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sábado, 5 de dezembro de 2009

Ilha do Pico com mais uma estação de georreferenciação



O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos visitou, esta tarde, a nova estação GPS/GNSS da ilha do Pico, construída no Porto das Baixas, na Terra do Pão, concelho da Madalena.

O Governo Regional em parceria com algumas entidades públicas nacionais, como a Universidade do Porto e de Lisboa, está actualmente a instalar 12 estações GPS/GNSS na Região, equipamentos estes que integram a Rede de Estações Permanentes da Região Autónoma dos Açores (REPRAA).

“Estas estações vai permitir, a breve trecho, que mais de 100 utilizadores possam aceder ao estudo e ao cálculo, com precisão e rigor, de questões ligadas à georeferenciação, fundamentais para a feitura de projectos, na área da topografia e em outras áreas também”, sublinhou o José Contente.

Para o governante, a rede regional destas estações têm uma importância fundamental no novo quadro do Sistema Científico e Tecnológico Regional porque correspondem, acrescenta, “a mais um passo e avanço tecnológico em matéria de tecnologia espacial”, ligada ao GPS e mais tarde, ao Global Navigation Satellite System (GNSS), intimamente associado ao projecto Galileu – sistema de navegação europeu.

Segundo avançou esta tarde José Contente, todas as ilhas açorianas estão já preparadas para receberem o Galileu assim que entrar vigor, o que deve acontecer já em 2010. Este projecto regional, um investimento global de 150 mil euros, “pretende constituir uma mais valia a topógrafos e a pessoas da área da cartografia, que neste momento utilizam métodos mais arcaicos”, frisou.

O secretário da tutela disse ainda que os Açores caminham a par e passo com as outras 19 regiões mundiais que usam este tipo de equipamento e acima de tudo trabalham em interoperabilidade.

Das doze estações do género faltam apenas concluir quatro para fechar a rede regional, uma nas Flores, em Santa Maria e duas na ilha de São Jorge.



GaCA/VS

terça-feira, 28 de julho de 2009

GPS não substitui guia credenciado na subida ao Pico



O sistema de monitorização por GPS disponibilizado a todos os que pretendem subir a montanha do Pico, nos Açores, não pode ser visto como uma alternativa ao acompanhamento por um guia credenciado, cujos conhecimentos são essenciais na caminhada.

«O sistema, se for bem implementado, é importante, mas, da forma como está a ser apresentado, parece que qualquer pessoa pode ir lá acima sem guia», alertou hoje Valter Medeiros, guia credenciado, em declarações à Lusa.

«Este sistema não pode ser uma alternativa ao guia, tem que ser complementar», acrescentou, salientando que o aparelho «não diz qual o caminho a seguir, apenas indica onde a pessoa está».

Por outro lado, o sistema também apresenta falhas, como a que aconteceu há cerca de uma semana, quando um turista ficou ferido na montanha e não foi possível fazer o pedido de resgate através do GPS.

O sistema deveria permitir, segundo informação divulgada pelo governo regional, a emissão automática de um pedido de socorro ou a transmissão de uma mensagem de voz para um número de emergência, mas nenhuma das hipóteses funcionou.

«Tentei várias vezes fazer a chamada pelo GPS, mas não consegui. O pedido de resgate foi feito pelo meu telemóvel», revelou Valter Medeiros, que era o guia do turista que partiu um pé quando iniciava a descida da montanha mais alta de Portugal.

Na resposta a este acidente, Valter Medeiros elogiou o trabalho desenvolvido pelos bombeiros voluntários da Madalena, que demoraram cerca de quatro horas a descer a montanha, transportando uma maca com um homem ferido.

«Foi um tempo recorde, porque é muito complicado descer com uma pessoa numa maca, o trilho é escorregadio, muito inclinado e tem zonas apertadas», salientou.
Para o guia, «o mérito (desta operação de resgate) foi dos bombeiros, não do sistema de GPS».

A subida ao Pico, a 2.351 metros de altitude, demora entre «três horas e meia e quatro horas», conforme a condição física das pessoas, sendo necessário igual período de tempo para fazer a descida.

O trilho oficial, com cerca de 3.800 metros de comprimento, é, segundo Valter Medeiros, «de nível médio, apresentando algum grau de dificuldade».

«É necessário ter alguma preparação física, não é um passeio pedestre acessível a toda a gente», frisou.

Desde o início do ano, já atingiram o cume da montanha do Pico 1.690 pessoas.





Fonte: Diário Digital