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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Presidente do Governo elogia acção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras nos Açores



No final de uma audiência que concedeu, esta manhã, ao director regional dos Açores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Francisco Manuel Maldonado Pereira, o Presidente do Governo Regional disse que o seu executivo tem uma impressão muito positiva do trabalho desenvolvido por aquele serviço.

Realçando que o SEF tem um tempo de despacho de processos dos mais céleres a nível nacional, o que contribui para sua a eficiência, Carlos César afirmou desejar que aquele organismo esteja dotado dos meios adequados à prossecução do seu trabalho.

“Nós vivemos num espaço de fronteira do continente europeu que suscita missões de soberania de especial realce, algumas das quais atribuídas ao SEF, e achamos que em algumas zonas dos Açores – particularmente no extremo ocidental das nossas ilhas – uma estrutura reforçada, em termos de recursos humanos e de maior permanência, melhoraria a acção da instituição nos Açores”, afirmou.



GaCS/CT

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Turista morre nos Açores após ser colhido por onda


Um homem de 55 anos, de nacionalidade estrangeira, morreu esta terça-feira, na ilha do Pico, Açores, após ter sido colhido por uma onda. A informação é avançada pela agência Lusa que cita o comandante dos bombeiros voluntários da Madalena do Pico, Manuel Furtado.

Eram cerca das 15h30 quando os bombeiros deram o alerta à Polícia Marítima, que já tinha conhecimento do incidente e estava já a accionar os meios para tentar resgatar o homem.

A vítima estava acompanhada pela mulher e um casal amigo na zona de Porto Cachorro. Nesta área, mesmo quando o tempo está bom, a ondulação é habitualmente «muito forte e o mar é muito profundo», factores que dificultaram o resgate do corpo, já concretizado.



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Universidade dos Açores com 77 alunos estrangeiros


O número destes estudantes em programas de cooperação subiu 38% em relação ao ano anterior


A Universidade dos Açores recebe neste ano lectivo, ao abrigo da mobilidade estudantil, 77 alunos estrangeiros, o que representa mais 38 por cento do que no ano anterior, revelou ontem a academia açoriana.


Os 77 alunos recebidos este ano no quadro do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, subprograma Erasmus e de outras iniciativas de cooperação com instituições externas, são originários de estabelecimentos de ensino superior de 12 países: Alemanha, Brasil, Bulgária, Espanha, Eslováquia, Grécia, Itália, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia e Turquia.


No âmbito dos mesmos pro- gramas, a Universidade dos Açores tem este ano a estudar no estrangeiro 52 alunos, o que re- presentante mais 44 por cento do que no ano lectivo anterior, de 2008/2009.


Estes alunos encontram-se em universidades da Bélgica, Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Lituânia, Polónia, Reino Unido e Turquia.


No segundo semestre deste ano lectivo, está prevista a deslocação de mais dois estudantes para universidades estrangeiras, no quadro da aposta da Universidade dos Açores na sua internacionalização através da mobilidade estudantil.


Fonte: DN

domingo, 27 de setembro de 2009

"Estrangeiros que se instalaram em Portugal estão por estudar"


Quando conheceu os Açores e os Dabney?


Uma coisa está ligada à outra. Vim aos Açores em 1988 sem nenhuma ideia preconcebida. Não sabia de nada do que aqui se passava a não ser que havia um anticiclone que era muito referido nos boletins meteorológicos. Comecei pela Ter- ceira e achei logo Angra do Heroísmo lindíssima. Depois vim ao Faial e aquilo que me espantou foram duas casas esquisitíssimas. Eu já tinha ido aos Estados Unidos, a Boston, e conhecia a arquitectura New England. E de repente lembrei-me de o Mário Mesquita em tempos ter escrito uma série de artigos no Diário de Notícias, que eu tinha achado fabulosos, sobre uma família americana do Faial. E percebi: isto são as casas dos Dabney.


Quando trabalhou os Annais , o que mais a surpreendeu nestes Dabney que em oitocentos chegaram ao Faial?


Eu gosto muito de ler relatos de viajantes estrangeiros sobre o meu país. E todos eles são cheios de preconceitos - como nós portugueses também temos preconceitos quando vamos a qualquer país. Tinha inclusivamente lido o relato sobre os Açores do Webster - que era um famoso professor de Harvard e primo de gente que tinha casa nos Açores. Ele escreveu um livro, creio que em 1821, e é muito duro e injusto para com os açorianos. Que eram todos preguiçosos, os morgados não faziam nenhum, não havia de-senvolvimento económico. É um livro escrito por um protestante e os protestantes têm sempre um olhar muito severo, crítico e injusto em relação aos países católicos. Ao contrário do Webster, os Dabney tentaram compreender as ilhas. E ajudaram-nos. Transformaram fisicamente o Faial. Não só com aquelas casas e armazéns que construíram, como com o dinamismo que imprimiram ao tráfego transatlântico, com a vida cultural. Os Dabney representam o que de melhor os Estados Unidos tinham para oferecer, que era o optimismo, o espírito empresarial, a capacidade de criar riqueza, a solidariedade familiar e a filantropia - ajudaram os habitantes do Faial em momentos de crise, de fome. Foram bons para a ilha.


Que sentido pode fazer a publicação deste livro hoje?


Acho que pode despertar o interesse por estudar a maneira como os estrangeiros se instalaram no nosso país. Eu faz-me impressão que, havendo comunidades estrangeiras radicadas há tanto tempo (como os ingleses ligados ao vinho do Porto) com arquivos e com cartas, não haja um grande estudo sobre a comunidade inglesa do vinho do Porto. Os portugueses não dão esse passo e eles mantêm a informação nos limites da família. A maior parte dos ingleses (como os Dabney), quer por razões de religião (porque são protestantes) quer por razões culturais, não se casa com os locais e os filhos são educados em Inglaterra. São ilhas dentro do país. Mas é interessante ver como é que se relacionam com o resto e espanta-me que isso não esteja mais desenvolvido.


Encantou-se com algum dos Dabney?


(risos) Acho que são todos eles homens dignos. Gosto daquele optimismo, porque eu não partilho daquele optimismo ontológico os americanos acreditam mesmo, veja-se o Obama, "Yes I Can". Eles são dessa pátria, os europeus não são dessa pátria. Achavam mesmo que eram capazes de fazer coisas e fizeram! Acho que o Charles W é o mais simpático porque o primeiro patriarca, o John Bass, ainda é muito um estrangeiro.


Este é um livro optimista?


É um livro que reconhece o enorme contributo que os estrangeiros podem dar a Portugal. Nós não devemos ser xenófobos, muitas vezes achamos que os estrangeiros vêm para explorar. Veja-se o caso do vinho do Porto ou o caso dos Dabney. Eles vieram cá ganhar dinheiro - e eram empresários, é normal que ganhassem dinheiro. Mas contribuíram para uma espécie de tom cultural que as sociedades sem eles não teriam.


Quem influenciou mais? Os Dabney aos faialenses ou vice-versa?


Acho que ambos influenciaram-se pouco. Isto era um ghetto. Era muito difícil o contacto, a percentagem de analfabetos era grande, não sabiam falar inglês, o John, o patriarca, não sabia falar português, a diferença cultural era total. E se não há contacto, não há influência. Eram dois mundos. Os Dabney pertenciam ao mundo de Boston e os faialenses ao mundo das crenças, das religiões, das promessas, achavam que os vulcões eram provocados pela ira divina.

Maria Filomena Mónica, Historiadora, socióloga...


Fonte: DN

domingo, 2 de agosto de 2009

Armador norueguês interessado no negócio do navio 'Atlântida'


Armador estrangeiro visitou os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e estará interessado no 'ferry' que o Governo Regional dos Açores rejeitou

Um armador norueguês visitou esta semana os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) interessado na compra do ferry Atlântida, navio encomendado e entretanto rejeitado pelo Governo Regional dos Açores, soube o DN junto de fontes da empresa. Trata--se de um armador da Noruega e que opera já na área do transporte marítimo (ferryboat) e que, segundo relatam fontes dos ENVC, terá ficado surpreendido com a qualidade dos acabamentos do Atlântida, entre os quais se contam um minicasino e um infantário.

Este é mais um interessado no navio, depois de, em Maio, o Governo Regional dos Açores, que encomendou a construção à empresa pública de Viana do Castelo, o ter rejeitado devido a uma diferença de 1,4 nós na velocidade máxima. Actualmente, soube o DN, o navio encontra-se acostado no chamado cais do Bugio, um local mais afastado dos estaleiros, sendo submetido desde Maio a diárias operações de manutenção, sobretudo dos equipamentos. "É como um carro. Se tiver meses sem trabalhar pode ter problemas. Por isso, temos realizado estas operações de manutenção constantes", explicou a mesma fonte.

Para além deste armador norueguês, que visitou o navio na quinta-feira, às mãos de Nuno Severiano Teixeira, ministro da Defesa e que tem a tutela directa dos ENVC, chegou nos últimos dias uma outra proposta, de um emigrante açoriano no Canadá, proprietário de uma empresa de transportes marítimos, e que, como o DN avançou recentemente, pretende adquirir o Atlântida e integrá-lo no modelo de transportes que apresentou para aquela região autónoma e que prevê, inclusive, uma linha marítima entre Açores e Madeira.

"Quero dar aos meus conterrâneos aquilo que eles precisam, com toda a qualidade. O Governo Regional dos Açores já tem esta proposta em mãos", explicou ao DN John Amaral, o empresário-gerente da Cascata do Mar, empresa de capitais canadianos interessada no negócio. A proposta apresentada por John Amaral prevê uma rede de três navios num total de investimento de perto de 100 milhões de euros.

O Atlântida seria utilizado em cruzeiros de 9 dias por todo o arquipélago. Sobre este ferry, conforme explicou o empresário, o Governo Regional já pagou 32 milhões aos ENVC e a proposta da empresa ao Executivo dos Açores passa por liquidar esse valor, faseado pelo período de 10 anos, com pagamentos de 3,2 milhões de euros anuais. "Prestações essas que serão pagas com o serviço de aluguer do navio Atlântida, para cruzeiro de turistas em todas as ilhas dos Açores, durante todo o ano", acrescentou.

Esta solução é vista também como uma forma de colocar um ponto final num problema que tem vindo a ameaçar a imagem dos ENVC. No entanto, qualquer uma das soluções não deverá envolver acordo antes de serem conhecidas as conclusões da comissão de inquérito nomeada pelos ministros da Defesa Nacional e Finanças sobre a construção do Atlântida, o que deve acontecer ainda durante o mês de Agosto.

Fonte: DN

terça-feira, 28 de julho de 2009

Green Trippin Camp 2009 começa esta quinta-feira


Artistas de nove nacionalidades vão passar entre quinta-feira e domingo pela Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, no Green Trippin Camp 2009, um festival de música e artes onde as preocupações ambientais são cabeça de cartaz.


Além de sessões e oficinas de massagens, percussão, yoga, expressão corporal, tai chi e danças do mundo, a sexta edição do evento vai contar com uma maior diversidade de géneros musicais, com actuações de trance, ambient, dub, world music, jazz, drum n bass, electro e minimal techno.


Pelos dois palcos passarão artistas de Portugal, França, Rússia, África do Sul, México, Guatemala, Itália, Alemanha e Dinamarca, como Olivetreedance, La Resinance, Neuromotor, Penta ou Lost and Found.


«Todos os anos recebemos mais pessoas e mais artistas. Quisemos expandir o conceito original, partimos para a diversificação para chegar a um público diferente», explica à Lusa Hugo Santos, da promotora Fractal Species.


A organização pretende este ano ultrapassar os dois mil visitantes de 2008 e continuar a «evoluir para fora da fronteira» da ilha de São Miguel, um objectivo para que deverão contribuir o aumento «significativo» das vendas de bilhetes na Madeira e no Continente e a maior divulgação no estrangeiro.


Hugo Santos admite, no entanto, que o preço das viagens de avião até à ilha verde é ainda uma «barreira» à conquista de mais visitantes distantes.


Ainda assim, o responsável sublinha que o Green Trippin Camp oferece um cenário «particularíssimo» entre os festivais portugueses e «marca a diferença» a nível regional, pela música e pelas actividades disponibilizadas.


A edição de 2009 conta também com novidades a nível ambiental: além da exibição de documentários sobre o tema e da recolha selectiva de lixo várias vezes ao dia, foram construídas casas de banho ecológicas que dispensam água e químicos nas descargas e permitem que, após um processo de cerca de um ano, os dejectos possam ser transformados num fertilizante natural.


A organização pretende doar o composto à Câmara de Ponta Delgada, para utilização nos jardins, e a agricultores biológicos.


Também as paredes dos sanitários «a seco» foram construídas com embalagens tetrapak recolhidas a partir de uma campanha lançada online.


Os visitantes do Green Trippin Camp podem acampar no recinto e alugar canoas e bicicletas na margem da Lagoa das Sete Cidades.

Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em meio a crise, turismo rural nos Açores tem alta ocupação


O turismo rural nos Açores não parece estar sendo afetado pela crise internacional, já que quase todos os hotéis disponíveis estão ocupados desde junho. Além disso, é difícil encontrar uma cama livre até o final de setembro.

“A crise não se tem feito sentir, os nossos associados têm as casas praticamente todas ocupadas”, afirmou Eduardo Carreiro, da Associação de Turismo Rural dos Açores, em declarações à Agência Lusa.
Carreiro disse que, “no início do ano, registrou-se uma quebra sensível” na procura por casas de turismo rural, mas frisou que a situação “está ultrapassada”.
A associação conta com meia centena de membros, que disponibilizam cerca de 600 camas em oito das nove ilhas do arquipélago.
A ilha do Corvo, a menor e mais distante do arquipélago, é a única que não tem turismo rural.Segundo Carreiro, a maioria dos turistas é composta por alemães e ingleses, acrescentando que “há casas com mais portugueses e outras onde são quase todos estrangeiros”.
“Não existe um padrão, o que resulta da diversidade das casas e também da diferença entre cada uma das ilhas”, afirmou.
Característica comum entre os clientes das casas de turismo rural é, segundo ele, “o cansaço dos hotéis e a procura de algo diferente”.
Nesse sentido, ele frisou que “não há duas casas iguais”, o que permite uma grande escolha aos potenciais clientes.


Fonte: LUSA

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Associação apela ao recenseamento dos imigrantes nos Açores para acabar com "invisibilidade política"


A Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) lançou hoje a campanha 'Quem não vota, não conta', que pretende sensibilizar os cidadãos estrangeiros para a importância do recenseamento eleitoral, que lhes permite uma participação mais activa na vida política.

No arquipélago dos Açores vivem mais de cinco mil cidadãos estrangeiros em situação legal, num total de 44 nacionalidades, mas apenas estão inscritos 46 nos cadernos eleitorais.

Para a AIPA, esta situação resulta numa "invisibilidade política" da comunidade imigrante, que se traduz num "gigantesco défice de participação".

Com a realização desta campanha, a AIPA espera aumentar para cerca de 1.500 o número de cidadãos estrangeiros recenseados nos Açores, especialmente brasileiros e cabo-verdianos, que são as principais comunidades imigrantes no arquipélago.

A campanha vai apostar no contacto directo com os imigrantes, estando prevista a distribuição de panfletos informativos directamente nas residências, além da realização de cinco sessões de esclarecimento.

Para facilitar o recenseamento eleitoral dos cidadãos estrangeiros, a AIPA também contactou todas as juntas de freguesia dos Açores, no sentido de as sensibilizar para a importância desta campanha.


Fonte: Expresso