terça-feira, 18 de maio de 2010

Carlos César manifesta-se contra a diminuição do apoio do Estado ao sector social




O Presidente do Governo dos Açores disse hoje que, “fazer sempre mais e sempre melhor, se possível com menos recursos” é o segredo da longevidade do sistema de apoio social, “num momento em que, por toda a parte, se quer resolver os problemas financeiros com a destruição desta capacidade de prestação”, sob a responsabilidade das entidades públicas e do estado, dos apoios sociais.

Para Carlos César, quando o Estado desaparecer na prestação desses apoios sociais ou quando diminuir esse apoio ao sector privado ou ao sector associativo de solidariedade social “estão também a desaparecer garantias fundamentais dos cidadãos e a serem prejudicados, sobretudo, aqueles que têm menos recursos”, quer sejam crianças, quer se trate dos mais idosos.

Falando no decurso da cerimónia de lançamento da primeira pedra do edifício que vai albergar a creche e o atelier de tempos livres da “Coriscolândia”, em Ponta Delgada, o Presidente do Governo salientou o reforço que essas instalações vão constituir na já muito alargada rede de apoio social dos Açores que, em pouco mais de dez anos, passou de 230 equipamentos para cerca de 700, com um custo de financiamento de sessenta milhões de euros.

Tendo sido um esforço essencialmente governamental, Carlos César reiterou o desafio á iniciativa privada no sentido de também se envolver nesse esforço, apostando num sector que necessita ainda de mais obras, mais equipamentos e mais investimento.

“Quando se diz que os nossos empresários de construção civil têm poucas obras, o problema é que têm, em muitos casos, más obras. Ou seja, fazem obras onde não é necessário, onde o mercado já está esgotado. Têm pouco sentido de inovação e precisam de melhorar essa sua prospecção de mercado, essa sua observação das oportunidades”, afirmou.

Integrado no Complexo da Coriscolândia, da responsabilidade da Kairós, o edifício que vai integrar a futura creche, para trinta e cinco crianças, e o ATL, para mais noventa, representa um investimento de três milhões de euros, grande parte do qual assumido pelo Governo Regional.



GaCS/CT

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