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sábado, 10 de abril de 2010

SATA transporta duas toneladas de ajuda humanitária para o Haiti



Um avião da transportadora aérea açoriana SATA descola segunda-feira do Aeroporto de Lisboa com mais de duas toneladas de ajuda humanitária para o Haiti, incluindo medicamentos e produtos alimentares, anunciou hoje a empresa.


Na sequência do sismo que assolou aquele país em Janeiro, a SATA tem vindo a colaborar com as organizações humanitárias portuguesas, disponibilizando espaço para transporte de carga no avião que faz semanalmente a ligação entre Lisboa e a República Dominicana.

O serviço é assegurado pela denominada equipa Flying Dreams, inteiramente composta por funcionários da SATA, que se disponibilizaram em regime de voluntariado.

A carga que segue na próxima semana para o Haiti inclui medicamentos e consumíveis da Associação Médica Internacional (AMI) e dos Médicos do Mundo e produtos alimentares do Clube Solidariedade Internacional (CSI) e do Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL).

Estas organizações, em cooperação com a Embaixada da República Dominicana, o governo dominicano e a Cruz Vermelha Dominicana, vão instalar junto à fronteira entre o Haiti e a República Dominicana um orfanato-escola para crianças haitianas.

Nas próximas semanas, a SATA espera conseguir levar para as crianças haitianas as cerca de oito toneladas de bens que foram reunidos em Lisboa nos últimos meses.

A equipa Flying Dreams já levou, em Novembro de 2009, cerca de sete toneladas de roupas e bens de primeira necessidade para cinco orfanatos em Douala, nos Camarões.

Estes voluntários da SATA também organizaram a recolha e entrega de cerca de uma tonelada de peças de vestuário ao Centro Português de Refugiados, em Lisboa, e a diversas associações de apoio à infância na capital portuguesa e em S. Miguel, nos Açores.



Fonte: Público

sexta-feira, 26 de março de 2010

Governo apoia cooperativa de produtos agro-pecuários de Santa Maria



O executivo açoriano concedeu à AgroMarienseCoop, Cooperativa de Produtos Agro-Pecuários da Ilha de Santa Maria, CRL uma ajuda financeira a fundo perdido, no valor de 50.000 euros, com vista a estimular o cooperativismo e a modernização agrária naquela ilha do grupo oriental do arquipélago.

Atribuído por portaria do secretário regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, este apoio visa favorecer a concentração de produtos e factores de produção agrícola e incrementar acções de vulgarização e de assistência técnica aos associados daquela cooperativa.

Noé Rodrigues justifica a atribuição deste apoio com a “grande importância” que a actividade da AgroMarienseCoop representa para a ilha de Santa Maria, permitindo designadamente a concentração de produções, factores de produção e serviços, bem como apoio à assistência técnica das explorações agrícolas e pecuárias.

O incremento de actividades que contribuem para o plano estratégico de comercialização, certificação e valorização de produtos agrícolas e agro-alimentares de Santa Maria é outra das tarefas desenvolvidas por aquela cooperativa que merece registo por parte do secretário regional.


GaCS/FG

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Governo continua a colaborar na promoção dos produtos agro-alimentares regionais



No âmbito do programa da 15ª Edição do SISAB (Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas), que se realiza no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o Governo dos Açores promoveu, esta segunda-feira, um jantar para 1300 convidados que contou com o apoio das cerca de meia centena de empresas açorianas presentes e confeccionado com produtos exclusivamente açorianos.

O secretário regional da Agricultura e Florestas esteve presente no evento depois de visitar o recinto do SISAB, onde se encontram delegações de várias dezenas de países, num evento dedicado a profissionais do sector.

O SISAB decorre de 22 a 24 de Fevereiro, no Pavilhão Atlântico em Lisboa, conta com a presença de 42 empresas açorianas, num Stand disponibilizado pela Secretaria Regional da Agricultura e Florestas com uma área de 121 metros quadrados, onde é possível fazer degustação dos produtos agro-alimentares dos Açores.


GaCS/MS

sábado, 5 de dezembro de 2009

Carlos César defende que os açorianos devem pugnar pela defesa dos produtos regionais





O presidente do Governo dos Açores comprometeu-se esta manhã, de forma ainda mais efectiva do que até agora, “a proteger e a defender o nosso vinho verdelho e os nossos vinhos regionais”, acrescentando que, para o futuro, haverá sempre um “Verdelho de Honra” na cerimónias oficiais promovidas pela administração regional.

Carlos César generalizou a ideia, estendendo a todos os produtos regionais a necessidade de os açorianos promoverem a sua defesa, que o mesmo é dizer, passarem a ser os açorianos os principais consumidores das produções dos Açores e, com isso, contribuírem para a sua viabilidade e para o desenvolvimento global da Região.

“Nos tempos que correm, ter produtos com especificidade, ter produtos com uma marca de tradição a que se associe, necessariamente, a qualidade, constitui uma vantagem para qualquer região”, frisou o presidente do Governo, hoje entronizado como Confrade de Honra e Devoção da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos.

Alvo dessa distinção em reconhecimento pela sua acção, enquanto presidente do Governo, de apoio à cultura da vinha e, no caso, à produção e promoção do verdelho – bem como na protecção à área vitivinícola dos Biscoitos – Carlos César manifestou o firme propósito de prosseguir com as políticas de apoio ao sector vitivinícola, que movimenta um importante sector da economia regional.

O governante recordou que nos Açores está em curso uma recuperação vitivinícola que, só nos últimos dez anos, permitiu a reconversão de uma área superior a 150 hectares de vinha, por via disso surgindo no mercado novos e melhores vinhos, 88 dos quais foram certificados só em 2007 e 2008.

A reestruturação do sector cooperativo vitivinícola e o apoio técnico à produção, que terá ainda maior impulso com a entrada em funcionamento do futuro Laboratório Regional de Enologia contribuirão decisivamente, como sublinhou, para que a afirmação e referenciação da actividade sejam cada vez mais efectivas.

Carlos César defendeu, também, que às confrarias báquicas e gastronómicas dos Açores cabe um papel importante nesse percurso de afirmação dos vinhos regionais, nomeadamente do verdelho, cuja Confraria, a mais antiga da Região, reúne cerca de setenta confrades, um dos quais ele próprio, desde hoje Confrade de Honra e Devoção.



GaCS/CT

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Produtos regionais importantes para o desenvolvimento turístico



A realização de iniciativas como a mostra “Wine in Azores”, que hoje abriu no Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, constitui uma oportunidade para diminuir os efeitos da sazonalidade junto dos empresários dos sectores mais ligados ao Turismo, mas também um excelente veículo de promoção dos produtos regionais, defendeu hoje, em Ponta Delgada, o director regional do Turismo.

Miguel Cymbron, que falava em representação do Presidente do Governo, na sessão de abertura da mostra, considerou, por isso, que existem um conjunto de iniciativas de animação e de dinamização turística que permitem desenvolver essa vertente da promoção dos nossos produtos neste caso os vinhos regionais, contribuindo para a diversificação da oferta, e juntamente com outros acontecimentos em outras áreas, para o desenvolvimento do destino Açores em especial nos períodos de menor ocupação”.

São, na verdade, “mais uma oportunidade de negócio para os empresários do sector da hotelaria e restauração, e para a actividade económica em geral”.

Para Miguel Cymbron, iniciativas deste género têm merecido o apoio do Governo por se constituírem uma boa aposta para diminuir a sazonalidade da nossa actividade turística e em simultâneo melhorar o patamar de qualidade dos nossos produtos e serviços turísticos, bem como alcançar novos tipos de mercados”.

A mostra “Wine in Azores” reúne cerca de uma centena de produtores, comerciantes e distribuidores de vinhos reunindo, nas Portas do Mar, todos os produtores de vinhos certificados dos Açores e diversas marcas nacionais.

Nos três dias da iniciativa está prevista a prova e degustação de vinhos e de produtos gourmet regionais.



GaCS/NM

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Acção do governo dos Açores mantém taxas reduzidas sobre os licores e aguardentes produzidos na Região




O Parlamento Europeu aprovou hoje, por uma ampla maioria (579 votos a favor e 13 votos contra e 12 abstenções) uma proposta que permite prolongar uma excepção concedida em 2002 e que autoriza Portugal a reduzir o imposto sobre o consumo aplicado aos licores e aguardentes produzidos e consumidos nos Açores até ao limite de 75 por cento da taxa nacional.

Esta decisão do Parlamento Europeu surge na sequência do trabalho técnico desenvolvido pelo Governo dos Açores junto das instituições comunitárias, nomeadamente a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, na sequência da iniciativa de proposta para a manutenção do regime excepcional aplicado aos licores e aguardentes regionais.

A aplicação de uma taxa reduzida de imposto especial de consumo aos licores e aguardentes produzidos e consumidos nos Açores é indispensável para a sobrevivência deste sector de actividade tradicional, onde estão registados quarenta e sete operadores, empregando, sensivelmente, noventa trabalhadores.

A manutenção deste sistema fiscal mais favorável permitirá aos operadores económicos deste sector de actividade a manutenção de preços competitivos dos produtos por ele abrangidos no mercado regional, face a uma concorrência bastante agressiva por parte dos produtos provenientes do exterior, bem como a manutenção dos postos de trabalho envolvidos.

A indústria de bebidas espirituosas, enfrenta um conjunto de condicionalismos que, aliado ao carácter essencialmente familiar destas unidades industriais, em que as quantidades produzidas são muito reduzidas, o que condiciona fortemente a competitividade dos produtos no mercado.

A este sector de actividade está vedada a possibilidade de obtenção de economias de escala e de aglomeração ao dispor das regiões continentais. Normalmente também não se atingem limiares de eficiência na utilização de infra-estruturas e equipamentos. Ao nível dos equipamentos são necessários investimentos mais elevados do que os efectuados nos restantes espaços contíguos, não só pela sua aquisição no exterior, mas também pelos custos acrescidos de transporte, instalação e pela subutilização da capacidade instalada face às limitações do mercado local. A inexistência na Região de uma indústria vidreira e de produção de embalagens impõe, ainda, que o seu abastecimento se processe a partir do exterior da região em condições desvantajosas para o tecido empresarial açoriano, por via dos custos de transporte suportados e pela imobilização de capital face à necessidade de constituição de elevados stocks deste tipo de material.

Considerando tais condicionalismos, a redução da carga fiscal tem permitido, de certa forma, conforme defendido pelo Governo dos Açores, mitigar os fortes condicionalismos que as pequenas empresas produtoras de licores e aguardentes dos Açores enfrentam.

Até 2011 deverá ser elaborado e enviado um relatório à Comissão Europeia que permita que esta avalie se mantêm as razões que justificam a concessão da taxa reduzida.


GaCS/NM