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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Exposição “Ilhas & História Natural” no Museu Carlos Machado




A 12 de Fevereiro de 2009 passaram 200 anos sobre a data de nascimento de Charles Darwin, efeméride que abriu as comemorações darwinianas, que celebraram também os 150 anos da publicação da sua obra maior, A Origem das Espécies, uma obra que revolucionou os fundamentos explicativos da evolução da vida na Terra.

Em vésperas do encerramento do ano de comemorações, a abertura ao público da Exposição Ilhas & História Natural é o culminar de um projecto que pretendeu aproveitar a evocação de Darwin e da sua obra para resgatar o património histórico, material e simbólico que os Açores guardam da longa aventura da História Natural.

O Museu Carlos Machado e a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada propuseram-se celebrar o naturalismo histórico, investindo na pesquisa e na divulgação do rico legado material e documental de que são depositários.

Uma exposição sobre História Natural, nomeadamente sobre os seus momentos e práticas históricas, é um convite a olhar de novo para a Natureza. Manuscritos e publicações, objectos naturais, ilustrações e fotografias são esteios visuais para a compreensão de um percurso que começou na simples observação natural, passou pela paixão coleccionista e encontrou na Sistemática a ponte segura para os actuais estudos sobre a Biodiversidade.

Honrando o seu estatuto de laboratório natural, os Açores ganharam, assim, com o projecto Ilhas & História Natural, patrocinado pelo Governo Regional dos Açores através da Direcção Regional da Cultura, um espaço próprio no mapa nacional e internacional das comemorações darwinianas.

A Exposição Ilhas & História Natural será inaugurada oficialmente no Núcleo de Arte Sacra do Museu Carlos Machado, no próximo dia 5 de Fevereiro, às 17h30, e estará aberta ao público até 18 de Maio de 2010, no seguinte horário: Terça a Sexta, 10h00 – 12h30 e 14h00 – 17h30 e aos Sábados e Domingos, 14h00 – 17h30. Segundas e Feriados – encerrado.

O Serviço Educativo do Museu Carlos Machado e o Serviço Socioeducativo da BPAPD têm a seu cargo visitas orientadas e ateliers. A organização de actividades será feita com marcação prévia, através de contacto telefónico: 296 28 38 14.



GaCS/SF/MCM

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Recolha de sementes para salvar floresta laurissilva dos Açores


A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) promove sábado um dia de voluntariado para a recolha de sementes endémicas na floresta laurissilva dos Açores, um ecossistema ameaçado de que dependem várias espécies endémicas da Macaronésia, noticia a Lusa.

De acordo com a agência noticiosa, a iniciativa, que se vai concretizar através de um passeio pela floresta natural da zona nordeste de S. Miguel, insere-se nas comemorações do Dia da Floresta Autóctone e permitirá aos participantes contribuir para a preservação daquela zona.

Durante o passeio, será também divulgado o trabalho realizado durante o primeiro ano do Projecto LIFE Laurissilva Sustentável, que visa a recuperação e a conservação deste importante ecossistema.

Este projecto está a ser desenvolvido na Zona de Protecção Especial do Pico da Vara/Ribeira do Guilherme, uma das áreas naturais mais importantes dos Açores e o único local do mundo onde habita o priolo, uma das aves mais ameaçadas da Europa.

Nesse sentido, uma das apostas deste projecto é a produção de plantas endémicas, através da criação de um viveiro exclusivamente para este tipo de vegetação.

As plantas serão depois utilizadas na recuperação da floresta natural desta zona da ilha de S. Miguel.


Fonte: IOL

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Governo implementa medidas para erradicar flora invasora no Pico



A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar está a proceder a acções de recuperação de habitats naturais protegidos promovendo a eliminação das espécies exóticas de duas importantes áreas de vegetação natural do Parque Natural da ilha do Pico. Uma destas áreas está localizada na Reserva Natural do Mistério da Prainha e outra situa-se na Área de Paisagem Protegida do Planalto Central.

A Reserva Natural do Mistério da Prainha, é, nos Açores, o melhor núcleo de vegetação endémica em lavas recentes, Mata de louro-azevinho, formado e dominado por espécies arbóreas endémicas como Laurus azorica (louro) e Ilex azorica (azevinho). A intervenção prevê a erradicação, por corte e aplicação de herbicida na secção de corte, das espécies invasoras Acacia melonoxilom (acácia), Hedychium gardneranum (conteira ou roca-de-velha) e Pittosporum undulatum (incenso).

Na Área de Paisagem Protegida do Planalto Central, onde predominam os Matos macaronésicos endémicos, há uma comunidade aparentemente não estratificada que, por se encontrar em zona encharcada e quase sempre coberta por nevoeiro, possui um manto irregular de Sphagnum spp. (turfeira) sob espécies como Juniperus brevifolia (cedro-do-mato), Vaccinium cylindraceum (uva-da-serra) e Calluna vulgaris (rapa) com porte arbustivo. Na Bacia Hidrográfica da Lagoa do Paul, localiza-se uma parcela deste habitat que se encontra sob um coberto decrépito de um povoamento de Criptomeria japonica. A eliminação deste povoamento florestal possibilitará que se criem as condições necessárias para um melhor desenvolvimento das espécies naturais. Para a eliminação destas espécies os troncos serão perfurados com broca para inoculação de herbicida a 50%, seguido de tamponagem do orifício. Além de ser extremamente eficaz e localizada esta técnica minimiza os estragos nos substratos inferiores de vegetação endémica, possibilitando uma mais rápida recuperação da paisagem.

Estas intervenções justificam-se especialmente dado tratarem-se de dois habitats naturais que, apesar de sofrerem de alguma perturbação, ainda se encontram em bom estado de conservação e possuem manifesto interesse para a conservação da natureza, quer pela sua composição florística quer pela sua estrutura.

O Governo Regional dos Açores vai investir este ano cerca de 41 400 euros na remoção destas plantas exóticas numa área de cerca de 8,5 hectares. O investimento decorre no quadro do Plano Regional de Erradicação e Controlo de Espécies de Flora Invasora em Áreas Sensíveis (PRECEFIAS), cuja implementação está a cargo da Direcção Regional do Ambiente.


GaCS/SF/SRA

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Projecto de conservação de aves marinhas nos Açores



A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) - BirdLife em Portugal - está a desenvolver um projecto de conservação de aves marinhas na ilha do Corvo, nos Açores. A iniciativa LIFE «Ilhas Santuário para as Aves Marinhas» visa estudar a erradicação completa de espécies exóticas que ameaçam um dos principais santuários destas aves do Oceano Atlântico.


Para expor os objectivos e os primeiros resultados do projecto vai decorrer uma apresentação pública na sala de convívio da Santa Casa da Misericórdia do Corvo hoje, pelas 21 horas.


A SPEA coordenadora do LIFE em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Royal Society for the Protection of Birds (BirdLife no Reino Unido) revela que o principal problema é a existência de altos índices de predação de juvenis de aves marinhas protegidas por espécies introduzidas.


Os primeiros resultados indicam que durante a fase de incubação (que dura 60 dias), quase 90 por cento dos ovos consegue eclodir, mas logo a seguir assiste-se a uma elevada mortalidade da faixa jovem e indefesa. Esta consequência é causada sobretudo por predadores introduzidos, como ratos, gatos e murganhos que já causaram o desaparecimento de mais de 40 por cento das aves jovens nos ninhos monitorizados, quando ainda faltam dois meses para saírem do ninho.


A próxima acção do projecto será a instalação de uma área piloto de erradicação de espécies exóticas, vedada, onde se espera que as colónias de aves marinhas se instalem sem perturbação e sem problemas de predação. Esta poderá ser uma das maiores intervenções realizadas na Europa numa ilha habitada em favor destas espécies – que constituem o grupo de aves mais ameaçado de extinção no planeta.



Diminuição de colónias


Antes da colonização humana, as ilhas e ilhéus dos Açores eram ocupadas por milhões de aves marinhas que as escolhiam para fazer os ninhos todos os anos. No entanto, nos últimos 500 anos, as colónias diminuíram substancialmente como consequência da introdução de espécies predadoras e de plantas invasoras, que formam manchas densas, dificultando a nidificação. Actualmente, com excepção do Cagarro (ave marinha mais abundante nos Açores), as populações estão confinadas a pequenos ilhéus e a algumas falésias remotas e inacessíveis.


O projecto LIFE "Ilhas Santuário para Aves Marinhas" que vai decorrer durante os próximos quatro anos na Ilha do Corvo e no Ilhéu de Vila Franca do Campo tem como objectivos testar medidas de controlo e erradicação de espécies exóticas invasoras de animais e plantas, melhorar o habitat das aves marinhas e aumentar a médio/longo prazo o número e a área de distribuição das mesmas nos Açores, bem como promover os valores ambientais e incentivar o turismo ambiental no arquipélago.



terça-feira, 28 de julho de 2009

Mais de 40 mil pessoas avistaram baleias nos Açores em 2008



Os programas de observação de baleias nos Açores envolveram mais de 40 mil pessoas em 2008, o que representa um aumento superior a 420 por cento em 10 anos nesta actividade que sucedeu à caça à baleia no arquipélago.

Os dados constam do mais recente relatório do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW, na sigla em inglês), que indica que o número de pessoas que procura observar baleias nas ilhas açorianas passou de 9.500 em 1998 para 40.180 em 2008.

Nas contas desta organização internacional, a indústria ligada à observação de baleias nos Açores terá rendido no ano passado cerca de 7,6 milhões de euros.

O arquipélago dos Açores é considerado um bom local para a observação de baleias, tendo sido já referenciadas nas suas águas cerca de duas dezenas de espécies.

Por essa razão, a observação de baleias é uma actividade em crescimento na região, onde existem actualmente mais de duas dezenas de empresas credenciadas.
Este sector de actividade surgiu no início da década de 90, pouco depois de ter terminado a caça à baleia nos Açores, onde o último cachalote foi capturado em 1987.


Em 1993 já existiam duas empresas de observação de baleias a operar no arquipélago, por onde passam as rotas migratórias dos grandes cetáceos.

Apesar desta «reconversão» do interesse nas baleias, da caça para a observação, a memória da antiga actividade baleeira permanece viva no arquipélago, especialmente no Pico, onde funciona o Museu dos Baleeiros e o Museu da Indústria Baleeira.

Os antigos botes baleeiros foram também recuperados e disputam actualmente um campeonato regional.


Fonte: Diário Digital