Mostrar mensagens com a etiqueta escultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escultura. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Governo valoriza colocação de obras de arte junto às estradas regionais




A integração paisagística das estradas regionais pode ser acompanhada de obras de arte que reforcem a atractividade destes espaços, na Região. A ideia foi defendida, hoje, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos durante a inauguração da escultura “A Quarta Dimensão – o Espaço-Tempo”, do artista Dimas Simas Lopes, na rotunda das Pedreiras, nas Lajes.

Perante uma escultura contemporânea, de grande dimensões, José Contente lamentou o facto de, presentemente, o património estatuário dos Açores não assumir a expressão de outros tempos e, garante, o Governo dos Açores, através da Secretaria dos Equipamentos, vão manter a aposta na colocação de obras de arte junto às estradas regionais.

Integrado no plano de requalificação paisagística da rede viária regional, que para este ano prevê um investimento de 1,5 milhões de euros, o governante manifestou o interesse em colocar peças artísticas distintas em espaços adjacentes, como rotundas, miradouros, merendários e sobras da estrada regional.

“Quero exprimir a satisfação pelo artista Dimas Simas Lopes corresponder a uma vontade política que se faz sentir nos Açores. Passado uma fase de forte investimento nas obras públicas, pretendemos agora dar um outro cuidado aos espaços que sobram, que são construídos e que de algum modo contribuem para enquadrar estas obras públicas”, sublinhou.

O secretário regional assumiu o investimento na colocação de esculturas e outras obras de arte, de preferência de artistas regionais, em espaços públicos junto à rede viária enquanto marca indelével do projecto de integração paisagística, uma aposta que irá abranger todas as ilhas, sempre que se justificar e existirem propostas neste sentido.

Nas palavras de José Contente, “nesta Secretaria, associada ao cimento, pensamos no betão como instrumento de desenvolvimento e não como um material em si próprio e a melhor maneira de humanizar e de aculturar o cimento é associá-lo a aspectos nobres do pensamento humano e a arte aqui tem um papel preponderante para uma visão integrada do nosso sistema viário regional”.

Depois da requalificação massiva da rede viária regional que ocupou o executivo açoriano na última década, segue-se a aposta da transformação das estradas em “postais turísticos, uma marca açoriana que não se vê em mais parte alguma, nós somos exímios a cuidar das nossas estradas e da sua panorâmica”, acrescentou, referindo que além do plantio de árvores, plantas ou herbáceas, esse enquadramento natural pode muito bem ser acompanhado de “outros elementos e nada melhor do que arte, produto da criatividade humana, para integrar paisagisticamente todo este ambiente”.

A escultura “A Quarta Dimensão – O Espaço-Tempo” representa elementos metálicos – 138 metros de tubos de aço cortene – “em que os tubos redondos significam a meditação do tempo e os tubos quadrangulares inclinados representam o movimento da conquista do espaço. Isto é, de um modo metafórico, a presença de sinais do mostrador de um grande relógio sobre o qual surge a sensação do movimento de descolar de uma veloz e fantástica aeronave”, revela o artista terceirense, cardiologista reformado.

Dimas Simas Lopes acrescenta que a escultura traduz a viagem no espaço e no tempo e refere que esta é uma homenagem à população da vila das Lajes e ao aeroporto na ligação dos Açores para outros espaços do Mundo.



GaCS/VS

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Exposição de escultura no Museu de Angra



O Museu de Angra do Heroísmo inaugura amanhã, dia 5, na Sala do Capítulo, a exposição «Objectos de Culto», composta por sete esculturas, seis em ferro e porcelana e uma em ferro e mármore, da autoria da escultora Graça Costa Cabral.

Os trabalhos alertam para a permanência, ao longo do tempo, de determinadas formas reveladoras da essência do Divino Espírito Santo ou associadas ao seu culto, que ocorrem reiteradamente em distintas civilizações.

Trata-se, por isso, duma exposição que convida à meditação, já que cada escultura é entendida como um elo de ligação ao sagrado, uma manifestação mais da relação entre o homem e a transcendência.

Graça Costa Cabra, fundadora e presidente do AR.CO., nasceu em São Miguel. Vive e trabalha em Lisboa.

A exposição «Objectos de Culto» poderá ser visitada até Maio de 2010.

O Serviço Educativo do Museu desenvolverá um conjunto de actividades de dinamização que incluirão uma oficina de escultura. O agendamento de visitas guiadas acompanhadas da frequência de ateliês, preferencialmente destinados ao público escolar, deve ser efectuado pelo telefone 295 213 147 ou através do endereço electrónico
a.ls.almeida@azores.gov.pt .



GaCS/FA/MAH

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

BPARPD inaugura escultura “ A Árvore do Camaleão”



A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada inaugura a peça “A Árvore Camaleão”, da escultora Sofia de Medeiros, sexta-feira, dia 11 de Dezembro de 2009, pelas 18h30.

Este é o mais recente trabalho de Sofia de Medeiros, concebido especialmente para as instalações da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada e adquirido pela Direcção Regional da Cultura para o acervo do ARTCA.

Seguindo uma linha estética de continuidade em relação a anteriores trabalhos da artista, no qual a ideia de árvore está presente em obras como A pose ou A saia, A Árvore Camaleão assume o carácter de obra aberta. Ao mesmo tempo que desempenhará a função de Árvore de Natal no átrio de entrada do edifício durante a quadra festiva, incorporando diferentes adereços concebidos pela artista, é, também, uma escultura por direito próprio que, uma vez terminada a época natalícia, será transferida para o espaço exterior do jardim da cisterna.

Não existe uma relação explícita entre esta escultura e a tradicional árvore de Natal. Porém, A Árvore Camaleão é uma árvore festiva, comemorativa, que se transfigurará, temporariamente, apresentando uma mutação tão associada ao efémero da arte contemporânea.

A escultura A Árvore Camaleão tem 3, 35 m de altura e 1,70 m de diâmetro, aproximadamente. Foi executada em ferro pintado, sendo a cor escolhida muito próxima das tonalidades de Outono, construindo assim um diálogo mais próximo com a Natureza.

A obra será apresentada pelo artista plástico/produtor Jorge Rocha.


GaCS/SF/BPARPD

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exposição de escultura na biblioteca pública da Horta



“Lugar Lugares” é a designação da exposição de escultura de Carlos Apolo Martins que está patente ao público, até dia 31 de Dezembro, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta.

Organizada pelo Museu da Horta, a mostra, cujo título o autor retira de um texto literário da obra “Os passos em volta”, do poeta Herberto Hélder, poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 9 e as 19 horas, e aos sábados, das 10 às 13 horas.

Todas a peças expostas têm a forma de uma cadeira, com assento e respectivo encosto e três pés, e, algumas vezes, braços de apoio. Numa primeira observação parece que o autor nos sugere simples peças de mobiliário, mas numa leitura mais cuidada deparamo-nos como uma intenção poética, formal e espacial.

No catálogo desta exposição, Carlos Apolo Martins explica: “Com estas formas pretendo sugerir a presença da angústia que é condição da nossa existência. Estas cadeiras, estes lugares, assim como a vida, são difíceis de ocupar, de preencher e comportam sofrimentos, fracassos e impossibilidades.”

Com formação em luminoplastia e fotografia, Carlos Apolo Martins é natural de Beja e já realizou diversas exposições, individuais e colectivas, em Portugal e em Espanha.

Do seu currículo artístico constam vários prémios e menções honrosas, tais como
Prémio “Ciudad de Palencia” – Fundacíon Díaz Caneja, Espanha (2008); “Arte no Morrazo” – XVI Colectiva Internacional de Pintura e Escultura, Espanha (2008); Prémio de pintura e escultura D. Fernando II - X Edição, Sintra (2008); 3.º Prémio “XV Galeria Aberta” – Museu Jorge Vieira, Beja (2007); “Prémio pintura e escultura Artur Bual”, Amadora (2006); Prémio “V Bienal /Salão de Artes – Vidigueira (2006); Prémio “Escultura no jardim” – Serpa (2006); “Prémio Saluquia às Artes” – Moura (2005); Menção honrosa “XIV Galeria Aberta” - Museu Jorge Vieira, Beja (2005); Prémio “XV Certamen Ibérico de escultura - Ciudad de Punta Umbría – Huelva, Espanha.



GaCS/FG/MH

domingo, 18 de outubro de 2009

Carlos César realça empenho do Governo na valorização do património açoriano



Carlos César reafirmou ontem o empenhamento do Governo dos Açores na requalificação e na valorização do património construído, que nos últimos anos têm sido particularmente significativas.

O presidente do Governo acrescentou que, apesar dos recursos que foram necessários, é sempre com satisfação que regista opiniões positivas sobre obras de restauro em imóveis de inegável valor patrimonial e histórico, como foi o caso recente do Convento de S. Pedro de Alcântara, na ilha do Pico.

Falando na cerimónia de inauguração, no jardim do Palácio de Sant´Ana, da escultura “Parar o Tempo”, da autoria de Rui Chafes, Carlos César sublinhou que esse empenho governamental era um sinal que vai sendo dado “de regeneração do nosso património, de um tempo novo de promoção cultural nos Açores e dos Açores.”

Referiu como exemplos, entre outros, a presença em Madrid de uma grande exposição do escultor de Canto da Maia e o recrutamento de novas competências do exterior, como é o caso de António Pinto Ribeiro, que terá responsabilidades no acervo que integrará o Centro de Expressões Contemporâneas “Arquipélago”, em fase de construção na cidade da Ribeira Grande.

Para o presidente do Governo, a inauguração da peças escultórica que agora fica enriquecer o jardim do Palácio de Sant´Ana, quis significar a nossa homenagem aquilo que sempre valorizou a História dos Açores e que deve continuar a valorizar no futuro: a sua capacidade inventiva, a sua capacidade criativa e a sua qualidade cultural.”

“Parar o Tempo” é uma escultura em aço, que forma um grande círculo negro erguido no jardim, um anel que toca o chão num ponto, para se elevar na amplitude oposta sobre dois varões metálicos.

No seu interior, três exemplares botânicos – uma Phoenix reclinata, um Malvaviscus mexicanum e uma Magnolia grandiflora – tornam-se ainda mais evidentes num jardim de grande riqueza botânica.

Rui Chafes, o autor, é um dos maiores escultores portugueses da actualidade, com reconhecida projecção internacional.



GaCS/CT