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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Graciosa com condições para a exportação de genética do efectivo bovino



O elevado estatuto sanitário da agro-pecuária na ilha Graciosa vai permitir valorizar as produções regionais e alargar as fontes de rendimentos dos produtores locais através da exportação de genética do efectivo bovino.

Para que tal aconteça, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas vai reforçar o investimento na transferência embrionária do efectivo bovino da Graciosa, de forma a que os produtores obtenham novas oportunidades de negócios “que valorizem e qualifiquem as suas actividades”.

Declarações proferidas pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas no final de uma reunião com as associações Agrícola e de Jovens Agricultores da ilha Graciosa, onde revelou estar já a ser preparado um trabalho conjunto entre Governo dos Açores e produtores graciosenses no sentido de ser criada uma unidade de transferência embrionária, cuja importância servirá para afirmar a qualidade da agro-pecuária açoriana.

Para fortalecer de forma mais rápida o melhoramento genético dos efectivos bovinos leiteiros, bem como desencadear junto das explorações um plano mais eficaz para a gestão técnica da actividade leiteira, o Governo dos Açores desenvolveu um programa experimental que possibilita a obtenção de fêmeas de elite, produtoras de leite, adaptadas às condições ambientais locais, que sujeitas a um maneio adequado, vão expressar o seu potencial genético, quer em termos de produção de embriões de 2ª geração, quer em termos da sua própria produção, promovendo simultaneamente formação e conhecimentos profissionais aos agricultores.

Noé Rodrigues reuniu também com a direcção da Adega e Cooperativa da Ilha Graciosa onde esteve em destaque o Programa “Vitis” que vai possibilitar a reestruturação das vinhas, tendo em linha de conta uma melhor qualidade das castas utilizadas na produção, melhoramento da estrutura das vinhas, redimensionamento de currais, curraletas, contribuindo para melhores produções e para a modernização das vinhas adaptando-as a realidade regional.



GaCS/MS

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Inicia-se a exportação contínua de resíduos na Ilha do Corvo



Na última sexta-feira, por iniciativa da Câmara Municipal do Corvo e do Parque Natural de Ilha, foram remetidos os primeiros dois contentores com vidro para a Ilha de São Miguel, iniciando-se assim a remessa contínua de resíduos da mais pequena ilha do arquipélago. É um primeiro passo que se vem aliar à estratégia da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, tendente ao “lixo zero” nas Ilhas Reserva da Biosfera dos Açores. Nesta primeira viagem foram transportadas 4 toneladas de vidros.

No mesmo embarque, foram também exportadas 3 toneladas de pneus; estes com destino ao Centro de Tratamento da Ilha das Flores, propriedade da Empresa Varela Ambiente. Após tratamento, os pneus serão também transportados para a Ilha de São Miguel para recauchutagem ou para o continente para reciclagem. O preço do transporte é coberto pelo do operador de fluxo de resíduos ValorPneu e tendo por base a ecotaxa paga na aquisição de qualquer pneu em território nacional.

Este é também mais um passo para o sucesso do projecto EcoFreguesia na ilha do Corvo. Apesar de não existir qualquer freguesia no Corvo, o município local associou-se a esta iniciativa, inscrevendo-se directamente e passando assim engrossar o lote de mais de uma centena de freguesias açorianas concorrentes.

No passado, pontualmente, já tinham sido exportados resíduos da ilha do Corvo. Em 2009, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar contratou a empresa Serralharia do Outeiro para efectuar o transporte de dois contentores marítimos de 10 pés com resíduos de equipamento eléctrico e electrónico (REEE), dois contentores marítimos de 20 pés com bidões de asfalto, 35 toneladas de máquinas industriais e camiões e 8 veículos em fim de vida.



GaCS/SF/DRA