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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Governo estabelece protocolo com Observatório do Mar dos Açores para divulgação científica



O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos anunciou a criação de um protocolo de cooperação para financiar as actividades e despesas correntes do Observatório do Mar dos Açores (OMA), na Horta.

José Contente visitou estar tarde as instalações do OMA para averiguar as necessidades humanas e científicas da infra-estrutura, onde ficou igualmente a par dos projectos de divulgação científica que o Observatório leva até junto da população, escolas e turistas.

“Este protocolo é um primeiro passo para que este Observatório tenha um bom desempenho a nível do funcionamento e faça aquilo que consta nos seus estatutos, a divulgação científica associada ao mar dos Açores”, disse o governante.

Esta parceria visa essencialmente estreitar o apoio financeiro para estudos e pesquisas científicas, para despesas de funcionamento, aquisição de equipamentos e ou serviços de manutenção da infra-estrutura.

José Contente referiu ainda que esse protocolo deve ser celebrado no próximo ano e deve atingir um montante entre os 50 e os 75 mil euros anuais.

“Nós precisamos de criar uma verdadeira cultura científica e tecnológica na Região para entrarmos com pleno conhecimento e rigor na Sociedade do Conhecimento e são estes Centros de Ciência que existem em várias ilhas que podem fazer essa ligação, a ligação às escolas, às pessoas que os visitam de modo a que tudo isto corresponda a um patamar de qualidade sob o ponto de vista do conhecimento científico dos açorianos”, acrescentou o secretário da tutela.

O Observatório do Mar dos Açores, situado na Antiga Fábrica da Baleia, no Monte da Guia, recebe anualmente cerca de 15 mil visitantes.



GaCS/VS

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Futuro Observatório Microbiano das Furnas abre ao público em 2010



Em 2010, ano internacional dedicado à Biodiversidade, irá nascer nas Furnas o Observatório Microbiano dedicado à investigação e divulgação científica da riqueza microbiana, uma área com um enorme potencial para aplicação, por exemplo, na medicina.


A garantia foi transmitida, ontem à noite, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos após uma expedição científica aos tapetes de microorganismos vivos, abundantes nas Caldeiras das Furnas.


Para José Contente, as Furnas representam um “laboratório natural da biodiversidade, aqui podem recolher-se vários microorganismos que podem ter várias aplicações, nomeadamente na medicina, além do contributo para o conhecimento de vida na terra e das potencialidades que toda a vida encerra”.


O futuro observatório das Furnas terá uma vertente de investigação e outra dedicada à divulgação científica, para esta última muito contribuirá a criação de um museu, previsto no projecto, para mostrar todo o manancial de informação recolhido e catalogado nas Caldeiras.


De acordo com o governante, o Governo dos Açores, nas actividades ligadas à Ciência e à Tecnologia, quer promover toda a actividade e divulgação científica que conduza, posteriormente, ao aproveitamento empresarial, ou seja, refere, “queremos promover o conhecimento científico no nosso meio ambiente de modo a potenciá-lo em emprego qualificado e em mais-valias para as empresas e para a Região, é essa a nossa aposta”.


O Governo dos Açores está decidido na criação deste centro de ciência de ponta, criado sob o objectivo último de dar mais um contributo para a edificação de patamares de qualificação científica a nível internacional.


Os diversos mircoorganimos, que habitam em abundância nas Caldeiras das Furnas, podem ser aproveitados para diversos fins científicos, desde logo a medicina, nomeadamente na vertente termal, de cosmética e relaxamento.


“Para nós toda a investigação científica deve ser aplicada, no sentido de termos resultados úteis para as pessoas, é para isso que nós investimos na ciência e na tecnologia”, sublinha o secretário regional.


Neste sentido, e para garantir a preservação do potencial microorgânico das Furnas, é preciso, afirma José Contente, defendê-lo com legislação adequada e com todo o tipo de apoios para a continuação aprofundada da investigação científica, de forma a que o património natural dos Açores esteja ao serviço dos açorianos e dos investigadores.


José Contente deixa ainda a garantia de apoiar todos os investigadores que trabalhem na Região, desde que promovam os Açores na comunidade científica internacional e garantam a oferta de mais-valia para os cidadãos, enquanto receptores dos resultados dessa investigação científica.


O futuro Observatório Microbiano das Furnas será mais um centro de ciência a juntar aos outros cinco Observatórios já existentes nos Açores, que integram o Roteiro de Ciência, que promovem e garantem a investigação e divulgação e ainda a criação de uma cultura científica nos Açores.


A exposição “Vida em Ebulição”, patente no Chalé de Banhos, nas Furnas, irá prolongar-se por mais dois meses, agora dedicada às escolas durante a semana, e aos visitantes em geral aos fins-de-semana. A exposição é interactiva, com acompanhamento científico da coordenadora do projecto, Paula Aguiar, e com possibilidade de visitas de campo.


GaCS/VS

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fumarola do Piquinho, no Pico, começou a emitir gases, especialista afasta perigo


A fumarola do Piquinho, o ponto mais alto de Portugal, na ilha do Pico, começou a emitir hoje de manhã gases vulcânicos, mas o Observatório Vulcanológico dos Açores já afastou qualquer tipo de perigo, considerando a situação normal.

"O observatório acompanhou o fenómeno e concluiu que se trata de fluxos de origem vulcânica, que se podem considerar correntes em montanhas vulcânicas deste tipo", afirmou Vítor Hugo Forjaz, numa declaração enviada à Lusa.

A situação teve início cerca das 07:00 (08:00 em Lisboa), quando a fumarola começou a emitir gases vulcânicos, nomeadamente vapor e anidrido sulfuroso.