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terça-feira, 6 de abril de 2010

Governo investe na orla costeira da Graciosa



O Secretário Regional do Ambiente e do Mar visitou hoje, na Graciosa, duas obras em curso da responsabilidade do departamento governamental que tutela.

Num dos casos, trata-se de um passeio de acesso à zona balnear do Barro Vermelho, uma bacia natural protegida por linhas de rochedos, onde o acesso era difícil e perigoso por se fazer sobre calhau rolado.

Conforme constatou Álamo Meneses, a obra decorre a bom ritmo e deverá estar concluída este Verão.

A outra intervenção que o governante visitou foi a obra de beneficiação e reforço de segurança do miradouro do farol da Ponta da Restinga, no Carapacho onde, nomeadamente, está a ser construído um muro para impedir o acesso a zonas perigosas da falésia escarpada.

O miradouro, para além, de proporcionar uma vista panorâmica sobre o mar e as outras ilhas do Grupo Central, fica sobranceiro aos Ilhéus de Baixo, formações rochosas de riqueza ambiental notável.

Os ilhéus albergam, entre outras espécies de flora e fauna, colónias de aves marinhas, com destaque para o paínho de Monteiro, uma espécie que nidifica, a nível mundial, exclusivamente naquele local e no vizinho Ilhéu da Praia.



GaCS/FA

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Exposição “Ilhéu da Praia – Terra dos Paínhos de Monteiro” mostra habitat único



O Secretário regional do Ambiente e do Mar inaugurou esta tarde, na Praia de São Mateus, ilha Graciosa, a exposição “Ilhéu da Praia – Terra dos Paínhos de Monteiro”, uma mostra fotográfica e multimédia que revela a riqueza ambiental daquele ilhéu graciosense.

O ilhéu, situado a 1,5 quilómetros da costa, é o mais importante local de nidificação de várias espécies de aves marinhas nos Açores e, em conjunto com o ilhéu de Baixo, que lhe fica próximo, alberga a única comunidade a nível mundial da paínhos de Monteiro, aves marinhas assim denominadas por terem sido identificadas e estudadas por um cientista com aquele apelido.

Segundo disse, na ocasião, Álamo Meneses, o ilhéu da Praia “é um dos lugares mais importantes, do ponto de vista da conservação da biodiversidade e da projecção dos Açores nessa área, no exterior”.

A qualidade e diversidade ambientais daquele espaço foi “um dos pontos essenciais que levaram a que a Graciosa fosse considerada «Reserva da Biosfera» pela Unesco e á por causa disso que estamos a montar um conjunto de exposições e de informação multimédia sobre o que existe no ilhéu”, sublinhou o governante.

A temática ambiental apresentada na exposição “Ilhéu da Praia – A Terra dos Paínhos de Monteiro”, destina-se a dar a conhecer a biodiversidade e a importância do pequeno espaço de terra, com apenas onze hectares, sensibilizando a comunidade para a necessidade de preservar aquele habitat natural.

A recuperação da natureza endémica só foi possível graças ao trabalho de restauro dos habitats naturais de nidificação e reprodução e à erradicação de predadores que ali tinham sido introduzidos, nomeadamente os ratos e os coelhos. Este trabalho, efectuado pelo Governo dos Açores em conjunto com a Universidade dos Açores, através do Departamento de Oceanografia e Pescas, foi, depois de anos de esforços, coroado de êxito.

A exposição hoje inaugurada integra-se, também, nas comemorações, ao longo de 2010, do Ano Internacional da Biodiversidade.



GaCS/FA

Graciosa com condições para a exportação de genética do efectivo bovino



O elevado estatuto sanitário da agro-pecuária na ilha Graciosa vai permitir valorizar as produções regionais e alargar as fontes de rendimentos dos produtores locais através da exportação de genética do efectivo bovino.

Para que tal aconteça, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas vai reforçar o investimento na transferência embrionária do efectivo bovino da Graciosa, de forma a que os produtores obtenham novas oportunidades de negócios “que valorizem e qualifiquem as suas actividades”.

Declarações proferidas pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas no final de uma reunião com as associações Agrícola e de Jovens Agricultores da ilha Graciosa, onde revelou estar já a ser preparado um trabalho conjunto entre Governo dos Açores e produtores graciosenses no sentido de ser criada uma unidade de transferência embrionária, cuja importância servirá para afirmar a qualidade da agro-pecuária açoriana.

Para fortalecer de forma mais rápida o melhoramento genético dos efectivos bovinos leiteiros, bem como desencadear junto das explorações um plano mais eficaz para a gestão técnica da actividade leiteira, o Governo dos Açores desenvolveu um programa experimental que possibilita a obtenção de fêmeas de elite, produtoras de leite, adaptadas às condições ambientais locais, que sujeitas a um maneio adequado, vão expressar o seu potencial genético, quer em termos de produção de embriões de 2ª geração, quer em termos da sua própria produção, promovendo simultaneamente formação e conhecimentos profissionais aos agricultores.

Noé Rodrigues reuniu também com a direcção da Adega e Cooperativa da Ilha Graciosa onde esteve em destaque o Programa “Vitis” que vai possibilitar a reestruturação das vinhas, tendo em linha de conta uma melhor qualidade das castas utilizadas na produção, melhoramento da estrutura das vinhas, redimensionamento de currais, curraletas, contribuindo para melhores produções e para a modernização das vinhas adaptando-as a realidade regional.



GaCS/MS