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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Recenseamento agrícola já arrancou na Região




Conhecer a realidade agrícola açoriana é o principal objectivo do recenseamento agrícola que está a decorrer em todo o arquipélago dos Açores.

Para auxiliar nesse recenseamento, esta manhã em Rabo de Peixe, teve lugar uma reunião de coordenação da Direcção Regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura e do Serviço Regional de Estatística dos Açores com os utilizadores de informação agrícola da Federação Agrícola dos Açores.

Para Augusto Elavai, director do Serviço Regional de Estatística dos Açores, este encontro serviu para dar a conhecer à Federação Agrícola açoriana, em que consiste este processo, com vista a influenciar os agricultores com respostas mais objectivas questionários.

Pretende-se respostas objectivas e exactas de forma a caracterizar a agricultura dos Açores, através do quadro das políticas agrícolas existentes, bem como determinar a influência de indicadores económicos, ambientais, entre outros, na actividade.

Além desses aspectos a informação obtida vai permitir conhecer a origem do rendimento dos agricultores em termos percentuais.

Esta é a única operação agrícola, segundo o director regional, que dá informação detalhada ao nível da agricultura e que só se realiza de 10 em 10 anos, é pois um processo que visa a actualização dos dados da amostra para a próxima década.

Actualmente, a Região tem 18.551 explorações registadas, com a realização deste recenseamento vai ficar-se a saber se foram criadas novas explorações ou se desapareceram algumas delas.

Nesta abordagem pode-se obter, igualmente, informações sobre os produtos agrícolas, o efectivo animal, os sistemas de produção, algumas práticas agrícolas, a população agrícola familiar e ainda a mão-de-obra familiar.

Por outro lado, referiu Augusto Alavai, o recenseamento vai possibilitar detectar se há outras actividades não agrícolas mas lucrativas ligadas à exploração, é o caso do turismo rural, do artesanato ou mesmo da produção de queijo.

Nesse sentido, toda a informação recolhida vai facilitar a obtenção da informação estatística como base essencial para a tomada de decisões.

É de salientar que o recenseamento agrícola, que termina a 31 de Maio de 2010, é obrigatório e os dados recolhidos são estritamente confidenciais, quanto aos primeiros resultados só deverão ser tornados públicos em Outubro do próximo ano.


GaCS/LM

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Associação apela ao recenseamento dos imigrantes nos Açores para acabar com "invisibilidade política"


A Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) lançou hoje a campanha 'Quem não vota, não conta', que pretende sensibilizar os cidadãos estrangeiros para a importância do recenseamento eleitoral, que lhes permite uma participação mais activa na vida política.

No arquipélago dos Açores vivem mais de cinco mil cidadãos estrangeiros em situação legal, num total de 44 nacionalidades, mas apenas estão inscritos 46 nos cadernos eleitorais.

Para a AIPA, esta situação resulta numa "invisibilidade política" da comunidade imigrante, que se traduz num "gigantesco défice de participação".

Com a realização desta campanha, a AIPA espera aumentar para cerca de 1.500 o número de cidadãos estrangeiros recenseados nos Açores, especialmente brasileiros e cabo-verdianos, que são as principais comunidades imigrantes no arquipélago.

A campanha vai apostar no contacto directo com os imigrantes, estando prevista a distribuição de panfletos informativos directamente nas residências, além da realização de cinco sessões de esclarecimento.

Para facilitar o recenseamento eleitoral dos cidadãos estrangeiros, a AIPA também contactou todas as juntas de freguesia dos Açores, no sentido de as sensibilizar para a importância desta campanha.


Fonte: Expresso