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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Exposição “Craig Mello, Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia em 2006”, em Angra do Heroísmo



A Presidência do Governo, através da Coordenação dos Palácios e da Direcção Regional da Cultura, promove, de 25 de Maio a 30 Junho de 2010, no Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, a exposição “Craig Mello, Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia, 2006”. A inauguração terá lugar pelas 15h30 do dia 25 de Maio e contará com a presença do Presidente do Governo Regional dos Açores.

Na ocasião será proferida uma conferência por Luísa Mota Vieira, investigadora principal na área da genética do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, que abordará o percurso do laureado e a investigação que conduziu à atribuição do Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia em 2006,

Esta exposição itinerante surge na sequência da visita aos Açores do Professor Craig Mello, em Julho de 2009, a convite da Presidência do Governo Regional, e conta com a colaboração da Direcção Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações, da Direcção Regional dos Equipamentos e dos Transportes Terrestres e da Direcção Regional da Educação.

Dos objectivos desta iniciativa, para além de dar a conhecer a todos os açorianos os aspectos da vida de um descendente de açorianos laureado com um Prémio Nobel, salienta-se a intenção de sensibilizar e motivar os jovens para o conhecimento e investigação científica.

A mostra consiste num “kit expositivo” constituído por um conjunto de módulos expositores onde estão patentes, entre outros, a medalha e o diploma do Prémio Nobel, bem como o livro com a genealogia do laureado, editado pela Presidência do Governo Regional dos Açores, através da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada. Estarão também ao acesso do público o visionamento da conferência proferida por Craig Mello durante a sua estada na ilha de São Miguel e páginas da Internet relacionadas com a sua vida e trabalhos científicos, através de terminais interactivos.

A exposição poderá ser visitada de 25 de Maio a 18 de Junho e de 28 a 30 de Junho, no Palácio dos Capitães Generais, no seguinte horário: Segundas, Quartas, Quintas, Sextas e Sábados: das 10h00 às 20h00; Terças, Domingos e feriados: das 14h00 às 20h00. No período das Sanjoaninas (de 19 a 27 de Junho) o horário será alargado até às 23h00, com excepção dos dias 19 e 23 de Junho.

Recorde-se que a exposição “Craig Mello, Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia, 2006” já esteve patente no Museu Municipal da Ribeira Grande, concelho de origem dos familiares ascendentes de Craig Mello, no Museu dos Baleeiros nas Lajes do Pico e na Biblioteca Municipal de Santa Cruz da Graciosa.
Durante o segundo semestre de 2010 e no decurso de 2011, a mostra percorrerá as restantes ilhas dos Açores.



GaCS/SF/DRaC

quarta-feira, 24 de março de 2010

Urbanismo no Atlântico português é tema de conferência na Biblioteca Pública de Angra



A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo promove sexta-feira, dia 26 às 18 horas, uma conferência intitulada “Do urbanismo regulado no Atlântico português”, a cargo de Jorge Correia, da Universidade do Minho, especialista do modo português de construir cidades no período da Expansão Portuguesa.

Esta actividade integra-se no ciclo de conferências Oceano de Histórias – Novos Caminhos da História do Atlântico, realizado em parceria com o Centro de História de Além-Mar.

Pelas ilhas e costas do Atlântico, os portugueses implantaram vilas e cidades cujo traçado revela marcas de regulação geométrica entre os séculos XV e XVI. Em traços gerais, a conferência procura transmitir um panorama globalizante dos tecidos urbanos de fundação entre Quatrocentos e Quinhentos, da sua viagem e da aplicação de matrizes racionais entre o modelo científico e a experiência empírica portuguesa.

O conferencista é licenciado em Arquitectura e doutorado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, com a tese “Implantação da cidade portuguesa no Norte de África”, publicada em edição bilingue.

Desde 2000, quando foi coordenador de conteúdos do projecto “Mazagão: património edificado de origem portuguesa”, trabalha sobre os aspectos formais da presença portuguesa no Magrebe com projectos de investigação (“Portugal e sul de Marrocos: contactos e confrontos - séculos XV a XVIII” ou “Centro Interpretativo da Cité Portugaise, El Jadida”), com comunicações e publicações de âmbito nacional e internacional.

Actualmente, é docente na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, onde lecciona matérias relacionadas com a História da Arquitectura e da Cidade, e investigador integrado do Centro de História de Além-Mar.


GaCS/FA/BPARAH

quinta-feira, 18 de março de 2010

Esclarecimento da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social sobre a urbanização de Vale de Linhares



Face às informações veiculadas hoje pelos órgãos de Comunicação Social referente à Urbanização de Vale de Linhares, na freguesia de São Bento, no concelho de Angra do Heroísmo, a Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social, através da Direcção Regional de Habitação, esclarece seguinte:

1- O assunto exposto já foi suficientemente esclarecido e devidamente fundamentado há quase três anos, inclusive através de esclarecimentos prestados à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e à Provedoria de Justiça, sendo que estas entidades não encontraram qualquer desconformidade ou irregularidade no processo respeitante à promoção das 48 habitações de custos controlados na Urbanização de Vale de Linhares, sita na freguesia de São Bento do concelho de Angra do Heroísmo.



2- As afirmações divulgadas não correspondem à verdade factual da realização do mesmo empreendimento, sendo as mesmas infundadas, e com traços de evidente atitude de exclusão social, atentam sobre os direitos constitucionais assegurados por Lei a todos os cidadãos, como seja o caso da atribuição de uma habitação através de um contrato de renda apoiada a uma família em situação de maior dificuldade sócio-económica.


3- A comprovar a falta de veracidade das informações está o painel promocional instalado no mesmo empreendimento, onde os preços de venda das habitações anunciados pelo IHRU, na altura o INH, e previstos para o segundo trimestre de 2007, e que constam no referido painel, estavam já na altura próximos dos valores finais pagos, embora se soubesse que os mesmos seriam revistos para a data da conclusão do empreendimento. Do mesmo modo, a actualização dos preços foi feita desde a data da apresentação da proposta do promotor, ou seja, Julho de 2004, e não desde o Verão de 2006.



4- As habitações são atribuídas ao abrigo do regime de renda apoiada que estabelece um pagamento de rendas em função dos rendimentos auferidos pelas respectivas famílias e do número de dependentes. Neste conjunto de famílias existem valores de renda apoiada próximos dos 250 euros, por esta razão não se tratam de habitações “dadas”. As famílias que estão seleccionadas para os 12 realojamentos que faltam concretizar são acompanhadas por equipas técnicas multidisciplinares da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social.



5- O Governo não tenciona ser um mero espectador no processo de intervenção social, ou até mesmo ser um mero mediador. O Governo ambiciona ser um promotor de igualdades de oportunidades e, é este o ponto fulcral desta questão. Igualdade de Oportunidades.



6- Relembra-se no entanto que, os proprietários também beneficiaram de apoios públicos pois já usufruíram da bonificação no preço de venda das habitações em resultado da Região ter cedido os lotes e os projectos para a mesma urbanização.



7- A Região cedeu ao promotor os terrenos no valor de 122.019,24€ que também beneficiou da bonificação de juros no empréstimo concedido pelo IHRU para a realização do empreendimento, o que se traduziu na incorporação de diferentes apoios públicos a todos os adquirentes das habitações, através da correcção do preço de venda final comparativamente aos do mercado livre.



8- Tal significa que a mesma urbanização sempre foi pensada com um desiderato social orientado para as necessidades habitacionais emergentes, das quais, e nos termos dos documentos concursais, estava aberta a possibilidade de venda à Região ou à Câmara Municipal para fins de realojamentos, no caso de ficarem fogos disponíveis para venda após os concursos abertos para os adquirentes.




GaCS/SM