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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Governo assina novo Memorando das RUP e Estados Membros da UE


O Secretário Regional da Presidência, afirmou, hoje, em Las Palmas, Canárias, na reunião Ministerial sobre as Regiões Ultraperiféricas e Assinatura do Memorando Conjunto dos Estados Membros e Regiões Ultraperiféricas que o documento assinado "representa um marco no processo de afirmação das nossas Regiões na União Europeia sublinhando que ele será "uma referencia a ter em conta pelas instituições europeias na concretização e desenvolvimento de uma estratégia renovada para as RUP".

André Bradford, considerou que o documento que sai desta reunião, na sua essência, "reafirma o teor do Memorando assinado entre os Presidentes das RUP, em Outubro passado", mas que, agora, vê as "suas principais linhas reforçadas no seu peso político e institucional, fruto do envolvimento e compromisso essencial dos Estados-Membros". De acordo com o governante, o texto assinado "é suficientemente abrangente para abarcar realidades que, unidas pelo denominador comum caracterizador da ultraperiferia europeia, possuem naturais especificidades diferenciadoras, mas que não enfraquecem, antes enriquecem, o facto de falarmos a uma só voz".

O Secretário Regional da Presidência considera que, não obstante o "processo de debate sobre o futuro da parceria entre a União Europeia e as Regiões Ultraperiféricas, iniciado, em boa hora, em 2007, e fortalecido na sua fundamentação jurídica com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa", o memorando assinado, constitui "um compromisso sólido e muito concreto entre as RUP e os respectivos Estados-membros, que abre caminho ao aperfeiçoamento e a uma maior coerência de políticas da União para com a Ultraperiferia".

"Sem deixar de reflectir uma posição conjunta relativamente às principais questões em análise no debate europeu de médio prazo – como acontece com a nova estratégia “UE 2020”, o debate sobre as perspectivas financeiras, o futuro da política regional ou a revisão de diversas políticas comuns, como as pescas e a agricultura, entre outros temas" disse André Bradford, acrescentando que o documento que sai desta reunião iremos "fundamenta em profundidade algumas das nossas preocupações, essenciais quanto ao futuro do estatuto da ultraperificidade".

Com base nessas preocupações, André Bradford destacou "a continuação do desenvolvimento de um novo paradigma das RUP, que aborde não apenas a conjugação única e estrutural dos condicionalismos que nos definem, mas também as enormes potencialidades e o contributo que as nossas regiões trazem à Europa".

O Secretário Regional, lembrou "as dificuldades e a necessidade de compensação e diferenciação de políticas face à distância, ao isolamento, à insularidade, dispersão e exiguidade territorial, ao clima e geografia adversos e às suas consequências económico-sociais", e face a elas defendeu o imperativo efectivo de "procurar o seu devido equilíbrio com a promoção das vantagens competitivas das RUP como motor do seu desenvolvimento, bem como da coesão económica, social e territorial", que considera: "todos temos a obrigação de defender no quadro de uma Europa justa e unida".

De acordo com André Bradford, "é fundamental que aos cidadãos europeus das RUP sejam concedidas iguais oportunidades de exercício e gozo dos direitos e liberdades fundamentais estabelecidas no Tratado, e que estão na base do projecto europeu, como a possibilidade de deslocação e circulação no espaço comum, bem como de aceder a bens e serviços, ao conhecimento, ao desenvolvimento económico sustentável e ao bem-estar social em condições de igualdade", explicando que esta referência não surge porque "nos sintamos europeus de segunda", mas antes, conforme afirmou, "porque todos temos direito a ser europeus de primeira".

Perante a presença dos representantes dos Estados e das Regiões Ultraperiféricas e do novo Comissário Europeu de Política Regional, o Austriaco Johannees Hahn, André Bradford, deixou alguns alertas, com exemplos práticos: "não faz sentido que a Comissão Europeia elogie, por um lado, as RUP pela sua imensa biodiversidade, pela preservação do seu património ambiental (os Açores detêm 20% dos habitats identificados na União) e pela utilização de energias renováveis (a contribuição das renováveis na produção de electricidade nos Açores deverá atingir os 50% em 2013 e os 75% em 2018), e, por outro, não tenha estes aspectos em consideração quando se discutem medidas de combate às alterações climáticas com impacto num sector vital para o seu desenvolvimento, como as acessibilidades e, em particular, como aconteceu na integração do sector dos transportes aéreos no regime de licenças de emissões de CO2", disse.

Mas os alertas do Secretário Regional da Presidência, dirigidos à Comissão Europeia, foram mais longe ao considerar que esta, "não pode elogiar a política de utilização sustentável dos recursos do mar dos Açores e reconhecer a fragilidade dos seus stocks e, ainda assim, permitir a entrada nas suas águas de frotas industriais ou resistir à descentralização na gestão da Política Comum de Pescas", acrescentando que "não parece indicado que a Comissão elogie as produções agrícolas e tradicionais das RUP, afirmando-as como sectores essenciais na sustentação das nossas pequenas economias, e, ao mesmo tempo e no que aos Açores diz respeito, face à perspectiva de desregulação do sector leiteiro, não preveja medidas adequadas que permitam manter a competitividade do sector produtivo das RUP, o rendimento dos seus produtores e a diversificação da sua produção".

Para André Bradford, num contexto coerente da acção da União Europeia em favor das RUP, é necessária "uma visão global e transversal", explicando que para os exemplos que deixou, é da opinião que esta "deveria levar a políticas que, pelo menos, não agravem o défice de acesso e de aproveitamento directo das vantagens da nossa inserção no mercado comum europeu". Por isso, "a tomada de medidas políticas pela União deve sempre ser precedida da consideração prévia das suas consequências nos nossos territórios e incluir um processo de consulta efectiva das autoridades regionais, aquelas que, mais perto das populações, conhecem melhor a realidade e sabem qual o melhor caminho para o seu futuro", afirmou.

O Governante açoriano, referindo o lema dos Açores, enquanto Região Europeia do Ano 2010, "Onde a Europa chega mais longe", destacou a escolha, não só pela "característica geográfica inelutável" dos Açores, mas também pelo "profundo significado simbólico" que, sublinha: "os Açores europeus são o cruzamento da Geografia com a História, entreposto por vocação e ponte atlântica por opção, mistura entre portugueses, flamengos, bretões e saxões, de onde saíram os povoadores do Sul do Brasil ou do Havai, ou que está na origem de uma comunidade de mais de um milhão de pessoas a viver actualmente na América do Norte".

Os Açores, pelas suas características naturais e ambientais, enfatiza André Bradford, "são um veículo projecção transatlântica dos interesses da Europa, por força das ligações geográficas, culturais, históricas e afectivas com territórios do outro lado do Atlântico" o que, acrescenta, "também é uma das razões por que nos consideramos um factor de afirmação e de integração da Europa no mundo. É por isso que continuamos a considerar que uma política de Grande Vizinhança que se limite a critérios de proximidade quilométrica não cumpre integralmente os seus objectivos e não executa na sua plenitude as potencialidades dos nossos territórios", concluiu.



GaCS/LFC

Intervenção do Secretario Regional da Presidência



Texto integral da intervenção do Secretário Regional da Presidência, André Bradford, proferida hoje, em Las Palmas, na reunião Ministerial entre Espanha, França e Portugal sobre as Regiões Ultraperiféricas e na assinatura do Memorando Conjunto dos Estados-Membros e Regiões Ultraperiféricas:

“Passados que estão quase sete meses da realização, nesta mesma cidade de Las Palmas, da XV Conferência dos Presidentes das Regiões Ultraperiféricas da Europa, eis que nos encontramos reunidos, conforme o compromisso então assumido, para assinar o memorando conjunto entre os Estados de Espanha, França e Portugal e as RUP, sobre o futuro da nossa parceria e com vista a uma estratégia renovada da União Europeia em relação às nossas Regiões.

Infelizmente, por compromissos institucionais imprevistos e de carácter inadiável, o Presidente do Governo dos Açores, Carlos César, não pode estar hoje presente, encarregando-me de vos transmitir uma saudação fraterna e de renovar o seu compromisso para com o trabalho comum de afirmação e defesa das nossas Regiões.

As minhas primeiras palavras serão, assim, dirigidas à Presidência Espanhola da União Europeia, que assumiu como prioridade dar o devido destaque à realidade e às políticas relativas às Regiões Ultraperiféricas, na sequência, aliás, do que anteriormente fizeram as Presidências Portuguesa, em 2007, e Francesa, em 2008.

Gostaria de dirigir, por isso, em nome do Governo dos Açores, uma especial saudação aos altos representantes do Governo de Espanha aqui presentes, deixando uma palavra de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na defesa das Regiões Ultraperiféricas, muito em particular, através do impulso e coordenação da elaboração deste Memorando.

Permitam-me também que estenda esta saudação ao Presidente do Governo de Canárias, D. Paulino Rivero, o qual, na liderança da Conferência dos Presidente das Regiões Ultraperiféricas, tem imprimido a dinâmica necessária e a participação correspondente aos desafios inerentes ao momento em que vivemos.

O processo de elaboração deste documento foi um bom exemplo do espírito de parceria que deve sempre nortear a relação entre os Estados e as suas Regiões, sendo, por isso, de reconhecer, nesta ocasião, o empenho conjunto e o bom relacionamento entre as autoridades nacionais e regionais nas várias fases de redacção do seu texto.

Ao Senhor Comissário Europeu, que nos honra com a sua presença, pela primeira vez, na qualidade de responsável pela Política Regional, deixo também uma saudação muito especial, na certeza de que a sua presença é um sinal claro de que o documento que hoje assinaremos será alvo da melhor atenção por parte da Comissão Europeia.

Finalmente, dirijo um cumprimento aos Deputados ao Parlamento Europeu. O desafio da pedagogia da ultraperiferia europeia, da chamada de atenção para a realidade e estatuto das RUP, bem como a adopção de medidas específicas, é também, em larga medida, um desafio ao trabalho parlamentar, a que, estamos certos, saberão corresponder com uma acção empenhada, em parceria com as autoridades regionais das RUP.


Minhas Senhoras e Meus Senhores

A assinatura do presente Memorando representa um marco no processo de afirmação das nossas Regiões na União Europeia e - é nosso desejo - um documento de referência a ter em conta pelas instituições europeias na concretização e desenvolvimento de uma estratégia renovada para as RUP.

É um documento que, na sua essência, acolhe e reafirma o teor do Memorando assinado entre os Presidentes das RUP, em Outubro passado, mas cujas principais linhas saem reforçadas no seu peso político e institucional, fruto do envolvimento e compromisso essencial dos Estados-Membros.

É, por outro lado, um texto suficientemente abrangente para abarcar realidades que, unidas pelo denominador comum caracterizador da ultraperiferia europeia, possuem naturais especificidades diferenciadoras, mas que não enfraquecem, antes enriquecem, o facto de falarmos a uma só voz.

Ao processo de debate sobre o futuro da parceria entre a União Europeia e as Regiões Ultraperiféricas, iniciado, em boa hora, em 2007, e fortalecido na sua fundamentação jurídica com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, acrescenta-se agora um compromisso sólido e muito concreto entre as RUP e os respectivos Estados-membros, que abre caminho ao aperfeiçoamento e a uma maior coerência de políticas da União para com a Ultraperiferia.

Sem deixar de reflectir uma posição conjunta relativamente às principais questões em análise no debate europeu de médio prazo – como acontece com a nova estratégia “UE 2020”, o debate sobre as perspectivas financeiras, o futuro da política regional ou a revisão de diversas políticas comuns, como as pescas e a agricultura, entre outros temas – o documento que iremos assinar fundamenta em profundidade algumas das nossas preocupações essenciais quanto ao futuro do estatuto da ultraperificidade.

Em primeiro lugar, destaco a continuação do desenvolvimento de um novo paradigma das RUP, que aborde não apenas a conjugação única e estrutural dos condicionalismos que nos definem, mas também as enormes potencialidades e o contributo que as nossas regiões trazem à Europa.

Sem esquecer as dificuldades e a necessidade de compensação e diferenciação de políticas face à distância, ao isolamento, à insularidade, dispersão e exiguidade territorial, ao clima e geografia adversos e às suas consequências económico-sociais, devemos efectivamente procurar o seu devido equilíbrio com a promoção das vantagens competitivas das RUP como motor do seu desenvolvimento, bem como da coesão económica, social e territorial que todos temos a obrigação de defender no quadro de uma Europa justa e unida.

Acima de tudo, é fundamental que aos cidadãos europeus das RUP sejam concedidas iguais oportunidades de exercício e gozo dos direitos e liberdades fundamentais estabelecidas no Tratado, e que estão na base do projecto europeu, como a possibilidade de deslocação e circulação no espaço comum, bem como de aceder a bens e serviços, ao conhecimento, ao desenvolvimento económico sustentável e ao bem-estar social em condições de igualdade.

Não porque nos sintamos europeus de segunda, mas antes porque todos temos direito a ser europeus de primeira.

A articulação entre medidas de compensação e modulação e uma aposta clara em sectores de futuro, considerando as mais-valias que trazemos ao todo europeu, constitui, assim, o grande desafio a que temos de dar resposta, e que está intimamente ligado, por um lado, à necessidade de coerência de todas as medidas relativas às RUP e, por outro, ao espírito de parceria entre os vários níveis de poder.

Permitam-me que vos forneça alguns breves exemplos práticos. Por exemplo, não faz sentido que a Comissão Europeia elogie, por um lado, as RUP pela sua imensa biodiversidade, pela preservação do seu património ambiental (os Açores detêm 20% dos habitats identificados na União) e pela utilização de energias renováveis (a contribuição das renováveis na produção de electricidade nos Açores deverá atingir os 50% em 2013 e os 75% em 2018), e, por outro, não tenha estes aspectos em consideração quando se discutem medidas de combate às alterações climáticas com impacto num sector vital para o seu desenvolvimento, como as acessibilidades e, em particular, como aconteceu na integração do sector dos transportes aéreos no regime de licenças de emissões de CO2.

Mais. Não pode a Comissão Europeia elogiar a política de utilização sustentável dos recursos do mar dos Açores e reconhecer a fragilidade dos seus stocks e, ainda assim, permitir a entrada nas suas águas de frotas industriais ou resistir à descentralização na gestão da Política Comum de Pescas.

Finalmente, não nos parece indicado que a Comissão elogie as produções agrícolas e tradicionais das RUP, afirmando-as como sectores essenciais na sustentação das nossas pequenas economias, e, ao mesmo tempo e no que aos Açores diz respeito, face à perspectiva de desregulação do sector leiteiro, não preveja medidas adequadas que permitam manter a competitividade do sector produtivo das RUP, o rendimento dos seus produtores e a diversificação da sua produção.

A coerência da acção da União Europeia em favor das RUP implica, assim, uma visão global e transversal e, nos casos acima referidos, deveria levar a políticas que, pelo menos, não agravem o défice de acesso e de aproveitamento directo das vantagens da nossa inserção no mercado comum europeu.

Por isso, a tomada de medidas políticas pela União deve sempre ser precedida da consideração prévia das suas consequências nos nossos territórios e incluir um processo de consulta efectiva das autoridades regionais, aquelas que, mais perto das populações, conhecem melhor a realidade e sabem qual o melhor caminho para o seu futuro.

É este o sentido da parceria, da avaliação prévia dos impactos e da coerência da acção europeia nas RUP. Só assim a Europa poderá consagrar e concretizar os seus princípios fundamentais: promover a coesão económica, social e territorial e manter-se fiel ao lema “Unida na Diversidade”.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Não gostaria de terminar sem antes referir ainda um aspecto que nos parece também dever ser tido em consideração na análise que o memorando conjunto possa merecer por parte da Comissão Europeia.

Enquanto Região Europeia do Ano 2010, no âmbito do Conselho da Europa, os Açores escolheram o lema “Onde a Europa chega mais longe”. Fizeram-no porque esta é uma característica geográfica inelutável, mas também porque tem um profundo significado simbólico: os Açores europeus são o cruzamento da Geografia com a História, entreposto por vocação e ponte atlântica por opção, mistura entre portugueses, flamengos, bretões e saxões, de onde saíram os povoadores do Sul do Brasil ou do Havai, ou que está na origem de uma comunidade de mais de um milhão de pessoas a viver actualmente na América do Norte.

A par das nossas características naturais e ambientais, o facto de sermos um veículo projecção transatlântica dos interesses da Europa, por força das ligações geográficas, culturais, históricas e afectivas com territórios do outro lado do Atlântico também é uma das razões por que nos consideramos um factor de afirmação e de integração da Europa no mundo.

É por isso que continuamos a considerar que uma política de Grande Vizinhança que se limite a critérios de proximidade quilométrica não cumpre integralmente os seus objectivos e não executa na sua plenitude as potencialidades dos nossos territórios.

E esta é uma tarefa de todos: Estados Membros, Regiões Ultraperiféricas, Comissão e Parlamento Europeu. Neste contexto, é com muito agrado e expectativa que assistiremos, ainda durante o corrente mês de Maio, ao Fórum da Ultraperiferia e que aguardamos a resposta adequada, por parte da Comissão Europeia, na estruturação de uma estratégia renovada e ambiciosa em favor das Regiões Ultraperiféricas.

Muito obrigado pela vossa atenção.”


GaCS

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Açores presentes na inauguração da exposição de arte contemporânea do Projecto “Horizontes Insulares”, nas Canárias




O Secretário Regional da Presidência, André Bradford, representando o Presidente do Governo dos Açores, participou hoje em Las Palmas, nas Canárias, no evento de abertura do programa da Reunião Ministerial das Regiões Ultraperiféricas: a inauguração da Exposição de arte contemporânea de artistas procedentes da Madeira, Cuba, Republica Dominicana, Guiana, Porto Rico, Cabo Verde, Martinica, Canárias e Açores, que integra o Projecto “Horizontes Insulares”.

Nesta Exposição, promovida pelo Governo das Canárias, os Açores estão presentes através da artista plástica Maria José Cavaco, convidada pela organização deste certame.

O projecto “Horizontes Insulares”, que constitui um marco da Presidência espanhola do Conselho da União Europeia, é promovido pelo Governo das Canárias, segundo uma ideia de Orlando Britto Jinório e de Nilo Pallenzuela. Estabelece um programa de relações artísticas e literárias entre criadores artísticos dos arquipélagos da Macaronésia e das Caraíbas com duas acções concretas: a exposição de artistas contemporâneos oriundos destas regiões e o desenvolvimento de uma colecção bibliográfica com autores destas Ilhas, ilustrada por artistas destes espaços insulares.

“Horizontes Insulares” é um projecto que, segundo os seus promotores, responsáveis pelo conceito e pela representação artística das várias realidades insulares, “encerra a novidade de colocar em contacto, pela primeira vez, no seio de um projecto cultural, artístico e literário, ou literário e artístico, criadoras e criadores contemporâneos destas múltiplas e diversificadas geografias insulares”.

Para os seus mentores, este projecto cultural aborda, “no plano da literatura e das artes plásticas, os espaços insulares e ultraperiféricos com características e estruturas geográficas, históricas, politicas, económicas, sociais, raciais e culturais, em alguns planos similares e em outros diversos. Esta “similitude na complexidade converte estas realidades”, segundo a sua opinião, “num grande meta-arquipélago, definido por múltiplos horizontes insulares”.

“O projecto “Horizontes Insulares”, no contexto do desenvolvimento do seu conceito, pretende fazer fluir, desde os territórios criativos da literatura e arte contemporânea , um conhecimento cultural entre as geografias insulares, cujas três línguas fundamentais de expressão e comunicação são o espanhol, o português e o francês”. Para tal, a organização produziu todos os suportes expositivos e literários nestas três línguas, o que facilita o fluxo de informação entre todos estes espaços.

O desenvolvimento do projecto, de acordo com os seus responsáveis, obedeceu a objectivos que, por sua vez, obrigaram a “uma investigação completa” distribuída por quatro fases: a primeira, de investigação prévia para definição dos espaços insulares a abordar; a segunda, de localização dos interlocutores culturais; a terceira, com o contacto, não só com os espaços, mas também com os agentes culturais; e a quarta e ultima fase, para a selecção definitiva dos artistas e criadores literários.



GaCS/SF/LFC

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Reunião nas Canárias para partilha de experiências sobre gestão de resíduos



No âmbito do programa PCT MAC, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através da Direcção Regional do Ambiente é parceira com a Agencia de Protección del Medio Urbano y Natural das Canárias no projecto SIGESTEIN.

No que respeita aos Açores, com este projecto pretende-se criar um portal interactivo que, tanto para o cidadão como para as empresas e entidades públicas, forneça as mais variadas informações ambientais, especialmente relativas à boa gestão de resíduos, funcionando como o centro informativo de referência na Região.

Todos os cidadãos estão convidados a participar na formulação desta ferramenta, estando já disponível um formulário para enviar as sugestões sobre os conteúdos e funcionalidades deste Web site. Basta aceder a
servicos.sram.azores.gov.pt/doit/ e colaborar.

Após a apresentação pública do Sigestein no Faial em Dezembro de 2009 e da realização da primeira reunião em Lisboa, em Janeiro deste ano, no início do mês de Maio irá decorrer a segunda reunião, desta vez nas Canárias.

Aproveitar-se-á a deslocação para conhecer o trabalho desenvolvido por esta Região Ultraperiférica e arquipelágica em matéria de gestão de resíduos urbanos, de resíduos de construção e demolição, de resíduos de embalagens, de resíduos portuários, entre outros.

Para mais informações sobre o desenvolvimento do Sigestein ou sobre prevenção e gestão de resíduos nos Açores poderá consultar online
http://www.residuos-azores.org/.



GaCS/SF/SRAM

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Programa de cooperação Madeira-Açores-Canárias reúne em Angra para lançar parcerias com países terceiros




No dia 27 de Novembro, em Angra do Heroísmo, no Hotel Caracol, no âmbito do Programa de Cooperação Transnacional Madeira-Açores-Canárias (PCT MAC) 2007-2013, a Autoridade de Gestão do programa (sedeada na Comunidade Autónoma das Canárias), em articulação com a Direcção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, representante regional no referido Programa, promovem a realização do Seminário de Lançamento da 2.ª Convocatória para apresentação de projectos, dirigido ao estabelecimento de parcerias das regiões envolvidas no Programa com países terceiros vizinhos.

De seguida, pelas 11H30, terá lugar, a realização de uma Jornada Técnica de Projectos dirigida às entidades com projectos aprovados na 1.ª Convocatória.

A realização destes seminários está a ser promovida nas três regiões envolvidas no Programa.


GaCS/SF/DRPFE

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Arrastão espanhol interceptado nos Açores



Um arrastão espanhol que pescava sem autorização nos Açores foi interceptado, esta terça-feira, pelas autoridades portuguesas, anunciou o governo de Madrid. A embarcação encontra-se agora em Ponta Delgada.

A embarcação "Zeruko Erregina", registada nas ilhas Canárias, pescava a 95 milhas a Este da Ilha de Santa Maria, «sem autorização para o fazer», referiu o Ministério espanhol do Ambiente e dos Assuntos Marítimos.
Em declarações à TSF, o porta-voz da Marinha portuguesa explicou que a embarcação foi «considerada como presumível infractora na medida em que não se encontrava licenciada para pescar naquela área».
«Foi deteminado que se seguisse para Ponta Delgada e elaborado um auto de notícia da prática desta infracção. De momento ela encontra-se atracada em Ponta Delgada e para já encontra-se apreendida cautelarmente», adiantou João Barbosa.
A acção, de fiscalização, foi desenvolvida pela Marinha e pela Inspecção-Regional de Pescas dos Açores.
O arrastão, que pode sair de Ponta Delgada após o pagamento de uma caução, teve permissão para pescar em águas açorianas durante quinze dias, tendo o prazo expirado a 30 de Junho.


Fonte: TSF.sapo.pt

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Voos directos entre Açores e Canárias


A transportadora aérea açoriana SATA e o Patronato de Turismo da ilha Gran Canária (Canárias-Espanha) estabeleceram um protocolo para "fomentar o fluxo de turismo entre as duas regiões autónomas".

Uma nota da SATA-Air Açores e SATA Internacional revela que passam a ser efectuados voos directos entre os dois arquipélagos aos sábados entre Ponta Delgada e Las Palmas com escala no Funchal (Madeira) e no sentido inverso às terças-feiras. O acordo tem também por objectivo "potenciar o aumento das ligações aéreas entre os Açores, Madeira e Canárias, fortalecendo a vocação Atlântica da SATA, através do reforço da união das ilhas da Macaronésia".

Ambas as instituições vão realizar uma campanha promocional para aumentar a notoriedade da Gran Canária nos Açores e, desta forma, captar maior número de turistas açorianos para a ilha Canarina.

Vão ser utilizados diversos meios publicitários, com destaque para a colocação de Mupis, presenças na imprensa local, spots radiofónicos, posters nas lojas SATA e a presença de um Banner no site da SATA (www.sata.pt).

Paralelamente estão a ser feitas campanhas promocionais dos Açores junto dos operadores turísticos da Madeira e Canárias, para angariar turistas destes arquipélagos para os Açores.

A companhia aérea SATA Air Açores assegura, há mais de seis décadas, as ligações entre as nove ilhas do Arquipélago dos Açores.

Em 2007 passou a integrar na sua rede de rotas as ligações entre as ilhas Madeira e Porto Santo e fez várias ligações charter entre o Funchal, Gran Canária e Tenerife.

De acordo com a nota da SATA, na sequência do sucesso destas ligações foi lançada em 2008 uma nova rota regular Funchal/Las Palmas/Funchal com o objectivo de alargar o âmbito da sua operação aérea ao Arquipélago das Canárias, desta feita numa base regular.