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sábado, 20 de março de 2010

Governo quer que a produção das energias renováveis suba para os 75 por cento até 2018 nos Açores



O director regional da Energia disse hoje, em São Miguel, que o executivo açoriano pretende que a produção de electricidade de origem renovável ascenda dos actuais 28 para 75 por cento em 2018.

Falando no V Encontro Cultural da Associação “Amigos da Ilha das Flores”, promovido em Ponta Delgada, José António Cabral Vieira afirmou estar em curso, no arquipélago, um plano de produção de eficiência energética que obriga à certificação energética dos novos edifícios, à implementação de contadores inteligentes e à instalação de uma caixa de energia junto de cada habitação para reduzir os actuais gastos de consumo.

Na abordagem do tema “A caminho de um sistema de energia sustentável”, aquele responsável revelou que os Açores produzem actualmente três por cento de gases com efeito de estufa, nomeadamente, dióxido de carbono que, segundo referiu, aumentou 59 por cento a partir de 1990.

Esclareceu que a maior fonte de emissão de dióxido de carbono, nos Açores, para a atmosfera, são os combustíveis fósseis (derivados do petróleo), e revelou que as principais actividades emissoras envolvem, sobretudo, os transportes e a produção de electricidade.

Na opinião de José António Cabral Vieira, é possível reduzir os danos causados por aqueles dois sectores, através da produção de electricidade mais renovável e da aquisição de um maior número de carros eléctricos nas ilhas.

Declarou, também, que o transporte rodoviário dependente, em 10 por cento, dos derivados do petróleo e que somente 28 por cento da electricidade produzida na Região Autónoma é de origem renovável, designadamente, hídrica, eólica e geotérmica.

Nesse sentido, acrescentou que 87 por cento da energia utilizada nos Açores depende dos países produtores de petróleo e que a autonomia energética das ilhas não ultrapassa actualmente os 13 por cento.

Salientou, no entanto, que a tecnologia ligada às energias renováveis tem vindo a sofrer uma evolução significativa, permitindo que os novos equipamentos, como sejam, os painéis fotovoltaicos e solares destinados à produção de águas quentes sanitárias e ao aquecimento interior das habitações, apresentem preços mais baixos.

Advertiu que vai entrar em vigor uma nova directiva comunitária da União Europeia, segundo a qual, todos os edifícios devem ser verdes a partir de 2020, com emissão zero de CO2.

Os novos edifícios que, a partir daquele data, desrespeitarem a directiva da União Europeia ficam sujeitos a uma sobrecarga fiscal em função do índice de poluição que produzirem, de acordo com José António Cabral Vieira.

Citando um estudo da Agência Internacional da Energia, este responsável frisou que é previsível que até 2050 haja um aumento significativo das emissões de CO2, um acréscimo da procura de petróleo em cerca de 70 por cento e um agravamento médio da temperatura do globo na ordem dos seis graus centígrados.





GaCS/CM

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Governo avança com experiência-piloto para reduzir factura eléctrica das famílias açorianas



O Governo dos Açores vai avançar com uma experiência-piloto na Região, que tem como objectivo a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas em bairros sociais e em Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

O anúncio foi feito hoje pela secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social durante a cerimónia de assinatura de protocolo entre as direcções regionais da Solidariedade e Segurança Social e de Habitação e a Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores (ARENA).

Segundo Ana Paula Marques, na área de Habitação, o projecto designado Eco-Bairros vai abranger 2500 moradias.

Já na área da Solidariedade e Segurança Social, o projecto Eco-IPSS vai contemplar cerca de 100 instituições e tem como finalidade a redução de encargos financeiros associados ao consumo de energia eléctrica, contribuindo, assim, para a diminuição das despesas de funcionamento das IPSS.

No âmbito destes projectos serão, igualmente, desenvolvidas diversas acções de sensibilização e de promoção de medidas de racionalização do consumo de energia eléctrica, junto das famílias e das IPSS.

Através destes protocolos, as direcções regionais da Solidariedade e Segurança Social e de Habitação, comprometem-se a comparticipar financeiramente os projectos Eco-Bairros e Eco-IPSS num montante global superior a 25 mil euros.

Com esta medida pretende-se contribuir para a eliminação das lâmpadas incandescentes conforme descrito no Plano Nacional de Acção para Eficiência Energética, cuja meta para 2010 é atingir 39% do parque de iluminação em lâmpadas fluorescentes compactas.

Este projecto da responsabilidade da ARENA foi seleccionado a nível nacional e co-financiado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, num montante na ordem dos 55. 754, 40 euros.



GaCS/SM

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Governo dos Açores assegura o pagamento da dívida da República referente à convergência do tarifário eléctrico




O Governo dos Açores garantiu que o Governo da República, na sequência dos contactos estabelecidos, irá proceder ao pagamento integral, ainda este ano, da dívida da República à Região pela convergência do tarifário eléctrico.

De acordo com a informação dada hoje pelo Director Geral do Orçamento na reunião da Comissão de Acompanhamento das Políticas Financeiras, criada no âmbito da Lei de Finanças Regionais, o Governo da República irá transferir na próxima semana, 36 milhões de euros para a Região Autónoma dos Açores, correspondente integralmente à dívida acumulada pela regularização do tarifário eléctrico, da responsabilidade da República.

Esta decisão surge na sequência dos contactos e das diligências efectuadas pelo Governo dos Açores junto do Ministério das Finanças, onde foi possível encontrar uma solução imediata para regularizar este contencioso que persistia à vários anos.

Com esta decisão, serão transferidos de imediato 14,3 milhões de euros para o Fundo Regional de Coesão Económica e 21,7 milhões de euros para a EDA,SA, ficando totalmente regularizada a dívida da República para com a Região, no âmbito da convergência do tarifário eléctrico.

Com o pagamento desta dívida, assegura-se o compromisso integral das responsabilidades do Estado no âmbito deste processo e regulariza-se o relacionamento financeiro entre a Região e o Governo da República.


GaCS/SF/VPGR

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Energias renováveis vão assegurar 75 por cento da produção de electricidade em 2018




O Governo dos Açores quer que a contribuição das energias renováveis na produção de energia eléctrica no arquipélago passe dos actuais 28 para 75 por cento em 2018.

A informação é do director regional de Energia e foi avançada segunda-feira à noite, no Faial, durante a cerimónia do 116.º aniversário da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, onde Cabral Vieira apresentou uma comunicação subordinada ao tema “A Caminho de um Sistema de Energia Sustentável”.

Actualmente, 87 por cento da energia primária produzida nos Açores depende do petróleo, enquanto os restantes 13 por cento – e somente na electricidade – provêm das energias renováveis, adiantou o director regional de Energia.

Pela primeira vez nos Açores, em 2007 houve um recuo do peso da energia de origem fóssil na produção de electricidade graças à entrada em funcionamento da central geotérmica do Pico Vermelho, em S. Miguel.

Segundo explicou Cabral Vieira, a estratégia do Governo passa por conseguir uma maior eficiência energética nas ilhas e maximizar o aproveitamento das energias renováveis na produção de electricidade.

A certificação energética dos imóveis e equipamentos, que passa a ser obrigatória já em 2010 nos Açores, o recurso à tarifa bi-horária e a futura introdução de contadores inteligentes foram algumas das medidas apontadas como capazes de promover a eficiência energética.

Cabral Vieira defendeu ainda a necessidade de criar nas ilhas competências na área das energias renováveis, razão pela qual só na Universidade dos Açores existem 18 equipas com cerca de 70 investigadores a trabalharem nesse sentido.

Como medidas de curto prazo, anunciou a próxima alteração da legislação relativa à organização e funcionamento do sector eléctrico e das energias renováveis, a revisão do PROENERGIA, cujo diploma já está em apreciação no Parlamento, e a criação recente do sistema de registo de microgeração, que permite que o cliente da EDA possa ser também seu fornecedor.

Quanto à alteração do PROENERGIA, o director regional disse que o objectivo visa a redução do limite do investimento mínimo exigido às empresas, a alteração do limite máximo do apoio e a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes de electricidade produzida para autoconsumo.

No âmbito deste programa, são susceptíveis de apoio os projectos destinados essencialmente ao consumo promovidos por pequenas e médias empresas, cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas singulares e condomínios.

A história da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que ontem celebrou mais um aniversário, remonta a 9 de Novembro de 1893, data do alvará que aprovou os estatutos da Associação Comercial da Horta, sua antecessora directa.

Obrigada durante o Estado Novo a mudar o seu nome para Grémio do Comércio da Horta – situação que persistiria até Março de 1977 –, a primitiva associação acabou por adoptar a actual designação somente em Janeiro de 1980.

Instituição de Utilidade Pública e Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, a Câmara do Comércio e Indústria da Horta é actualmente presidida por Ângelo Duarte e representa os comerciantes, industriais, importadores e exportadores das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo.


GaCS/FG

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

EDA com investimentos de 13,7 milhões nos Açores


A Electricidade dos Açores (EDA) tem em curso investimentos na ilha das Flores que ascendem a 13,7 milhões de euros, dos quais cerca de 5,5 milhões devem ser executados este ano, revela a empresa.

Os investimentos incluem a nova central térmica, a segunda fase da remodelação da rede subterrânea de 15 kv em Santa Cruz e a criação de condições para a saída a 15 kv da nova central para as Lajes e Santa Cruz.

Nas Flores a EDA tem ainda previsto dois investimentos na área dos aproveitamentos hidroeléctricos, que vão aumentar para 87% a electricidade produzida através de energias renováveis na ilha. Um dos investimentos refere-se ao aproveitamento do potencial hidroeléctrico da Ribeira Grande, que deverá entrar em funcionamento em 2012. O projecto inclui a construção de uma central com dois grupos geradores, com uma potência global de 1.100kW. Esta central, que envolve um investimento de 5,7 milhões de euros, tem uma produção anual estimada em 5,12 GWh.

O segundo investimento previsto nesta área refere-se à remodelação da Central Hidroeléctrica de Além-Fazenda, cujas obras estão dependentes da conclusão da nova central termoeléctrica. Esta central térmica vai assegurar o abastecimento eléctrico da ilha das Flores enquanto durarem as obras de remodelação da actual central hidroeléctrica, que vão incluir a substituição dos três grupos geradores mais antigos por dois novos grupos e a manutenção do actual grupo IV. O projecto prevê ainda a optimização da conduta e a automatização da central, o que permitirá o seu funcionamento em regime de condução não assistida. Na sequência desta remodelação, que deverá envolver um investimento de 2,1 milhões de euros, a Central Hidroeléctrica de Além-Fazenda passará a ter uma potência instalada de 1.616 kW, atingindo uma produção anual estimada em 5,28 GWh.



Fonte: Oje

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Açores participam no projecto europeu de sustentabilidade energética


O arquipélago dos Açores é um dos parceiros do projecto europeu de sustentabilidade energética ISLE-PACT, que pretende envolver as ilhas europeias na produção de energia de origem limpa e no seu uso mais eficiente.

Esta iniciativa da União Europeia, que possui um orçamento superior a 3,7 milhões de euros, pretende ser um contributo para que sejam atingidas as metas de combate às alterações climáticas que prevêem a redução das emissões de CO2 e a melhoria da eficiência energética em 20 por cento até 2020.

A protecção dos ecossistemas insulares e o aumento da sua independência ao nível do abastecimento de energia e de água são outros objectivos deste projecto, que também pretende promover o desenvolvimento económico local.

O ISLE-PACT conta com a participação de 12 regiões insulares, estando Portugal representado pelos Açores e pela Madeira.

Os restantes parceiros são as Ilhas Ocidentais (Escócia), Gotland (Suécia), Canárias e Baleares (Espanha), Aegean e Creta (Grécia), Sassari (Itália), Malta, Chipre e Samso (Dinamarca).

Os projectos que os Açores vão apresentar à União Europeia no quadro do ISLE-PACT são os que integram o Green Island, uma iniciativa pioneira lançada pelo governo regional na área das energias renováveis.

Com o Green Island, o executivo açoriano pretende alcançar, em 10 anos, um objectivo de 75 por cento de produção de energia eléctrica limpa no arquipélago.



Fonte: DN

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Avaria deixou S. Miguel sem electricidade


Uma avaria ainda não identificada provocou hoje um corte no fornecimento de energia eléctrica em S. Miguel, Açores, que se prolongou durante cerca de 20 minutos, afectando especialmente a cidade de Ponta Delgada.

O problema ocorreu na subestação dos Milhafres e, segundo uma fonte da Electricidade dos Açores (EDA), afectou «grande parte» da cidade de Ponta Delgada, além de outras áreas não especificadas da ilha de S. Miguel.

«É uma situação pouco normal», frisou a fonte, admitindo que os técnicos da empresa ainda não identificaram o problema que originou o corte no fornecimento de energia eléctrica.

A situação está normalizada desde as 10:00 (11:00 em Lisboa).