básica e Secundária de Velas, na ilha de S. Jorge, num investimento de 17 milhões de euros.

Ainda no sector da educação, autorizou a abertura de um concurso público para a construção da EB2,3 de Água de Pau (Lagoa), em São Miguel, por 13,5 milhões de euros.

O Governo Regional aprovou, por outro lado, um diploma que procede à atribuição de um suplemento de disponibilidade permanente para os funcionários afectos à Aerogare Civil das Lajes, na Terceira.


sexta-feira, 26 de junho de 2009

Museu apoia encontro para reflectir sobre a Emigração/Imigração


O Serviço Educativo do Museu Carlos Machado, em colaboração com o Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante, vão associar-se à Escola Básica Integrada de Lagoa - Padre João José do Amaral, com a realização do encontro subordinado ao tema Emigração/Imigração, que vai decorrer amanhã, dia 24 de Junho, naquela escola.

O Serviço Educativo do Museu coopera nesta actividade, através da exploração de duas obras emblemáticas da colecção de arte: “Os Emigrantes de Domingos Rebelo” e “Os Regressantes”, de Tomás Vieira.

Por seu turno, o Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante convidou seis utentes, oriundos de diversas nacionalidades, para falarem das suas experiências como imigrantes a residir em Portugal, junto da população estudantil daquele estabelecimento de ensino.

Com mais esta intervenção, o Museu Carlos Machado pretende envolver novos públicos e assumir-se como espaço de inclusão de pessoas e de culturas.

A iniciativa irá terminar com a realização de um almoço, a ter lugar no refeitório da escola, com uma ementa gastronómica dedicada a alguns dos países de origem dos imigrantes convidados.


Fonte: GaCS

Açores vão ter Comissão para alterações climáticas


O Governo Regional vai criar, no âmbito da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, uma Comissão para as Alterações Climáticas nos Açores.

A decisão foi tomada na última quinta-feira, em reunião do Conselho do Governo Regional e é justificada pelo facto “de esta ser uma problemática de grande importância para a sustentabilidade do planeta”.
O Governo Regional justifica ainda a criação da comissão com o facto da localização geoestratégica dos Açores, no centro do Atlântico Norte, e a sua dimensão arquipelágica imporem “uma redobrada atenção” por parte das autoridades regionais.
A nova entidade terá assim como missão propor “as bases para uma estratégia regional de mitigação e adaptação às alterações climáticas e elaborar uma proposta de Plano Regional sobre a matéria”.Acompanhar, informar e assessorar técnica e cientificamente a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar a propósito das negociações nacionais e internacionais sobre alterações climáticas será outra das suas competências.
Recorde-se que em entrevista recente ao “Açoriano Oriental”, o delegado regional do Instituto de Meteorologia nos Açores, Diamantino Henriques, disse que os Açores vão ter Verões mais quentes e com menos chuva.Para São Miguel, a tendência é de menos chuva e mais calor, sobretudo para a costa sul, enquanto que na costa norte até se prevê que possa chover mais durante o Inverno.
A previsível diminuição da humidade relativa no arquipélago dos Açores em geral, num cenário a longo prazo, pode ainda levar à redução das nuvens que se formam sobre as ilhas, nuvens essas que contribuem para a precipitação.
“Vai haver um extremar de situações”, alerta Diamantino Henriques, que se baseia nas actuais previsões climáticas e, acrescenta, “se se verificar o cenário para 2100, teremos problemas de falta de água com a condicionante que aqui não temos rios nem albufeiras, nem outras formas de encontrar água a não ser pela chuva”.
O delegado regional do Instituto de Meteorologia defende, por isso, que os Açores se devem preparar para um cenário de falta de água com a população a praticar um consumo mais responsável e atenta aos desperdícios.
Aos incrédulos e aos optimistas, deixa um alerta: os Açores não estão à margem das alterações climáticas globais. Isto apesar de se poder pensar que, por estarem isolados e não serem uma região muito industrializada, estariam mais protegidos.
Diamantino Henriques recorda que nos Açores, o Observatório da Horta - um dos mais antigos do país - possui uma das mais longas séries climáticas da Europa, uma mais-valia em termos de estudo do clima.


Plano curricular com oferta diversificada na Universidade dos Açores


Os cursos livres, ministrados no âmbito do Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida da Universidade dos Açores, contemplam áreas como a Psicologia, História, Literatura, Informática, Geociências, entre outros.
Edição de 26 de Junho de 2009

A entrar no seu sexto aniversário, o Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida da Universidade dos Açores traduz-se, de uma forma geral, no ensino do mais variado tipo de cursos livres. Isto é, cursos de curta duração e que se destinam à população sénior açoriana.De acordo com um balanço efectuado aquando do V Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida, o qual decorreu no ano passado, foram leccionados dez cursos livres. Estes abrangeram áreas como a Psicologia, História, Literatura, Informática, Geociências e Antropologia. Para além disso, foram ainda leccionados cursos relacionados com a Tecnologia e Toxicologia Alimentar, Nurticionismo, Motricidade Humana e Enfermagem.Ao contrário do que é encontrado pelos jovens alunos que ingressam no ensino universitário, os alunos sénior têm poder de decisão sob o programa que lhes será ministrado no ano seguinte ao seu ingresso no curso livre em que se pretendem especializar. Contudo, esta não é a única diferença encontrada entre os cursos universitários ditos normais e aqueles que se destinam especialmente à comunidade sénior. Ou seja, além da vertente científica que tem vindo a caracterizar os cursos do Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida na Universidade dos Açores, foi integrada ainda uma vertente artística. Dança, yoga e o coro “Vozes ao entardecer” fazem assim parte daquele projecto, único nas universidades públicas portuguesas.No passado ano lectivo, a Universidade dos Açores, por ter vindo a registar, desde 2003, altura em que teve início o Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida, um cada vez maior afluxo de inscritos, optou por integrar as celebrações do quinto aniversário desta iniciativa no Dia Internacional do Idoso. Assim, foram realizadas duas conferências, subordinadas aos temas Aprender a Viver com a Dor Crónica e Notas Históricas da Aprendizagem ao Longo da Vida. Foi realizado assim um desejo expresso pela academia açoriana de incluir no seu Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida duas vertentes: a científica e a social. Áreas que têm vindo a ser contempladas nos cursos livres que tem disponibilizado à comunidade sénior açoriana.
Cursos livres com muita adesão
Muitas têm sido as iniciativas da Universidade dos Açores para, cada vez mais, ter um programa aberto e aliciante a todos os idosos que pretendam preencher os seus tempos livres. Exemplo disso foi a inclusão, aquando do IV Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida, de um cursos livre de “Danças Latinas”. Coordenados por Teresa Medeiros (presidente da Comissão Coordenadora da Aprendizagem ao Longo da Vida), os cursos livres integrados no Ciclo de Aprendizagem ao Longo da Vida da academia açoriana encontram-se sob a tutela directa da Reitoria da Universidade dos Açores. Assim, para quem estiver interessado em inscrever-se ou apenas obter mais informações, basta dirigir-se ao secretariado da Reitoria, ou simplesmente contactar com Maria Couto, através do telefone 296 650 009, ou pelo e-mail mscristo@uac.pt.


Será positivo para os Açores se César se recandidatar?


Cenário político para 2012, SCUTs, expectativas do PS para as autárquicas são temas de conversa exclusiva com o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente.
No início deste mandato assumiu duas novas áreas, nomeadamente a Ciência e Tecnologia. Considera-as como um desafio?

A ciência, a tecnologia e as comunicações são, no âmbito do programa do Governo Regional, novas áreas de grande modernidade, sob o ponto de vista daquilo que existe no mundo científico e tecnológico e, sobretudo, pelo impacte que têm na sociedade actual e futura. Isto porque, é com base no conhecimento científico e na experiência nos avanços tecnológicos que se resolvem muitos problemas do nosso tempo. Por outro lado, são também um pilar fundamental da economia. O que queremos nos Açores é instalar cada vez mais um cluster científico e tecnológico que dê resposta aos principais problemas da sociedade açoriana e também da sua economia e que contribua para que a qualidade de vida, o ambiente sustentável e também os desafios em termos de emprego qualificado e de receitas para a Região possam fazer parte das vantagens deste mecanismo. Estamos a caminhar para o terceiro pilar da economia açoriana fundada no conhecimento e na tecnologia e estamos a fazê-lo com base nos apoios do sistema científico e tecnológico regional que dá apoio à investigação, à Universidade dos Açores e outros investigadores que apresentam projectos que se enquadram neste sistema científico e tecnológico regional. Precisamos, também, que o conhecimento científico e tecnológico esteja intimamente associado aos desafios e aos problemas das empresas e à possibilidade destas evoluírem com base nestes conhecimentos.

As comunicações, numa Região como os Açores, assumem particular importância. Que investimentos estão previstos nesta área?

O Governo Regional deu um sinal claro na aposta no mundo da ciência da tecnologia e também das comunicações ao aumentar o investimento de 2008 para 2009 em cerca de 16%. Por aqui se vê, que estamos a apostar esta área no sentido de aumentar as respostas às entidades que se associam à investigação e que desenvolvem projectos que são importantes no âmbito destas respostas que nós queremos e devemos ter nos Açores. Como parte integrante de todo este agrupamento de áreas científicas e tecnológicas, entendemos que as comunicações nos Açores aproximam as pessoas e fazem parte do grande tema das acessibilidades. As empresas açorianas precisam de comunicações fiáveis, baratas para se poderem desenvolver. Temos dito, também, que para termos uma economia saudável em termos de exportação de Know-how de dados de informação precisávamos de ter comunicações mais baratas dos Açores para fora da Região. Dentro da Região elas obedecem aos padrões normais do País, mas, para fora, os circuitos dedicados às empresas são extremamente caros. Por isso, temos feito esta alerta à operadora que detém o monopólio das comunicações para analisar e rever este aspecto, porque isto é fundamental para a nossa economia regional

É correcto dizer-se que as principais preocupações deste Governo Regional assentam no desenvolvimento do sector turístico e no incremento da área tecnológica?

Como o Presidente do Governo tem dito, a nossa sociedade tem, de facto, áreas económicas importantes como a agricultura, em primeiro lugar, e o turismo. O sector científico e tecnológico faz parte de uma nova fase que se está a instalar nos Açores e que queremos dê frutos sob ponto de vista do impacto na economia, gerando emprego qualificado e receitas para as empresas. É nisso que estamos a trabalhar. Estamos numa fase inicial onde ainda temos que trabalhar muito para que isto seja uma realidade com a força do turismo e, sobretudo, com a força da agricultura. Estamos convictos de que, tal como aconteceu em outras paragens, podemos não ter a Nokia, como têm os finlandeses, mas poderá aparecer alguma coisa importante e com o espírito que aliás estava muito bem resumido numa frase de Einstein: “Às vezes encontro sem procurar, porque já procurei muito sem encontrar”. Tal significa que os Açores precisam ter esta realidade permanente de esforço, de luta, de trabalho, porque como também o Einstein dizia: “O sucesso só vem antes do trabalho no dicionário”.

Apesar de ser considerada uma vitória para o Governo açoriano, será que a Televisão Digital Terrestre (TDT) teve o impacto que se esperava?

A televisão digital terrestre é mais uma conquista deste Governo presidido por Carlos César. O Arquipélago açoriano há uma dúzia de anos nem tinha o canal um. Nós abrimos os Açores ao Mundo. Toda a gente sabe disso. Em matéria de comunicações toda a gente sabe qual era o preço de uma simples chamada telefónica de uma ilha para a outra. Tudo isso foi ultrapassado na última década. A questão do acesso aos canais generalistas é outro caso paradigmático. Portanto, houve um salto quantitativo e qualitativo, nos últimos anos, que é visível e indesmentível e que representa uma aclaração no desenvolvimento regional. Nós às vezes ouvimos uns políticos com ar de despeito a dizer que a Autonomia não tem só dez ou 12 anos. Sabemos disso, mas também sabemos que foi na última década, com os governos de Carlos César, que se deu este salto em todas as áreas.

Desviou-se da pergunta…

A TDT é de facto um passo tecnológico importante, agora é preciso é não esquecer outra coisa: foi através da instalação dos canais generalistas que houve digitalização da televisão nos Açores. No entanto, há aqui um novo ganho que são as potencialidades tecnológicas associadas à televisão de alta definição. O que estabelecemos, com o protocolo dos canais generalistas, foi assegurar a instalação da TDT nos Açores ao mesmo tempo que no Continente. E isso foi cumprido. A única diferença, neste momento, é que estávamos muito mais avançados do que algumas regiões do Continente, onde ainda funcionava o sistema analógico.


Os investimentos feitos na rede viária regional poderão ajudar à sobrevivência do sector da Construção Civil?

O sector da construção civil é fundamental na economia regional, e como tem sido anunciado, representa 8% do Valor Acrescentado Bruto da economia regional, também pelo valor e pelo número de pessoas associadas a este sector sob o ponto de vista do emprego: Assim, cabe ao Governo continuar a ter uma política de investimento público compatível com os recursos da Região e com as necessidades que em cada momento são postas e dos compromissos que são aprovados sob o programa do Executivo. É isso que temos feito. Claro que numa situação em que houve uma retracção do investimento privado o investimento público não pode suprir todo este défice, mas temos feito um esforço, quer ao nível da melhoria da legislação, quer ao nível dos timings dos pagamentos. O Governo Regional, como também já foi anunciado, apresentou um conjunto de medidas sectoriais que no caso da construção civil também representam uma resposta a uma conjuntura de maior dificuldade das empresas. Por isso, estamos sempre numa atitude pró-activa, no sentido de combater as dificuldades e de ter esperança e confiança no futuro. Gostaríamos, também, que a oposição servisse para contribuir com soluções e não para estar permanentemente à caça do problema no sentido de puxar os Açores para baixo. Nós trabalhamos para uns Açores positivos e há alguns que gostam de trabalhar para uns Açores negativos, esses vão ficar para trás.

Os Açores estão longe de ser o parente pobre de Portugal?

Os Açores têm tido, com base em todos os indicadores de convergência, em matéria de PIB em relação ao Continente português e em relação também à convergência europeia, uma caminhada positiva e acelerada face ao patamar em que se encontravam. E portanto quer em matéria de economia, quer em matéria de outros indicadores, temos tido vários dados que são indesmentíveis no âmbito do crescimento da riqueza e do crescimento do bem-estar das pessoas. Portanto, nós não somos, como já fomos, a região mais pobre do País, a Região mais atrasada do País, a Região onde não havia computadores, a Região em que não se via senão um canal televisivo, a Região onde parecia que estava tudo muito bem. Não somos a Região da desgraça tapada, somos uma Região em que as dificuldades são colocadas perante todos. Não somos a Região fechada do passado, em que havia muita desgraça, mas muita desgraça que pouca gente conhecia, porque não foi há dez anos que se começou a conhecer fenómenos como a pobreza e a exclusão social. Eles já existiam antes. Tivemos a virtude de destapar estes problemas e de combatê-los.

Obras das SCUTs não estão atrasadas

As obras das SCUTs estão, ou não, atrasadas?

Não há atraso das obras das SCUTs até ao termo de prazo. O contrato de concessão diz muito claramente o seguinte: havia uma obra que tinha prazo (variante Lagoa/Ribeira Grande), que foi terminada no prazo. Depois, todos os outros eixos viários, têm de estar concluídos no prazo de cinco anos, ou seja até 2011, porque só a partir desta data, de todas as vias estarem concluídas é que há direito ao pagamento de rendas pelo Governo Regional à concessionária. Portanto, não há atrasos. Se, porventura, houver ultrapassagem do prazo, a entidade mais penalizada é naturalmente a concessionária que fica sem receber as rendas a que tem direito depois de toda a obra estar concluída. De qualquer forma, até 2011 o Governo Regional está a pagar os trabalhos. Não está a pagar nada.


Acredita que este prazo será cumprido?

Eu acredito que a empresa que se financiou em várias entidades bancárias tem necessidade de, a partir do final de 2011, começar a pagar os seus compromissos à banca e, portanto, é a própria concessionária que tem essa obrigação. Todavia, sob o ponto de vista do andamento das obras, penso que até agora não há grandes situações que permitam concluir que o andamento não é bom.

Fonte: Expresso das nove

Tendências demográficas nos Açores



Depois de quase todo um século XX em rápido decréscimo, a população dos Açores recomeçou a crescer nas últimas décadas, embora de forma modesta.De acordo com as projecções demográficas da responsabilidade dos serviços oficiais de estatística relativas a 2007, continua a verificar-se na maior parte das ilhas – Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Flores e Corvo – bem como nos concelhos mais periféricos de São Miguel – Povoação e Nordeste - um decréscimo natural de população, com os óbitos a exceder os nascimentos. É uma situação que caracteriza hoje a maior parte do nosso país e que é também prevalecente no Sul da Europa, mas que tem sido compensada por movimentos migratórios que, contrariamente ao que aconteceu no passado, vão agora no sentido de trazer mais população. Temos assim que, com duas excepções parciais – os concelhos das Lajes do Pico e da Calheta de São Jorge – o movimento migratório compensa o decréscimo natural da população. A atracção demográfica que exercem esses pequenos e periféricos concelhos dos Açores só se pode explicar pelo intenso esforço desenvolvido pelas autoridades públicas no sentido de dotar essas realidades de serviços, qualidade e condições de vida que compensem os factores de isolamento e os tornem atractivos. Trata-se de um sinal do grande sucesso da política regional de coesão, cujo alcance não deve ser menorizado. Há, no entanto, dois concelhos cujo comportamento demográfico é particular e que precisam de ser vistos com maior cuidado, e que correspondem exactamente aos maiores e mais urbanos da Região: Angra do Heroísmo e Ponta Delgada (mais o segundo do que o primeiro), dado que em ambos se verificam taxas migratórias negativas, ou seja, são mais as pessoas que deixam o concelho do que aquelas que para ele vêm. Assim, em Angra do Heroísmo, apesar de um ligeiro crescimento natural de 0,04%, a população terá estagnado, o que não deverá ser indiferente ao crescimento demográfico registado no vizinho concelho da Praia. Mas esta levíssima tendência dissonante no concelho de Angra desenvolve-se plenamente em Ponta Delgada. Apesar de ser um dos concelhos com maior crescimento natural, 0,39%, Ponta Delgada conta com um dos três únicos decréscimos de população nos Açores. Como em Angra, tal deve-se à deslocação das populações para os concelhos limítrofes, no caso de São Miguel, a Lagoa e a Ribeira Grande. Longe vão os tempos em que se falava indistintamente do crescimento dos grandes centros urbanos e da desertificação dos meios rurais. A realidade hoje é bastante mais complexa: não é só a cidade de Lisboa que se desertifica, o mesmo acontece em cidades de média dimensão como Ponta Delgada. Em Ponta Delgada existe ainda um outro fenómeno que tem infelizmente escapado ao olhar das autoridades municipais, que é o da maior dicotomia entre ritmos de desenvolvimento no interior de um mesmo concelho. Ponta Delgada é constituída por um centro histórico em acelerado abandono, uma periferia suburbana e ainda parcialmente rural onde o crescimento se tem feito sentir e uma periferia rural que se encontra entre a mais abandonadas de toda a Região. Para que tudo isto possa ser mudado há que compreender o efeito conjugado de complexas lógicas urbanísticas e de desenvolvimento que levaram a esta situação. Para que o centro da cidade volte a ter vida é decisivo reequacionar toda a mobilidade, licenciamento de espaços comerciais, planos de certificação anti-sísmica e de combate às térmitas num contexto de luta contra a especulação imobiliária, sem a qual nada surtirá efeito. É exactamente sobre isto que estamos neste momento a trabalhar.




quinta-feira, 25 de junho de 2009

Combustíveis sobem dois cêntimos nos Açores




O Governo Regional dos Açores fixou novos preços máximos para a venda de combustíveis no arquipélago, que representam aumentos de dois cêntimos a partir da meia-noite de hoje.

Assim, as gasolinas de 95 e 98 octanas passam a custar 1,10 e 1,16 euros por litro, enquanto o gasóleo rodoviário 91 cêntimos por litro.

O fuel passa a ser vendido na região a 37 cêntimos, por quilo.
Quanto ao gasóleo agrícola, passará a ser comercializado a 51 cêntimos por litro, o gasóleo pescas a 39 cêntimos por litro e o gás doméstico a 1,03 euros por quilo.
Num comunicado, o Governo açoriano justifica estes aumentos com a subida do preço do petróleo nos mercados internacionais, ocorrida ao longo das últimas semanas.

"Apesar da subida agora decretada, os preços máximos de venda ao público dos combustíveis mantém-se abaixo dos praticados no continente, com diferenças que oscilam entre os 36,7 por cento e os 16,4 por cento", acrescenta o Executivo.

O último aumento dos combustíveis nos Açores ocorreu a 12 de Junho.


Arquipélago poderá acolher "laboratório internacional"


O Arquipélago dos Açores pode vir a acolher um "laboratório internacional distribuído" destinado ao estudo das alterações climáticas no Atlântico-Norte, revelou hoje o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago.

O projecto pioneiro foi revelado durante a assinatura, na cidade da Horta, de um protocolo de cooperação estabelecido entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos da América.

Segundo o governante, a criação deste laboratório constitui uma "oportunidade científica" para complementar "a malha de investigação observacional" que existe em várias partes do globo, ligadas ao estudo das alterações climáticas.

"O problema das alterações climáticas como oportunidade e não apenas como slogan é fundamental não apenas para a investigação científica mas também para todo o mundo", justificou Mariano Gago.

O ministro da Ciência adiantou que o protocolo de cooperação hoje assinado contempla um "estudo de viabilidade" para a instalação desse laboratório, que deverá englobar a observação por satélite, a observação de superfície e também de profundidade do Oceano Atlântico.

No seu entender, este projecto de "enorme ambição e dificuldade", só poderá ter sucesso se for "aproveitado pela Universidade de Massachusetts" e também pelas universidades portuguesas que tenham interesses nesta área de investigação científica.

Mariano Gago lembrou também que este laboratório é "um projecto europeu que está há anos em cima da mesa sem solução", por isso mostrou-se esperançado que o protocolo hoje assinado permita "ajudar a resolver os problemas científicos que estão em aberto no estudo das alterações climáticas.

Além deste estudo, o protocolo entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts pretende desenvolver duas outras áreas de investigação, ligadas às energias renováveis e às ciências do mar.

No caso das energias renováveis, a intenção é desenvolver iniciativas comuns integradas no "Ilhas Verdes", um projecto internacional dedicado ao estudo de energias alternativas em ilhas e arquipélagos.

Por outro lado, a investigação ligada às ciências do mar visa aproveitar o trabalho e o conhecimento que os investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem desenvolvido sobre o "mar produndo".

O governante explicou também que este protocolo tem "objectivos políticos e estratégicos", já que pretende reforçar a aproximação entre os Açores e o Estado norte-americano de Massachusetts, onde cerca de 50 por cento da comunidade é de origem açoriana.

Mariano Gago visitou depois as futuras instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas na cidade da Horta, que estão em fase final de construção e deverão proporcionar melhores condições de trabalho aos investigadores e funcionários do Pólo da Horta da Universidade dos Açores, em instalações pré-fabricadas há mais de duas décadas.

Confrontado pelos jornalistas com os problemas financeiros da Universidade dos Açores, que alegadamente não tem dinheiro para pagar os vencimentos dos funcionários e professores até ao final do ano, o ministro recusou-se a falar no assunto, afirmando que não era o momento oportuno.


Fonte: Expresso

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Centros de Noite para idosos vão arrancar em breve



O presidente do Governo dos Açores disse hoje que, satisfazendo um compromisso assumido antes das últimas eleições para a Assembleia Legislativa, os Centros de Noite para idosos vão arrancar em breve, estando mesmo em fase adiantada de planeamento vários desses centros.

Carlos César precisou que um deles é o da freguesia de Porto Judeu, na Terceira, e que o Governo vai adquirir habitações que se encontram à venda no mercado para alargar essa rede nos lugares que sejam considerados prioritários.

“As pessoas idosas poderão continuar, assim, inseridas no seu meio, junto das suas redes familiares ou de vizinhança e, desfrutando dos espaços e paisagens que lhes são familiares, passarem as suas noites acompanhadas e em segurança”, acrescentou.

Integrado ainda nesta Rede de Equipamentos Sociais, o presidente do Governo anunciou que está concluído o projecto para a construção de um Lar para Idosos na freguesia de S. Brás, no concelho da Praia da Vitória, e que, nesta legislatura, vai ser apoiada a criação de um centro comunitário, em Santa Rita, a construção de um edifício para o Centro Social do Porto Judeu e a instalação de um Centro de Dia no Centro Comunitário do Posto Santo.

“Vamos igualmente apoiar as iniciativas privadas de economia social e realizar parcerias público-privadas, com vista à implementação, reabilitação ou aumento da rede de creches, jardins-de-infância, centros de dia, residências de idosos, serviços de apoio domiciliário e de centros de acolhimento e ocupacionais para pessoas com deficiência, designadamente nas localidades onde não existem esses equipamentos sociais ou onde as vagas sejam insuficientes”, revelou Carlos César.

O presidente do Governo falava no decorrer da cerimónia de inauguração das obras de ampliação e recuperação do Claustro Sul do Recolhimento de São Gonçalo, uma instituição particular de solidariedade social que é um dos duzentos e quinze equipamentos sociais para idosos financiados pelo Governo dos Açores, numa rede que compreende vinte e sete lares, abrangendo mil e vinte e uma pessoas, e cento e vinte e oito centros de convívio que apoiam cerca de quatro mil e duzentos idosos.

O investimento foi de 3,5 milhões de euros, permitindo requalificar a infra-estrutura de modo a possibilitar, como salientou Carlos César, a criação de “uma plataforma de suporte, impulsionadora de mecanismos de auto-promoção e inclusão social adaptada aos ritmos e aos desafios sociais de cidades modernas, como Angra do Heroísmo.”


Fonte: GaCS

Baleias valem mais vivas do que mortas


A observação de baleias rendeu 1,4 mil milhões de euros no Mundo e atingiu 11,5 milhões em Portugal em 2008, foi anunciado esta terça-feira, dia em que a Dinamarca insistiu em pedir autorização para caçar baleias-corcundas.

"As baleias são mais valiosas vivas do que mortas e os benefícios económicos estendem-se para além da caça", disse o ministro australiano do Ambiente.

Falando numa conferência de imprensa no âmbito da 61.ª reunião da Comissão Baleeira Internacional, que decorre até depois de amanhã no Funchal, Peter Garret, sublinhou que, em 2008, a actividade movimentou 13 milhões de pessoas de 119 países.

Só em Portugal - sobretudo nas águas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas também nas do Sudoeste e Sul do continente - a observação de cetáceos movimentou 158.318 pessoas, segundo um relatório apresentado na reunião, em que participam delegações de 85 países.

Na véspera, a secretária regional do Turismo, Conceição Estudante, afirmou que a observação se transformou numa mais-valia para o turismo para a Madeira, onde a caça à baleia, praticada desde 1940, foi abandonada em 1981. As suas águas territoriais são uma espécie de "santuário" de cetáceos.

Os dados sobre a observação de baleias foram conhecidos no dia em que a delegação dinamarquesa foi acusada pela Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDSC) de apresentar novos dados para "baralhar" a reunião e conseguir caçar uma dezena de espécimes por ano na Gronelândia.

Dinamarca quer caçar

A Dinamarca justifica a pretensão ao abrigo do programa de subsistência das populações autóctones. Caso o pedido, cujos dados de suporte foram apresentados à última hora, fosse aprovado, "seria a primeira vez em décadas que as baleias-corcundas, totalmente protegidas, seriam caçadas na Europa", avisou a WDSC.

A Gronelândia nunca esgotou as quotas de caça da baleia-minke, fixadas em 1991, e tem vindo a diminuir a quantidade capturada desta espécie a cada ano, acrescenta.

É a segunda tentativa da Dinamarca para conseguir uma quota de captura da baleia-corcunda, cuja caça comercial está proibida desde 1986. O primeiro pedido sido apresentado e chumbado em 2008.


Fonte: JN Sapo

terça-feira, 23 de junho de 2009

Florianópolis vai ter Centro de Tradição Açoriana


Florianópolis, no estado brasileiro de Santa Catarina, vai dispor de um Centro de Tradição Açoriana, num «projecto inédito no Brasil» para valorizar e dar a conhecer os costumes, cultura e gastronomia dos Açores, foi hoje anunciado.

«Será um verdadeiro circuito onde o turista possa imaginar todo o desenvolvimento da cultura açoriana e traçar uma comparação entre as caracteristicas dos Açores e Florianópolis», disse o presidente da Câmara Municipal de Florianópolis, Gean Marques Loureiro.

O autarca, e o vereador Celso Sandrini, falavam aos jornalistas no final de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, em Ponta Delgada, onde apresentaram o projecto de construção do centro.

Embora sem especificar a data concreta da inauguração da estrutura, Gean Marques Loureiro adiantou que o centro vai ficar implantado numa «área com mais de 200 mil metros quadrados, já doada pelo Governo do Estado de Santa Catarina».

«Vamos finalizar o projecto num amplo seminário para que possa ser inaugurado em breve para termos um centro que possa ser uma referência turístico e cultural da cidade de Florianópolis», sublinhou o autarca, evidenciando as múltiplas semelhanças arquitectónicas e populacionais entre os Açores e Florianópolis.

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, sublinhou que a criação do centro permite «revigorar uma relação já antiga», entre o arquipélago açoriano e Santa Catarina, para onde milhares de açorianos emigraram.

«Vejo com muito agrado este projecto de registo e resgate da memória açoriana, com manifestações ainda hoje muito vivas em Florianópolis», frisou Carlos César, acrescentando que o Governo regional apoia a iniciativa.

Carlos César lembrou ainda o relacionamento entre os Açores e o Estado de Santa Catarina «corrente e diário», daí entender que o projecto «é importante para aproximar ambas as regiões, numa perspectiva de adequação das tradições à modernidade e ao que se vive hoje».


Nobel da Medicina visita os Açores em Julho, a terra onde nasceu o bizavô


O Prémio Nobel da Medicina de 2006, o norte-americano Craig Cameron Mello, vai visitar os Açores em Julho a convite do presidente do Governo regional, Carlos César. O bisavô do investigador nasceu no arquipélago, na ilha de São Miguel.
O Nobel foi atribuído a Mello e ao norte-americano Andrew Zachary Fire pela descoberta do ARN de interferência. Um "mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas", explica o site oficial do prémio, que pode ajudar a explicar doenças que implicam um aumento da expressão dos genes, como alguns cancros.
Segundo o Governo açoriano, Craig Mello vai estar entre 6 e 12 de Julho nos Açores, onde dará uma conferência durante um jantar oferecido por Carlos César. Craig C. Mello, cujo bisavô era da ilha de São Miguel, vai também visitar a freguesia de origem dos seus antepassados e alguns dos principais pontos turísticos, adianta o Executivo.
Professor de medicina molecular na escola de Medicina da Universidade de Massachusetts e investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes em Maryland, Craig Mello foi distinguido em 2007 com a Insígnia Autonómica de Valor.O Nobel nasceu em 1960, é professor graduado em bioquímica pela Universidade de Brown (1982) e em biologia pela de Harvard (1990), tirou o doutoramento no Centro de Pesquisa do Cancro Fred Hutchinson de Seattle.


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Centro de Vulcanologia dos Açores recebe 'Excelente'


O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos (CVARG) da Universidade dos Açores foi classificado com Excelente, a nota máxima depois de um processo de avaliação internacional feito a mais de 350 unidades de investigação.

"Tratou-se de uma avaliação transversal que teve em conta o nível internacional da nossa investigação, assim como a elevada produtividade de publicação de artigos numa área de importância vital", afirmou Gabriela Queirós, directora do Centro, em declarações à agência Lusa.

A avaliação em causa integra-se num processo plurianual da Fundação para a Ciência e Tecnologia, um processo feito por especialistas internacionais, que envolveu a observação de mais de 350 unidades de investigação a nível nacional, explicou.

Segundo Gabriela Queirós, depois de ter alcançado "muito bom", na última avaliação, o Centro de Vulcanologia foi agora classificado com "Excelente, a nota máxima".

"É um reconhecimento de que temos evoluído da forma certa e construído uma estrutura capaz de responder às solicitações regionais e de lidar com esta temática a nível internacional", sublinhou Gabriela Queirós.

Segundo o CVARG, a avaliação teve por base os relatos de painéis de peritos internacionais que visitaram todos os centros de investigação entre 2007 e 2009.

"Os avaliadores consideraram o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos uma unidade muito bem gerida, respeitada a nível internacional e cujas actividades de monitorização sismo vulcânica têm uma importância internacional, sendo igualmente reconhecidas localmente", refere.

O Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos faz a monitorização da actividade sísmica e vulcânica do arquipélago e avaliação dos riscos geológicos dos Açores.

Aquela unidade de investigação da Universidade dos Açores conta actualmente com cerca de 40 pessoas, entre investigadores, alunos de doutoramento e técnicos.


Fonte: DN Sapo

Novo caso suspeito de gripe A nos Açores


Há um novo caso suspeito de gripe A nos Açores, que está a ser observado. De acordo com a Lusa, trata-se de uma mulher de 50 anos, que regressou há seis dias dos EUA.

A doente, residente no concelho da Lagoa, em São Miguel, esta a sob observação no Hospital de Ponta Delgada.

A agência noticiosa aponta que, de acordo com a secretaria regional da Saúde, a mulher viajou desde Rhode Island para os Açores há seis dias.

Na altura não apresentou qualquer sintoma, mas essa situação alterou-se. «Tendo em conta a proveniência e sintomas, entretanto desenvolvidos, foi validado como um caso para investigação», referiu a secretaria, acrescentando que os resultados das análises serão tornados públicos logo que conhecidos.


domingo, 21 de junho de 2009

Açores vão ter Verões cada vez mais quentes e com menos chuva



A temperatura média está a subir nos Açores 0,3 graus Celsius por década, sobretudo a partir de meados dos anos 70 do Século XX e de acordo com os vários cenários climáticos para o horizonte 2100, estima-se que nos Açores haja Verões cada vez mais quentes e com menos chuva.

"Esta tendência não se nota muito de um ano para o outro, mas daqui a 100 anos vai-se notar", afirma Diamantino Henriques, delegado regional do Instituto de Meteorologia (IM) nos Açores, em entrevista ao Açoriano Oriental. Um cenário que no caso concreto da ilha de São Miguel também tem a particularidade de acentuar essa tendência de menos chuva e mais calor sobretudo para a costa sul, enquanto que na costa norte até se prevê que possa chover mais durante o Inverno.

A previsível diminuição da humidade relativa nos Açores num cenário a longo prazo pode ainda levar à redução das nuvens que se formam sobre as ilhas, nuvens essas que dão actualmente um contributo importante para a precipitação. "Vai haver um extremar de situações", alerta Diamantino Henriques, baseando-se nas actuais previsões climáticas e, "se se verificar o cenário para 2100, teremos problemas de falta de água com a condicionante que aqui não temos rios nem albufeiras, nem outras formas de encontrar água a não ser pela chuva".

O delegado regional do IM é, por isso, da opinião que os Açores se devem começar já a preparar para um cenário de falta de água no futuro, "sobretudo na questão do consumo e do desperdício" para não terem de enfrentar daqui a 100 anos uma realidade climática muito diferente da que existe actualmente. Até porque os Açores não estão à margem das alterações climáticas globais, apesar de se poder pensar que, por estarem isolados e não serem uma região muito industrializada, estariam por isso mais protegidos. Diamantino Henriques esclarece: "quando se fala em aquecimento global ele é mesmo global e quando se fala em efeito de estufa, o CO2, por exemplo, é um gás que se mistura bem na atmosfera e tem um período de vida bastante longo". Por isso, não se concentra só no sítio onde é produzido, dispersando-se muito rapidamente.

Contudo, há que ter cuidado quando se fala em alterações climáticas. "As temperaturas e a pluviosidade desta Primavera podem ter sido bastante diferentes das do ano anterior, mas só isso não quer dizer que tenha havido uma alteração climática", afirma Diamantino Henriques. E se a temperatura regista uma evolução mais ou menos constante, já a pluviosidade, num clima como o dos Açores, pode ter variações superiores a 60 por cento, mesmo dentro de um período longo de tempo analisado. Nos Açores, pode-se afirmar que o clima está a mudar, mas os sinais são mais claros na temperatura do que na precipitação.

Hoje, ouvimos regularmente falar de incêndios, seca e calor extremo num lado e chuvas torrenciais, no outro, quase em simultâneo. Diamantino Henriques não considera que estes sejam fenómenos tão anormais quando às vezes se faz crer, mesmo quando se atingem máximos históricos de temperatura ou de pluviosidade. "Esses fenómenos têm hoje maior visibilidade e mesmo quando ouvimos o nosso avô dizer que nunca viu uma coisa assim, temos de ter em conta que a memória das pessoas não é melhor do que a leitura de um instrumento meteorológico, além de que as pessoas estão hoje tão termoestabilizadas, devido ao maior conforto, que qualquer alteração é logo notada", conclui o delegado regional do IM.*

*Leia a reportagem completa na edição impressa do Açoriano Oriental de 21 de Junho de 2009.


Tripulante evacuado de navio no mar dos Açores


Um tripulante de um navio mercante foi ontem evacuado da embarcação, que se encontrava ao largo dos Açores, por estar com hemorragias internas.

A operação esteve a cargo da Marinha e da Força Aérea, que apenas conseguiram resgatar o doente, de nacionalidade Filipina, depois de o navio se aproximar da ilha, uma vez que se estava ainda a uma distância de 170 milhas náuticas a Oeste da ilha das Flores.


sábado, 20 de junho de 2009

'Ilha do Touro' quer defender valores da cultura taurina



A defesa e promoção da cultura taurina é o objectivo da plataforma Ilha do Touro, lançada por 17 instituições da sociedade açoriana com o objectivo de "manter vivos os valores de uma das mais fortes expressões culturais" dos Açores.

"É um movimento abrangente e aglutinador que fazia todo o sentido criar, já que a cultura taurina não está a ser cuidada como actividade cultural, económica e social com a relevância que tem", afirmou Arlindo Teles, presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, uma das entidades envolvidas na criação da plataforma.

"A cultura taurina está a ser desrespeitada", frisou à Lusa Arlindo Teles, recordando que esta é "uma das mais fortes expressões culturais dos países onde se pratica".

O presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense voltou a lamentar que o parlamento açoriano tenha rejeitado, em Maio, a proposta de decreto legislativo regional que autorizava as corridas de touros picadas nos Açores e criticou também o tratamento da comunicação social a este tema.

"A comunicação social, salvo algumas excepções, tem tido uma atitude preconceituosa em relação à tauromaquia", afirmou Arlindo Teles.

Para inverter este quadro, a Plataforma de Promoção da Cultura Taurina Ilha do Touro pretende realizar acções de sensibilização e de cariz pedagógico que possam "contribuir para o esclarecimento das pessoas e da comunicação social".

"Pretendemos servir de elo de ligação entre organismos que interfiram ou interajam com esta realidade, de sensibilização dos decisores políticos", salientou Arlindo Teles.

A Ilha do Touro pretende ser também um elo de ligação com organizações similares espalhadas por todo o mundo, constituindo desta forma uma "rede global de defesa e promoção da tauromaquia".

"É um movimento abrangente para promover a cultura taurina, os seus valores e importância", frisou Arlindo Teles.

A Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, a Associação Agrícola da Ilha Terceira, as tertúlias tauromáquicas Terceirense e Praiense, a Associação da Festa Brava Açoriana e a Associação Regional de Criadores da Tourada à Corda são algumas das instituições promotoras desta plataforma.

A Ilha do Toura conta ainda com a Associação da Festa Brava Açoriana e a Sociedade Tauromáquica Progresso Terceirense, além de grupos de forcados, cavaleiros e bandarilheiros, entre outros subscritores.

Fonte: DN-Sapo

Concurso nos Açores ainda sem candidatos



O concurso para o serviço público de ligações aéreas entre as ilhas dos Açores ainda não recebeu nenhuma proposta, revelou hoje o secretário regional da Economia, alertando que a transportadora açoriana SATA deve estar preparada para a concorrência.

"Ainda nenhuma companhia concorreu, mas é preciso ter presente que essa possibilidade existe", afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem de um colóquio sobre transportes aéreos nos Açores.

Nesse sentido, Vasco Cordeiro recordou que "não se está num quadro em que (o governo regional) possa endereçar directamente à SATA este tipo de serviço".

O concurso internacional para o serviço público de ligações aéreas entre as ilhas do arquipélago açoriano, lançado em Maio, decorre até meados de Julho.

O secretário regional da Economia, apesar de admitir que "qualquer companhia pode concorrer" a este concurso, manifestou a convicção de que a SATA é a que possui "melhores condições" para assegurar este serviço público.

Para Vasco Cordeiro, a SATA tem dado "resposta aos actuais desafios", criados por uma conjuntura de concorrência e competitividade.

Nas declarações que prestou aos jornalistas, o secretário regional da Economia criticou ainda o facto de o PSD/Açores considerar que a concentração de aviões da SATA na ilha de S. Miguel coloca em causa o serviço público.

"Não é o facto de um avião estar estacionado num aeroporto A ou B que contribui para o serviço público. O que contribui para o serviço público é a fiabilidade, qualidade e eficiência dos transportes aéreos", reforçou Vasco Cordeiro, lamentando que os social-democratas "não tenham ouvido as explicações" anteriormente dadas pelo executivo regional sobre esta matéria.

O PSD/Açores reafirmou hoje, no parlamento regional, que a concentração de todos os aviões da SATA em S. Miguel “põe em causa” o serviço público de transporte aéreo na região, defendendo a colocação de uma aeronave na ilha Terceira para salvaguardar eventuais problemas de natureza meteorológica, operacional ou provocados por uma catástrofe natural.

O secretário regional da Economia inaugurou também hoje uma exposição sobre transportes aéreos nos Açores, integrada nas comemorações do 62º aniversário da SATA e do 90º aniversário da primeira travessia aérea do Atlântico.

A mostra, patente nas Portas do Mar, na marginal de Ponta Delgada, inclui uma réplica do NC-4, o avião utilizado por Albert Read na primeira travessia aérea do Atlântico.


Fonte: Destak.pt

Entrega dos Magalhães está «regularizada»



O Governo Regional dos Açores assegurou hoje que a distribuição dos computadores Magalhães aos alunos do arquipélago, iniciada segunda-feira, está “regularizada”, depois de resolvidos “alguns percalços”, relacionados com problemas de moradas e de contactos.

“A entrega dos computadores Magalhães nas escolas dos Açores, está regularizada”, refere a Direcção Regional de Educação, numa nota enviada à Lusa, que não refere quantos aparelhos já foram entregues.

Os portáteis começaram a ser entregues aos alunos do primeiro ciclo açorianos na segunda-feira, numa cerimónia realizada em Angra do Heroísmo, estando previsto que sejam distribuídos cerca de 13 mil computadores no arquipélago.

Segundo o governo regional, os “percalços” ocorridos na fase inicial do processo de entrega dos computadores estiveram relacionados com o facto de estarem a ser enviados para “a morada da escola constante da ficha de inscrição do aluno, o que, em alguns casos, identificava a escola-sede e não a e-escolinha do primeiro ciclo que frequenta”.

Este problema já foi resolvido, tendo a direcção regional dado indicações para evitar que se repita.

Outro problema detectado está relacionado com alunos que não receberam os seus computadores porque os processos não estão concluídos devido a falta de pagamento.

“Grande parte destas situações é devida ao facto de as referências para pagamento serem enviados por SMS para telemóvel e o número de contacto fornecido ser de um telefone fixo”, refere a nota da Direcção Regional de Educação.

Nestes casos, torna-se necessário que os encarregados de educação façam uma actualização dos seus dados de contacto para que o processo possa ser encerrado e os computadores enviados aos alunos.

A Direcção Regional de Educação revela ter também detectado situações de avaria nos equipamentos, mas salienta que os problemas estão resolvidos, acrescentando que o apoio técnico é assegurado em “todas as ilhas” através do número 707 101 480.

Em Ponta Delgada (S. Miguel), Praia da Vitória (Terceira), Horta (Faial) e Madalena (Pico) existem lojas onde é possível solicitar esse apoio técnico.

Fonte: Diário Digital

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Festivais de música este verão em todas as ilhas dos Açores




No Verão quase todas as ilhas dos Açores têm festividades ligadas à música. Desde a Maré de Agosto, às Sanjoaninas, passando pelo Angra Rock e pela Semana do Mar, os açorianos têm muito poder de escolha.
Mais uma vez, neste Verão muitos artistas vão visitar as ilhas do Arquipélago açoriano. Começando pela Terceira, a ilha acolhe as Sanjoaninas 2009, de 19 a 28 de Junho. Do programa constam muitas animações e muita música, assim como muito desporto. O cartaz é preenchido com nomes como Carlinhos Brown, Buraka Som Sistema, Angélico, Per7ume, Susana Félix, José Cid, Homem Mau e os Peste & Sida. A festa do sol, nome dado às Sanjoaninas, engloba ainda uma área dedicada à gastronomia e a feira de S. João, ligada à tauromaquia. Assim, foram criadas quatro corridas e uma novilhada. O objectivo é abranger todos os públicos e áreas da tauromaquia.

A grande novidade deste ano é a corrida de burros. No que toca ao desporto, haverá lugar para o paintball, aeromodelismo, caça, pesca ao curriço, golfe, entre outras actividades. Também haverá lugar para o Angra Dowen Garden, em BTT, que conta com a participação de cinco pilotos do Continente.

Nos últimos dias de Julho, a animação acontece na ilha do Pico, com a realização do Cais de Agosto. O festival decorre, este ano, entre 30 de Julho e dois de Agosto. O cartaz contempla nomes como Os Deolinda, Mickael Carreira, La Frontera e Buraka Som Sistema. A Banda Agosto também vai animar estas festividades, como já é habitual.

Entre um e oito de Agosto podem voltar para a Terceira, pois por esta altura a Praia da Vitória acolhe as Festas da Praia 2009.

Existirão três palcos: o Palco das Tradições, na Praça Francisco Ornelas da Câmara, o Palco Músicas do Mundo, na Avenida junto à Marina, e o Palco Principal, no antigo campo de jogos Municipal, junto à Dream Zone.

O Palco Principal irá acolher a música de Paulo Gonzo, Boss AC, Slimmy, Brandi Carlile, Código, João Pedro Pais, Rita Guerra e Gabriel, O Pensador.

Já no Palco Mundo, passarão nomes como os Canta Brasil, Flor-de-Lis, Entre Parentes e 49 Special. Por último, no Palco Tradições haverá lugar, por exemplo, para a Banda Filarmónica Praiense, Filarmónica Recreio Lajense, Filarmónica Progresso Lajense, folclore, cantoria e velhas, Grupo de Fado Sete Colinas, Filarmónica da Piedade do Pico.

Também por estes dias, prepare as malas e as bagagens para a ilha do Faial, para fazer parte da Semana do Mar.

Este festival conta com diversas actividades de ordem cultural, de entretenimento e desportivas. Actualmente, este evento é organizado pela Câmara Municipal da Horta e abarca actividades desportivas como regatas de vela ligeira, de cruzeiro e de botes baleeiros, provas de remo, canoagem, jet-ski, natação, pólo aquático e pesca desportiva.

Apesar do ambiente de férias que se vive nesta época do ano, na Semana do Mar também há espaço para a leitura. Assim sendo, realiza-se uma festa do livro, na qual já estiverem presentes mais de 100 editoras em edições anteriores.

Já está confirmada a presença de três bandas e de dois grupos folclóricos internacionais. A música local ficará a cargo dos Punkada e dos Bandarra. A banda britânica US4/U2 também pisará terras do Faial, trazendo aos faialenses os maiores sucessos dos U2.

O trio de guitarras “Sete Colinas”, da cidade de Fremont, e o português Tony Carreira são outras animações que a Semana do Mar vai oferecer aos seus visitantes.

Regatas na Semana do Mar

A cidade da Horta vai receber comitivas que acompanham as regatas internacionais, as quais vão escalar o Porto da Horta, na Semana do Mar. Para além da Vannes-Horta-Vannes, que chegará à cidade da Horta na abertura da Semana do Mar, é ainda esperada a segunda edição da Regata Transatlântica a Las Azores – Ceuta/ Horta e os participantes na Rota das Hortênsias, que liga há já dez edições a Horta a Etel e Concarneau, em França.

Haverá também tempo e lugar para um festival internacional de folclore, que conta com a presença de um grupo de dança folclórica do México e um grupo de música e dança do Paraguai, a par dos grupos folclóricos da ilha do Faial. A Tuna Feminina de Medicina do Porto, a banda terceirense “Só Forro” e as actuações das bandas filarmónicas são outros aspectos que preenchem o cartaz.

Fonte: Expressodasnove.pt

Avaria deixou S. Miguel sem electricidade


Uma avaria ainda não identificada provocou hoje um corte no fornecimento de energia eléctrica em S. Miguel, Açores, que se prolongou durante cerca de 20 minutos, afectando especialmente a cidade de Ponta Delgada.

O problema ocorreu na subestação dos Milhafres e, segundo uma fonte da Electricidade dos Açores (EDA), afectou «grande parte» da cidade de Ponta Delgada, além de outras áreas não especificadas da ilha de S. Miguel.

«É uma situação pouco normal», frisou a fonte, admitindo que os técnicos da empresa ainda não identificaram o problema que originou o corte no fornecimento de energia eléctrica.

A situação está normalizada desde as 10:00 (11:00 em Lisboa).


Sanjoaninas são as maiores festas profanas dos Açores


Durante dez dias e dez noites a festa toma conta das ruas, avenidas e praças da mais festiva das cidades açorianas. A animação promete ser grande.

Com uma das melhores feiras taurinas do País, um cartaz musical de luxo e um grande investimento no embelezamento e cortejos únicos, as Sanjoaninas 2009, arrancam hoje, sexta-feira, dia 19 de Junho, em Angra do Heroísmo.
Com um orçamento de 1,5 milhões de euros, durante dez dias, milhares de terceirenses e forasteiros vão ter acesso ao que de melhor se apresenta na Terceira e nos Açores. “As Sanjoaninas atingiram uma dimensão nacional e internacional, mas de grande implementação local, existindo uma pressão positiva para que a qualidade se mantenha”, diz Miguel Costa, presidente da comissão das festas. Estas são as festas concelhias de Angra do Heroísmo, por isso a comissão organizadora recebeu um grande apoio da autarquia, o que significa “um verdadeiro investimento na promoção turística e cultural da cidade, e com um retorno que ultrapassa o tangível”.
“Tendo por base toda a grave situação económica que o planeta atravessa - sustenta Miguel Costa - optou-se por um tema que transmitisse energia e esperança às pessoas, e que melhor para simbolizar isso mesmo do que a Festa do Sol”.
Façamos, então, uma viagem guiada com o nosso interlocutor pelos principais momentos da edição deste ano das maiores festas profanas dos Açores: o cortejo de abertura, um dos pontos-chave das Sanjoaninas, é composto por cinco carros, com a direcção artística de Luís Pedro Ribeiro.
O primeiro carro intitula-se “Noite e Dia”, com a referência ao Sol como controlador das nossas vidas: de noite o descanso, de dia o trabalho; o escuro e o luminoso. O segundo e terceiro carro simbolizam os dois solstícios (Verão e Inverno), com as estações da Primavera e Verão, em todo o seu calor e energia, e o Outono e o Inverno passando uma sensação de chuva, nevoeiro e vento. O quarto carro, “Horas e Zodíaco”, representa o simbolismo que o Sol tem na nossa vida, regulando o dia-a-dia e o destino. O quinto e último carro, que transportará a rainha (Mónica Seidi), é uma pura homenagem ao Sol, em todo o seu esplendor, calor e dinamismo. A cada carro estão associados um ou dois grupos de figurantes, cada um com coreografias específicas, muito dinâmicas e ainda algumas surpresas, num total de 200 elementos.
As Sanjoaninas obedecem a vários aspectos, como é o caso da data, pois o S. João festeja-se a 24 de Junho, tendo os dias da festa que se realizar em torno disso. Outra condicionante é a geográfica ou arquitectónica: “Foi nossa opção centrar as festas na rua da Sé - a principal artéria da cidade - ligando a Praça Velha ao Alto das Covas, e causando a circulação pelos outros pontos dos festejos: Bailão, Pátio da Alfândega e Prior do Crato”, diz Miguel Costa.
O conceito das festas, contudo, mantém-se, com pequenas alterações de ano para ano, mas sempre inserido numa cidade que tem um rico emaranhado de ruas, e vários pontos com animação, palcos musicais e gastronomia. “O regresso dos concertos ao Cerrado do Bailão foi uma tentativa de voltar a centrar o movimento no centro da cidade, intercalado com os outros quatro palcos distribuídos pela cidade”, explica o principal responsável da comissão organizadora.

A sombra da crise económica

A actual situação de crise económica generalizada fez-se sentir, também, de duas maneiras muito distintas nas Sanjoaninas 2009: a retracção por parte dos patrocinadores e o cuidado a ter com quem visita Angra do Heroísmo. “Desde o início dos trabalhos, logo em Julho de 2008 - salienta Miguel Costa - apercebemo-nos que alguns patrocinadores teriam problemas em manter o apoio de outras edições, principalmente as grandes empresas de cariz nacional. A nível local tivemos um apoio que se manteve, embora mais direccionado para a disponibilização em géneros e descontos do que propriamente em dinheiro.
Felizmente as pequenas e médias empresas locais mantiveram, quase todas, o seu habitual apoio, quer por de facto perceberem a importância económica que as Sanjoaninas têm para a ilha, quer por uma questão de tradição e vontade de colaboração com as festas”.


Carlos César desafia Câmaras a uma parceria com o Governo para melhorar a mobilidade rodoviária



“Um bom exemplo de uma parceria útil e eficaz com a Câmara da Praia da Vitória” foi como o presidente do Governo classificou o processo que culminou na reabilitação da Estrada 25 de Abril, naquele concelho da ilha Terceira.

O investimento, que o Governo comparticipou em cerca de 1,6 milhões de euros e que – como salientou Carlos César, no acto de inauguração – “vai criar melhores condições de mobilidade, maior conforto, diminuir tempos de percurso e gerar melhores condições para a atracção de novos empreendimentos”, insere-se na política governamental de permanente atenção à extensa rede rodoviária regional, que é de mais de 1450 quilómetros.

Trata-se de uma política que, não subestimando “a absoluta influência do transporte marítimo e aéreo na logística do desenvolvimento do nosso arquipélago”, valoriza o papel fundamental das acessibilidades terrestres no contexto de cada uma das nossas ilhas, como factores de coesão e de dinamismo económico e social.

Só na ilha Terceira – revelou o presidente do Governo – foram investidos, na última legislatura, cerca de trinta e cinco milhões de euros na requalificação de 106 km de estradas, estando o executivo a equacionar novos investimentos.

“Até 2012, avançaremos na reabilitação da Rua Padre Sousa e Estrada do Juncal, na Praia da Vitória, na reabilitação da estrada regional Porto da Praia/S. Sebastião/Porto Judeu (via Porto Martins) e, também, faremos obras de alargamento da Circular a Angra do Heroísmo e de repavimentação da estrada regional entre a Cruz das Cinco Ribeiras e Santa Bárbara”, disse.

Realçando as melhorias verificadas na rede rodoviária regional, com o consequente aumento da segurança, Carlos César afirmou desejar iguais progressos ao nível da mobilidade e considerou ser esse um desafio que gostaria que o Governo e as autarquias pudessem assumir em parceria.

A título de exemplo, referiu que em planos de ordenamento, sobretudo dentro das localidades, há necessidade de projectar vias ou corredores de circulação destinados aos transportes públicos, para que se sintam os benefícios da utilização destes, diminuindo os seus tempos de espera.

A propósito de transportes públicos, anunciou que o Governo vai proceder à reformulação da política tarifária actualmente em vigor, “privilegiando, tal como foi proposto pelo Partido Socialista no parlamento açoriano, os passes sociais e os sistemas combinados em detrimento da tarifa individual, e lançar novos títulos de transportes destinados aos estudantes, jovens e turistas.”


Fonte: GaCS