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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Intervenção do secretário da Presidência na apresentação da Imagem Gráfica “Açores – Região Europeia do Ano 2010”



Texto integral da intervenção do secretário regional da Presidência, André Bradford, proferida hoje na conferência de imprensa destinada à apresentação da Imagem Gráfica “Açores – Região Europeia do Ano 2010”, realizada no auditório do pavilhão da Feira Internacional de Lisboa (BTL).

“A apresentação da imagem promocional associada à designação dos Açores como Região Europeia do Ano 2010, que agora presenciaram (e que estará patente durante toda a presente edição da Bolsa de Turismo de Lisboa), marca simbolicamente o início de um percurso que ao longo deste ano dará aos Açores o devido destaque enquanto parcela do território europeu de vocacão atlântica e, em que pretendemos potenciar o conhecimento sobre a sua história, riqueza natural, gentes e cultura

Quisemos, com o logótipo que agora ficaram a conhecer, destacar o lugar dos Açores no mapa europeu, remetendo para a evidência geográfica – tantas vezes menosprezada ou mesmo esquecida - de que a nossa Região, independentemente de poder ser o extremo inicial ou final da Europa, consoante se olhe de Ocidente ou de Oriente, será sempre o centro do mundo Atlântico, cruzamento euro-americano, confluência necessária do mundo ocidental.

O poeta e escritor americano John Updike, de passagem pelos Açores, do convés de um navio que se perfilava junto à costa sul de S. Miguel, reconheceu-o e descreveu as nossas ilhas como

enormes raízes de lava
que nos prendem firmes
a meio do atlântico

Com os Açores, a Europa chega mais longe no Atlântico, avizinha-se do Continente Americano e ganha dimensão a Ocidente.

Com os Açores, a Europa amplia a sua escala e projecta o seu território marítimo de forma inigualável em todo o continente.

Com os Açores, a Europa vê enriquecida a sua diversidade biológica e o património natural que lhe está associado.

Com os Açores a Europa fundamenta melhor a sua ambição de relacionamento político e cultural aberto com outros países e territórios, como acontece, a este, com os Estados Unidos e o Canadá, e a Sul, com a América Latina e Cabo Verde.

Somos, pois, em todos esses sentidos, uma região credora na nossa relação com a Europa e temos orgulho de sermos um território preservado, autêntico e distinto do continente europeu – e é isso que queremos mostrar aos outros.

Importa, por isso, aproveitar a oportunidade que nos é dada com a atribuição da designação de Região Europeia do Ano para, num esforço conjunto e agregador das entidades públicas e privadas da Região, dar a conhecer e, assim, fazer reconhecer estas nossas mais-valias, integrando-as também no esforço de promoção da Região enquanto destino turístico de apelo diferenciado.

Temos consciência de que muitos europeus só conhecem os Açores de nome e que precisam conhecer-nos também, e pelo menos, de vista, para que depois possam passar de conhecidos a amigos dos Açores.

Iremos, por isso, iniciar, no final do corrente mês, o programa específico Açores - Região Europeia do Ano 2010 em Bruxelas, no coração da Europa dos nossos dias, reunindo decisores comunitários, académicos, representantes institucionais e de outras regiões europeias para debatermos e divulgarmos o nosso processo de desenvolvimento sustentável e o nosso potencial .

Mas - e esta é também a oportunidade para o reconhecermos – somos igualmente uma região devedora da Europa, da sua história, da sua cultura e da sua tradição, bem como do processo de construção da Europa comunitária, factos que também devem ser celebrados ao longo de 2010.

Por isso, o programa de actividades da Região Europeia do Ano, que será apresentado de forma mais ampla em Fevereiro, incluirá também uma vertente de celebração da Europa nos Açores e junto dos açorianos.

Quase todos os açorianos reconhecerão sem esforço o peso dos apoios e da regulamentação comunitária no dia-a-dia da nossa Região, mas a nossa vivência enquanto região europeia, a nossa proximidade histórica, sócio-cultural e até mesmo emocional com a Europa, precisa ser estimulada e celebrada, e 2010 será também o momento ideal para que tal aconteça.

Em suma, ser Região Europeia do Ano em 2010 é, para os Açores, motivo de honra, orgulho e responsabilidade; razão para celebrarmos mas também para reflectirmos; ocasião para nos promovermos mas também oportunidade para crescermos enquanto comunidade.

Não posso deixar de aproveitar ainda esta ocasião para, terminando, destacar a disponibilidade que encontramos por parte das várias instituições, empresas e entidades que já contactamos para se associarem, na medida das possibilidades de cada um, a este projecto comum e dele fazerem um único e de relevância regional e nacional.

Agradeço, por isso, aos patrocinadores oficiais aqui presentes e, por essa via, apelo a todos para que este ano se faça um esforço particular para mostrarmos o melhor de nós a todos quantos nos procurarem ou visitarem.”


GaCS/SRP

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Governo dos Açores contra PSD


O secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, acusou ontem a líder do PSD/Açores, Berta Cabral, de não ter legitimidade moral e política para criticar a actual política de transportes aéreos e marítimos na região.

"A realidade retira a Berta Cabral legitimidade moral e política para falar", afirmou Vasco Cordeiro, recordando o passado da líder social-democrata na região como presidente da transportadora aérea SATA e na direcção regional de transportes.

Em causa declarações de Berta Cabral proferidas no domingo em Santa Maria, onde considerou que o transporte aéreo de passageiros nos Açores "é caro" e o transporte marítimo "não funciona".

"Os transportes não resolvem os problemas dos Açores e têm um duplo problema: são caros quando são aéreos e não funcionam quando são marítimos", afirmou Berta Cabral. Na resposta, Vasco Cordeiro recordou passagem de Berta Cabral pela SATA.


Fonte: DN

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Gripe A nos Açores é importado, diz secretário regional

O secretário regional de Saúde dos Açores frisou que todos os cinco casos de gripe A no arquipélago são importados. Miguel Cabral explicou que a virulência da gripe A «é baixa» e que por isso a população deve estar calma.

O secretário regional da Saúde dos Açores assegurou, esta sexta-feira, que todos os casos de gripe A no arquipélago são importados e que todos estes, à excepção de um, estiveram no mesmo voo proveniente do Canadá.

«Não há uma evidência de que exista transmissão na comunidade local. Também podemos ver pelos dados disponíveis que quatro dos casos confirmados são provenientes do mesmo voo, ou seja, o voo de segunda-feira do Canadá para a Terceira», afirmou Miguel Cabral.

Este secretário confirmou ainda que para além dos quatro casos confirmados neste voo que tinha 230 passageiros a bordo há ainda um outra pessoa cujo caso está a ser investigado, o que significa que há dois por cento dos passageiros afectados.

Miguel Cabral aproveitou ainda esta ocasião para apelar à população para que esteja calma perante a propagação deste vírus, que, de acordo com este responsável, cuja «virulência é baixa» e «tem tido um bom tratamento, incluindo os doentes em situação mais crítica».

«Temos pessoas com 70, 80 anos com outras doenças associadas e que têm tido uma boa recuperação», acrescentou o secretário regional de Saúde dos Açores numa altura em que há cinco casos confirmados de gripe A no arquipélago.


Fonte: TSF