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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Paramentaria e vivências religiosas nos Açores em exposição




O presidente do Governo Regional preside amanhã à inauguração da exposição Paramentaria e vivências religiosas nos Açores. É uma iniciativa do Museu Carlos Machado que visa, associando-se às comemorações dos 475 anos da fundação da Diocese de Angra do Heroísmo, chamar a atenção para um património com identidade própria no conjunto dos patrimónios que caracterizam e testemunham o percurso da comunidade açoriana.

Tendo como ponto de partida um bem cultural bastas vezes desconsiderado, quando não simplesmente ignorado, a exposição concentra a sua energia no diálogo constante que os têxteis, em todas as idades e circunstâncias, as mais simbólicas, mas também as que molduram os quotidianos, souberam alimentar em cada geração.

Não se trata apenas de proporcionar uma viagem pelo mundo complexo do têxtil, fruto do trabalho de inúmeras pessoas, tanto com o objectivo de enriquecer o serviço religioso das comunidades, como com o pragmatismo de aconchegar a vida do dia a dia. Trata-se sobretudo de evidenciar uma vocação natural para a relação, com as outras artes, com outras linguagens, completando-se um quadro de expressões que atingem, a partir da vida das pessoas, a alma religiosa de uma comunidade. Por essa razão, a exposição, além de obras têxteis do século XV ao século XX, integrará exemplares, de diferentes cronologias, de livros impressos, de escultura, de pintura, de fotografia, de azulejaria, de ourivesaria, e de artefactos e tecnologia tradicional.

A exposição encontra-se estruturada em três núcleos: No primeiro visita-se o poder da simbólica actuado pelo paramentaria usada ao longo de séculos na liturgia das paróquias dos Açores. As cores, que pontuam o curso do ano, têm um significado que evoca, em primeiro lugar, uma tradição religiosa, herança judaico-cristã, codificada em ritos e rituais alimentados ao longo de gerações. Num segundo núcleo a atenção do visitante será canalizada para objectos evocadores de vivências que, entre o quotidiano e a festa, caracterizam a comunidade açoriana. O terceiro núcleo procura aproximar o visitante das formas e das funções de objectos fundamentais da paramentaria usada na liturgia católica, descodificando significados tendo como referência os ministérios e a eucaristia.

O itinerário da exposição vive do compromisso em assegurar a integração de peças oriundas de igrejas num conjunto essencialmente constituído por peças que enriquecem o acervo próprio do Museu, nem todas suficientemente conhecidas do público.


GaCS/SF/DRAC

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Igreja dos Açores por uma sociedade solidária e fraterna


Os últimos dois anos foram, na diocese de Angra, dedicados à "proposta e transmissão da Fé na sociedade actual". Este ano de 2009/2010 continua com a mesma temática, acentuando sobretudo a dimensão de "povo Sacerdotal, Igreja santa de Deus para uma sociedade mais solidária e fraterna".

A escolha desta perspectiva teológico/pastoral prende-se, por um lado, com o Ano Sacerdotal proclamado por Bento XVI ( 150 anos da morte de S. João Maria Vianney conhecido como Santo Cura de Ars - França) e, por outro lado, com a ocorrência dos 475 anos da criação da diocese (3 de Novembro de 1534 pelo papa Paulo III). Esta opção procura articular a linha de força proposta para a Igreja universal pelo santo Padre e, ao mesmo tempo, celebrar e acentuar a vida da Igreja que está nos Açores há 475 anos com a necessidade permanente da sua renovação como caminho evangélico e testemunho de caridade no mundo, dando assim razões da sua experiência de «acreditar» sobretudo às novas geraçoes.