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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Parlamento Europeu aprova isenção de direitos aduaneiros para alguns produtos por proposta do Governo dos Açores

O Parlamento Europeu aprovou hoje a isenção de direitos aduaneiros para cerca de duas centenas de produtos importados pela região, dando assim provimento a um pedido apresentado pelo Governo dos Açores.

Esta isenção de direitos irá vigorar até ao ano 2019,e tem como objectivo o reforço da competitividade dos operadores económicos locais assegurando também a capacidade para proporcionarem emprego mais estável.

De acordo com a proposta hoje aprovada, a isenção de direitos aduaneiros irá incidir sobre um elevado número de produtos que assumem grande relevância para os sectores agrícola, comercial e industrial, nomeadamente, adubos, ferro e outros produtos siderúrgicos e máquinas e equipamentos para diversos sectores de actividade.

Para garantir que os produtos importados, sejam eles matérias-primas, peças ou produtos acabados, não distorcem a concorrência, serão sujeitos a controlos que assegurem a sua utilização por empresas locais nas ilhas por um período de pelo menos dois anos antes de poderem ser vendidos livremente a empresas situadas noutras partes da União Europeia (UE).


GaCS/NM

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Acção do governo dos Açores mantém taxas reduzidas sobre os licores e aguardentes produzidos na Região




O Parlamento Europeu aprovou hoje, por uma ampla maioria (579 votos a favor e 13 votos contra e 12 abstenções) uma proposta que permite prolongar uma excepção concedida em 2002 e que autoriza Portugal a reduzir o imposto sobre o consumo aplicado aos licores e aguardentes produzidos e consumidos nos Açores até ao limite de 75 por cento da taxa nacional.

Esta decisão do Parlamento Europeu surge na sequência do trabalho técnico desenvolvido pelo Governo dos Açores junto das instituições comunitárias, nomeadamente a Comissão Europeia e o Conselho Europeu, na sequência da iniciativa de proposta para a manutenção do regime excepcional aplicado aos licores e aguardentes regionais.

A aplicação de uma taxa reduzida de imposto especial de consumo aos licores e aguardentes produzidos e consumidos nos Açores é indispensável para a sobrevivência deste sector de actividade tradicional, onde estão registados quarenta e sete operadores, empregando, sensivelmente, noventa trabalhadores.

A manutenção deste sistema fiscal mais favorável permitirá aos operadores económicos deste sector de actividade a manutenção de preços competitivos dos produtos por ele abrangidos no mercado regional, face a uma concorrência bastante agressiva por parte dos produtos provenientes do exterior, bem como a manutenção dos postos de trabalho envolvidos.

A indústria de bebidas espirituosas, enfrenta um conjunto de condicionalismos que, aliado ao carácter essencialmente familiar destas unidades industriais, em que as quantidades produzidas são muito reduzidas, o que condiciona fortemente a competitividade dos produtos no mercado.

A este sector de actividade está vedada a possibilidade de obtenção de economias de escala e de aglomeração ao dispor das regiões continentais. Normalmente também não se atingem limiares de eficiência na utilização de infra-estruturas e equipamentos. Ao nível dos equipamentos são necessários investimentos mais elevados do que os efectuados nos restantes espaços contíguos, não só pela sua aquisição no exterior, mas também pelos custos acrescidos de transporte, instalação e pela subutilização da capacidade instalada face às limitações do mercado local. A inexistência na Região de uma indústria vidreira e de produção de embalagens impõe, ainda, que o seu abastecimento se processe a partir do exterior da região em condições desvantajosas para o tecido empresarial açoriano, por via dos custos de transporte suportados e pela imobilização de capital face à necessidade de constituição de elevados stocks deste tipo de material.

Considerando tais condicionalismos, a redução da carga fiscal tem permitido, de certa forma, conforme defendido pelo Governo dos Açores, mitigar os fortes condicionalismos que as pequenas empresas produtoras de licores e aguardentes dos Açores enfrentam.

Até 2011 deverá ser elaborado e enviado um relatório à Comissão Europeia que permita que esta avalie se mantêm as razões que justificam a concessão da taxa reduzida.


GaCS/NM

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Produtores defendem taxa reduzida de imposto para salvar produção de licores e aguardentes



A aplicação no mercado regional de uma taxa reduzida do imposto especial sobre consumo de licores e aguardentes constitui o único meio para garantir a competitividade e a consequente sobrevivência desta actividade produtiva nos Açores.


A opinião foi hoje expressa por responsáveis de adegas e pequenas empresas açorianas com produção de aguardentes e licores, ouvidos pela Lusa sobre uma proposta que será debatida terça-feira no Parlamento Europeu para a prorrogação, até 2013, de uma medida com esse conteúdo que vigorou antes do início de 2009.


"Sem um imposto mais baixo os produtos regionais não podem concorrer nem sequer no mercado açoriano", considerou Liberal Flor de Lima, da empresa Lima e Quental.



Fonte: RTP

terça-feira, 14 de julho de 2009

Inflação média dos últimos 12 meses nos Açores desceu para 2,5% em Junho


A taxa de inflação média dos últimos 12 meses nos Açores desceu para 2,5% no final de Junho, acima da média nacional, que é de 0,9%, revelou hoje o Serviço Regional de Estatística.
Os dados oficiais indicam que as maiores variações médias de preços ocorreram nas classes bebidas alcoólicas e tabaco, com 5,4%, e produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma subida de 5%.
O Serviço Regional de Estatística revela ainda que a taxa de variação homóloga em Junho se fixou em 0,8% nos Açores, o que representa um crescimento de 0,1% relativamente aos valores registados em Maio.
A classe lazer, recreação e cultura foi a que mais subiu, com 0,6%.


Fonte: OJE