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domingo, 13 de dezembro de 2009

Angra do Heroísmo quer fazer parte do projecto TERMAZ


O projecto visa aproveitar as águas termais da Região Autónoma dos Açores e a presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, diz que existe um campo hidrotermal no Posto Santo que apresenta grandes potencialidades.

Essas potencialidades vão ser estudadas, a partir de Janeiro de 2010: a água extraída dos furos do Posto Santo e do Farroco e de algumas nascentes nas suas imediações têm propriedades minerais e temperaturas próximas dos 40 graus centígrados, o que potencia a sua exploração termal.
O referido campo hidrotermal é a razão que leva a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a querer fazer parte do projecto TERMAZ, desenvolvido pelo INOVA, por ordem do Governo açoriano.
A presidente da Câmara Municipal já reuniu com responsáveis do INOVA para transmitir a vontade da autarquia em participar no TERMAZ e, do encontro saiu a resolução da concertação de um estudo técnico e económico sobre aquelas águas.
Andreia Cardoso adianta que, se o estudo demonstrar a viabilidade do termalismo em Angra do Heroísmo, este será um projecto a desenvolver durante o ano de 2010.
A autarca recorda que o uso de águas termais e mineralizadas não é novidade na ilha Terceira: nos Altares e no Raminho, assim como nas Quatro Ribeiras, nascentes desse género têm sido usadas para tratamentos dermatológicos e reumáticos, desde o povoamento da ilha.
A autarquia, contudo, centra as atenções no campo hidrotermal do Posto Santo, alegando que este apresenta potencialidades enormes.
No entanto, as formas do seu aproveitamento ainda não se encontram definidas.
Só após Janeiro de 2010 é que as incógnitas que ainda pendem sobre o projecto termal em Angra do Heroísmo é que serão desfeitas, mas, para já, é garantido que a autarquia pretende ser um dos pólos do projecto TERMAZ nos Açores.
Rui Messias


Fonte: RTP

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nova fonte hidrotermal descoberta nos mares dos Açores


Uma nova fonte hidrotermal foi descoberta ao largo dos Açores pela missão científica internacional que decorreu durante as últimas semanas na Cordilheira Médio Atlântica, a bordo do navio de investigação francês ‘Pourquoi Pas’, do Instituto IFREMER.

A nova fonte hidrotermal foi baptizada com o nome ‘Seapress’, em homenagem ao trabalho de divulgação dos montes submarinos realizado em todo o mundo, revelou a bióloga Cátia Silva, do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores, que também integrou a missão científica.

A descoberta decorreu a expedição internacional denominada ‘Bathyluck 2009’, realizada a bordo do navio oceanográfico francês junto ao complexo hidrotermal ‘Lucky Strike’, a cerca de 1.700 de profundidade.

Cátia Silva revelou que os cientistas estavam a “mapear o fundo do mar”, junto à grande fonte hidrotermal ‘Lucky Strike’, quando descobriram um novo monte submarino, que, até agora, era desconhecido da comunidade científica.

Segundo a investigadora, foram “retiradas amostras de temperatura no local e dos fluídos hidrotermais e recolhidas rochas, no sentido de saber se a fonte tem as mesmas características” que o restante complexo hidrotermal.

As amostras, que foram recolhidas pelo ROV ‘Viktor’, vão ser enviadas para laboratórios franceses, onde serão analisadas para procurar semelhanças e diferenças em relação às restantes fontes hidrotermais já identificadas.

Esta missão científica nos mares dos Açores, liderada pelo cientista Javier Escartin, contou com a presença de 22 cientistas portugueses, franceses e italianos.

A expedição, que decorreu a bordo de um navio do Instituto Francês de Investigação para a Exploração do Mar (IFREMER), está integrada no projecto internacional MOMAR (Monitoring of the Mid Atlantic Ridge), de monitorização dos vulcões e das falhas geológicas existentes na crista oceânica localizada a meio do Atlântico.

Esta missão esteve inicialmente prevista para o início de Junho, mas foi adiada depois do governo francês ter deslocado o navio ‘Pourquai Pas’ para o Brasil, para ajudar nas buscas das caixas negras do avião da Air France que se despenhou ao largo do arquipélago Fernando Noronha.



Fonte: Público