sábado, 2 de novembro de 2013

Segurança Social dos Açores cede espaço para novas instalações da Associação de Seniores de São Miguel

A Secretária Regional da Solidariedade Social afirmou hoje que a nova sede da Associação de Seniores de São Miguel, que será instalada num espaço cedido, a título gratuito, pela Segurança Social dos Açores, proporcionará as "condições adequadas" ao desenvolvimento das suas atividades.

O protocolo de cedência foi hoje formalizado numa cerimónia presidida por Piedade Lalanda, passando a associação a contar com uma nova sede num prédio urbano, na Rua das Laranjeiras, em Ponta Delgada.

"Esta é mais uma iniciativa que visa pôr ao serviço da sociedade civil e das suas causas associativas imóveis que são propriedade do Estado, neste caso da Segurança social, rentabilizando e reaproveitando estes imóveis”, frisou a Secretária Regional.

Com a cedência do espaço para a instalação da associação, o Executivo açoriano, através da Segurança Social dos Açores, pretende contribuir para o desenvolvimento de “mais ações de solidariedade”, salientou a Secretária Regional.

Recentemente, a Segurança Social dos Açores cedeu um outro espaço, em Ponta Delgada, à Cáritas da Ilha de São Miguel, destinado à instalação e funcionamento do centro de atividades de tempos livres.

Paralelamente à assinatura do protocolo, a Associação de Seniores de São Miguel promoveu uma confraternização alusiva à tradição do "Pão por Deus", tendo a Secretária Regional destacado este ritual que convida “à partilha e à solidariedade”.

Para Piedade Lalanda, é possível, através da recuperação desta tradição, “ensinar os mais novos a se relacionarem com a vida como um tempo que se renova, um ciclo que começa no nascimento e termina na morte, mas que encontra continuidade nas gerações seguintes”.

Nesse sentido, defendeu que “a sociedade açoriana precisa de idosos ativos, capazes de recordar à geração mais nova que todos fazemos parte deste contínuo e permanentemente renovado que é a vida”.

“É na partilha de saberes e de competências que podemos enriquecer o património humano e recuperar esta ligação perdida que o Pão por Deus nos recorda”, afirmou.

Piedade Lalanda elogiou a iniciativa da Associação de Seniores de São Miguel de escolher o "Pão por Deus" como tema de reflexão, recuperando “uma tradição”, que convida a “refletir sobre a forma como encaramos a idade, o sentido da vida, a ligação entre gerações”.

A Associação de Seniores de São Miguel conta atualmente com mais de uma centena de sócios, tendo a Secretária Regional manifestado o desejo de que a instituição continue “a ser um exemplo do que é envelhecer de forma ativa”.

Anexos:
2013.11.02-SRSS-AssociaçãoSenioresSMiguelEPãoporDeus.MP3

GaCS

Paulo Teves destaca importância das associações açorianas no sul da Califórnia

O Diretor Regional das Comunidades destacou o trabalho desenvolvido pelas associações açorianas do sul da Califórnia na defesa dos interesses dos emigrantes açorianos, bem como o papel aglutinador que desempenham no seio das sociedades onde estão inseridas.

“Qualquer processo de emigração representa um desafio ao ser humano, pois resulta num afastamento da sua terra natal e num reinício de vida e costumes”, afirmou Paulo Teves, acrescentando que “as associações comunitárias têm, neste contexto, uma ação preponderante para atenuar a saudade, por um lado, e apoiar a integração, por outro”. 

Paulo Teves, que se encontra de visita às comunidades açorianas radicadas no estado norte-americano da Califórnia, elogiou os açorianos e seus descendentes que todos os dias estimulam “as diversas manifestações que enformam a açorianidade”.

O Diretor Regional das Comunidades iniciou a sua deslocação em Tulare, cidade onde reside uma considerável comunidade de açorianos e açordescendentes.

Nesta cidade, Paulo Teves reuniu com dirigentes e representantes de várias associações da comunidade açoriana, frisando que estas instituições “não devem ser apenas um importante espaço preservação da identidade cultural açoriana, mas também de divulgação dos Açores nas mais diversas áreas”, assumindo-se como “verdadeiras representantes dos interesses dos Açores e dos Açorianos”.

Nas cidades de Chino e Artesia, o Diretor Regional reuniu-se com dirigentes de várias associações representativas da comunidade açoriana, tendo reforçado nestes encontros a importância de um permanente contacto entre as comunidades emigradas e os Açores.

Para Paulo Teves, estas associações são “a afirmação da essência e identidade” açoriana, funcionando como “extensões insulares” para milhares de açorianos radicados na diáspora. 

O Diretor Regional das Comunidades participa hoje, em San Diego, no Fórum Civic Participation and Book Presentation: California's Portuguese Politicians, bem como na Gala Comemorativa do 22.º aniversário do Portuguese-American Leadership Council of the United States (PALCUS).



GaCS

A Direção da AFAA realiza passeio fotográfico “Retratos do Norte”, que decorrerá no dia 10 de novembro

A AFAA em parceria com a Norte Crescente, promove esta iniciativa com o objetivo de proporcionar a todos associados, uma excelente oportunidade de fotografarem alguns locais da costa norte de Ponta Delgada, de forma a participarem na 2ª edição do concurso “Retratos do Norte”, que aproveitamos para relembrar, termina o prazo de entrega das fotos, já a 15 de novembro de 2013.

Programa para o Passeio:
Data: 10 de novembro (domingo)
9h00 - Concentração na Quinta do Norte (antiga casa do Gaiato) na Vila das Capelas
9h10 - Saída em direção ao Moinho do Maranhão
9h15/9h30 - Paragem no Miradouro do Maranhão
9h35/10h10 - Visita à Oficina Museu das Capelas onde os participantes poderão fotografar o seu interior.
10h15/11h15 - Percurso pelo Trilho das Pias nas Capelas com passagem pelo porto da vila e por vários miradouros.
11h20/12h30 - Parque do Rosário e no porto de pescas, em Santo António
12h45/13h15 - Visita ao Moinho da Ajuda da Bretanha
13h30 - Almoço

A AFAA e a Norte Crescente, programaram um almoço / convívio, pelas 13h30m no Restaurante Cavalo Branco na freguesia de Santa Bárbara. O almoço é em regime de buffet e tem um custo de 15 euros, no entanto quem participar no passeio, pagará somente o preço especial de 7.50€ por pessoa.

Este almoço inclui o seguinte:
- Carne de vaca, porco e galinha
- Batata
- Recheio
- Favas
- Morcelas
- Chicharros
- Feijão assado
- Salada
- Uma bebida por pessoa
- Sobremesa
- Café

Para tornar o passeio mais agradável e também fomentar um convívio mais próximo entre todos, dispomos de transporte para 30 pessoas. O transporte terá partida na Quinta do Norte e no final do almoço levará os participantes de volta à Quinta do Norte até às suas viaturas.

Para beneficiar do transporte e do almoço a preço especial, deve efetuar a sua inscrição para o email passeios@afaa.pt, até ao próximo dia 7 de novembro. Após preenchidos os 30 lugares disponíveis, o transporte será da responsabilidade do participante, sendo que beneficiará na mesma do preço especial no almoço, desde que efetue a sua inscrição.

AFAA

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Agenda do Governo Regional dos Açores para 2 e 3 de novembro

SÁBADO, DIA 2:

ATIVIDADES DOS MEMBROS DO GOVERNO:

13H00 - A Secretária Regional da Solidariedade Social, Piedade Lalanda, preside à cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação com a Associação de Seniores de São Miguel para cedência de espaço.

Local: Hotel Marina Atlântico, em Ponta Delgada.

OUTROS AGENDAMENTOS:

- O Diretor Regional das Comunidades, Paulo Teves, termina a sua visita às comunidades açorianas residentes no Estado da Califórnia, Estados Unidos da América, cumprindo o seguinte programa:

15H30 - Participação no fórum Civic Participation and Book Presentation: California's Portuguese Politicians.

Local: Sheraton Hotel and Marina, Shutters Room, em San Diego.

18H30 - Participação na gala comemorativa do 22.º aniversário da The Portuguese-American Leadership Council of the United States - PALCUS.

Local: Sheraton Hotel and Marina, Fairbanks Ballroom, em San Diego.

NOTA: indica-se a hora local, menos seis do que nos Açores.

DOMINGO, DIA 3:

16H00 - O Diretor Regional da Cultura, Nuno Lopes, está presente no debate subordinado ao tema Teatro – sabor a vida, transtorno do mundo, no âmbito da Feira Outono Vivo.

Local: Academia da Juventude e das Artes da ilha Terceira, na Praia da Vitória.



GaCS

Luís Cabral recomenda às autarquias que testem os seus planos de catástrofe

O Secretário Regional da Saúde assistiu hoje ao encerramento do exercício “Cachalote 13”, integrado no treino operacional do Comando da Zona Militar dos Açores, tendo destacado a "importância que representa o apoio militar em momentos de catástrofe” e lançado um desafio às autarquias para que, “pelo menos, um vez por ano" testem os planos municipais de Proteção Civil, no sentido de "confirmar a sua operacionalidade”.

Luís Cabral, que assistiu ao exercício juntamente com o Presidente do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA), defendeu a necessidade de as câmaras municipais testarem os respetivos planos, lembrando que, numa altura em que se registaram várias alterações ao nível de responsáveis autárquicos, “é importante verificar, por exemplo, se os telemóveis de contacto continuam atualizados”.

O Secretário Regional salientou ainda que o SRPCBA tem o seu dispositivo, que atua em primeira linha, mas acrescentou que “é sempre bom, como açorianos, perceber que existe capacidade das Forças Armadas para dar uma resposta complementar, tal como foi demonstrado”.

O exercício que hoje terminou decorreu durante quatro dias, tendo como cenário uma situação decorrente de condições atmosféricas adversas.

Os militares envolvidos, entre outras atividades, montaram um acampamento de emergência nas proximidades do Complexo Desportivo João Paulo II, em Angra do Heroísmo, com capacidade para várias dezenas de pessoas, apoio médico, acomodações para eventuais desalojados e equipamentos móveis para preparação de refeições.

Na ocasião, os responsáveis militares fizeram um resumo dos exercícios que desenvolveram ao longo de 2013 no âmbito da sua preparação para missões de interesse público, com o objetivo de demostrar que estão prontos para prestar apoio ao Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

O exercício “Cachalote 13” decorreu simultaneamente nas ilhas de São Miguel e Terceira, envolvendo cerca de 400 militares dos regimentos de Guarnição N.º 1 e N.º 2 e da Unidade de Apoio do Comando da Zona Militar dos Açores. 

Anexos:
2013.11.01-SRS-ExerícioCachalote13.mp3

GaCS

Luiz Fagundes Duarte anuncia alterações à legislação de apoio às atividades culturais

O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura revelou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Governo dos Açores “está a preparar uma série de alterações” à legislação de apoio às atividades culturais no arquipélago.

Luiz Fagundes Duarte, que falava no final de uma audição na Comissão Permanente dos Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa, adiantou que as alterações à legislação regional visam a "valorização das atividades culturais populares”.

Neste sentido, as alterações legislativas que serão proximamente apresentadas ao Parlamento regional, devem permitir que, por exemplo, no caso das filarmónicas, a aposta na formação, quer dos músicos quer dos dirigentes, possibilite a continuação “desta longa e rica tradição” açoriana.

Luiz Fagundes Duarte, apesar de reconhecer mérito à iniciativa do CDS/PP para a criação de um programa regional de apoio às sociedades recreativas e às filarmónicas, que está em análise na comissão parlamentar, considerou que o projeto aponta para que “as filarmónicas sejam consideradas um caso a parte”, separadas das outras iniciativas e da estrutura da cultura popular açoriana.

O Secretário Regional, referindo-se à proposta governamental que altera o regime jurídico de apoio ao movimento associativo, também em análise no Parlamento açoriano, realçou o caráter “integrador” desta iniciativa.

Nesse sentido, salientou que, por um lado, coloca “em pé de igualdade” a prática do desporto adaptado ao dito desporto normal, valoriza a formação realizada nos clubes dos Açores e a consequente utilização desses atletas nas diferentes competições e, por outro, favorece a participação desportiva de clubes das ilhas com menor densidade populacional.

Anexos:
2013.11.01-SRECC-ComissãoAssuntosSociaisALRAA.mp3
GaCS

Último eclipse solar do ano é no domingo entre as 10h00 e as 12h00

O último eclipse solar do ano ocorre no domingo, sendo parcial na maior parte do mundo, incluindo Portugal, onde será de magnitude muito pequena, e total na África Equatorial, informou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).


O fenómeno apenas pode ser observado através de telescópios com filtros especiais. A observação directa pode provocar lesões oculares.

Em Portugal, como no resto do mundo, com excepção de África, apenas uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar, como se a Lua desse uma "dentada" no Sol, e, por isso, o eclipse é parcial.

No domingo, o céu parcialmente nublado, com "abertas", em Portugal, previsto pela meteorologia, não impede a observação do eclipse ao fim da manhã, período em que o fenómeno pode ser visto no país, ainda que com muito pouca amplitude, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa.

Tanto o OAL como o Planetário do Porto, o Centro Ciência Viva de Constância e o Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra promovem, se o tempo ajudar, sessões gratuitas de observação com telescópios.

Segundo informação disponibilizada pelo Observatório Astronómico de Lisboa no seu portal, o eclipse parcial atinge no continente o seu pico perto das 12:30, mas somente com 02% a 05% do Sol a estar tapado pela Lua nas regiões Norte e Centro e 05% a 08% nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

No território continental, o fenómeno inicia-se depois das 11:30 e termina pouco depois das 13:00.
O eclipse será um pouco maior nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, com a ocultação do Sol a rondar os 21% a 23% e a durar duas horas, mais meia hora face ao continente. Na Madeira, a maior fase do eclipse ocorrerá ao meio-dia e nos Açores perto das 11:00 (hora local).

Nas ilhas o fenómeno começa cerca das 10:00 (Açores)/11:00 (Madeira) e acaba perto das 12:00(Açores)/13:17 (Madeira).

Um eclipse solar como o de domingo é considerado raro, e designado híbrido, porque, além de poder ser total ou parcial, também pode ser anular.

"Isto deve-se ao facto de a sombra projectada na superfície terrestre se aproximar da Lua à medida que o eclipse percorre a curvatura da Terra", esclareceu à agência Lusa o director do Departamento de Mediação Científica do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa, João Retrê.
Na África Equatorial, o fenómeno começa por ser anular (todo o disco da Lua encontra-se em frente ao disco do Sol, deixando à vista um anel de luz) para depois se tornar, nalguns pontos, total (o Sol está totalmente tapado pela Lua).

Em São Tomé e Príncipe, mais de 90% do Sol estará tapado e, em Cabo Verde, sobretudo nas ilhas a sul (Brava, Fogo, Santiago e Maio), a ocultação será mais de 80%, de acordo com a página na Internet do Centro Ciência Viva de Constância.

Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa directamente entre a Terra e o Sol. A órbita da Lua em redor da Terra é elíptica, pelo que a distância face ao "planeta azul" varia constantemente.

João Retrê explicou que o eclipse solar anular ocorre "se a Lua se encontrar num ponto da sua órbita mais distante da Terra e o seu diâmetro aparente será inferior ao do Sol, não cobrindo todo o seu disco", sendo possível "observar um pequeno anel de luz em torno da silhueta escura da Lua".

Em contrapartida, o eclipse solar será total se "a Lua se encontrar num ponto da sua órbita mais perto da Terra", sendo que "a sua silhueta pode cobrir todo o disco solar".

Fonte: http://sol.sapo.pt

Obras de requalificação em 46 habitações sociais beneficiam 154 pessoas nos Açores

As obras de reparação e de requalificação de habitações sociais em curso nos Açores, de acordo com o planeado na Carta Regional de Obras Públicas, envolvem 46 habitações, num investimento de 286 mil euros que beneficia 154 pessoas.

Estas empreitadas, que se inserem na reabilitação urbana do património habitacional dos Açores e vão permitir melhorar as condições de vida de 46 famílias, estarão concluídas até ao final deste ano.

As obras em curso, coordenadas pela Sociedade de Promoção e Reabilitação de Habitação e Infra-Estruturas (SPRHI), são operadas, essencialmente, por pequenos construtores regionais, com empresas de dimensão de nível local e de ilha.

Estes trabalhos contribuem para a estratégia de regeneração urbana que o Governo dos Açores pretende consolidar na presente legislatura a favor de uma acentuada melhoria do parque habitacional, além de favorecerem a economia local e promoverem a melhoria da qualidade de vida na Região.




GaCS

Governo dos Açores alarga e reforça a Remuneração Complementar e aumenta Complemento de Pensão

O Presidente do Governo dos Açores anunciou hoje o alargamento e o reforço, no próximo ano, da Remuneração Complementar, passando a abranger mais 6.271 funcionários públicos, e um aumento do Complemento Regional de Pensão para os reformados e pensionistas, que passará a representar um apoio de 25 milhões de euros.

“O Governo dos Açores resolveu alargar a Remuneração Complementar, ampliando a abrangência e a intensidade desta última, criada em 2002, precisamente para minimizar o aumento dos custos da insularidade que se irão verificar em 2014 por via do agravamento fiscal”, afirmou Vasco Cordeiro, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada.

Segundo o Presidente do Governo, de uma situação atual em que a Remuneração Complementar se aplica a 7.590 funcionários públicos,  passará a abranger um total de 13.861, sendo assim alargada a mais 6.271 funcionários públicos.

Os custos desta ampliação ascendem a cerca de 12 milhões de euros, uma vez que, para além desse alargamento, há também um reforço da sua intensidade, adiantou Vasco Cordeiro, ao assegurar que ficam excluídos desta medida todos os cargos com remuneração acima de diretor de serviços, como sejam membros do Governo, diretores regionais e deputados regionais.

Relativamente aos pensionistas e reformados dos Açores, “também severamente afetados pela conjuntura adversa” que se vive, o Governo decidiu reforçar, mais uma vez, o valor do Complemento Regional de Pensão, em dois por cento.

“Esta medida, que beneficia cerca de 34 mil pensionistas e reformados, vê, assim, o seu valor novamente reforçado em 2014, após os aumentos que registou nos últimos anos, e irá representar, no próximo ano, um apoio de 25 milhões de euros aos nossos idosos e pensionistas”, sublinhou Vasco Cordeiro, lembrando que, apenas entre os anos 2009 e 2013, o Complemento Regional de Pensão aumentou mais de 20 por cento.

Estas duas medidas constam das propostas de Plano de Investimentos e de Orçamento para 2014, quinta-feira entregues ao Parlamento.

De acordo com o Presidente do Governo, os documentos que serão debatidos e votados este mês prevêem ainda o valor máximo de redução fiscal que a nova Lei das Finanças Regionais permite à Região para as taxas de IRS, IRC e IVA.

“Conforme é sabido, o Governo dos Açores sempre se bateu pela manutenção da possibilidade de termos taxas de impostos do IRS, IRC e IVA com um diferencial máximo de menos 30 por cento”, recordou Vasco Cordeiro, frisando que este não foi, porém, o entendimento da maioria PSD/CDS-PP na Assembleia da República, que impôs um aumento dos impostos aos Açorianos.

Perante isso, a proposta de Orçamento apresentada pelo Governo prevê que os impostos terão nos Açores uma redução de 20% em relação aos praticados no restante país, diminuição máxima que a lei permite à Região.

“Mesmo utilizando esse máximo possível de diferenciação fiscal, os impostos nos Açores terão um aumento por via da Lei de Finanças das Regiões Autónomas que a maioria PSD/CDS-PP aprovou na Assembleia da República”, salientou Vasco Cordeiro, ao reconhecer que esta medida terá impactos na redução do rendimento disponível das famílias, na retração da procura interna e na diminuição da rentabilidade das empresas.

Foi para contrariar este cenário, tendo em conta que na reativação do poder de compra das famílias Açorianas reside uma parte essencial para a reanimação das empresas açorianas, que o Governo dos Açores decidiu proceder ao alargamento da Remuneração Complementar.

“Se é certo que esse objectivo não se alcança por decreto, sobretudo quando a economia privada e as empresas se debatem com tantos constrangimentos, julgo que o Governo dos Açores, no exercício e no cumprimento daquela a que chamamos a Via Açoriana, deve, até ao limite dos nossos recursos e das nossas competências, aplicar todas as medidas que ajudem os Açorianos a ultrapassar esta fase tão difícil”, afirmou Vasco Cordeiro.

Segundo o Presidente do Governo dos Açores, com esta medida pretende-se minimizar o impacto no rendimento disponível das famílias beneficiárias da remuneração complementar, do aumento do imposto sobre o consumo, nomeadamente, os funcionários da administração regional e eventualmente da administração local, tendo em conta que constituem uma parte significativa da procura interna regional.

A aplicação desta medida à administração local, a suportar pelos orçamentos das autarquias locais, dependerá sempre da decisão dos respetivos órgãos competentes.

Também como contributo para a concretização do objetivo de estimular a atividade económica geradora de crescimento económico e de emprego, o Governo propôs a criação de benefícios fiscais em sede de IRC, IMI e IMT para a concretização de projetos de investimento que tenham relevância estratégica para o crescimento da economia regional e para a criação de emprego, dando assim um estímulo adicional ao incremento da competitividade do investimento privado na Região.

Todas estas medidas serão desenvolvidas pelo Governo dos Açores, assegurando, ao mesmo tempo, o cumprimento do dever de solidariedade para com o País no seu todo, em especial no que respeita ao objectivo de consolidação das contas públicas nacionais.

“O facto é que da Região Autónoma dos Açores resulta já um contributo acentuado em 2014 para os objetivos de consolidação orçamental do país, através da redução em 67 milhões de euros das obrigações do Estado na solidariedade para com esta Região, e de, em relação a 2010, as transferências serem já inferiores em 105 milhões de euros”, concluiu Vasco Cordeiro.

Anexos:
 2013.11.03-PGR-RemuneraçãoComplementar.mp3

GaCS

Açores contribuem para o Livro Branco do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

A Secretaria Regional da Solidariedade Social, através da Direção Regional da Solidariedade Social, e a equipa de Coordenação Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações promovem segunda-feira, 4 de novembro, um encontro com vista a recolher contributos para o Livro Branco do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações.

A iniciativa decorrerá no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, entre as 9h30 e as 17h00, e integra um conjunto de sete encontros idênticos realizados a nível nacional, incluindo um em cada uma das Regiões Autónomas.

Estes encontros visam, num diálogo intergeracional, identificar os limites e os desafios que se colocam no mundo atual à construção de uma sociedade mais solidária, capaz de realizar os direitos das várias gerações.

Os participantes vão também definir, numa lógica participativa, estratégias locais e nacionais capazes de responder aos desafios do envelhecimento ativo e da solidariedade entre gerações e, em paralelo, identificar práticas potenciadoras de uma intergeracionalidade positiva.

O evento, que terá o acompanhamento técnico do Centro de Estudos e Intervenção Social (CESIS), contará com a participação de um grupo de convidados bastante diversificado devido à sua heterogeneidade em termos de idade, percurso de vida, experiência pessoal e profissional e participação cívica, entre outros fatores.

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia proclamaram o ano de 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações, que se constituiu como um tempo e um espaço cruciais para o aprofundamento das questões relativas ao envelhecimento e aos desafios que as alterações demográficas colocam na construção de uma sociedade justa e solidária para todas as gerações.

Nos Açores, o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações foi assinalado com o envolvimento e a participação de cerca de 75 organismos da administração pública, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Misericórdias, associações de voluntários, universidade, escolas superiores de enfermagem e empresas.



GaCS

Declaração do Presidente do Governo dos Açores

Texto integral da declaração do Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, feita hoje, em Ponta Delgada, aos Órgãos de Comunicação Social:

“O Governo dos Açores apresentou ontem à Assembleia Legislativa da Região Autónoma as propostas de Plano de Investimentos e de Orçamento para o ano 2014.

Nesses documentos existem alguns aspetos que hoje gostaria de realçar.

O primeiro prende-se com a Lei de Finanças das Regiões Autónomas, aprovada já este ano pela Assembleia da República e com o novo limite máximo de diferenciação fiscal.

Conforme é sabido, o Governo dos Açores sempre se bateu pela manutenção da possibilidade de termos taxas de impostos do IRS, IRC e IVA com um diferencial máximo de menos 30%.

Assim não entendeu a maioria do PSD/CDS-PP na Assembleia da República, que, pela sua vontade, impôs um aumento dos impostos aos Açorianos.

A forma como o Governo dos Açores responde a esta situação é o que hoje nos traz aqui.

Em primeiro lugar, o Governo Regional decidiu utilizar o valor máximo de redução fiscal que a nova Lei das Finanças Regionais permite à Região para as taxas de IRS, IRC e IVA.

É isso que consta da proposta de Orçamento apresentada e que terá como consequência que esses impostos terão nos Açores uma redução de 20% em relação aos praticados no restante país, diminuição máxima que a lei nos permite.

No entanto, como atrás se referiu, este esforço está limitado aos constrangimentos impostos pela nova Lei de Finanças das Regiões Autónomas, ou seja, mesmo utilizando esse máximo possível de diferenciação fiscal, os impostos nos Açores terão um aumento por via da Lei de Finanças das Regiões Autónomas que a maioria PSD/CDS-PP aprovou na Assembleia da República.

Na verdade, consideramos que, particularmente no caso do aumento do imposto sobre o consumo, IVA, isso irá implicar um acréscimo dos custos de aquisição dos bens e serviços na Região, e, assim, penalizar o consumo e reduzir por essa via a atividade económica.

Dito de outra forma, esta medida terá impactos na redução do rendimento disponível das famílias, na retração da procura interna e na diminuição da rentabilidade das empresas.

Como temos sempre dito, é na reativação do poder de compra das famílias Açorianas que reside uma parte essencial para a reanimação das empresas Açorianas e para a recuperação da economia regional.

E se é certo que esse objetivo não se alcança por decreto, sobretudo quando a economia privada e as empresas se debatem com tantos constrangimentos, julgo que o Governo dos Açores, no exercício e no cumprimento daquela a que chamamos a Via Açoriana, deve, até ao limite dos nossos recursos e das nossas competências, aplicar todas as medidas que ajudem os Açorianos a ultrapassar esta fase tão difícil.

Assim, com o objetivo de minimizar o efeito decorrente, essencialmente, do aumento da tributação sobre o consumo e dos seus efeitos na atividade económica e no aumento dos custos da insularidade, o Governo dos Açores resolveu alargar a Remuneração Complementar, ampliando a abrangência e a intensidade desta última, criada em 2002, precisamente para minimizar o aumento dos custos da insularidade que se irão verificar em 2014 por via do agravamento fiscal.

Assim, de uma situação atual em que a remuneração complementar aplica-se a um universo de 7.590 funcionários públicos, esta medida passará a abranger um total de 13.861, sendo, assim, alargada a mais 6.271 funcionários públicos.

Os custos dessa ampliação ascendem a cerca de 12 milhões de euros, uma vez que, para além desse alargamento, há também um reforço da sua intensidade.

Com esta medida pretende-se minimizar o impacto no rendimento disponível das famílias beneficiárias da remuneração complementar, do aumento do imposto sobre o consumo, nomeadamente, os funcionários da administração regional e eventualmente da administração local, tendo em conta que constituem uma parte significativa da procura interna regional.

Refira-se que a aplicação dessa medida à administração local, a suportar pelos orçamentos das autarquias locais, dependerá sempre da decisão dos respetivos órgãos competentes.

Por outro lado, um outro setor que merece a nossa particular atenção é o dos nossos pensionistas e reformados, também severamente afetados pela conjuntura adversa que vivemos.

Assim, o Governo dos Açores decidiu reforçar, mais uma vez, o valor do Complemento Regional de Pensão, desta vez em 2%.

Esta medida, que beneficia cerca de 34 mil pensionistas e reformados, vê, assim, o seu valor novamente reforçado em 2014, após os aumentos que registou nos últimos anos, e irá representar, no próximo ano, um apoio de 25 milhões de euros aos nossos idosos e aos nossos pensionistas.

Na verdade, é de referir a este propósito que, apenas entre os anos 2009 e 2013, o Complemento Regional de Pensão aumentou mais de 20%.

Por último, e também como contributo para a concretização do objetivo de estimular a atividade económica geradora de crescimento económico e de emprego, propomos a criação de benefícios fiscais em sede de IRC,IMI e IMT para a concretização de projetos de investimentos que tenham relevância estratégica para o crescimento da economia regional e para a criação de emprego, dando assim um estímulo adicional ao incremento da competitividade do investimento privado na Região.

Um último aspeto que considero importante realçar prende-se com o facto de todas estas medidas serem desenvolvidas pelo Governo dos Açores, assegurando, ao mesmo tempo, o cumprimento do dever de solidariedade que temos para com o País no seu todo, em especial no que respeita ao objetivo de consolidação das contas públicas nacionais.

O facto é que da Região Autónoma dos Açores resulta já um contributo acentuado em 2014 para os objetivos de consolidação do orçamental do país, através da redução em 67 milhões de euros das obrigações do Estado na solidariedade para com esta Região, e de, em relação a 2010, as transferências serem já inferiores em 105 milhões de euros.

Para além disso, a dívida pública dos Açores, de acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, é de apenas 19% do nosso PIB, enquanto no país ultrapassa 124% do PIB.

Por seu lado, o défice da Região, de acordo com o INE, foi de 0,4% do PIB, tendo no país se situado acima dos 6%.


Consideramos, assim, justificável e necessário que o Governo dos Açores, naquilo que depende das suas competências e dos seus recursos, realize mais este esforço interno para reduzir o impacto sobre a atividade económica, o emprego e a procura interna deste aumento da carga fiscal decidida pela maioria PSD/CDS-PP".



GaCS