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quarta-feira, 24 de março de 2010

Governo antecipa intervenção em Água d’Alto prevista na concessão SCUT



Vigilância durante 24 horas por dia, pavimentação do desvio e diligências no sentido de a intervenção prevista na concessão SCUT avance o mais breve possível foram as garantias deixadas ontem em conferência de imprensa, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, relativamente à instabilidade dos taludes de Água d’Alto.

José Contente afirmou estar em negociações com a Euroscut, que tem um projecto para desenvolver e executar junto às praias, com o objectivo de manter as condições de transitabilidade neste troço de estrada, sobretudo no Inverno.

Para o secretário regional, as condições de segurança serão efectivas no projecto SCUT, neste caso particular, com o Eixo Sul Lagoa/Vila Franca do Campo, com a variante a Água d’Alto e outra a Vila Franca, a par da intervenção na zona balnear junto aos taludes, onde será efectuado um alargamento da plataforma da via e o rampeamento de uma parte do talude, além da protecção da orla marítima a fim de permitir o alargamento da estrada.

As obras em Água d’Alto serão adequadas ao tipo de tráfego, e às necessidades desse troço de estrada que, no futuro, servirá essencialmente quem usa a zona balnear, logo um tráfego muito menor.

O governante referiu que “o Governo Regional vai apelar para que a Euroscut Açores possa antecipar algumas das obras, para o Verão deste ano, a fim de garantir melhores condições de segurança no próximo Inverno. Será uma obra dimensionada para o tipo de utilização que aquela estrada vai passar a ter depois de o Governo ter definido que o eixo de segurança será a via rápida, mas não descuramos a zona balnear e integramos esse projecto na concessão das SCUT.”

O executivo açoriano, atendendo ao tipo de materiais que podem cair até no Verão, investiu anteriormente 700 mil euros numa rede de segurança colocada numa zona que corresponde à bacia de erosão mais pronunciada para que, até a uma altura de 30 metros, pudesse suster a queda de materiais, recordou o governante.

O secretário regional apelou ainda à compreensão dos cidadãos que usam este troço de estrada diariamente, referindo que os cortes de estrada ou o desvio provisório, correspondem à garantia das condições de segurança, “são sacrifícios em nome da segurança, e das obras que faremos na zona sobranceira à praia”.

“Até estarem garantidas as condições de estabilidade do talude, vamos manter a vigilância 24 horas por dia, vamos interromper o tráfego todas as vezes que as condições atmosféricas o exigirem - porque é preferível gastar mais duas horas do que acontecer qualquer acidente perante o risco de um talude instável - e sempre que os técnicos nos digam que é preciso tomar essas medidas de interrupção do trânsito”, disse José Contente.

Entretanto, até que tecnicamente se chegue à conclusão que a estabilização dos taludes já está garantida, o trânsito vai continuar condicionado. O secretário dos Equipamentos acrescentou, neste sentido, que o desvio provisório vai ser pavimentado a fim de melhorar as condições de transitabilidade e conforto “a quem já tem algum condicionamento na passagem de um concelho para o outro”, referiu.



GaCS/VS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Carlos César considera que o projecto SCUT vai trazer mais coesão económica a S. Miguel



O presidente do Governo dos Açores realçou o significativo impacto que o Projecto SCUT tem e vai ter na ilha de S. Miguel, quer em termos imediatos – com o envolvimento directo de mais de meio milhar de trabalhadores e, indirectamente, de outros setecentos, bem como de três dezenas de empresas participantes na obra – quer em termos futuros, na dinamização da economia de S. Miguel, permitindo muito maior coesão.

“Até agora nós vivemos, de um ponto de vista de economia, como ocupando uma parte da ilha de S. Miguel. O resto de S. Miguel funcionava como se fosse quase uma outra ilha e esta obra permite que haja uma integração económica e uma visão de conjunto da actividade empresarial e também da mobilidade social”, acrescentou.

Carlos César, que visitou hoje as obras em curso – concretamente o troço do Eixo Sul entre Água de Pau e Vila Franca e o troço do Eixo Norte compreendido entre a Ribeirinha e o miradouro de Santa Iria –, teve a oportunidade de se inteirar dos progressos registados e, no final do dia, mostrava-se satisfeito com o viu.

“É uma obra que é feita, apesar da sua dimensão, com grandes cuidados de integração paisagística, com uma grande minúcia do ponto de vista do estudo do seu impacto ambiental e do acompanhamento das consequências que estas obras têm sempre, com cuidados que têm que ver com a vida das nossas populações, desde o ruído até ao trânsito que é aliviado em zonas que hoje são muito martirizadas na ilha de S. Miguel”, sublinhou.

Afirmando que, nas vilas e freguesias da ilha, é importante que “exista uma vida para além da estrada”, o presidente do Governo manifestou-se convicto de que o projecto SCUT vai contribuir, de forma decisiva, para reforçar a identidade e a vida económica e social dos lugares.

“Portanto, esta obra é também uma obra de ordenamento do território, de ordenamento desses núcleos urbanos. É, talvez, a obra mais importante jamais realizada nesta ilha, também do ponto de vista da alteração do seu ordenamento e dos seus hábitos no plano económico e no plano social”, frisou.

Carlos César relativizou, por isso, as críticas que sempre aparecem neste tipo de obras, concretizando que “nós, quando partimos para esta obra, tivemos uma oposição muito feroz do PSD, particularmente da actual líder do PSD, que se manifestou contra esta obra, mas que estará, certamente, como deputada ou como presidente de Câmara, a assistir à sua inauguração com muito júbilo.”

O projecto SCUT, que melhorará, substancialmente, as acessibilidades na ilha de S. Miguel, representa um investimento superior a 350 milhões de euros e deverá estar concluído no final de 2011.



GaCS/CT

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Carlos César assegura que eventuais melhoramentos do projecto SCUT serão analisados em tempo oportuno

Carlos César garantiu hoje que o Governo Regional irá, em altura oportuna, concentrar-se naquilo que classificou de minúcias de um grande e importante projecto para a ilha de S. Miguel e para os Açores como é o projecto SCUT.

O presidente do Governo prometia, assim, dar atenção, em data posterior à conclusão da obra, ao pedido de extensão à Pedreira da ligação ao Nordeste prevista no projecto das SCUT, pedido esse esta tarde apresentado pelo presidente da Câmara Municipal daquele concelho, José Carlos Carreiro, em audiência que teve lugar no Palácio de Sant´Ana.

Recordando que a nova estrada vai permitir que S. Miguel deixe de ser incompleta, do ponto de vista económico, e passe a ser “um todo integrado, uniforme e com possibilidades e atractivos de investimento em todo o território que constitui a ilha”, Carlos César lembrou que só a distância entre os Barreiros e o Nordeste vai ser encurtada em 14 quilómetros, permitindo um enorme ganho de tempo na ligação a Ponta Delgada, ao aeroporto e ao hospital e, nessa medida, aproximando as populações mais afastadas.

“ Esta é que é a grande vantagem”, enfatizou, para acrescentar que, depois, “há minúcias no projecto que não se compaginam com a economia do próprio projecto no seu conjunto”.

Daí que, voltando à solicitação que lhe foi apresentada, tenha acrescentado que “mais adiante analisaremos estas pontas do projecto e onde poderemos melhorá-lo, com a intervenção da própria administração regional ou, até, em conjugação, em alguns casos, com a administração local.”



GaCS/CT

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Último troço da SCUT sempre foi entre os Fenais da Ajuda, Achadinha e Nordeste



O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos afirmou quinta-feira à noite, na Horta, que o projecto da SCUT na ilha de S. Miguel sempre previu que o último troço seria entre os Fenais da Ajuda, a Achadinha e o Nordeste.

Falando no parlamento açoriano, José Contente sublinhou que “é isto que está no projecto” e “é isto o que diz também o contrato de concessão aprovado nesta casa”.

O secretário regional recusou também a ideia de que o traçado da via na zona da Ribeira do Guilherme não tenha condições de segurança e que não sirva as exigências da Protecção Civil.
Segundo garantiu José Contente, o novo traçado naquela zona, que surgiu na sequência do “chumbo” dado pela Secretaria do Ambiente, tem todas as condições exigíveis e apenas demora mais um minuto a percorrer.

Esse traçado tem uma faixa de rodagem de sete metros, com bermas, e nas inclinações superiores a cinco graus apresenta três faixas de rodagem, elucidou o governante.

Considerou ainda que o projecto das SCUTS, que já ganhou o “estatuto de melhor projecto de acessibilidades para a ilha de S. Miguel”, está balizado desde o princípio de um modo muito claro.

“Este é um projecto de acessibilidades inter-concelhias, que obviamente não pode ligar todas as freguesias por onde o traçado passa”, argumentou o governante.

José Contente frisou que a decisão de levar as SCUTS ao concelho de Nordeste “é uma decisão política”, adiantando contudo que também as decisões políticas têm que “obedecer a alguns parâmetros e critérios”.


GaCS/FG