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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Fiscalização detecta comércio ilegal de cagarros



No âmbito da Campanha SOS Cagarro, as Inspecções Regionais do Ambiente e das Actividades Económicas realizaram uma operação conjunta na ilha de Santa Maria tendo como objectivo a fiscalização de estabelecimentos de restauração onde alegadamente se comercializam ilegalmente Cagarros.


Alguns cagarros juvenis são apanhados nas suas colónias de nidificação e vendidos a restaurantes locais que os confeccionam. Estas aves estão protegidas pela Directiva “Aves”, pelo que a sua posse ou comercialização é proibida e punida.


Desta operação conjunta IRA/IRAE resultou a apreensão de cerca de uma dezena de cagarros que se encontravam congelados numa arca frigorífica de um restaurante. Desta apreensão resultou um processo de contra ordenação que está sendo instruído na Inspecção Regional do Ambiente, e cuja coima poderá atingir um máximo de 3740€.


Esta já não é a primeira vez que, como resultado da acção da fiscalizadora, é detectada uma anomalia deste tipo. No dia 24 de Setembro, na Ponta do Cedro, uma equipa do SEPNA – GNR do Posto Territorial de Vila do Porto, identificou um indivíduo em flagrante, na posse de dois cagarros mortos.


GaCS/SF/DRA

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Ministério condenado a pagar a pescadores


O Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada condenou o Ministério da Defesa a pagar uma indemnização aos pescadores açorianos pelos prejuízos resultantes da "omissão" de fiscalização das frotas pesqueiras estrangeiras nas águas da Zona Económica Exclusiva dos Açores (ZEE), entre as 100 e 200 milhas, nos anos de 2002 a 2004.

A acção foi interposta pelas associações de pesca açorianas em tribunal. Que deu como provado que o ministério teve uma atitude de "omissão ilícita e culposa" relativamente ao "dever" de fiscalização marítima da Marinha e Força Aérea Portuguesa (FAP). Por essa razão, o Ministério da Defesa terá de pagar aos pescadores "o montante dos prejuízos" que sofreram. Porém, o valor indemnizatório não está determinado porque os queixosos não conseguiram quantificar, até agora, os danos causados às comunidades piscatórias. Fá-lo-ão nos próximos tempos, de modo a que o montante seja fixado e "liquidado em execução de sentença". Independentemente disso, o presidente da Federação das Pescas dos Açores diz que a decisão, além de inédita, tem "extraordinária importância" para os 4 mil profissionais do sector, para a Região e para o próprio país. Sobretudo porque, segundo Liberato Fernandes, permite "reforçar perante a União Europeia (UE) a defesa dos interesses de toda a pesca e recursos marítimos de Portugal".

Considerado como facto provado é que a Marinha e a FAP deixaram de fazer fiscalizações nos mares do arquipélago para além das 100 milhas, antes e após a publicação do Regulamento do Conselho Europeu nº 1954/2003, que abre parcialmente a ZEE açoriana às frotas de pesca estrangeiras. "Por força das grandes frotas de pesca, como é o caso da espanhola e da de outros estados, os recursos haliêuticos estão a ficar cada vez mais escassos, atenta a grande quantidade de embarcações e artes depredadoras aplicadas", conclui. O acórdão revela ter sido do conhecimento das autoridades, regionais e nacionais que em 2004 mais de 60 embarcações espanholas pescaram entre as 100 e 200 milhas da ZEE açoriana. Uma constatação que leva a conceber o pior cenário. O de que a omissão de fiscalização "acarreta, e acarretará no futuro, danos irreversíveis na conservação dos ecossistemas" inerentes a cada um dos bancos de pesca. A sentença dá ainda conta que, a partir de Novembro de 2003 e até Março de 2004, passaram a vir para a ZEE açoriana mais de 40 embarcações espanholas por mês para a captura intensiva do espadarte, tintureira e rinquin.

O Ministério da Defesa deverá recorrer desta decisão para o tribunal superior.

A notícia espoletou a pronta reacção de Paulo Portas, que exerceu o cargo de Ministro da Defesa à altura dos acontecimentos. Portas admitiu a impossibilidade de fazer fiscalização sem recursos, mas desvaloriza as críticas, sobretudo as proferidas pelo presidente do Governo Regional, Carlos César, que o acusou de favorecer mais os pescadores espanhóis do que os açorianos. Tudo porque só assumiu a pasta da Defesa a partir de Agosto de 2004. Nessa altura, confirmou ter-se deparado com a existência de meios de fiscalização obsoletos nas Forças Armadas. E foi justamente por essa razão que, adiantou à Lusa, "mandei construir navios de patrulha oceânica e lanchas rápidas" nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O social-democrata, Mota Amaral, também reagiu. E para salientar que o acórdão do Tribunal Administrativo de Ponta Delgada abre um precedente de responsabilização do Estado. Mas, ainda mais longe nas críticas, foi o cabeça de lista do PS Açores à Assembleia da República. Ricardo Rodrigues constata uma situação de défice de fiscalização da ZEE regional por parte do Estado. "Um Estado que não trata do seu terreno, do seu mar e do seu espaço geográfico, é um mau Estado", sublinhou em declarações ao Açoriano Oriental e Rádio Açores/TSF.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ex-provedor pediu fiscalização de normas chumbadas


O antigo provedor de Justiça, Nascimento Rodrigues, tinha pedido a fiscalização das normas que motivaram o «chumbo» do Tribunal Constitucional ao Estatuto dos Açores. A informação foi avançada, esta segunda-feira, em comunicado, pelo gabinete do actual provedor, Alfredo José de Sousa.


O comunicado precisa que o Tribunal declarou a inconstitucionalidade de 18 normas, 17 das quais tinham sido «objecto de dois pedidos apresentados pelo provedor de Justiça. As normas cuja fiscalização tinha sido pedida por Nascimento Rodrigues incidiam sobre cinco temas: bandeira da Região Autónoma, cooperação externa, mecanismo de audição qualificada, provedores regionais e os poderes de revisão do Estatuto, refere ainda a Provedoria.


O

Tribunal Constitucional declarou, na quinta-feira, inconstitucionais diversas normas do Estatuto Político e Administrativo dos Açores, dando razão à maior parte das objecções colocadas pelo Presidente da República.


Fonte: TVI