quinta-feira, 6 de maio de 2010

Açores presentes na inauguração da exposição de arte contemporânea do Projecto “Horizontes Insulares”, nas Canárias




O Secretário Regional da Presidência, André Bradford, representando o Presidente do Governo dos Açores, participou hoje em Las Palmas, nas Canárias, no evento de abertura do programa da Reunião Ministerial das Regiões Ultraperiféricas: a inauguração da Exposição de arte contemporânea de artistas procedentes da Madeira, Cuba, Republica Dominicana, Guiana, Porto Rico, Cabo Verde, Martinica, Canárias e Açores, que integra o Projecto “Horizontes Insulares”.

Nesta Exposição, promovida pelo Governo das Canárias, os Açores estão presentes através da artista plástica Maria José Cavaco, convidada pela organização deste certame.

O projecto “Horizontes Insulares”, que constitui um marco da Presidência espanhola do Conselho da União Europeia, é promovido pelo Governo das Canárias, segundo uma ideia de Orlando Britto Jinório e de Nilo Pallenzuela. Estabelece um programa de relações artísticas e literárias entre criadores artísticos dos arquipélagos da Macaronésia e das Caraíbas com duas acções concretas: a exposição de artistas contemporâneos oriundos destas regiões e o desenvolvimento de uma colecção bibliográfica com autores destas Ilhas, ilustrada por artistas destes espaços insulares.

“Horizontes Insulares” é um projecto que, segundo os seus promotores, responsáveis pelo conceito e pela representação artística das várias realidades insulares, “encerra a novidade de colocar em contacto, pela primeira vez, no seio de um projecto cultural, artístico e literário, ou literário e artístico, criadoras e criadores contemporâneos destas múltiplas e diversificadas geografias insulares”.

Para os seus mentores, este projecto cultural aborda, “no plano da literatura e das artes plásticas, os espaços insulares e ultraperiféricos com características e estruturas geográficas, históricas, politicas, económicas, sociais, raciais e culturais, em alguns planos similares e em outros diversos. Esta “similitude na complexidade converte estas realidades”, segundo a sua opinião, “num grande meta-arquipélago, definido por múltiplos horizontes insulares”.

“O projecto “Horizontes Insulares”, no contexto do desenvolvimento do seu conceito, pretende fazer fluir, desde os territórios criativos da literatura e arte contemporânea , um conhecimento cultural entre as geografias insulares, cujas três línguas fundamentais de expressão e comunicação são o espanhol, o português e o francês”. Para tal, a organização produziu todos os suportes expositivos e literários nestas três línguas, o que facilita o fluxo de informação entre todos estes espaços.

O desenvolvimento do projecto, de acordo com os seus responsáveis, obedeceu a objectivos que, por sua vez, obrigaram a “uma investigação completa” distribuída por quatro fases: a primeira, de investigação prévia para definição dos espaços insulares a abordar; a segunda, de localização dos interlocutores culturais; a terceira, com o contacto, não só com os espaços, mas também com os agentes culturais; e a quarta e ultima fase, para a selecção definitiva dos artistas e criadores literários.



GaCS/SF/LFC

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