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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Inaugurada exposição “ Tecer Relações” na Igreja do Colégio




O presidente do Governo Regional presidiu ontem à inauguração da exposição “ Tecer Relações, Paramentaria e Vivências Religiosas” no núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, Igreja do Colégio. É uma iniciativa do Museu que visa, associando-se às comemorações dos 475 anos da fundação da Diocese de Angra do Heroísmo, chamar a atenção para um património com identidade própria no conjunto dos patrimónios que caracterizam e testemunham o percurso da comunidade açoriana.

A inauguração da exposição contou com a presença do Bispo de Angra e Ilhas dos Açores, D. António Sousa Braga, do director regional da Cultura e do director do Museu Carlos Machado, Duarte Melo, que proferiu o discurso inaugural. A visita à Exposição, que contou com dezenas de convidados, foi orientada pelo seu Comissário, João Soalheiro.

A exposição, além de obras têxteis do século XV ao século XX, integra exemplares, de diferentes cronologias, de livros impressos, de escultura, de pintura, de fotografia, de azulejaria, de ourivesaria, e de artefactos e tecnologia tradicional.

Encontra-se estruturada em três núcleos: no primeiro visita-se o poder da simbólica actuado pelo paramentaria usada ao longo de séculos na liturgia das paróquias dos Açores. As cores, que pontuam o curso do ano, têm um significado que evoca, em primeiro lugar, uma tradição religiosa, herança judaico-cristã, codificada em ritos e rituais alimentados ao longo de gerações. Num segundo núcleo a atenção do visitante será canalizada para objectos evocadores de vivências que, entre o quotidiano e a festa, caracterizam a comunidade açoriana. O terceiro núcleo procura aproximar o visitante das formas e das funções de objectos fundamentais da paramentaria usada na liturgia católica, descodificando significados tendo como referência os ministérios e a eucaristia.



GaCS/SF

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Paramentaria e vivências religiosas nos Açores em exposição




O presidente do Governo Regional preside amanhã à inauguração da exposição Paramentaria e vivências religiosas nos Açores. É uma iniciativa do Museu Carlos Machado que visa, associando-se às comemorações dos 475 anos da fundação da Diocese de Angra do Heroísmo, chamar a atenção para um património com identidade própria no conjunto dos patrimónios que caracterizam e testemunham o percurso da comunidade açoriana.

Tendo como ponto de partida um bem cultural bastas vezes desconsiderado, quando não simplesmente ignorado, a exposição concentra a sua energia no diálogo constante que os têxteis, em todas as idades e circunstâncias, as mais simbólicas, mas também as que molduram os quotidianos, souberam alimentar em cada geração.

Não se trata apenas de proporcionar uma viagem pelo mundo complexo do têxtil, fruto do trabalho de inúmeras pessoas, tanto com o objectivo de enriquecer o serviço religioso das comunidades, como com o pragmatismo de aconchegar a vida do dia a dia. Trata-se sobretudo de evidenciar uma vocação natural para a relação, com as outras artes, com outras linguagens, completando-se um quadro de expressões que atingem, a partir da vida das pessoas, a alma religiosa de uma comunidade. Por essa razão, a exposição, além de obras têxteis do século XV ao século XX, integrará exemplares, de diferentes cronologias, de livros impressos, de escultura, de pintura, de fotografia, de azulejaria, de ourivesaria, e de artefactos e tecnologia tradicional.

A exposição encontra-se estruturada em três núcleos: No primeiro visita-se o poder da simbólica actuado pelo paramentaria usada ao longo de séculos na liturgia das paróquias dos Açores. As cores, que pontuam o curso do ano, têm um significado que evoca, em primeiro lugar, uma tradição religiosa, herança judaico-cristã, codificada em ritos e rituais alimentados ao longo de gerações. Num segundo núcleo a atenção do visitante será canalizada para objectos evocadores de vivências que, entre o quotidiano e a festa, caracterizam a comunidade açoriana. O terceiro núcleo procura aproximar o visitante das formas e das funções de objectos fundamentais da paramentaria usada na liturgia católica, descodificando significados tendo como referência os ministérios e a eucaristia.

O itinerário da exposição vive do compromisso em assegurar a integração de peças oriundas de igrejas num conjunto essencialmente constituído por peças que enriquecem o acervo próprio do Museu, nem todas suficientemente conhecidas do público.


GaCS/SF/DRAC