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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Comemoração do Dia Mundial das Zonas Húmidas na ilha Terceira



A Secretaria Regional Ambiente e do Mar, através da Ecoteca de Angra do Heroísmo promove hoje (1 de Fevereiro) a realização de um percurso de interpretação ambiental na ilha Terceira ao Sítio Ramsar do Planalto Central, nomeadamente, Furnas do Enxofre e Algar do Carvão, convidando para o efeito duas turmas da Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade. Nesta sessão serão dadas breves notas explicativas sobre este sítio, permitindo aos alunos compreender a importância da conservação destes ecossistemas e conhecer as suas particularidades e ameaças à sua conservação. Ao longo do percurso os alunos terão a oportunidade de observar alguma da fauna e flora locais, com especial destaque para as turfeiras, compreendendo o importante papel destas no ciclo hidrológico insular.

Na Universidade dos Açores – pólo de Angra do Heroísmo, decorre, de 02 a 05 de Fevereiro, um workshop intitulado “Caracterização de Turfeiras e técnicas de restauro”. Este workshop, organizado pelo Gabinete de Ecologia Vegetal e Aplicada (GEVA) desta Universidade, conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Durante quatro dias serão discutidos temas como ecologia e distribuição das turfeiras dos Açores; identificação, espécies e dinâmicas; importância e serviços na paisagem dos Açores; restauro: técnicas e princípios; e partilha de experiências: caso dos Açores, Canadá e Reino Unido. O workshop contará com a presença de duas oradoras estrangeiras, Line Rochefort e Alona Armstrong e dois oradores nacionais, Carlos Pereira e João Farinha.



GaCS/SF/DRA

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Convenção das Zonas Húmidas celebrado em toda a Região




A Convenção sobre Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado a 2 de Fevereiro de 1971, na cidade iraniana de Ramsar, relativo à conservação e ao uso racional das Zonas Húmidas com especial ênfase para os diferentes serviços ecológicos prestados. Desde então, e até hoje, já assinaram esta Convenção cerca de 150 países. Nos Açores, existe um conjunto representativo destes ecossistemas, e são 12 os sítios classificados pela Convenção Ramsar.

A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através da Rede Regional de Ecotecas, promove um programa diversificado de actividades para comemorar o Dia Mundial das Zonas Húmidas. Estão agendados percursos de interpretação ambiental, palestras, distribuição de folhetos e cartazes, e exposições sobre a importância destas zonas. As iniciativas, decorrem nas nove ilhas da Região e têm por objectivo sensibilizar a população para as funções e valores das zonas húmidas, particularmente das Zonas Húmidas de Importância internacional (inscritas na lista da Convenção Ramsar).

Em Santa Maria, estará patente ao público, de 1 a 13 de Fevereiro uma exposição fotográfica composta por fotografias de amadores dos Ilhéus das Formigas (sítio Ramsar) e Recife Dollabarat no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo. Durante estes dias realizar-se-à uma breve apresentação sobre os sítios Ramsar e a importância das Zonas Húmidas às escolas interessadas, complementadas com actividades de expressão plástica para as turmas de 1º e 2º ciclos.

Dependente do número de inscrições e das condições meteorológicas, está planeado a realização de um passeio pedestre -“Santa Bárbara – Sol Nascente”-, passando pelo Poço da Pedreira. Este percurso destina-se aos alunos do 2º do 3º ciclo e Ensino Secundário da ilha. Neste local é frequente avistarem-se aves migratórias, como garças-reais e garças cinzentas, uma vez que a acumulação de água no local torna o local propício ao descanso das mesmas. O Poço da Pedreira foi também apontado na Carta de Geosítios da Ilha de Santa Maria como local de interesse geológico. Para alunos do 1º e 2º ciclos será dinamizada apenas a visita ao Poço da Pedreira.

Em S. Miguel as 3 Ecotecas promovem actividades sobre os sítios Ramsar. A Ecoteca da Lagoa local prevê a realização de dois passeios pela Lagoa das Furnas (incluída no Sítio Ramsar do Complexo das Furnas). Um dos percursos decorrerá na manhã do dia 2 de Fevereiro e o outro na manhã do dia 4. Ambos os passeios terão como público-alvo turmas do 8º ano da Escola Básica 1,2,3 das Furnas. Neste passeio serão fornecidas algumas explicações sobre o conceito e importância da classificação Ramsar. Será solicitado aos alunos a recolha de fotografias que, posteriormente e com o auxílio da Ecoteca e docentes, farão parte integrante de uma exposição fotográfica que ficará patente na escola e circulará pelas restantes escolas do Concelho da Povoação.

Na Ribeira Grande, a Ecoteca do Concelho promove uma visita pelo litoral onde existe uma zona de poças de maré importantes para a biodiversidade marinha que, embora não estejam classificadas como Sítio Ramsar, estão incluídos na proposta do Geoparque da Região. Esta zona é acessível a pé e será uma forma de chamar a atenção para a salvaguarda dos sistemas lagunares costeiros.

No concelho de Ponta Delgada, a Ecoteca realiza no dia 2 um percurso de interpretação ambiental nas margens da Lagoa das Setes Cidades (incluída no Sítio Ramsar Complexo Vulcânico das Sete Cidades). A actividade será realizada no período da manhã e tarde, dividindo-se os participantes em 2 grupos. Duas escolas do concelho participarão nesta actividade (EB1/JI Padre José Lindo Cabral das Sete Cidades e EBI Ginetes – ainda por confirmar).

Na ilha Graciosa, a Ecoteca propõe a realização de uma sessão alusiva à efeméride, na Escola Básica da Luz, com o recurso a material multimédia.

No Pico, a Ecoteca da Ilha promove junto das escolas secundárias um percurso de interpretação ambiental acompanhado de um guia ao sítio Ramsar desta ilha – Planalto Central (Achada).

Em S. Jorge, a Ecoteca propõe a realização de um percurso ao Planalto Central (Pico da Esperança) acompanhado de um guia. Este percurso contará com a presença dos alunos da Escola Profissional nesta ilha.

Na ilha do Faial, o Parque Natural do Faial organizará uma visita de estudo ao Jardim Botânico de Pedro Miguel. Este Jardim, a 400 metros de altitude possui uma área com cerca de 60 000 m2. Neste espaço os participantes poderão observar espécies da laurissilva dos Açores e pequenos charcos (zonas húmidas) de regime intermitente, aos quais está associado o Sphagnum, briófito que assume importante papel na regulação do ciclo hidrológico. Estes participantes terão ainda a oportunidade de realizar uma actividade de observação de aves (residentes e migratórias). A referida visita será completada com uma passagem pela zona Ramsar desta ilha, a Caldeira do Faial, onde será realizada uma breve abordagem à Convenção das Zonas Húmidas e à importância de conservação das referidas zonas.

No Grupo Ocidental, a Ecoteca das Flores propõe assinalar o Dia Mundial das Zonas Húmidas com a realização de uma visita ao Planalto Central da Ilha das Flores, com um grupo de alunos do 3º ciclo do ensino básico. A visita só se realizará se as condições atmosféricas o permitirem. Caso a actividade não se concretize, realizar-se-á, na Escola EBS das Flores, uma sessão de divulgação dos Sítios Ramsar com destaque para o Planalto Central.

No Corvo, o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo (CIACC) irá realizar um percurso de interpretação ambiental no dia 2 de Fevereiro, com guia, ao sítio Ramsar do Caldeirão do Corvo. Serão convidados a participar os alunos da escola local.

Para mais informações sobre a Convenção Ramsar visite o sítio internet
http://www.ramsar.org/




GaCS/SF/DRA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Zonas Húmidas explicadas na Universidade dos Açores

Com o Dia Mundial das Zonas Húmidas a aproximar-se, no dia 2 de Fevereiro, e com a crescente importância que estes ecossistemas têm vindo a revelar para os Açores, acentuado pela entrada próxima no Ano Internacional da Biodiversidade e a necessidade de sensibilizar para os serviços que eles nos prestam, o Gabinete de Ecologia Vegetal e Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores decidiu, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, organizar um Workshop sobre as Turfeiras dos Açores e o seu restauro.

Para tal, pretende-se reunir, para discussão, troca de ideias e divulgação, alguns dos responsáveis pelas áreas de investigação do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que mais se debruçam sobre este tema, bem como Técnicos da Área de Administração Ambiental do Governo e Autarquias e a sociedade em geral.

Na apresentação deste workshop, Eduardo Dias, responsável pelo GEVA e pela organização do evento, referiu que “há que explicar em detalhe como funcionam estes ecossistemas e que serviços nos prestam porque, como sempre lá estiveram, podemos não dar o devido valor até ser tarde demais. Nos Açores, a disponibilidade da água e a sua qualidade e os níveis de biodiversidade estão intimamente ligados à existência de turfeiras. Há que preservá-las e o primeiro passo é conhece-las e entende-las.”

Reconhecendo que estes ecossistemas são ainda largamente ignorados, decidiu-se, como um contributo para a sua promoção nos diferentes sectores de actividades ligadas ao Ambiente, associar ao workshop um Curso de Formação livre sobre a Ecologia e a Caracterização de Turfeiras. Este terá inicio na semana anterior e utilizará também a informação disponibilizada durante o workshop.

O workshop servirá de oportunidade, igualmente, para o lançamento da Colecção de livros e relatórios editado pelo Herbário da Universidade dos Açores, "CADERNOS DE BOTÂNICA", com diversos volumes associados à temática do encontro.

Nos Açores há 12 Sítios classificados pela Convenção Ramsar dada a sua importância para a preservação da vida selvagem associada às Zonas Húmidas. Entre estes, há diversos que têm como habitat central as turfeiras o que, segundo o director regional do Ambiente, Frederico Cardigos, “ao estarem classificadas por uma Convenção Internacional, dão-nos ainda mais uma responsabilidade e, para podermos corresponder, temos de criar regras de gestão assertivas, mas compatíveis com a utilização tradicional do património natural” acrescentando que “por diversas razões, há que recuperar algumas turfeiras nos Açores e, para isso, a informação inerente à componente de restauro deste workshop será fundamental.”

Por iniciativa da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar Rede de Ecotecas da, irão ser realizadas actividades em todas as ilhas do Arquipélago. Com estas actividades pretende-se dar a conhecer em maior detalhe as áreas Ramsar e a sua fulcral importância para o desenvolvimento sustentável da Região.

Para mais informação, programa e inscrições, consulte o Portal do Governo ou a página do GEVA em
http://www.angra.uac.pt/geva/Workshop_GEVA/index.htm



GaCS/SF/DRA