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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Governo anuncia criação da Via Verde Sepsis (rectificada)



A Direcção Regional da Saúde aderiu, através dos três hospitais da Região, à Campanha Nacional de Higiene das Mãos. Fazer desta campanha uma constante do dia-a-dia, de forma contínua e empenhada, são objectivos para melhorar o desempenho nos resultados e nos benefícios de saúde.

A Directora Regional da Saúde fez hoje, em Ponta Delgada, um balanço positivo dos resultados obtidos nos hospitais de Ponta Delgada e Horta, não existindo ainda dados relativos ao Hospital de Angra de Heroísmo.

Dos indicadores propostos para a campanha, a Taxa de Adesão por Categorias Profissionais teve um aumento de 11 por cento, entre os 21 por cento na pré-campanha e os 32 por cento no final. A Taxa de Adesão aos Cinco Momentos da Higienização das Mãos e Prestação de Cuidados obteve uma melhoria de 23 por cento, 30 por cento na pré-campanha e 53 por cento após a campanha. No Inquérito de Prevalência das Infecções conseguiu-se a diminuição das infecções associadas aos cuidados de saúde em 3,21 por cento, diferença entre os 11,7 por cento em 2009 e os 8,4 por cento obtidos em 2010.

Observou-se a melhoria dos dados de vigilância epidemiológica dos microrganismos mais importantes, assim como a melhoria das infecções nosocomiais na corrente sanguínea. Registou-se ainda uma elevada taxa de consumo das soluções antissépticas de base alcoólicas.

Em suma, conquistaram-se ganhos no aumento da adesão dos profissionais à prática de higienização das mãos, na diminuição das infecções associadas aos cuidados de saúde, com todos os custos económicos e sociais inerentes a estes efeitos adversos. Obteve-se, além disso, uma maior sensibilidade e conhecimento dos profissionais de saúde para esta problemática.

Sofia Duarte alertou para outra iniciativa que está a ser promovida pelo Serviço Regional de Saúde, a criação da Via Verde Sepsis. A implementação da Via Verde Sepsis começará pelos Serviços de Urgência com unidades de saúde com cuidados de intensivos, neste caso nos três hospitais da Região, devendo esta primeira fase estar concluída até final de 2010 e a concretização da rede até 2011.

A Directora Regional da Saúde apelou para o lema da campanha: “Medidas Simples Salvam Vidas”.



GaCS/SME

quarta-feira, 24 de março de 2010

Vias verdes para salvar vidas



A implementação da via verde coronária e da via verde do AVC constituem os eixos do Programa Regional de Prevenção e Controlo das Doenças Cérebro - Cardiovasculares.

O médico Dinis Martins, gestor do programa, diz que a sua aplicação vai permitir salvar muitas vidas e diminuir significativamente as sequelas dessas doenças. Por outras palavras vai promover "maior sobrevivência com melhor sobrevivência".

A implementação destas vias verdes implica a realização de protocolos, de modo a que as diferentes unidades de saúde harmonizem os procedimentos de tratamento, de referenciação e de encaminhamento dos doentes.

Por outro lado, serão desenvolvidas campanhas de divulgação com o objectivo de informar as pessoas sobre os sintomas que constituem sinais de alerta e que devem levá-las a procurar os serviços de urgência.

O gestor do programa diz que é importante que as pessoas tenham informação que lhes permita distinguir a dor coronária, de uma picada ou pontada. A dor no coração, que pode constituir motivo de preocupação, explica Dinis Martins, "é uma dor tipo peso, aperto, queimadura ou ardor no meio do peito, que pode espalhar-se para a garganta, para a mandíbula, ou também para os braços, para as mãos, ou para o estômago e que dura mais de trinta minutos".

Neste caso, a pessoa deve procurar ajuda no serviço de urgência mais próximo.

Os profissionais de saúde, por seu lado, terão formação específica para reconhecerem rapidamente esses sintomas e documentarem com brevidade o diagnóstico para se proceder a uma terapêutica rápida e eficaz.

O protocolo definido para a via verde coronária determina que seja feito um electrocardiograma no espaço de dez minutos, de modo a confirmar se se trata ou não de um enfarte do miocárdio.

No caso do acidente vascular cerebral (AVC), os sintomas são a perturbação da fala, o desvio da estrutura labial ou a perca súbita de força num braço ou numa perna. Nestas circunstâncias, a pessoa deve, de igual modo, recorrer o mais rapidamente possível a um serviço de urgência.

As unidades de saúde também disporão de protocolos que lhes permitam, com celeridade, identificar e encaminhar o doente.

O programa Regional de Prevenção e Controlo das Doenças Cérebro - Cardiovasculares -- um dos quatro programas do Plano Regional de Saúde já concluídos - assenta, de igual modo, em campanhas sobre estilos de vida saudáveis e factores de risco, estratégias que são, de resto, transversais a outros programas.

As doenças cérebro - cardiovasculares, nomeadamente os acidentes vasculares cerebrais (AVC) e a doença coronária (DC) ou doença isquémica do Coração (DIC), são a principal causa de mortalidade na Região Autónoma dos Açores, tal como se verifica no resto do país e em muitos países ocidentais. Estas doenças são também importantes causas de morbilidade, invalidez e anos potenciais de vida perdidos na população.

Com o Plano Regional de Saúde, pretende-se atingir melhores indicadores de Saúde, no ano de 2012.



GaCS/RC