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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Governo pretende maior sustentabilidade e competitividade para o sector do leite e lacticínios



O Governo dos Açores continua a trabalhar no sentido de criar condições de sustentabilidade e competitividade às explorações agro-pecuárias da Região face ao desmantelamento do regime de quotas leiteiras previsto para a campanha leiteira de 2014/2015.

A mensagem foi transmitida pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas no final de uma audição, realizada esta quarta-feira, pela Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Noé Rodrigues revelou que no âmbito das reivindicações levadas a cabo face ao desmantelamento do regime de quotas leiteiras, foram já conseguidos, pelo Governo dos Açores, “o reforço do envelope financeiro do POSEI através da transferência do prémio aos produtos lácteos para este Programa, a continuidade do regime de apoios directos e o afastamento da modulação”.

No entanto, e face a um mercado completamente liberalizado, o Executivo Regional entende que deverão existir condições de apoio de forma que a produção de leite na Região “mantenha a competitividade das explorações agrícolas, da sua sustentabilidade, bem como do contributo enorme que dá para a economia regional”.

O governante fez uma descrição das iniciativas que têm sido desenvolvidas pelo Governo dos Açores através do Estado-Membro, Portugal e das várias instâncias ao nível europeu relativamente à reforma da Política Agrícola Comum (PAC), nomeadamente no que diz respeito ao sector do leite e dos lacticínios “em razão da importância social e económica que representa para os Açores”.



GaCS/MS

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Governo determinado em apoiar início da actividade do Centro Açoriano do Leite e Lacticínios



O inicio das actividades do Centro Açoriano do Leite e Lacticínios será “importante para a valorização de toda a fileira do leite dos Açores”.

A ideia foi transmitida pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas no final de uma reunião, realizada em Ponta Delgada, com os representantes dos produtores e industriais do sector.

Para o governante, o CALL “deverá ter uma amplitude muito grande na fileira do leite, através do desenvolvimento de trabalhos e estudos relativamente às estratégias de afirmação do sector e dos produtos açorianos, mas também deve desenvolver processos de natureza de investigação científica para valorizar o leite dos Açores”.

Noé Rodrigues mostrou-se satisfeito com o consenso existente entre os representantes dos produtores e dos industriais de lacticínios no sentido de avançar com as actividades do CALL, uma estrutura que servirá para promover um conjunto de iniciativas estratégicas que permitam a valorização de toda a cadeia de valor do leite e dos lacticínios açorianos.

Durante as próximas semanas as partes intervenientes no processo vão fazer uma nova análise do texto dos estatutos do CALL de forma a avançar com a formalização jurídica da constituição deste Centro, estando já agendada uma nova reunião para o mês de Maio.



GaCS/MS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Açores querem discriminação positiva face ao desmantelamento do sistema de quotas leiteiras


O Governo dos Açores, em colaboração com os vários parceiros sociais, continua a analisar o sector do leite e dos lacticínios, no sentido de serem encontrados mecanismos que discriminem positivamente a Região face ao desmantelamento do sistema de quotas leiteiras na União Europeia, a partir da campanha 2014/2015.

Da parte do Governo dos Açores, e para além de colocar em diálogos os representantes dos produtores e dos industriais de lacticínios, foi destacada a “necessidade de aprofundar a análise da situação dos mercados e da fileira do leite num cenário pós quotas leiteiras, no sentido de ser encontrada uma posição coerente e forte da Região, para defender junto de Bruxelas e proteger o sector leiteiro da Região.

Esta sexta-feira, o secretário regional da Agricultura e Florestas reuniu, com os representantes dos produtores micaelenses e com os industriais de lacticínios, onde foi também analisada uma proposta apresentada pelas organizações de produtores que “visa a criação de um mecanismo de evolução da sazonalidade e não a sua aplicação de uma forma abrupta, como acontece actualmente, num determinado dia de um determinado mês do ano para a alteração do preço do leite pago aos produtores”, sublinhou Noé Rodrigues.

O governante mostra-se convencido de que, no caso do preço do leite pago aos produtores “existe sempre margem para a solidariedade entre as partes envolvidas e mesmo espaço para se procurar uma melhor eficiência no sector”.



GaCS/MS

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Carlos César aponta Unileite como exemplo da tenacidade do sector agro-pecuário



No momento em que presidia à cerimónia de apresentação do projecto de ampliação da da Unileite e de lançamento de uma nova linha de produtos daquela fábrica de lacticínios, Carlos César fez questão de evidenciar toda a satisfação que sentia por estar a participar em mais um acto público que representava um momento especial da história da cooperativa.

Salientando o papel fundamental que a Unileite tem desempenhado no contexto produtivo da ilha de S. Miguel e dos Açores, o presidente do Governo Regional historiou a sua própria ligação pessoal e de governante à vida da cooperativa, recordando a situação de grande dificuldade e, até, de desesperança em que, quando tomou posse, em 1996, encontrou a instituição, os seus dirigentes e os seus cooperantes.

Na altura, graças a apoios governamentais e ao empenho de dirigentes e de muitos lavradores, foi possível concretizar investimentos que permitiram a expansão e modernização da unidade fabril, bem como de todo o sector leiteiro.

Todos, em conjunto, “combateram a desesperança, combateram a inacção, combateram a passividade e combateram o deixar correr de outros que poderiam ter comprometido definitivamente esta unidade estratégica”, lembrou o governante, para logo frisar que, depois dessa geração que geriu essa mudança fundamental, já está em campo uma geração que está a fazer da fábrica uma unidade cada vez mais moderna e mais importante na regulação do sector nos Açores.

“A verdade é esta: quando há uma dificuldade no sector, quando há um problema de preços, os lavradores e os governantes olham, esperançados, para a Unileite. E é a Unileite que lidera essa regulação, na defesa dos produtores açorianos”, disse Carlos César, sublinhando que, mercê da cumplicidade positiva e construtiva entre a cooperativa e o Governo, tem disso resultado grande benefício para a agro-pecuária.

Realçando que o investimento público no sector tem sido fundamental parta a economia açoriana, o presidente do Governo – reportando-se às dificuldades impostas pelas consequências da crise económica e financeira internacional – afirmou que, graças a esse fortíssimo investimento e ao talento e capacidades dos agricultores, o sector agrícola tem resistido melhor.

Sendo esta, como realçou, uma crise global, diferente da crise interna de carácter económico e financeiro que se viveu, nos Açores, em 1995 e 1996, “podemos contar com uma situação sólida das finanças públicas regionais”, o que permite que o Governo possa ajudar os agentes económicos a recuperar.

Na cerimónia de hoje a Unileite apresentou não só um projecto de ampliação da sua fábrica – num investimento de 26 milhões de euros –, como uma linha de quatro novos produtos, designadamente leites com cálcio, magnésio, vitamina D, com fibras e com zero por cento da lactose, em embalagens que serviram de mote a um desfile de vestidos que utilizavam, exactamente, aquelas embalagens.



GaCS/CT

Governo apoia Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial



O Governo dos Açores atribuiu à Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) um subsídio a fundo perdido no valor de 52.000 euros com vista a apoiar a valorização continuada do leite produzido naquela ilha do Grupo Central do arquipélago.

A decisão consta de uma portaria do secretário regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, e é justificada com a “urgente necessidade de dotar a Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial de políticas e de práticas de qualidade imprescindíveis ao desenvolvimento da sua actividade, em termos económicos, comerciais e higio-sanitários”.

Para tanto, o secretário da Agricultura e Florestas invoca o papel que o cooperativismo agrícola assume no progresso e fortalecimento da agricultura açoriana, particularmente nos “meios mais pequenos onde o acesso aos circuitos de comunicação e comercialização é mais dificultado”.

Depois de lembrar que a produção leiteira na ilha do Faial assume uma importância fulcral para a economia da ilha, Noé Rodrigues argumenta ainda que, nalgumas ilhas, “é necessário promover níveis organizacionais de excelência e adoptar as melhores práticas de referência para combater, com sucesso, os desafios da pequena dimensão para os mercados”.

Com a atribuição deste apoio, o Governo pretende dar o seu contributo para a valorização do leite produzido no Faial, designadamente ao nível da “melhoria dos processos produtivos e de transformação do leite, da adopção de iniciativas no âmbito do maneio animal, da sanidade ou das características técnicas dos produtos, bem como do desenvolvimento de produtos com características específicas”.


GaCS/FG

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Governo insatisfeito com medidas propostas pela União Europeia para o sector dos lacticínios




O secretário regional da Agricultura e Florestas, não ficou satisfeito com os resultados da reunião do Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas, da União Europeia, que decorreu no Luxemburgo.

Para Noé Rodrigues, o valor de 280 milhões propostos pela Comissão Europeia para fazer face às dificuldades do sector do leite e dos lacticínios “é irrisório e não vai resolver problema algum”.

Segundo o governante, a solução deveria passar pelo “aumento do volume e valor nos apoios à intervenção e exportação, conseguindo-se assim uma melhoria nos preços pagos aos produtores europeus”.

No que à área do leite e dos lacticínios diz respeito e junto das autoridades nacionais e comunitárias, o Executivo Regional sempre pugnou, e continuará a pugnar, pela manutenção do regime de quotas, considerando que este sistema é vantajoso para regiões desfavorecidas e com condicionalismos geográficos como é o caso do arquipélago dos Açores.


GaCS/MS