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quarta-feira, 24 de março de 2010

"Açores-Região Europeia do Ano 2010" lança concurso de jornalismo




O Secretário Regional da Presidência, André Bradford, anunciou ontem a criação de um prémio “dirigido a jornalistas e ao género de reportagem, com o objectivo de incrementar e fomentar o interesse jornalístico em volta das questões relacionadas com os Açores e a sua presença na Europa, no âmbito da Região Europeia do Ano 2010”.
A revelação foi feita na abertura da exposição “Figuras” do Pintor Estónio Markus Kasemaa, que está patente no Teatro Ribeira-grandense, no âmbito das actividades dos Açores, enquanto Região Europeia do Ano.

André Bradford realçou a preocupação que a definição da programação cultural da Região Europeia do Ano teve em “chegar a vários espaços em cada Ilha e em todas as Ilhas” e sublinhou a importância da sua “abrangência temática”.

Para o governante, que tem a responsabilidade do desenvolvimento do programa da chancela da Região Europeia do Ano, a exposição de Markus Kasimaa vem ao encontro da preocupação de “trazer um pouco da Europa aos Açores, especialmente o que, nos vários países do continente europeu, se faz de mais contemporâneo e mais interessante, aproximando, assim, os Açorianos da cultura europeia”.

A exposição do artista Estónio, para André Bradford, “é o exemplo de resposta aos objectivos traçados, uma vez que apresenta uma obra que marca e despoleta uma reacção própria em quem observa os painéis em exibição”.

O Secretário Regional da Presidência, perante a presença do Embaixador da Estónia, destacou a disponibilidade e a colaboração da Embaixada deste país e a disponibilidade da Câmara Municipal da Ribeira Grande em acolher a mostra, considerando que esta é “uma oportunidade para estreitar laços, procurar novas parcerias e dar a conhecer os Açores para fora das nossas fronteiras”.

“A Estónia tem uma particularidade e um simbolismo especial: por um lado, porque conseguimos fazer coincidir esta exposição com a abertura do Consulado da Estónia nos Açores, e por outro, porque em 2011, Talin será uma das capitais europeias da cultura o que, por ser o primeiro evento de exposições nos Açores, acrescenta um simbolismo extra”, disse.

Para vincar a parceria com a Estónia, André Bradford anunciou que “o prémio para o concurso de reportagem jornalística será uma deslocação a Talin, no próximo ano, integrada no programa da Capital Europeia da Cultura”, acrescentando que “desta forma, se distingue, simbolicamente, esta parceria, que agora celebramos e que esperamos se desenvolva no futuro”






GaCS/LFC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Jornal on-line do Faial facilita acesso à informação onde escasseiam jornais em papel


O único diário on-line com sede no Faial, Açores, que nasceu há um ano para colmatar a dificuldade de acesso aos jornais em papel, tornou-se um caso de sucesso, tendo ultrapassado as 100 mil visitas durante o fim-de-semana.

"Sempre que tinha que viajar sentia uma enorme dificuldade em encontrar informações on-line sobre o Faial e pensei que, como eu, outros deveriam sentir o mesmo problema, daí a ideia do jornal", afirmou Sissa Madruga, directora do 'Faial on Line'.

Durante algum tempo, este espaço na Internet assumiu-se como uma fonte de informação quase exclusivamente dirigida aos faialenses, disponibilizando notícias, mas também anúncios e uma agenda de acontecimentos.

A situação mudou em finais do ano passado, quando a responsável por este site decidiu transforma-lo num jornal, com várias actualizações diárias, que actualmente regista cerca de 400 visitas por dia.

"Temos uma grande preocupação em manter o jornal actualizado, já que a Internet nos permite colocar as notícias quando os factos acontecem, o que dá ao leitor um acesso rápido à informação", salientou Sissa Madruga.

O jornal, que inclui actualmente várias secções, da actualidade regional ao desporto, passando pela cultura e pelo internacional, continua, no entanto, a privilegiar o noticiário directamente relacionado com o Faial ou de especial interesse para esta ilha.

"Um dos objectivos iniciais era chegar às comunidades açorianas dispersas pelo mundo, ajudando a encurtar as distância", afirmou a directora, acrescentando que as mensagens electrónicas que recebe diariamente de países como o Luxemburgo, Canadá, EUA ou Brasil provam que "essa meta foi alcançada".

O sucesso alcançado no primeiro ano, que assume um especial significado numa ilha onde não existe uma oferta diversificada de jornais em papel, levou os responsáveis desta publicação on-line, disponível no endereço www.faialonline.com, a apostar na modernização da imagem, que deverá estar disponível no início do próximo ano.

"Queremos algo mais dinâmico, que obrigue o leitor a interagir com o jornal, a ter que procurar para descobrir os 'cantinhos' todos", frisou Sissa Madruga.

A criação de novas secções é outro dos projectos em curso, para aproveitar ao máximo "esta poderosíssima via de divulgação que é um jornal on-line".

"Este é um projecto em crescimento, ainda com um longo caminho a percorrer, mas é uma aposta ganha porque sinto que faço algo que é útil", salientou a responsável desta publicação que permite aos faialenses saber o que se passa na sua ilha quando estão fora, mas também estar informados sobre a actualidade no país e no mundo.


Fonte: DN

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Os utilizadores do sítio Acores.rtp.pt acreditam que os jornalistas têm o poder de influenciar a política e a economia


É o que dizem cinquenta e dois por cento dos utilizadores que responderam ao inquérito sobre o Quarto Poder em destaque no sítio durante a última semana.


Por seu turno, trinta e oito por cento dos inquiridos acham que, nos Açores, os jornalistas estão subjugados ao poder político.


Poucos são os que dão importância ao impacto das redes sociais no jornalismo. Apenas dez por cento acham que o Twitter ou o Facebook vão ter influência no jornalismo que se faz nos Açores.


Recorde-se que a RTP/Açores, em conjunto com a Universidade dos Açores e a Biblioteca de Ponta Delgada, organizou uma semana de reflexão sobre o Quarto Poder.


Curiosamente, em França pesquisas de opinião revelam que mais de sessenta por cento dos franceses deixaram de acreditar na credibilidade das notícias produzidas pelas jornalistas.


Luciano Barcelos, Multimédia Açores.


Fonte: RTP

domingo, 8 de novembro de 2009

Jornalismo digital em discussão na Expo Hi-Tech 2009


Com a era digital, o papel do jornalista mudou.O jornalista moderno tem que ser um repórter auto-suficiente e capaz de dominar todos os meios de comunicação, de gravar imagens e sons, de editar e de montar a suas próprias peças.

Com a omnipresença da internet, a profissão de jornalista está agora vigiada mais do que nunca.
O acesso à informação é imediato e a interacção com o público é constante. Enquanto o jornalista tradicional só tinha de lidar com as queixas de políticos descontentes, o "ciberjornalista" também tem de conviver com as reacções dum público sempre pronto a comentar, criticar e até mesmo expor falhas de cobertura.
Durante uma conferência dedicada às funções convergentes da Internet e de televisão que se realizou ontem na Expo Hi-Tech 2009, Luciano Barcelos, chefe do Gabinete Multimedia da RTP Açores explicou que "a credibilidade é fundamental".
"O jornalista moderno é um técnico que pode interpretar os factos. Um bom ciberjornalista tem que combinar reportagens de alta qualidade com conhecimento profundo da tecnologia moderna".
Se a pressão da opinião pública sobre o jornalismo se faz sentir mais do que nunca, a acessibilidade das notícias não deve ser confundida com a noção errada que ter um telemóvel e acesso à Internet pode transformar qualquer pessoa num repórter.
"Neste momento, se um órgão de comunicação social não tem os recursos para ir fazer uma reportagem, alguém com um computador pode mandar uma notícia para as redacções", salientou Luciano Barcelos, mas este jornalismo de cidadão "não significa que qualquer pessoa possa ser jornalista".
"A profissão de jornalista não vai desaparecer", sublinhou Luciano Barcelos, "mas precisamos estar preparados para mais interacção com o público e para discutir e defender pontos de vista". Um problema específico de Portugal é que as reportagens políticas colocam um enorme fardo sobre redacções.
"A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) controla as notícias relacionadas com os partidos políticos e garante que cada partido - grande ou pequeno - recebe a mesma cobertura. Muitas vezes, isso pode deixar redacções demasiado ocupadas e sem tempo ou recursos para ir atrás de outras reportagens. Entretanto, o trabalho de um jornalista não é apenas o relatório da agenda política ", acrescentou.
Ele também destacou algumas diferenças fundamentais entre o jornalismo tradicional e o jornalismo online. "Títulos floreados não servem para nada", disse Luciano Barcelos, "porque os motores de busca não os encontra. Palavras-chave são o que importa".
Kitty Bale


Fonte: RTP