quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Escola dos Açores já com 8 casos de gripe A


Depois de cinco estudantes da Secundária de Lagoa terem regressado às aulas após a quarentena, mais três alunos contraíram a doença. O que não afectou o funcionamento da escola

Mais três alunos da Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, contraíram gripe A, juntando-se assim a outros cinco estudantes que já tinham sido infectados pela doença na escola. Os jovens apanharam o vírus através da família e estão agora de quarentena em casa.

A detecção de mais estes três casos de gripe A não abalou a rotina da Secundária de Lagoa, muito menos o regresso às aulas da turma 10º H, suspensa há uma semana para conter um foco de vírus H1N1 entre cinco dos seus trinta e um alunos. O Conselho Executivo e o delegado de saúde local entenderam agora que o foco de contágio está controlado.

Leonardo Amaral, responsável pelo estabelecimento de ensino, garantiu não haver "alarmismo" na Secundária da Lagoa, mas antes uma demonstração de "grande consciência" de alunos e pais. Os primeiros por adoptarem maiores cuidados de higiene (sobretudo lavagem e desinfecção de mãos); os segundos pelo cumprimento do período obrigatório de quarentena da gripe A que impõe a lei. De uma forma ou de outra, "as actividades decorrem normalmente e os espaços e equipamentos escolares são constantemente limpos", frisou. Meios de combate à doença disponibilizados pela Direcção Regional de Educação e que, segundo referiu, não faltam à instituição.

Outro aspecto que o responsável destaca é o caudal de informação "excelente" que recebe do Delegado de Saúde de Lagoa, Mário Freitas - também Delegado de Saúde de São Miguel - que lhe permite detectar possíveis casos de gripe A entre os jovens estudantes e o seu encaminhamento atempado para os serviços de saúde. O objectivo é conter a propagação através do acompanhamento e reforço de vigilância. Leonardo Amaral frisa que, apesar do problema não se colocar na escola com a mesma dimensão que tinha em finais de Setembro, o Outono pode revelar novos focos de gripe.

Quanto aos alunos, preferem para já não ser identificados para evitar qualquer tipo de estigmatização social. O facto é que nem todos estão a reagir da mesma forma ao aparecimento da gripe A na escola. Se há os que levam menos a sério a situação, fazendo-se de indispostos para poderem faltar às aulas, existem aqueles com medo de serem infectados pelo vírus H1N1. É o caso de Simone, uma aluna do 7º ano. "Já tive dores no corpo e musculares que me levaram a pensar que tinha gripe A". Afinal, foi apenas um susto. Mas Simone continua a ter medo.


Fonte: DN

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