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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Governo espera sucesso na Cimeira de Copenhaga e prepara Plano Regional para as Alterações Climáticas




Estando a decorrer até 18 de Dezembro, em Copenhaga, a 15.ª sessão da Conferência das Partes da Convenção­‑Quadro sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas e a 5.ª sessão da Reunião das Partes do Protocolo de Quioto, o Governo Regional espera que as conversações tenham sucesso e que o Protocolo de Quioto não fique sem sequência.

Segundo o Secretário Regional do Ambiente, "poucas decisões poderiam ser piores do que ficarmos sem qualquer decisão. Está claro que o mundo não pode esperar mais, tem de haver regras e, nos Açores, temos dado passos que exemplificam posturas ambientais correctas e geradoras de mais-valias económicas". São exemplos disso as iniciativas promotoras da utilização racional de energia, assim como a disseminação das fontes alternativas de produção energética com base em recursos endógenos e renováveis.

Para Álamo de Meneses, "o Protocolo de Quioto constituiu, de facto, um marco de referência na luta contra o aquecimento global. A União Europeia, da qual os Açores são parte integrante, tem-se posicionado na vanguarda da luta contra as alterações climáticas e pelo cumprimento daquele protocolo, nomeadamente através da aprovação de um conjunto de directivas e medidas com vista à promoção das fontes de energia renováveis e da eficiência energética, como é o caso do “pacote clima-energia”, aprovado há cerca de um ano, a directiva energias renováveis e a certificação energética de edifícios, entre outras. Estamos, também, cá nos Açores, empenhados nestes propósitos. A energia contribui para cerca de dois terços das emissões de gases com efeito de estufa, estando, por isso, a sua produção e utilização no centro das atenções no que respeita à luta contra o aquecimento global".

Nos Açores, cerca de um quarto da produção de electricidade já é de origem renovável e o objectivo é que a cifra se situe em cerca de três quartos em 2018. Para este efeito o executivo Regional conta com o apoio do sistema científico regional, nacional e internacional, tendo sido recentemente assinado um protocolo entre o Governo Regional a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o MIT-Portugal e a Universidade dos Açores, no âmbito do projecto “Green Islands”, com vista ao desenvolvimento de um sistema sustentável de energia.

Foram também criadas as normas relativas ao desempenho energético dos edifícios e qualidade do ar interior, as quais devem contribuir para aumentar a eficiência energética e o conforto do parque edificado. Procedeu-se à alteração do sistema de incentivos Proenergia, onde importa salientar a desburocratização dos procedimentos, a inclusão da elegibilidade de despesas que decorram de imposições legais, a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes no caso de investimentos destinados à produção de electricidade e o facto de os investimentos em painéis solares passarem a ser apoiados em função da fracção solar dos equipamentos.

Os açorianos com um contrato de compra de energia eléctrica em baixa tensão podem candidatar-se, agora, ao Sistema de Registo da Microprodução, vulgarmente conhecido por Renováveis na Hora, e tornar-se, de forma simples e fácil, em pequenos produtores de energia eléctrica a partir de fontes renováveis, com possibilidade de venda à rede pública.

A mobilidade eléctrica assume um papel de grande relevo e estratégico dentro dos propósitos do Governo Regional. Em breve, esta será objecto de uma Resolução do Conselho do Governo Regional, sendo que a fase piloto, com a introdução dos primeiros postos de carregamento, se deve iniciar em 2010. Outro desafio importante está na colocação de inteligência artificial na gestão dos sistemas eléctricos, de forma a torná-los mais eficientes, flexíveis e interactivos.

Com tudo isto, o Governo Regional está a contribuir para a nossa autonomia energética, a nossa competitividade e para o desenvolvimento sustentável.

Ainda segundo o Secretário do Ambiente, "apesar de não estarem claros os cenários previsíveis para o arquipélago dos Açores, as consequências das alterações climáticas podem incluir fenómenos como uma maior abrasão costeira e uma intensificação dos fenómenos meteorológicos extremos (tempestades). Mas a emissão de gases com efeito de estufa tem um impacto global, contra o qual todos nós temos, de forma cooperativa e solidária, tal como se espera que aconteça na Cimeira de Copenhaga, que lutar e vencer. Mais do que os efeitos pontuais no nosso arquipélago, as alterações climáticas globais são um enorme risco para a estabilidade planetária. Um risco que não vale a pena correr".

Foi por essa razão que o Governo Regional criou, através da Resolução n.º 109/2009, de 30 de Junho, a Comissão para as alterações climáticas da Região Autónoma dos Açores (ComClima), que irá elaborar uma proposta de Plano Regional para as Alterações Climáticas, a qual será submetida ao Governo Regional.


GaCS/SF/SRAM

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nome dos Açores no balão sobre o combate às alterações climáticas a enviar à Cimeira de Copenhaga



O nome dos Açores foi hoje inscrito por André Bradford, secretário regional da Presidência, no balão que voará de Bruxelas até Copenhaga, para transmitir aos negociadores de um possível sucessor do Protocolo de Quioto as preocupações das regiões europeias face às alterações climáticas

O gesto simbólico assinala o firme compromisso das regiões europeias no combate às alterações climáticas, mas sublinha também a necessidade de futuras estratégia de combate à escala global conterem abordagens regionais, umas vez que as regiões são o primeiro patamar de resolução de catástrofes e dos impactos destas alterações.

O lançamento do balão decorreu perto do edifício Berlaymont, sede da Comissão Europeia, e no âmbito da 81ª sessão plenária do Comité das Regiões e 7ª edição do Open Days, onde André Bradford representa a Região.


Fonte: GaCS

sábado, 26 de setembro de 2009

Revista de Imprensa dos Açores


O matutino micaelense Açoriano Oriental diz hoje em manchete que a "Região desrespeita limites de emissão de CO2" e que por esse motivo "falhou a meta do Protocolo de Quioto".


O jornal adianta que a conclusão é de um "estudo apresentado na Universidade dos Açores", no qual se revela que, "entre 1990 e 2004, as emissões de gases de estufa aumentaram 59 por cento nas ilhas", culpando "o progresso económico e social".


O jornal noticia também com destaque que foi "Adiada entrega de manuais gratuitos nas escolas", que só deverá "ser aplicada na melhor das hipóteses no próximo ano lectivo e apenas para os alunos do primeiro ciclo do Ensino Básico".


Fonte: Expresso