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terça-feira, 30 de março de 2010

Seminário: O Papel dos Media na Integração dos Imigrantes e na Promoção do Diálogo Intercultural



O Governo dos Açores, através da Direcção Regional das Comunidades, criou o Prémio de Jornalismo destinado a “incentivar a produção jornalística para divulgação da multiculturalidade e o diálogo intercultural, discriminando positivamente o que muitas vezes é objecto de descriminação negativa”, anunciou, hoje, o Secretário Regional da Presidência, na sessão de abertura do seminário: O Papel dos Media na Integração dos Imigrantes e na promoção do Diálogo Intercultural, que se realizou em Ponta Delgada.

André Bradford explicou que “o prémio de jornalismo, agora criado, com a designação de “Prémio Jornalismo Comunidades”, contará com várias categorias como sejam a “Açores Imigrante”, que se destina aos jornalistas residentes em Portugal, com trabalhos publicados ou difundidos em órgãos de informação nacionais ou regionais, e que incidam sobre a temática da Emigração e das Comunidades Açorianas; a “Açores Imigrante” que se destina aos jornalistas residentes em Portugal que tenham produzido trabalhos incidindo sobre a temática da Imigração e Comunidades Imigradas nos Açores, contribuindo para um maior conhecimento deste fenómeno nas nossas ilhas; e a categoria “Comunidades Açorianas” destinada aos jornalistas das Comunidades Açorianas na Bermuda, Brasil, Canadá, Estados Unidos da América e Uruguai, com trabalhos que tenham sido publicados ou difundidos em órgãos de informação destes países, e que incidam sobre a temáticas relativas às comunidades açorianas, à integração dos emigrantes açorianos nas respectivas sociedades de acolhimento, bem como, trabalhos de âmbito geral sobre a Região Autónoma dos Açores.

O vencedor de cada categoria do concurso de jornalismo “Açores Comunidades” receberá um prémio monetário no valor de 2 000 euros.

O responsável pela tutela das questões relacionadas com as migrações destacou o apoio que o Governo dos Açores tem dado a iniciativas que realcem “a importância dos media, enquanto divulgadores em larga escala do papel, da história ou da cultura de uma certa comunidade ou de um determinado povo” assim como “no desenvolvimento de acções próprias nas áreas da imprensa escrita e digital, da rádio, da televisão e do fotojornalismo, que contribuam para a integração das comunidades emigrantes açorianas nas respectivas sociedades de acolhimento e das comunidades imigrantes na sociedade açoriana”.

André Bradford defendeu que “os órgãos de comunicação social são peças fundamentais na promoção de uma sociedade aberta, respeitadora das diferenças e livre de preconceitos”, acrescentando que “a responsabilidade social dos media”, segundo a sua opinião, “é a questão central quando se fala do papel dos meios de comunicação social na integração dos imigrantes e na promoção da diversidade”. “Os órgãos de comunicação social são peças fundamentais na promoção de uma sociedade aberta, respeitadora das diferenças e livre de preconceitos”, disse.

O Governo dos Açores de 2006 a 2008 apoiou a realização do prémio D. Juta Ben-David, uma iniciativa da AIPA, criado com o objectivo premiar trabalhos de jornalistas açorianos sobre os imigrantes ou suas comunidades nos Açores, e continua a apoiar o programa radiofónico “O Mundo Aqui”, que, para André Bradford, “é um exemplo perfeito de uma boa utilização do poder formativo e informativo dos média, e das virtualidades do serviço público de rádio e televisão, no sentido de fazer do outro um de nós”.



GaCS/LFC

segunda-feira, 22 de março de 2010

Governo promove cursos livres para imigrantes



O Governo dos Açores, através do secretário regional da Presidência que tutela a Direcção Regional das Comunidades, à semelhança dos anos anteriores, encontra-se a organizar Cursos Livres para imigrantes na áreas de Língua Portuguesa, Empreendedorismo, Língua Inglesa e Informática, nas ilhas do Faial, Pico, S. Jorge, Terceira e São Miguel.


Estes cursos permitem dotar os imigrantes de um conjunto de competências que lhes possibilitem uma melhor inserção social ao nível profissional, familiar e pessoal.


As inscrições para os Cursos Livres decorrem de 22 de Março até 20 de Abril, junto aos serviços de atendimento ao público da Direcção Regional das Comunidades e destinam-se a todos os imigrantes, maiores de 18 anos, residentes na Região Autónoma dos Açores.


Os Cursos Livres para imigrantes têm o seu início previsto para o dia 3 de Maio.



GaCS/LFC

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

“Perfis e Trajectórias dos Imigrantes nos Açores” apresentado em livro



“Perfis e Trajectórias dos imigrantes nos Açores”é o título do estudo realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores (CES –UA), que foi hoje apresentado em Angra do Heroísmo.

Com o objectivo de aprofundar o conhecimento sobre a realidade imigratória dos Açores, o trabalho de investigação, coordenado por Gilberta Pavão Nunes, investigadora do CES – UA, partiu duma solicitação do Governo dos Açores.

A directora regional das Comunidades, Rita Machado, presidiu à apresentação da edição e afirmou que “as autoridades regionais sentiram a necessidade de acompanhar o fenómeno da imigração e de desenvolver esforços necessários à melhor integração dos imigrantes”.

Rita Machado adiantou ainda que estudar tal fenómeno é importante, “não apenas para se conhecer a cultura de quem escolhe a nossa região para viver, mas sobretudo para que juntos possamos desenvolver medidas de apoio e integração a quem escolheu a Região para residir”.

A investigação, agora publicada, caracteriza a população imigrante nos Açores focando-se na dinâmica económica e no mercado de trabalho que a Região oferece aos cerca de cinco mil imigrantes, distribuídos por todas as ilhas.

O estudo revela que factores como as boas condições de trabalho e o bom relacionamento com a população local fazem com que dois terços dos imigrados, provenientes de vários continentes, pretendam fixar-se definitivamente nos Açores.

A edição refere, ainda, que as ilhas de São Miguel e Terceira são as que têm um maior número de estrangeiros residentes, o que se explica pelo maior crescimento económico, e uma maior oferta de trabalho dentro do arquipélago.

A cerimónia de apresentação da obra contou com a presença de Gilberta Rocha, coordenadora do projecto, de Eduardo Ferreira co-autor do mesmo e de Fernando Luís Machado, professor e autor do prefácio da obra.



GaCS/AMP

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Estudo sobre «Perfis e Trajectórias dos Imigrantes nos Açores» apresentado em Angra



O Governo dos Açores, através do Secretário Regional da Presidência, promove amanhã, no Auditório do Palácio dos Capitães Generais, em Angra do Heroísmo, pelas 11 horas, a apresentação do estudo Perfis e Trajectórias dos Imigrantes nos Açores, da autoria de Gilberta Pavão Nunes Rocha, que coordenou o trabalho, de Octávio H. Ribeiro de Medeiros e de Eduardo Ferreira, investigadores do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores.

Este trabalho, que tem o objectivo de aprofundar o conhecimento sobre a realidade imigratória nos Açores, foi realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores por solicitação da Direcção Regional das Comunidades.

O estudo que vai ser apresentado, para além de uma caracterização da população imigrante residente nos Açores, apresenta como pontos principais as questões relacionadas com o emprego e a situação laboral, permitindo traçar os seus perfis e trajectórias sócio-profissionais. Para além destes aspectos, os autores do trabalho procuraram analisar os projectos imigratórios e a avaliação que os imigrantes fazem da sua experiência nos Açores.


GaCS/DRC

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Carlos César revela que o Governo Regional vai incrementar apoio à Associação dos Imigrantes nos Açores

Carlos César disse esta tarde que o Governo Regional está disponível para aprofundar e melhorar o apoio financeiro que tem concedido à Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), cuja Direcção recebeu, em audiência, no Palácio de Sant´Ana.

Entre as várias formas de que se vai revestir esse incremento, o presidente do Governo referiu o apoio “no que diz respeito à disponibilização de um espaço mais amplo e mais apropriado às suas actividades” e uma maior cooperação em aspectos que têm que ver com a situação sócio-profissional dos imigrantes.

O objectivo é, “por um lado, a melhoria da formação profissional, por outro lado o encaminhamento adequado de trabalhadores imigrantes que tenham alguma especialização e, ainda, acções no domínio do fomento do empreendedorismo e da constituição de empresas, transmitindo maior sustentabilidade aos projectos de vida dessas famílias imigradas nos Açores.”

Salientando o papel fundamental da AIPA como intermediária não só na relação entre as entidades públicas e os imigrantes que representa, mas também com as associações representativas do empresariado e das áreas culturais e sociais, disse ser importante que a Associação dos Imigrantes tenha a sua actividade cada vez mais fortalecida, enraizada e sinalizada perante todos os parceiros nos Açores.

Sobre a petição promovida pela AIPA no sentido de os imigrantes poderem beneficiar da tarifa de residentes nas suas viagens para o exterior da Região – a qual se encontra em processo de recolha de assinaturas – Carlos César manifestou a opinião de que “esse assunto está longe de ser uma prioridade para os nossos imigrantes.”

Para o governante “a primeira prioridade dos nossos imigrantes é ter trabalho, bom trabalho, segurança e retorno”, embora admita ser possível criar tarifas promocionais especiais aplicadas a este caso.



GaCS/CT

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BE quer suspender as quotas à entrada de imigrantes nos Açores


A Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Regional, emite hoje parecer sobre essa proposta.


A Associação dos Imigrantes dos Açores (AIPA) está satisfeita com a iniciativa do Bloco de Esquerda, proposta que deu entrada no Parlamento a 27 de Abril.

O projecto de resolução propõe que o Governo suspenda a quota de entrada de emigrantes não-comunitários, na Região Autónoma.

Em 2008, o arquipélago estabeleceu um contingente laboral para permitir a concessão de vistos a apenas 80 imigrantes.

Para o Bloco de Esquerda, a legislação nacional e regional, em matéria de imigração, "é discriminatória", porque, além de condicionar a entrada de imigrantes, dá preferência aos cidadãos comunitários".

Ora, uma Região como os Açores, que durante décadas gerou emigração para os Estados Unidos da América do Norte e para o Canadá, não pode, segundo os deputados do Bloco de Esquerda, fechar portas à entrada de estrangeiros nas ilhas.

Para além disso, a AIPA afirma que "de nada serve existirem quotas, e depois, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras está, permanentemente, a recusar pedidos de legalizaão de imigrantes"

Os deputados açorianos vão emitir parecer sobre a proposta e ouvir, também, a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques.Ricardo Freitas / Carlos Tavares


Fonte: RTP

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Associação apela ao recenseamento dos imigrantes nos Açores para acabar com "invisibilidade política"


A Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA) lançou hoje a campanha 'Quem não vota, não conta', que pretende sensibilizar os cidadãos estrangeiros para a importância do recenseamento eleitoral, que lhes permite uma participação mais activa na vida política.

No arquipélago dos Açores vivem mais de cinco mil cidadãos estrangeiros em situação legal, num total de 44 nacionalidades, mas apenas estão inscritos 46 nos cadernos eleitorais.

Para a AIPA, esta situação resulta numa "invisibilidade política" da comunidade imigrante, que se traduz num "gigantesco défice de participação".

Com a realização desta campanha, a AIPA espera aumentar para cerca de 1.500 o número de cidadãos estrangeiros recenseados nos Açores, especialmente brasileiros e cabo-verdianos, que são as principais comunidades imigrantes no arquipélago.

A campanha vai apostar no contacto directo com os imigrantes, estando prevista a distribuição de panfletos informativos directamente nas residências, além da realização de cinco sessões de esclarecimento.

Para facilitar o recenseamento eleitoral dos cidadãos estrangeiros, a AIPA também contactou todas as juntas de freguesia dos Açores, no sentido de as sensibilizar para a importância desta campanha.


Fonte: Expresso

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Museu apoia encontro para reflectir sobre a Emigração/Imigração


O Serviço Educativo do Museu Carlos Machado, em colaboração com o Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante, vão associar-se à Escola Básica Integrada de Lagoa - Padre João José do Amaral, com a realização do encontro subordinado ao tema Emigração/Imigração, que vai decorrer amanhã, dia 24 de Junho, naquela escola.

O Serviço Educativo do Museu coopera nesta actividade, através da exploração de duas obras emblemáticas da colecção de arte: “Os Emigrantes de Domingos Rebelo” e “Os Regressantes”, de Tomás Vieira.

Por seu turno, o Centro Comunitário de Apoio ao Imigrante convidou seis utentes, oriundos de diversas nacionalidades, para falarem das suas experiências como imigrantes a residir em Portugal, junto da população estudantil daquele estabelecimento de ensino.

Com mais esta intervenção, o Museu Carlos Machado pretende envolver novos públicos e assumir-se como espaço de inclusão de pessoas e de culturas.

A iniciativa irá terminar com a realização de um almoço, a ter lugar no refeitório da escola, com uma ementa gastronómica dedicada a alguns dos países de origem dos imigrantes convidados.


Fonte: GaCS