O Secretário Regional da Educação, Ciência e Cultura alertou hoje, na Assembleia Legislativa, na Horta, contra os “riscos da padronização” que podem advir da eventual classificação das Danças e Bailinhos da ilha Terceira como Património Cultural Imaterial de Portugal.
Luiz Fagundes Duarte, que intervinha na discussão de um projeto de Resolução apresentado pelo PSD, disse “nada ter a opor” à ideia da classificação das Danças e Bailinhos da Terceira, adiantando mesmo que o Governo “fará tudo ao seu alcance” para conseguir esse objetivo.
“Tudo aquilo que possa ser feito para proteger, preservar e valorizar o nosso património cultural, seja em que dimensão for, será sempre bem-vindo”, afirmou, acrescentando, no entanto, que "para se avançar para a classificação a um tão alto nível de um património desta natureza" é necessário "fazer um conjunto de operações prévias, que são fundamentais”.
Luiz Fagundes Duarte salientou que o estabelecimento de regras vai obrigar a que os autores das músicas, das coreografias e dos textos “fiquem condicionados, daí por diante, por essas regras”.
“A partir daí, o que é que vai ser considerado como Bailinho de Carnaval? Aquilo que obedece a todos os critérios, a todas as normas definidas por quem elaborou o catálogo?”, questionou o Secretário Regional.
“Não é má vontade do Governo”, frisou, defendendo que importa ponderar todas estas questões e ter presente que a cultura popular “define-se exatamente por ser popular, por ser viva".
Nesse sentido, considerou que "enquanto as Danças de Carnaval existirem, elas estão, naturalmente com a vontade da soberania do povo, a ser aquilo que são, que é património cultural popular de uma determinada região”.
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GaCS
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