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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Parque Natural de Santa Maria será pilar da conservação da natureza na ilha



Os Açores têm 29 dos 147 habitats identificados na União Europeia. O arquipélago tem 6512 espécies identificadas, das quais 450 são endémicas. Para Álamo Meneses, a Região “ é um enorme depósito de biodiversidade na Europa”. O Secretário Regional do Ambiente falava na apresentação do Parque Natural de Santa Maria, numa cerimónia presidida pelo Presidente do Governo Regional dos Açores no âmbito da visita estatutária a esta ilha.

Para a salvaguarda dessa biodiversidade e da conservação da natureza, o Governo Regional resolveu criar um conjunto de Sítios Protegidos, que depois são agrupados em Parques Naturais. Nos Açores estão criados dez Parques Naturais, nove em cada uma das ilhas e um Parque Oceânico abrangendo aquelas zonas para a conservação da natureza que estão para além do mar territorial.

Segundo Álamo Meneses, “desses parques estão já formalizados do ponto de vista jurídico seis deles, faltam os da Terceira, S. Jorge e Flores, cujos trabalhos finais estão a decorrer para que seja possível também criá-los juridicamente, e o Parque marinho dos Açores que está também numa fase muito avançada de estruturação, com as áreas que vão ser protegidas, duas delas já aprovadas pela União Europeia, e a terceira a ser proposta pelo Governo a breve trecho. É neste contexto que o Parque Natural de Santa Maria nasce. Será o pilar da conservação da natureza na ilha”.

O Parque Natural de Santa Maria foi criado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 47/2008/A, de 7 de Novembro, seguindo as directrizes de classificação da IUCN, União Internacional para a Conservação da Natureza, plasmadas no Decreto legislativo Regional n.º 15/2007/A, de 25 de Junho que procede à reforma do regime jurídico de classificação e gestão da Rede Regional de Áreas Protegidas da Região Autónoma dos Açores.

O Parque Natural de Santa Maria, permite a gestão do território, orientada para a conservação da biodiversidade e da geodiversidade bem como a utilização sustentável dos recursos naturais, de forma a potenciar o turismo e o bem-estar dos residentes.

O Parque integra 13 áreas protegidas, nomeadamente a reserva natural dos Ilhéus das Formigas, reserva natural do Ilhéu da Vila, monumento natural da Pedreira do Campo, do Figueiral e da Prainha, e ainda diversas áreas protegida de habitats e espécies da costa Sudoeste, Ponta do Castelo, Baía do Cura, Pico Alto, paisagens protegidas do Barreiro da Faneca, Baia de São Lourenço, e Baía da Maia, assim como as áreas protegidas para a gestão de recursos da Baia de S. Lourenço, Costa Norte e Costa Sul.

A implementação do Parque Natural prevê diversas acções de conservação. No terreno já são identificadas as acções como a monitorização de aves no Ilhéu da Vila e acções no âmbito do Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasoras em Áreas Sensíveis (PREFECIAS) com uma área de intervenção de cerca de 25000 m2 especificamente no Barreiro da Faneca e Pico Alto com incidência na erradicação das espécies Incenso (Pittosporum undulatum), Pica-ratos (Ulex europaeus) e Conteira (Hedychium gardneranum).

Ao nível da visitação, a estratégia passa pela maximização das estruturas existentes, nomeadamente com a dinamização de acções de informação e sensibilização para o património natural da Ilha no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo; bem como pela criação de percursos pedestres que permitam conhecer a paisagem natural e cultural da mais antiga das Ilhas dos Açores.

Na cerimónia de apresentação do Parque Natural de Santa Maria foi exibido o filme “ Império dos fósseis”, realizado por José Serra, da RTP-Açores, e que enfatiza a importância da geodiversidade da ilha mais antiga do arquipélago.



GaCS/SF

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Biodiversidade dos Açores em foco na Ribeira Grande




Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, decorreu hoje uma sessão de informação e debate no Teatro Ribeiragrandense, com a presença do Director Regional do Ambiente, sobre a riqueza biológica dos Açores.

Nesta iniciativa das alunas Carina Rego e Carolina Barbosa, da Escola Profissional da Ribeira Grande, no âmbito da sua Prova de Aptidão Profissional, com o tema "Biodiversidade dos Açores e o Turismo", foi explicada a razão para a existência do conjunto de espécies açorianas, dando nota das diversas contingências biogeográficas e históricas assim como a mais valia da diversidade presente nas ilhas e no mar em redor.

A sessão foi aberta pelo Presidente da Câmara da Ribeira Grande, Ricardo Silva, que enalteceu a importância de manter comportamentos ambientalmente adequados, “no fundo, atitudes cívicas a todos os níveis, incluindo em relação aos nossos valores naturais.”

O Director Regional do Ambiente, Frederico Cardigos, teve a oportunidade de explicar os riscos a que estão sujeitas as mais de seis mil espécies dos Açores, identificando as estratégias traçadas pelo Governo para os debelar. Essas estratégias passam, como explicou, por “fortalecer a acção ambiental em torno da figura do Parque Natural de Ilha, combater os organismos invasores, criar utilidade e mais valias para os organismos naturais dos Açores, formar e informar os cidadãos e incentivar os processos participativos.”

Também presente na sessão, o delegado do Turismo na Ilha de São Miguel, Carlos Teixeira da Silva, referiu-se ao valor que as espécies dos Açores representam para este sector da Economia e o papel essencial que os jovens têm na sua conservação e aproveitamento.

Na sessão participaram jovens da escola profissional da Ribeira Grande, Curso de Turismo e da Escola Domingos Rebelo, de Ponta Delgada. Alguns destes jovens já participaram em acções voluntárias de remoção de flora invasora e plantação de espécies nativas o que, segundo o Director Regional do Ambiente, “ficou claro pelas perguntas que fizeram e o interesse em serem informados sobre o ponto de situação e a consequência destas acções.”



GaCS/SF/DRA

sábado, 27 de março de 2010

Novas áreas marinhas protegidas do Alto



Por proposta do Governo dos Açores e do Instituto para a Conservação da Natureza e Biodiversidade estão a ser consideradas as propostas de áreas marinhas protegidas dos sítios do Alto-Mar Altair, Antialtair, MAR a Norte dos Açores (também conhecido por SouthernMAR) e Josephine.

Na Ilha da Madeira, na cidade do Funchal, foi apresentada uma proposta de declaração de Áreas Marinhas Protegidas do Alto no âmbito da Comissão OPSAR. Os sítios propostos encontram-se na área de extensão da Plataforma Continental de Portugal e apresentam características que justificam a sua gestão com base em critérios ambientais. Esta reunião decorre no âmbito das reuniões entre sessões da Comissão OSPAR e tem como objectivo essencial o encontro de soluções abrangentes para a gestão de Áreas Marinhas do Alto. A reunião de interessados (stakeolders) tem organização conjunta do Governo da Madeira e do Secretariado Comissão OSPAR.

A zona Josephine localiza-se entre o Continente Português e o Arquipélago da Madeira. Esta zona é particularmente importante para servir de refúgio e para recolonização natural a zonas limítrofes que são habitualmente exploradas por diversas frotas de pesca. As restantes zonas, Altarir, Antialtair e SouthernMAR, localizam-se a norte do Arquipélago dos Açores e a intenção de protecção visa limitar a perda de biodiversidade, aumentar a resiliência dos ecossistemas, manter a adequação dos processos ecológicos, impedir a degradação dos fundos marinhos, proporcionar um refúgio para as espécies marinhas e criar uma zona de referência para estudos científicos que permita a comparação com outras zonas que sejam exploradas livremente.

Apesar da importância de todas estas zonas para a conservação também da coluna de água (peixes pelágicos) e superfície do oceano (aves marinhas), nesta proposta apenas constará a menção ao fundo e subsolo marinho, já que são as porções admissíveis pela intenção de extensão da Plataforma Continental de Portugal.

O Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, atribuiu a este facto uma "enorme importância, até porque confere novas responsabilidades à Região, as quais estamos prontos a assumir com entusiasmo." Para o Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, "estas propostas são acolhidas com muito interesse pelo Governo de Portugal e serão agora alvo de análise por parte da Agência Portuguesa do Ambiente e outras autoridades nacionais. Em breve, creio estarem em condições de ser submetidas à Comissão OSPAR". Já o Secretário Regional do Ambiente e do Mar dos Açores, Álamo Meneses, considera que "estas propostas resultam de um trabalho de base executado por instituições de investigação regionais, nacionais e internacionais e de uma nova postura para a gestão do alto mar, com maior responsabilização das Regiões limítrofes".

A Organização não Governamental WWF, no seu sítio internet, refere que "Portugal torna-se pioneiro na definição das primeiras áreas protegidas de alto mar assumindo uma posição de liderança numa área de importância estratégica para o País, o seu território marítimo."

Depois do processo da Fonte Hidrotermal de Grande Profundidade Rainbow, a primeira área fora de qualquer jurisdição nacional a ser declarada como Área Marinha Protegida e a sua gestão atribuída a um país, espera-se agora continuar a alargar as zonas alvo de gestão cuidada e precaucionária sempre com o intento de salvaguardar os mares. Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, estas iniciativas revestem-se de um particular simbolismo.

A Convenção OSPAR de 1992 é o instrumento que guia a cooperação internacional na protecção do ambiente marinho do Atlântico Nordeste, que combinou e actualizou a Convenção de Oslo de 1972 sobre a imersão de resíduos no mar e a Convenção de Paris de 1974 sobre fontes de poluição marinha de origem telúrica. Os trabalhos no âmbito da Convenção são geridos pela Comissão OSPAR, composta pelos representantes dos Governos de quinze partes contratantes e pela Comissão Europeia. Os trabalhos no âmbito da Convenção são guiados por declarações ministeriais feitas na adopção da Convenção e nas reuniões de ministros da Comissão de OSPAR. Toda a actividade aplica a abordagem ecossistémica à gestão das actividades humanas.

As propostas foram apresentadas pelo representante do Governo dos Açores na reunião, Ricardo Serrão Santos, director do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, e pelo técnico do ICNB, Pedro Ivo Arriegas. Tal como nas submissões efectuadas anteriormente pelo Governo dos Açores, a componente técnica tem sido elaborada pela Universidade dos Açores.




GaCS/SF

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Governo promove comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade



A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos (SRCTE) abriu um concurso para o apoio à realização de reuniões no âmbito da divulgação científica e tecnológica, direccionado para a temática “Comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade”.

A iniciativa destina-se a comparticipar a organização, nos Açores, de reuniões no âmbito da divulgação científica e tecnológica, nomeadamente congressos, seminários, encontros e palestras, essencialmente destinadas ao público em geral e abertas à participação da comunidade.

Promover a Sociedade do Conhecimento; contribuir para a generalização da cultura científica e tecnológica; e fomentar a reflexão e a discussão sobre Ciência e Tecnologia entre os jovens, são os objectivos centrais da iniciativa governamental.

A verba total disponibilizada pela SRCTE para a concretização do concurso é de cem mil euros, sendo que o financiamento a atribuir a cada projecto aprovado poderá corresponder a cem por cento do seu valor global, até ao limite máximo de sete mil e quinhentos euros.

O Regulamento, Edital e formulários de candidatura desta medida estão disponíveis através do site
http://www.azores.gov.pt/gra/sctr, podendo os interessados candidatar-se até ao dia 5 de Março.

As entidades que poderão beneficiar desta medida da SRCTE são várias, desde instituições de ensino superior ou Unidades orgânicas de I&D ou de ID&I; unidades orgânicas do sistema educativo que integrem a rede pública de ensino da Região Autónoma dos Açores ou os seus fundos escolares; hospitais e laboratórios; fundações, associações de I&D ou de ID&I sem fins lucrativos; e entidades regionais públicas ou privadas sem fins lucrativos.

São também entidades beneficiárias as entidades ou organizações, sem fins lucrativos, externas à Região Autónoma dos Açores, que organizem eventos no âmbito da divulgação científica e tecnológica.


GaCS/VS

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Jornadas da Biosfera Açoriana



Entre 2007 e 2009, as ilhas do Corvo, Graciosa e Flores foram classificadas como Reservas da Biosfera. Este certificado da UNESCO confirma o excelente estado ambiental destes territórios, enaltece as possibilidade de desenvolvimento sustentável que apresentam e obriga ao desenvolvimento de plataformas logísticas adequadas para a sua utilização ou de suporte à investigação científica.

Em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, para promover estas áreas e o seu potencial, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar está a preparar um conjunto de suportes e actividades especialmente orientadas para criação de dinâmicas em volta do Ambiente nestas ilhas.

Nesta sequência, o director regional do Ambiente estará na quinta-feira na Ilha das Flores para apresentar o programa inerente a esta iniciativa. A sessão decorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores pelas 21:30 e estão convidados todos os interessados.



GaCS/SF/DRA

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Alunos do Corvo são exemplo de participação no LIFE “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas”


O projecto LIFE "Ilhas Santuário para as Aves Marinhas", que está a decorrer no Corvo desde o início do ano passado, continua a ter uma forte adesão por parte da população.

No sentido de manter este envolvimento, no dia 2, Dia Mundial das Zonas Húmidas - Dias Ramsar, acompanhámos uma saída de campo ao Caldeirão da Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira, realizada a convite do Director do Parque Natural da Ilha do Corvo, e com objectivo a sensibilizar os alunos para a temática.

Ontem, e aproveitando os recursos do Centro de Interpretação Ambiental e Cultural, realizou-se uma palestra para dar a conhecer as aves marinhas nidificantes na ilha. Após a palestra, os alunos mais novos elaboraram alguns desenhos, que compõem a partir de hoje uma exposição patente no Centro.

Os alunos do segundo e terceiro ciclo fizeram 50 negaças, a colocar na Reserva Biológica do Projecto e que serão utilizadas para atrair aves marinhas para os mais de 100 ninhos artificiais já construídos.

Esta acção, que irá ser monitorizada ao longo do projecto, pretende aumentar a disponibilidade de locais de nidificação, numa área livre de predadores, e assim contribuir para a conservação destas espécies.


SPEA

Açores participam na reunião NetBiome em Paris



Entre 27 de Janeiro e 3 de Fevereiro, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar dos Açores, através da Direcção Regional do Ambiente, participou em diversas sessões de trabalho e na 5ª reunião do Conselho Executivo do projecto NET-BIOME, em Paris.

O NET-BIOME - NETworking tropical and subtropical Biodiversity research in OuterMost regions and territories of Europe in support of sustainable development - é um projecto financiado pela UE, no âmbito do programa ERA-NET. O NET-BIOME agrega as regiões ultraperiféricas (RUP) e outros territórios periféricos europeus caracterizados por uma excepcional diversidade terrestre e marinha, com o objectivo partilhado de criar uma plataforma comum para a investigação em biodiversidade que procure responder às exigências específicas dessas regiões, no sentido de assegurar a gestão sustentável da biodiversidade.

Em pleno Ano Internacional para a Biodiversidade, os trabalhos agora decorridos em Paris permitiram um importante avanço nos objectivos do NET-BIOME, tendo havido uma primeira identificação dos temas prioritários de investigação tal como definidos tanto pelos investigadores como pelos gestores da biodiversidade nas regiões parceiras. Estes temas prioritários serão a base do concurso para financiamento de projectos na área da biodiversidade a lançar no âmbito do NET-BIOME, cuja abertura está prevista para o final de 2010.

Neste sentido, o projecto é extremamente inovador por tornar o envolvimento das instituições de investigação e da administração regional atraente, no sentido de assegurar que os interesses das próprias e, em última análise, da Região se vejam representados.

Para mais informações sobre o projecto, sugere-se a consulta da página electrónica www.netbiome.org.


GaCS/SF/DRA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Zonas Húmidas explicadas na Universidade dos Açores

Com o Dia Mundial das Zonas Húmidas a aproximar-se, no dia 2 de Fevereiro, e com a crescente importância que estes ecossistemas têm vindo a revelar para os Açores, acentuado pela entrada próxima no Ano Internacional da Biodiversidade e a necessidade de sensibilizar para os serviços que eles nos prestam, o Gabinete de Ecologia Vegetal e Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores decidiu, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, organizar um Workshop sobre as Turfeiras dos Açores e o seu restauro.

Para tal, pretende-se reunir, para discussão, troca de ideias e divulgação, alguns dos responsáveis pelas áreas de investigação do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que mais se debruçam sobre este tema, bem como Técnicos da Área de Administração Ambiental do Governo e Autarquias e a sociedade em geral.

Na apresentação deste workshop, Eduardo Dias, responsável pelo GEVA e pela organização do evento, referiu que “há que explicar em detalhe como funcionam estes ecossistemas e que serviços nos prestam porque, como sempre lá estiveram, podemos não dar o devido valor até ser tarde demais. Nos Açores, a disponibilidade da água e a sua qualidade e os níveis de biodiversidade estão intimamente ligados à existência de turfeiras. Há que preservá-las e o primeiro passo é conhece-las e entende-las.”

Reconhecendo que estes ecossistemas são ainda largamente ignorados, decidiu-se, como um contributo para a sua promoção nos diferentes sectores de actividades ligadas ao Ambiente, associar ao workshop um Curso de Formação livre sobre a Ecologia e a Caracterização de Turfeiras. Este terá inicio na semana anterior e utilizará também a informação disponibilizada durante o workshop.

O workshop servirá de oportunidade, igualmente, para o lançamento da Colecção de livros e relatórios editado pelo Herbário da Universidade dos Açores, "CADERNOS DE BOTÂNICA", com diversos volumes associados à temática do encontro.

Nos Açores há 12 Sítios classificados pela Convenção Ramsar dada a sua importância para a preservação da vida selvagem associada às Zonas Húmidas. Entre estes, há diversos que têm como habitat central as turfeiras o que, segundo o director regional do Ambiente, Frederico Cardigos, “ao estarem classificadas por uma Convenção Internacional, dão-nos ainda mais uma responsabilidade e, para podermos corresponder, temos de criar regras de gestão assertivas, mas compatíveis com a utilização tradicional do património natural” acrescentando que “por diversas razões, há que recuperar algumas turfeiras nos Açores e, para isso, a informação inerente à componente de restauro deste workshop será fundamental.”

Por iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar Rede de Ecotecas da, irão ser realizadas actividades em todas as ilhas do Arquipélago. Com estas actividades pretende-se dar a conhecer em maior detalhe as áreas Ramsar e a sua fulcral importância para o desenvolvimento sustentável da Região.

Para mais informação, programa e inscrições, consulte o Portal do Governo ou a página do GEVA em
http://www.angra.uac.pt/geva/Workshop_GEVA/index.htm



GaCS/SF/DRA

domingo, 10 de janeiro de 2010

Fontes hidrotermais açorianas classificadas como Sítios de Interesse Comunitário


A União Europeia acaba de incluir as fontes hidrotermais localizadas nos mares açorianos na lista de Sítios de Interesse Comunitário (SIC) da região biogeográfica da Macaronésia.

As duas fontes hidrotermais dos Açores – “Menez Gwen”, com uma área de cerca de dez mil hectares, e a “Lucky Strike”, com mais de dezanove mil – foram propostas pela Região, mercê do interesse científico de que se revestem, designadamente na área do estudo da biodiversidade dos genomas das espécies marinhas de grande profundidade.

Localizados entre 140 e 180 milhas a sudoeste da ilha do Faial, os dois campos hidrotermais encontram-se entre os 800 e os 1700 metros de profundidade, expelindo fluidos que chegam a ultrapassar os 330 graus Celsius de temperatura, o que não impede a proliferação, nas respectivas áreas, de inúmeras formas de vida.

Como salientou o presidente do Governo Regional, por ocasião da inauguração das novas instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, na Horta, a classificação atribuída pela União Europeia às duas fontes hidrotermais “convoca a necessidade da Região assumir responsabilidades de gestão de uma das áreas mais interessantes de todo o Atlântico – poderia dizer, até, de uma das maravilhas de Portugal e do Mundo.”

Para Carlos César, a decisão da União Europeia e as melhores condições de trabalho do DOP devem conjugar-se para estimular “o nascimento, na Horta, de um pólo de excelência ligado às tecnologias do mar profundo, aliando os saberes e o prestígio já consolidado do DOP ao empreendedorismo dos seus docentes e bolseiros.”

Criar esse parque tecnológico ligado às ciências do mar é, como acrescentou o governante, o grande e momentoso desafio que se coloca à instituição, mas é um desafio que, com a colaboração do Governo dos Açores, venceremos ao longo da década que agora começa.”




GaCS/CT

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Parques naturais de ilha preservam a biodiversidade nos Açores




O secretário regional do Ambiente e do Mar disse segunda-feira à noite, em Angra do Heroísmo, que a implantação nos Açores, já em 2010, ano internacional da Biodiversidade, dos Parques Naturais de Ilha, é um “contributo essencial para a preservação das espécies, tanto a nível da flora como da fauna endémicas”.

Álamo Meneses falava no lançamento do livro “Estimar Extinções em Ilhas Oceânicas: Artrópedes e Briófitos”, uma edição bilingue (Português e Inglês) de um estudo que foi distinguido no âmbito do prémio nacional de excelência para a conservação da biodiversidade em Portugal, criado pelo Banco Espírito Santo.

O trabalho, realizado por uma vasta equipa liderada pelos professores da Universidade dos Açores Paulo Borges e Rosalina Gabriel, nasceu de um projecto, iniciado em 1998, com o objectivo de fazer, pela primeira vez em ilhas, uma amostragem consistente para os artrópodes, alargado posteriormente aos musgos.

Álamo Meneses disse ainda, na ocasião, que o apoio do Governo dos Açores a este e a outros projectos científicos na área está já a ter retorno em conhecimento, sendo mesmo fundamental, pelas “sólidas bases científicas”, para delinear e estruturar os Parques de Ilha.

O secretário regional realçou, também, o empenho do Governo em avaliar continuamente, com base nos dados científicos que forem surgindo, a matéria da preservação da rica biodiversidade açoriana, de forma a responder atempadamente às situações emergentes de necessidade de conservação da natureza.



GaCS/FA

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Futuro Observatório Microbiano das Furnas abre ao público em 2010



Em 2010, ano internacional dedicado à Biodiversidade, irá nascer nas Furnas o Observatório Microbiano dedicado à investigação e divulgação científica da riqueza microbiana, uma área com um enorme potencial para aplicação, por exemplo, na medicina.


A garantia foi transmitida, ontem à noite, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos após uma expedição científica aos tapetes de microorganismos vivos, abundantes nas Caldeiras das Furnas.


Para José Contente, as Furnas representam um “laboratório natural da biodiversidade, aqui podem recolher-se vários microorganismos que podem ter várias aplicações, nomeadamente na medicina, além do contributo para o conhecimento de vida na terra e das potencialidades que toda a vida encerra”.


O futuro observatório das Furnas terá uma vertente de investigação e outra dedicada à divulgação científica, para esta última muito contribuirá a criação de um museu, previsto no projecto, para mostrar todo o manancial de informação recolhido e catalogado nas Caldeiras.


De acordo com o governante, o Governo dos Açores, nas actividades ligadas à Ciência e à Tecnologia, quer promover toda a actividade e divulgação científica que conduza, posteriormente, ao aproveitamento empresarial, ou seja, refere, “queremos promover o conhecimento científico no nosso meio ambiente de modo a potenciá-lo em emprego qualificado e em mais-valias para as empresas e para a Região, é essa a nossa aposta”.


O Governo dos Açores está decidido na criação deste centro de ciência de ponta, criado sob o objectivo último de dar mais um contributo para a edificação de patamares de qualificação científica a nível internacional.


Os diversos mircoorganimos, que habitam em abundância nas Caldeiras das Furnas, podem ser aproveitados para diversos fins científicos, desde logo a medicina, nomeadamente na vertente termal, de cosmética e relaxamento.


“Para nós toda a investigação científica deve ser aplicada, no sentido de termos resultados úteis para as pessoas, é para isso que nós investimos na ciência e na tecnologia”, sublinha o secretário regional.


Neste sentido, e para garantir a preservação do potencial microorgânico das Furnas, é preciso, afirma José Contente, defendê-lo com legislação adequada e com todo o tipo de apoios para a continuação aprofundada da investigação científica, de forma a que o património natural dos Açores esteja ao serviço dos açorianos e dos investigadores.


José Contente deixa ainda a garantia de apoiar todos os investigadores que trabalhem na Região, desde que promovam os Açores na comunidade científica internacional e garantam a oferta de mais-valia para os cidadãos, enquanto receptores dos resultados dessa investigação científica.


O futuro Observatório Microbiano das Furnas será mais um centro de ciência a juntar aos outros cinco Observatórios já existentes nos Açores, que integram o Roteiro de Ciência, que promovem e garantem a investigação e divulgação e ainda a criação de uma cultura científica nos Açores.


A exposição “Vida em Ebulição”, patente no Chalé de Banhos, nas Furnas, irá prolongar-se por mais dois meses, agora dedicada às escolas durante a semana, e aos visitantes em geral aos fins-de-semana. A exposição é interactiva, com acompanhamento científico da coordenadora do projecto, Paula Aguiar, e com possibilidade de visitas de campo.


GaCS/VS

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Hoje é Dia Nacional da Conservação da Natureza



Assinala-se hoje o Dia Nacional da Conservação da Natureza. Uma data criada para chamar a atenção dos cidadãos para a importância da natureza.

Em jeito de balanço, o presidente do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) diz que muito foi feito neste último ano. “Em termos nacionais investiu-se bastante em matéria de conservação a vários níveis: Em planos de acção em determinadas espécies, como o lince, o golfinho e a águia imperial; a nível de produção de enquadramento legislativo, produziu-se o regime de conservação da natureza e estabeleceram-se condições para a criação de um fundo para o financiamento da conversação; além disso, praticamente concluímos todo os planos de ordenamento das áreas protegidas”, refere Tito Rosa.
Estes planos de ordenamento permitem também proteger melhor a floresta contra os incêndios. Um passo importante tendo em conta que o Parque Nacional da Peneda Gerês já foi este ano atingido pela chamas.
O presidente do ICNB fala também do acordo que hoje vai ser assinado, entre Portugal e Espanha, para a cedência do lince ibérico. Os primeiros animais vão chegar a Silves em Setembro.
O “Lynx pardinus” é considerado o felino mais ameaçado do mundo e, de acordo com o último censo nacional da espécie, está em fase de pré-extinção em Portugal, sendo que desde 2001 não se detectam vestígios de lince em território nacional.





Fonte: Renascença

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Projecto contra espécies invasoras «limpou» 80 ha


O projecto Laurissilva Sustentável, a decorrer no nordeste da ilha de S. Miguel, Açores, já permitiu o controlo e remoção de sementes de Gigante, uma espécie invasora, em 80 hectares de zonas de Turfeiras, no Planalto dos Graminhais.

As plantas exóticas invasoras são uma das maiores ameaças à conservação da biodiversidade, contribuindo para o desaparecimento de espécies e de habitats naturais.

No arquipélago dos Açores, espécies invasoras como a Conteira, o Gigante, a Cana ou o Incenso têm vindo a invadir e destruir muitas áreas naturais, colocando em causa a sobrevivência de plantas e animais únicos destas ilhas atlânticas.