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domingo, 13 de setembro de 2009

Palhoça realiza festa da cultura açoriana


A Universidade Federal de Santa Catarina e a prefeitura de Palhoça lançam no dia 24 a Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina.

A solenidade será realizada às 19h30min, no Clube 7 de Setembro, em Palhoça. A 16ª edição da festa é uma realização é do Núcleo de Estudos Açoriano (NEA), da UFSC, em conjunto com a Secretaria de Educação e Cultura do município.
Na mesma solenidade será entregue o Troféu Açorianidade, uma homenagem a pessoas, instituições e empresas que atuam na pesquisa, preservação e divulgação da cultura de base açoriana em Santa Catarina
O AÇOR acontecerá este ano na cidade de Palhoça, de 9 a 11 de outubro. A cada ano a festa é sediada em uma cidade do litoral catarinense. Serão realizadas exposições, mostra de vídeos, apresentações culturais e palestras, destacando folclore, artesanato, dança, gastronomia e religiosidade de base açoriana.
Em um pavilhão com estandes culturais serão representadas 52 instituições do litoral de Santa Catarina, que apresentarão seu artesanato. “Neste espaço teremos também diversos artesãos produzindo e comercializando suas peças”, informa Joi Cletison, diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC.Segundo ele, nos três dias de festa serão realizadas mais de 50 apresentações folclóricas, além de shows musicais no encerramento das noites dos dias 9 e 10. No dia 11 de setembro, às 10h, na avenida Barão do Rio Branco, no centro de Palhoça, acontecerá o desfile folclórico dos grupos que atuarão nos três dias de AÇOR.Outro destaque é a Missa do Encontro das Bandeiras do Divino Espírito Santo, que será realizada no domingo (11/10), às 10h, na Igreja Matriz de Palhoça. Estão confirmadas oito cantorias (folias do Espírito Santo) e 15 bandeiras do Divino Espírito Santo, que virão de diferentes municípios.
A Festa da Cultura Açoriana já foi realizada nas cidades de Itajaí, Imarui, Imbituba, Penha, Içara, Porto Belo, Garopaba, São José, Araquari, Tijucas, São Francisco do Sul, Barra Velha, Laguna e Governador Celso Ramos.
Troféu AçorianidadeNa solenidade de lançamento da 16ª Festa da Cultura Açoriana será também entregue o Troféu Açorianidade, criado em 1996 para homenagear pessoas, instituições e empresas que atuam na pesquisa, preservação e divulgação da cultura de base Açoriana em Estado de Santa Catarina.
Todos os anos são entregues 10 troféus. Nove levam nomes das ilhas do Arquipélago dos Açores (São Miguel, Pico, Terceira, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Faial, Corvo, Flores). “O décimo troféu tem o nome da Ilha de Santa Catarina, a qual chamamos carinhosamente de 10ª Ilha Açoriana”, lembra o diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC .
De acordo com Joi Cletison, indicações e a votação para escolha dos homenageados é responsabilidade do Conselho Deliberativo do Núcleo. A entidade é composta por 58 instituições (prefeituras, universidades e fundações culturais) sediadas no litoral de Santa Catarina e que têm a preocupação da preservação das raízes culturais trazidas pelos açorianos há mais de 250 anos.
O Grupo Folclórico Alegria, de Porto Belo, que será homenageado na categoria Grupo Folclórico, fará o encerramento da solenidade. O 16º AÇOR tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), do Governo dos Açores e da Empresa Jaime Aleixo.
Mais informações pelo telefone 48 3721-8605, com Jussara, Joi Cletison ou na página
http://www.nea.ufsc.br/ , onde há um histórico do AÇOR e também do Troféu Açorianidade



quinta-feira, 11 de junho de 2009

Corpus Christi: Dia do Corpo de Deus


Desde o século XII, quase não há em Portugal cidade ou lugar que prescinda da celebração da festa do Corpo de Deus, invocadora do "triunfo do amor de Cristo pelo Santíssimo Sacramento da Eucaristia".

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como "Corpo de Deus", começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula "Transiturus", em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Teria chegado a Portugal provavelmente nos finais do século XIII e tomou a denominação de Festa de Corpo de Deus, embora o mistério e a festa da Eucaristia seja o Corpo de Cristo. Esta exultação popular à Eucaristia é manifestada no 60° dia após a Páscoa e forçosamente uma Quinta-feira, fazendo assim a união íntima com a Última Ceia de Quinta-feira Santa.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.

Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.

Do desejo primitivo de "ver a hóstia" passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na "Chirstianitas" medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.A "comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa" (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do "Preciosíssimo Sangue", a 1 de Julho. A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que "onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo" (cân 944, §1).