quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Governo implementa Sistema de Informação e Monitorização do Fenómeno da Violência Doméstica na Região


A partir de agora, a Região dispõe de um Sistema de Informação e Monitorização do Fenómeno da Violência Doméstica, numa iniciativa levada a cabo pela Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, através da Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social e do Instituto de Desenvolvimento Social dos Açores, em parceria com a Associação Crescer em Confiança.


Segundo a Presidente do Instituto para o Desenvolvimento Social dos Açores, o novo sistema insere-se no Plano Regional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e visa a “criação de um mecanismo de recolha de informação uniformizada e sistemática, para melhor caracterização de todas as dimensões envolvidas no fenómeno, designadamente as situações apoiadas pelas organizações que trabalham na área da violência doméstica”.

A recolha de informação permitirá ainda uma permanente readequação da intervenção, bem como a definição de políticas de protecção e promoção destinadas às vítimas de violência doméstica, explicou Paula Ramos.

Na ocasião, a Directora Regional da Solidariedade e Segurança Social, que também esteve presente na apresentação pública da nova ferramenta, disse mesmo que a vantagem daquele sistema “é essencialmente o facto de permitir uma melhor caracterização das vítimas, dos agressores e do tipo de actos praticados”.

Natércia Gaspar assegurou ainda que os dados recolhidos são sigilosos e só os técnicos de acompanhamento às vítimas é que têm acesso aos mesmos, permitindo assim que a identificação das pessoas seja salvaguardada.

As informações são inseridas por todas as instituições que trabalham na área da violência doméstica e que têm protocolo com a Região.

Falando sobre o número de queixas na área da violência doméstica nos Açores, a Directora Regional afirmou que, este ano, já foram sinalizadas e acompanhadas cerca de 687 situações.

“As denúncias têm vindo a aumentar, o que não significa que o fenómeno também esteja”, clarificou Natércia Gaspar, destacando a importância do papel da sociedade civil e da própria comunicação social na divulgação deste crime.



GaCS

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