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sábado, 3 de abril de 2010

Bispo de Angra diz que o Papa foi «corajoso e rigoroso»


Mensagem pascal de D. António de Sousa Braga lamenta «divulgação obsessiva dos escândalos»

O Bispo de Angra considerou que Bento XVI foi “corajoso e rigoroso” na análise dos “escândalos” de pedofilia que envolveram membros do clero católico.

Na sua mensagem de Páscoa, D. António de Sousa Braga critica a “divulgação obsessiva dos escândalos de abuso sexual de menores no seio da Igreja, que põem em causa a sua credibilidade”.

“O próprio Papa, é alvo de ataques”, lamenta ainda.

Sobre Bento XVI, que visitará Portugal em Maio, o Bispo de Angra destaca “a lucidez da sua doutrina” e “a coerência da sua vida”.

D. António de Sousa Braga admite que é “algo sombria esta Semana Santa, que nos toca viver”, seja por estes casos, seja pelo “cenário de crise económica, a exigir sacrifício da parte de todos”.

“Os tempos, que se avizinham, vão ser são difíceis e exigentes. Não se sabe se, depois desta crise, surgirá um novo modelo de desenvolvimento, ou se, com pequenos ajustes, tudo voltará como antes”, indica.

O prelado defende que “não poderemos continuar a viver acima das nossas possibilidades” e que “chegou a hora de alguns acertos na nossa vida”.

“Mesmo que custe, é possível alcançar a meta de uma vida equilibrada e saudável; é possível uma sociedade mais justa e fraterna”, considera.

No contexto dos Açores, o Bispo de Angra recorda que “daqui a dias vêm as festas do Espírito Santo, que exprimem, de forma tão significativa, a utopia da «Civilização do Amor»”.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

14 homens julgados nos Açores por abuso de menina de 12 anos


O Tribunal de Ponta Delgada começa, esta segunda-feira, a julgar 14 homens, com idades entre os 20 e os 80 anos, acusados de abusar sexualmente de uma rapariga de 12 anos, com atraso mental, entre Julho de 2006 e Outubro de 2007.
De acordo com a acusação do Ministério Público, citada pelo Jornal de Notícias, os arguidos tanto aliciavam a vítima com ofertas de cigarros e dinheiro, como a ameaçavam física e psicologicamente.
Os abusos prolongaram-se durante 13 meses, até que o caso chegou ao conhecimento da Comissão de Protecção de Menores, que denunciou à PSP.
Nenhum dos arguidos está sujeito a prisão preventiva – apenas um deles, acusado de ter abusado da menor por mais de 20 vezes, está obrigado a apresentações semanais na esquadra da PSP.
Segundo um relatório psiquiátrico, a menor sofre de um atraso mental que, entre outras consequências, lhe retira a capacidade de inventar factos.


Fonte: abola