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quinta-feira, 15 de abril de 2010

José Contente quer “mais engenheiros nas obras e menos juristas nas empresas de construção civil"



O Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos presidiu, ontem ao final do dia, à tomada de posse dos órgãos dos Corpos Sociais da Secção Regional da Ordem dos Engenheiros para o triénio 2010/1013.

Aos novos dirigentes, nomeadamente ao presidente Paulo Moniz, José Contente desejou felicitações no novo mandato, frisando a disponibilidade e cooperação do Governo Regional para projectos de relevância regional.

Na cerimónia de tomada de posse o governante sublinhou as vantagens da adaptação regional do Código dos Contratos Públicos, a qual veio introduzir uma maior flexibilidade nos procedimentos de formação e execução dos contratos, suprimindo e alterando algumas soluções consagradas no Código que eram – e continuam a ser – comprometedoras da celeridade, da economia e da eficiência na contratação pública.

Neste contexto, José Contente manifestou que seria desejável “ter mais engenheiros nas obras e menos juristas nas empresas”.

Perante o actual contexto económico no sector da construção civil, o Secretário Regional voltou a apelar às entidades públicas para pagarem a tempo os trabalhos, sublinhando que “ o Governo só faz as obras que pode pagar”, garantindo, desta forma, o pagamento atempado às empresas.

José Contente lançou ainda o desafio para que se continue a apostar na qualidade do serviço da engenharia, reiterando a importância a nível da formação para “termos engenheiros mais competentes e aptos para as solicitações do quotidiano”.

No final da cerimónia o governante analisou o projecto de construção da nova sede da Ordem dos Engenheiros, no centro histórico de Ponta Delgada.



GaCS/VS

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Presidente do Governo apela à união das empresas de construção civil açorianas para assegurarem as empreitadas públicas a lançar este ano

O presidente do Governo considera que “o melhor remédio em qualquer crise económica é aqueles que podem investir, investirem, quer no sector público quer no sector privado e a economia no sector da construção civil está muito dependente do investimento público, em particular nos Açores”.

Carlos César falava após ter recebido em audiência hoje em Sant´Ana a direcção da AICOPA, a Associação dos Industriais de Construção e Obras Públicas nos Açores. O presidente do Governo anunciou que “estão em curso neste momento empreitadas e prestações de serviço ao Governo Regional na ordem dos 232 milhões de euros nos Açores e vão ser lançadas empreitadas até ao dia 30 de Junho no valor de 167 milhões de euros. Isto significa também um conjunto vasto de oportunidades para as quais as nossas empresas de construção civil se devem capacitar, particularmente figurando-se importante no que diz respeito às empresas regionais a sua capacidade de actuarem em conjunto para se tornarem mais competitivas no âmbito da contratação pública, no âmbito dos concursos que são lançados".

O presidente do Governo insiste no desafio às empresas açorianas: “que se saibam unir, que saibam tirar partido das suas capacidades, das suas vocações, das suas funcionalidades e em conjunto apresentarem-se nesses concursos porque o Governo Regional não pode falsear a verdade concursal mas pode e deve estimular as empresas com sede na Região a agirem conjugadamente de forma a se tornarem mais competitivas nesses âmbitos”.

Nas medidas para enfrentar a crise mundial e que atinge os Açores e em particular o sector da construção civil, o Governo Regional acordou com a AICOPA uma metodologia que Carlos César considera muito importante: “que é a de monitorizarmos de forma frequente e contínua, num fórum que reúna o Governo por um lado e a AICOPA por outro, esta situação da construção civil, por forma a que os empresários do sector conheçam melhor o que está em causa do ponto de vista do investimento no próximo futuro e também das entidades públicas se aperceberem de forma continuada e permanente dos problemas que o sector tem e das sugestões que nos deve canalizar em função da sua experiência e da sua presença no mercado”.

Carlos César salienta que “todas estas situações de crise económica geram necessariamente uma reestruturação da economia empresarial. Há um percurso que é feito em tempo de crise em que nos aproximamos mais da economia real , ou seja, há empresas que, ou por razões da sua função no sistema ou no mercado ou por falta de competitividade, sobram. E também todas as empresas que são mal geridas ou que têm problemas de descapitalização crónicos, em épocas de crise, onde a banca é mais reservada, onde toda a economia associada é mais exigente, essas empresas também não resistem”.

“No que diz respeito às empresas”, lembra Carlos César, “nós fizemos um percurso. Actuamos numa área centrada na facilitação do crédito, na facilitação da reestruturação de dívidas das empresa e do crédito concedido”. Abre-se agora a oportunidade de investimento público.

No que diz respeito aos trabalhadores, as cerca de 6 mil pessoas inscritas nos centros de emprego nos Açores, 850 são provenientes do sector da construção civil, muitos dos quais sem uma especialização adequada e com poucos horizontes de emprego. “A esse nível estamos a desenvolver programas de certificação profissional e de formação que permitirão mudar a situação de muitas dessas pessoas”, concluiu o presidente do Governo.



GaCS/SF

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

José Contente defende parcerias como garantia de estabilidade na construção civil




O espírito de parceria entre as empresas de construção civil açorianas garante, na opinião do secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, mais obras e, consequentemente, estabilidade no emprego do sector.

Segundo José Contente, “a melhor defesa das empresas que trabalham nos Açores é saberem associarem-se com parcerias inteligentes onde cada um dá o melhor de si e, temos verificado, as empresas que são competitivas garantem, como nós sabemos, a estabilidade da mão-de-obra na construção civil”.

O governante, que falava à margem da visita à empreitada de construção da variante a Rabo de Peixe, no concelho da Ribeira Grande, referiu ainda, a propósito, que as parcerias e o estabelecimento de consórcios para o concurso das obras públicas é meio caminho para serem mais competitivos e, desta forma, mais sólidos num mercado competitivo.

A variante à vila de Rabo de Peixe, adjudicada ao consórcio Tecnovia-Açores, Marques e Eng. Luis Gomes, no valor de sete milhões de euros, representa, nas palavras do secretário regional, um acréscimo de segurança, comodidade, rapidez e qualidade de vida, além do progresso que a alternativa ao fluxo de trânsito pode trazer.

“O Governo, onde isso se justifica, está a construir variantes, sobretudo onde o tráfego é congestionado, e o caso da vila de Rabo de Peixe é o exemplo bem conseguido de que nós devemos avançar para as variantes, sempre que elas se justifiquem, e não por qualquer capricho das localidades querem também mais uma variante”, referiu.

Esta variante está construída segundo as recentes preocupações do Governo Regional quanto ao perfil das estradas, nomeadamente a integração paisagística e sustentabilidade ambiental.A título de exemplo, refira-se que em 3,5 quilómetros de extensão está prevista a colocação de centenas de árvores ao longo da via.

A variante terá um perfil moderno, desde passeios para peões em ambas as faixas de rodagem e uma ciclovia em toda a sua extensão.

Esta obra integra os vários domínios de construção de uma rodovia, como sejam as terraplanagens, a drenagem, a pavimentação, a sinalização e equipamento de segurança, a construção de uma passagem inferior e obras acessórias que compreendem a iluminação pública, o arranjo paisagístico e as vedações em muros de pedra.

Para as zonas mais urbanas, como é o caso dos troços junto à Rua do Rosário e ao longo da Rua d’Água, foram previstas áreas para estacionamento.

José Contente realçou ainda que foi dada particular atenção à integração paisagística desta variante, tendo sido desenvolvido um projecto de arquitectura paisagística para o interior das cinco rotundas.



GaCS/VS

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Presidente do Governo defende obras públicas para servir interesse público e não para sustentar empresas



“As obras públicas são para servir finalidades e interesses públicos e não para sustentar ou para viabilizar uma ou outra empresa de construção civil”. Esta foi a mensagem que o presidente do Governo transmitiu, esta tarde, na ilha das Flores no âmbito da visita estatutária ao grupo Ocidental.

Na cerimónia de inauguração da segunda fase da empreitada de reabilitação da estrada regional Santa Cruz/Ribeira da Cruz, Carlos César frisou o facto de o Governo Regional desenvolver uma política de obras públicas com uma finalidade social ou económica e não com o objectivo de “recuperar uma empresa de construção civil. O Governo não pode fazer obras por causa das empresas, o Governo precisa das empresas para fazerem obras com determinadas finalidades, e isso é fundamental do ponto de vista da orientação da gestão empresarial”.

Aos empresários o presidente do Governo lança um desafio. Perante a actual situação económica mundial, as empresas do sector devem apostar na reconversão das respectivas actividades e no reajustamento da capacidade de prestação de serviços, além da aposta na formação e qualificação profissional dos funcionários, de forma a “responderem aos desafios emergentes do ponto de vista das oportunidades e do ponto de vista empresarial que estão ao seu dispor”, acrescentou.

Perante os obstáculos da actual conjuntura económica, o presidente do executivo alerta os responsáveis das empresas para os apoios que o Governo açoriano tem vindo a disponibilizar para aliviar o endividamento e apoiar a gestão de muitas empresas.

As linhas de crédito para a reestruturação das empresas já apoiaram, segundo Carlos César, 350 empresas num montante superior a 170 milhões de euros. “Há importantes sucessos a registar e este é um recurso muito importante por parte das empresas da construção civil, e no caso da linha AçoresInvest, 654 empresas já recorreram a estas linhas que têm sido uma poderosa ajuda”, sobretudo para um dos sectores mais fragilizados, o da construção civil.

O presidente do Governo reafirmou, no entanto, a confiança na capacidade de regeneração e de estratégia das empresas regionais e refere que, a curto prazo, vão alcançar um patamar de maior tranquilidade na gestão e sustentabilidade financeira empresarial. “Deixo uma mensagem de optimismo a essas empresas, mas de grande responsabilização no sentido da compreensão do que se lhes exige nesta fase em que as empresas devem ter uma maior atenção ao mercado e àquilo que se lhe apresenta como oportunidade”, afirmou.

Na política de obras públicas para a ilha das Flores, o presidente do Governo Regional anunciou o arranque, em 2010, de duas empreitadas de reabilitação da estrada regional, num total de 17 quilómetros: a Estrada Transversal e o ramal da Fajã Grande/recta das Lajes, num investimento de cerca de três milhões de euros.

A inauguração da empreitada de reabilitação do troço Santa Cruz/Ribeira da Cruz, um investimento na ordem dos quatro milhões de euros, representa, segundo Carlos César, "um esforço que o Governo tem vindo a desenvolver na ilha das Flores, quer no plano na reestruturação da rede viária, quer na infraestruturação em geral desta ilha”.

O presidente do Governo acrescentou ainda que, sem o investimento na melhoria das acessibilidades, neste caso terrestres, “é dificilmente concebível a coesão, a integração territorial, social e económica desta ilha, á luz da contemporaneidade, que exige um sistema de comunicações e de acessibilidades rápido, viável e confortável.

A conclusão da estrada traduz igualmente a preocupação do Governo dos Açores no reforço da qualidade e da segurança rodoviária do principal eixo viário regional, que se desenvolve entre as duas vilas da ilha, situação bem diferente da encontrada há 13 anos atrás que, recorda, “a rede viária era lastimável, com pavimentos de 30 e em alguns casos de 50 anos de idade”. Nesta última década o Governo dos Açores investiu um total de 34 milhões de euros na reabilitação de 46 dos 76 quilómetros da estrada regional da ilha das Flores.

Carlos César assinalou ainda outra das prioridades do executivo, em matéria de estradas, para a actual legislatura: o reforço do plantio nas bermas para enquadrar panorâmica e paisagisticamente a rede viária regional

“Realço a nova atenção que estamos a emprestar ao embelezamento e reforço da segurança das nossas estradas, à construção de zonas de lazer, de miradouros, à integração paisagística da rede viária. Aliás, vamos iniciar ainda este mês uma grande operação, a nível regional, de plantio nas bermas das estradas, repondo, intensificando ou introduzindo em alguns troços a cobertura vegetal com árvores ou plantas ornamentais, investindo em outra componente que tem a ver com aquilo que sempre tem individualizado a nossas estradas panorâmicas”, referiu a propósito.



GaCS/VS