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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dia Mundial e Nacional da luta contra o Cancro de Mama


Nos Açores, está em curso há 10 meses, um rastreio a esse tipo de cancro, e, até ao momento, 60% das mulheres contactadas, entre os 45 e os 74 anos de idade, já realizaram a mamografia.


No entanto, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, onde se encontra agora o mamógrafo, o rastreio não está a ter a adesão esperada.

Os técnicos do Centro de Oncologia dos Açores já levaram o mamógrafo móvel a vários concelhos das ilhas de São Miguel, Santa Maria, Flores, Graciosa e Corvo e, nesses primeiros dez meses, as maiores adesões verificaram-se em Santa Maria, com 74% e no Nordeste , com 70%.

O rastreio, agora, decorre em Ponta Delgada e Raul Rêgo, presidente do Centro de Oncologia dos Açores (COA) reconhece que a adesão no concelho não tem sido muita, porque também se verificou o o aumento da capacidade de se realizar mamografias no Hospital de Ponta Delgada, o que tem colidido com o rastreio móvel.

Raul Rêgo adianta que já estão em curso acções de sensibilização, junto dos profissionais de saúde para o rastreio ao cancro da mama, promovido pelo COA.

A situação tem também ocorrido noutras ilhas do arquipélago e, um dos objectivos imediatos é fazer circular informação, para se evitar a duplicação de esforços.Rui Messias / Carlos Tavares.


Fonte: RTP

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Escola dos Açores já com 8 casos de gripe A


Depois de cinco estudantes da Secundária de Lagoa terem regressado às aulas após a quarentena, mais três alunos contraíram a doença. O que não afectou o funcionamento da escola

Mais três alunos da Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, contraíram gripe A, juntando-se assim a outros cinco estudantes que já tinham sido infectados pela doença na escola. Os jovens apanharam o vírus através da família e estão agora de quarentena em casa.

A detecção de mais estes três casos de gripe A não abalou a rotina da Secundária de Lagoa, muito menos o regresso às aulas da turma 10º H, suspensa há uma semana para conter um foco de vírus H1N1 entre cinco dos seus trinta e um alunos. O Conselho Executivo e o delegado de saúde local entenderam agora que o foco de contágio está controlado.

Leonardo Amaral, responsável pelo estabelecimento de ensino, garantiu não haver "alarmismo" na Secundária da Lagoa, mas antes uma demonstração de "grande consciência" de alunos e pais. Os primeiros por adoptarem maiores cuidados de higiene (sobretudo lavagem e desinfecção de mãos); os segundos pelo cumprimento do período obrigatório de quarentena da gripe A que impõe a lei. De uma forma ou de outra, "as actividades decorrem normalmente e os espaços e equipamentos escolares são constantemente limpos", frisou. Meios de combate à doença disponibilizados pela Direcção Regional de Educação e que, segundo referiu, não faltam à instituição.

Outro aspecto que o responsável destaca é o caudal de informação "excelente" que recebe do Delegado de Saúde de Lagoa, Mário Freitas - também Delegado de Saúde de São Miguel - que lhe permite detectar possíveis casos de gripe A entre os jovens estudantes e o seu encaminhamento atempado para os serviços de saúde. O objectivo é conter a propagação através do acompanhamento e reforço de vigilância. Leonardo Amaral frisa que, apesar do problema não se colocar na escola com a mesma dimensão que tinha em finais de Setembro, o Outono pode revelar novos focos de gripe.

Quanto aos alunos, preferem para já não ser identificados para evitar qualquer tipo de estigmatização social. O facto é que nem todos estão a reagir da mesma forma ao aparecimento da gripe A na escola. Se há os que levam menos a sério a situação, fazendo-se de indispostos para poderem faltar às aulas, existem aqueles com medo de serem infectados pelo vírus H1N1. É o caso de Simone, uma aluna do 7º ano. "Já tive dores no corpo e musculares que me levaram a pensar que tinha gripe A". Afinal, foi apenas um susto. Mas Simone continua a ter medo.


Fonte: DN

sábado, 26 de setembro de 2009

"Não quero apanhar gripe", dizem alunos dos Açores


Na Escola Básica da Maia, em S. Miguel, há 43 casos de H1N1. Pais e alunos estão preocupados, mas as aulas continuam. O ambiente é de calma

Na Escola Básica Integrada da Maia, em São Miguel, nos Açores, há 43 casos de infecção com gripe A entre alunos, professores e pessoal auxiliar. A situação é complexa, mas a escola não vai fechar, garante o Governo (ver caixa). Pais e alunos estão preocupados e cautelosos, mas ambiente que se vive é de relativa calma.

"Não quero apanhar a gripe", diz um dos alunos que continua a ir às aulas, já que apenas os colegas doentes estão em casa de quarentena. "Fechem a escola", reclama outro.

Também há pais que defendem a suspensão das aulas. Mas Ana Maria não é um deles. "Devia haver mais preocupação e responsabilidade por parte das pessoas para não contagiarem as outras", diz a mãe. Se um miúdo não se sente bem, não deve ir para a escola".

Outra mãe, que tem o seu filho com a doença, garante estar a seguir à risca os conselhos das autoridades para escapar ao contágio. Por exemplo, isola a criança no quarto e quando ambos estão em contacto, fazem-no de máscara. Desinfecta também diariamente o quarto e a casa de banho.

Alguns dos residentes da Maia, uma freguesia da zona oriental do concelho da Ribeira Grande, apontam o dedo a "comportamento negligentes" na localidade, que fazem propagar ainda mais o vírus da gripe A.

Muitas pessoas infectadas com o H1N1 continuam a fazer a sua vida normal, sem adoptarem medidas preventivas para não infectarem outros. Há indivíduos infectados que se deslocam à farmácia "sem utilizar máscara", denunciam.

A preocupação agora surge com as aglomerações de pessoas em espaço pequenos e fechados, como é o caso dos transportes públicos.


Fonte: DN

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Governo dos Açores assegura "reforço financeiro" para o combate à gripe A nas escolas


Um milhão e meio de alunos regressam a partir de hoje às aulas, numa altura em que a propagação do vírus H1N1 cresce de forma assustadora. O Governo garante que todas as escolas estão preparadas para o combate à doença, mas os responsáveis de ensino consideram que o dinheiro é pouco.
Nos Açores a jornalista Tânia Martins recolheu opiniões e constatou que o pior receio é que o dinheiro não chegue para as recargas de material.

Fonte: RTP




terça-feira, 14 de julho de 2009

Faial e Santa Maria livres de brucelose bovina


A União Europeia declarou oficialmente indemne de brucelose bovina as ilhas do Faial e Santa Maria, elevando para seis as ilhas do arquipélago com este estatuto, anteriormente atribuído à Graciosa, Pico, Flores e Corvo.

A decisão foi hoje revelada pelo executivo regional, que salientou os resultados que têm vindo a ser obtidos com a aplicação do Plano de Erradicação da Brucelose Bovina.

Os dados oficiais indicam que, no final de Junho, a taxa de incidência desta doença nos Açores era de dois por cento, o que representa o valor mais baixo de sempre no arquipélago.

O combate a esta doença assume especial significado nos Açores, já que se trata de uma região tradicionalmente exportadora de bovinos vivos e de produtos provenientes da sua exploração.