Mostrar mensagens com a etiqueta vermicompostagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vermicompostagem. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Primeira pedra para central de vermicompostagem



A Câmara Municipal do Nordeste (São Miguel), lança hoje a primeira pedra para a construção de uma unidade de tratamento de resíduos urbanos com vermicompostagem, orçada em 2,3 milhões de euros, revelou o presidente da autarquia.

José Carlos Carreiro adiantou à agência Lusa que o fertilizante resultante da compostagem dos resíduos, que "tem demonstrado ser mais rico e melhor que os fertilizantes químicos", vai ser usado na adubação dos parques e jardins municipais".

Esta solução permite, segundo a autarquia, reciclar 80 por cento dos resíduos urbanos indiferenciados graças à acção das minhocas que digerem toda a matéria orgânica, transformando-a em húmus, reciclando plásticos, vidros e metais que ficam limpos após a sua acção.

Por outro lado "vão ser desenvolvidos testes sobre a sua capacidade em diferentes tipos de solos" o que poderá, posteriormente, "permitir a sua disponibilização a privados", explicou o autarca.

A nova unidade, que é financiada pela União Europeia em 85 por cento e vai substituir as funções do aterro sanitário, tem uma capacidade de laboração de cerca de 2.500 toneladas por ano correspondente a uma população de 5.500 habitantes.

José Carlos Carreiro classificou ainda como "muito importante" o facto de irem ser retirados "da actual célula do aterro sanitário muitos dos resíduos para compostagem".

Assim, "o aterro sanitário deixa de fazer sentido na sua utilização tradicional" porque "são exportados os restantes resíduos como o vidro e o plástico", disse o presidente da autarquia.

"Vamos ser o primeiro município a tratar praticamente a cem por cento a totalidade dos resíduos produzidos no concelho" garantiu José Carlos Carreiro.
As vantagens, segundo o autarca, traduzem-se numa menor agressão aos solos e a uma redução dos custos do tratamento dos resíduos que serão baixos relativamente a outras tecnologias existentes no mercado.

Por seu turno o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, João Luís Gaspar, realçou a "validade desta técnica, na defesa do ambiente, anteriormente apenas utilizada no sector agrícola, e agora extensível ao tratamento de lamas e resíduos industriais".

Esta é a primeira unidade do género no arquipélago e a terceira a nível mundial depois da entrada em funcionamento das unidades de Famalicão e Beja em Portugal.

A nova unidade fica localizada em São Pedro do Nordestino e ficará dotada, para além da central, de uma zona com edifícios administrativos e um auditório para alunos e visitantes que queiram acompanhar todo o processo de reciclagem através do uso das novas tecnologias.





Fonte: DN

terça-feira, 21 de julho de 2009

Vermicompostagem chega aos Açores


Dentro de seis meses deverá começar a funcionar a primeira unidade de vermicompostagem (compostagem com minhocas) nos Açores. Hoje será lançada a primeira pedra da unidade, que vai ser construída no concelho do Nordeste, na Ilha de S. Miguel.

O projecto implica um investimento da ordem dos dois milhões de euros, adiantou ao AmbienteOnline João Completo, sócio-gerente da Lavoisier, empresa que será responsável pela instalação da infra-estrutura. A unidade terá uma capacidade para tratar cerca de 3000 toneladas anuais.

Depois de Palmela (Setúbal), onde tem a funcionar um centro de experimentação desde finais de 2006, a empresa já tem em funcionamento a unidade de vermicompostagem da Associação de Municípios do Vale do Ave (Amave), em Famalicão. Em construção está uma outra unidade em Beja, no Parque Ambiental da Amalga, que deverá estar concluída em Outubro.

Expansão da actividade

Além destas unidades, «temos ideias para avançar com outros projectos, mas ainda não há nada de concreto», diz João Completo. O responsável não põe de parte a hipótese de levar esta “tecnologia” para outros países.

Actualmente, «temos já empresas interessadas na solução de vermicompostagem em Espanha, Brasil e Moçambique», revela.

Esta solução permite reciclar cerca de 80 por cento dos resíduos urbanos indiferenciados graças ao trabalho das minhocas que digerem toda a matéria orgânica, transformando-a em húmus. Desta forma, permite reciclar os plásticos, metais e vidro que ficam limpos após a acção das minhocas.

Este processo é já muito utilizado em países como os Estados Unidos, China ou Japão. Em Hong Kong, por exemplo, a cadeia Mcdonalds instalou uma unidade para 30 mil toneladas e na Áustria existem várias infra-estruturas do género para tratar as lamas das estações de tratamento de águas residuais. Também no aeroporto de Heathrow, em Londres, parte dos resíduos são tratados com recurso à vermicompostagem, possibilitando a produção de material orgânico rico em húmus.Para além das vantagens ambientais, esta solução também apresenta custos relativamente baixos face às outras tecnologias disponíveis no mercado, uma vez que grande parte do trabalho é realizado pelas minhocas, sublinha a Quercus.