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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Açores representados na reunião do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto




O Director Regional do Desporto, António Gomes, participa terça-feira, em Lisboa, na reunião do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto (CESD), em representação da Região Autónoma dos Açores.

A reunião de trabalho está agenda para as 15 horas (menos uma hora nos Açores) e vai decorrer nas instalações do Instituto do Desporto de Portugal, localizadas no Complexo Desportivo da Lapa.

Além da apreciação das disposições da lei nº 39/2009, de 30 de Julho, que dispõem sobre a obrigatoriedade de registo do CESD dos regulamentos de prevenção da violência e dos regulamentos de segurança e de utilização dos espaços de acesso ao público, os conselheiros vão analisar os recentes incidentes por ocasião de espectáculos desportivos de risco elevado.

Da ordem de trabalhos consta, também, o registo no CESD de grupos organizados de adeptos e a composição da Comissão Permanente constituída no âmbito do CESD.

Ao Conselho para a Ética e Segurança no Desporto compete promover e coordenar a adopção de medidas de combate às manifestações de violência associadas ao desporto, à dopagem, à corrupção e ao racismo e xenofobia.

O Conselho, que funciona junto do membro do Governo com a tutela do Desporto, tem ainda por missão acompanhar o desenvolvimento de políticas desportivas e pronunciar-se sobre projectos legislativos relativos a matérias de desporto.

Integram este organismo, que vem substituir o antigo Conselho Superior de Desporto, o membro do Governo responsável pela área do Desporto, o presidente do Instituto do Desporto de Portugal, representantes de seis ministérios, das regiões autónomas dos Açores e Madeira, da Associação Portuguesa de Municípios, dos comités Olímpico e Paralímpico e da Confederação do Desporto de Portugal, entre outros.


GaCS/RM

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ética na saúde em debate alargado



O secretário Regional da Saúde defendeu hoje um debate alargado e multi-disciplinar entre comissões de ética, comissões de humanização e núcleos e ligas dos amigos hospitais.

No discurso proferido na sessão de abertura do Encontro “Exigências Éticas no âmbito dos Cuidados Paliativos”, que decorre em Angra do Heroísmo, Miguel Correia considerou importante “que se discutam desafios comuns e se promova uma actuação articulada e consequente”.

O secretário da Saúde defendeu, de igual modo, que as comissões de ética têm de ser entendidas não só no âmbito dos hospitais, mas também nos centros de saúde.

Nesse sentido, deixou o desafio a todos para que pensem de como as comissões de ética podem ser alargadas aos centros de saúde da Região e de como se podem articular.

O governo, da sua parte, disse Miguel Correia, tudo fará para que sejam disponibilizados os recursos necessários.

O encontro que decorre em Angra aborda questões relacionadas com o direito aos cuidados paliativos

O secretário da Saúde felicitou a oportunidade do encontro “que vai permitir uma reflexão de muito interesse para os profissionais de saúde e para os estudiosos desta temática, mas também para os responsáveis políticos que por compromissos estabelecidos mundialmente têm deveres nesta matéria”.

No plano regional, a rede de cuidados continuados prevê unidades de internamento de cuidados paliativos, assim como equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos.

Neste momento, estes cuidados são assegurados nos internamentos das unidades de saúde, mas, segundo Miguel Correia “o nível de exigência que se pretende obrigará à criação de equipas hospitalares com formação específica”.

O secretário da Saúde espera que as reflexões feitas neste encontro, que se repete amanhã em Ponta Delgada, contribuam, de igual modo, para sedimentar a tomada de consciência dos dirigentes e dos profissionais de saúde e levem à questão da humanização dos serviços, quer do ponto de vista físico, das instalações, como do tratamento afável entre as pessoas, técnicos de saúde e doentes.

“Muitas vezes a cordialidade e a capacidade de saber transmitir uma notícia menos agradável, são fundamentais para que as pessoas aceitem a sua doença e reconheçam a dedicação dos profissionais de saúde”, disse Miguel Correia.



GaCS/RC