
“Os tempos mudaram, as batalhas são outras, os desafios são muito mais exigentes e a qualidade dos nossos empresários agrícolas é também muito maior.”
Foi assim que o Presidente do Governo dos Açores deu o mote para um breve discurso essencialmente virado para a reafirmação da necessidade de as actividades produtivas regionais apostarem, decisivamente, na melhoria da qualidade das suas produções.
Falando no decorrer da entrega de prémios do contraste leiteiro, cerimónia integrada nas comemorações do Dia do Agricultor, promovidas pela Associação Agrícola de S. Miguel – que reuniu mais de quatro mil pessoas na Feira de Santana –, Carlos César começou por felicitar os premiados, dizendo que os galardões vêm provar que são já elevados os níveis de competência e de exigência na agricultura açoriana, embora seja necessário apostar ainda mais na qualidade.
“Na verdade, se nos últimos anos nós conseguimos, claramente, avançar, no sentido do sucesso, na batalha da quantidade – na qual nos impusemos nos mercados e por via da qual também melhorámos o rendimento dos nossos agricultores –, a verdade é que o desafio da qualidade é um desafio que exige mais de nós”, acentuou.
Para Carlos César, “essa qualidade é o que nos permitirá uma imagem de marca, uma distinção positiva nos mercados, quando tudo indica que haverá uma tendência para a sua liberalização e para uma comercialização desprotegida.”
Assim, a protecção será a da qualidade e a da distinção, não só perante os consumidores, mas também perante as indústrias transformadoras, pois, como fez questão de sublinhar, “já lá vai o tempo em que bastava produzir e esperar pelo consumidor.”
O Presidente do Governo disse esperar que o contraste leiteiro seja progressivamente generalizado a todos os lavradores e que estes se distingam, cada vez mais, “quer a nível dos Açores, quer no âmbito nacional ou mesmo para além das nossas fronteiras, como empresários de qualidade, conscienciosos e com direito a fazerem parte, pela sua abnegação, qualidade e competência, do êxito das actividades produtivas da Região.”
Insistindo na ideia que enformou a toda a sua intervenção, Carlos César repetiu que é imprescindível ganhar a batalha da qualidade, de pouco servindo a quantidade.
“É este o grande desafio que nós temos pela frente, particularmente no sector agrícola, mas em geral em todas as actividades económicas e produtivas da nossa Região”, concluiu.
Na ocasião, o Presidente do Governo felicitou a Associação Agrícola de S. Miguel pela distinção de que foi hoje alvo por parte da Cruz Vermelha Portuguesa – que lhe atribuiu uma medalha de ouro na sequência do donativo de cem mil euros daquela associação em favor das vítimas do sismo do Haiti – afirmando que o gesto dos agricultores açorianos havia evidenciado ainda mais a sua generosidade e o seu espírito solidário.
GaCS/CT
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