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sábado, 8 de maio de 2010

Ilha do Pico é exemplo na produção de qualidade



A ilha do Pico tem sido, nos últimos anos, um exemplo de evolução positiva em todas as suas actividades agrícolas, “quer na qualidade do que se tem produzido e principalmente na competência dos seus agricultores”.

A revelação foi feita pelo Secretário Regional da Agricultura e Florestas que presidiu, em representação do Presidente do Governo, à cerimónia de inauguração da Feira Agro-Pecuária do Pico, que decorre até ao dia 9 de Maio.

Com a realização deste evento, o Governo dos Açores pretende realçar as capacidades produtivas da ilha, as suas potencialidades na agro-pecuária, na bovinicultura de leite e de carne e mesmo na diversificação como a viticultura, floricultura, fruticultura e mesmo na apicultura.

Para o governante, a realização da Feira Agro-Pecuária do Pico, é sinónimo da “grande capacidade de mobilização que os agricultores e os seus dirigentes têm para unir as suas energias, reagir às adversidades e vencer com sucesso os novos desafios”.

Noé Rodrigues mostrou ainda o desejo de que este espírito empreendedor fosse contagiante a todas as demais organizações da economia regional “fazendo todas elas, um esforço para vencer os novos desafios e colocar a Região na senda do desenvolvimento sustentado”.

Pretende-se ainda que este evento seja um encontro e uma grande exposição de pendor agro-pecuário e do agro-comercial, onde os produtores picoenses têm a possibilidade de evidenciar o seu labor e a capacidade produtiva da ilha do Pico, como um território de elevado potencial agrário e rural, diferenciando-a pela sua dinâmica, pelo seu favorável carácter para a diversidade produtiva e comprovando-se a sua nobre aptidão para a bovinicultura, seja de leite ou de carne.

A realização destas feiras serve ainda para promover um encontro anual para os agricultores e suas famílias onde, de uma forma descontraída, têm a oportunidade de se reunir, confraternizar, bem como promover e valorizar os seus produtos, avaliando-se os melhores, nos mais diversos concursos, contribuindo-se também para o progresso e para a modernização da actividade agrária da ilha.



GaCS/MS

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Governo contribui para a redução de custos de produção em Santa Maria



O Secretário Regional da Agricultura e Florestas inaugurou, em Santa Maria, o caminho rural da Canada dos Folgados, contribuindo desta forma para a diminuição dos custos de produção e aumento dos rendimentos dos agricultores.

Noé Rodrigues aproveitou o momento para anunciar a aquisição de novos equipamentos para os Serviços Florestais de Santa Maria, de forma a reforçar a qualidade e quantidade dos caminhos rurais e florestais da ilha e “fazendo melhor obra em favor dos agricultores”.

O Governo dos Açores vai continuar a investir na construção de caminhos, abastecimento de água e electrificação das explorações agrícolas, sendo que o governante não esqueceu o contributo dado pelas autarquias locais na execução dos trabalhos.

Com a pavimentação deste caminho rural, cujo investimento ultrapassou os 100 mil euros, serão beneficiadas 15 explorações agro-pecuárias e cerca de 12 hectares de pastagens.

Dos trabalhos executados destacam-se a rectificação do piso e correcção do traçado em cerca de 560 metros, construção de dois aquedutos e um pontão, muro de suporte em betão ciclópico, construção de 350 metros de valetas.

Noé Rodrigues recordou ainda que “este ano a ilha de Santa Maria foi gravemente atingida por temporais intensos durante o inverno, danificando caminhos rurais e florestais, ficando alguns intransitáveis”, pelo que as prioridades têm passado por proceder aos arranjos dos mesmos de forma que os agricultores possam circular, sendo que a grande maioria dos caminhos necessita de intervenções mais profundas cujas obras está já a ser planificadas.



GaCS/MS

sexta-feira, 12 de março de 2010

Governo reforça aposta na qualidade da produção vitivinícola regional


O Governo dos Açores vai continuar a apoiar a Comissão Vitivinícola Regional dos Açores (CVR) no sentido de promover mais a sua acção na certificação dos vinhos, “adequando todo o edifício jurídico que regulamenta a actividade na Região”.

A afirmação foi proferida pelo secretário regional da Agricultura e Florestas na cerimónia de tomada de posse do novo presidente da CVR Açores, que decorreu na ilha do Pico.

Noé Rodrigues afirmou ainda que a base jurídica da actividade vitivinícola da Região deverá ser ajustada de uma forma mais adaptada às necessidades regionais e que “um produto de qualidade vai colocando”.

A Comissão Vitivinícola Regional dos Açores é uma associação regional, fundada no ano de 1995, à qual compete controlar a origem, garantir a genuinidade e promover os produtos vitivinícolas com direito a Denominação de Origem e a Indicação Geográfica, o fomento e o controle dos vinhos, a definição do seu processo produtivo e a promoção e defesa interna e externa das denominações “Biscoitos”, “Pico” e “Graciosa”.

A CVR Açores certifica anualmente uma média de 20 vinhos de toda a Região, entre vinho Regional Açores ou VLQPRD, tendo desde o ano da sua formação já certificado cerca de 1,5 milhões de litros de vinho.

De modo a combater a maior competitividade do mercado vinícola aliada ao aumento qualitativo dos vinhos produzidos actualmente, a CVR Açores tem vindo a desenvolver grandes esforços com o objectivo de ajudar os vinhos dos Açores a reforçar e aumentar a sua posição no mercado, nomeadamente através da colaboração em projectos científicos ao nível da viticultura (Projecto das castas tradicionais dos Açores) e da enologia (Projecto Melhoramento Tecnológico dos Vinhos dos Açores).



GaCS/MS

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Governo faz publicar normas de aplicação da atribuição da ajuda à banana



Os produtores de banana dos Açores que comercializem a sua produção através de uma organização de produtores podem beneficiar de uma ajuda no valor de 60 cêntimos por cada quilo de banana comercializada.

Nos termos de uma portaria do secretário regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, essa comercialização deverá ser feita através de uma organização de produtores, “com os meios técnicos adequados para o acondicionamento e a comercialização de banana, reconhecida pelo Instituto de Alimentação e Mercados Agrícolas”.

Excepcionalmente, porém, os produtores que comercializem directamente a sua produção podem também beneficiar dessa ajuda no caso de estarem “em condições geográficas que não lhes permitam aderir a uma entidade com os meios técnicos adequados para o acondicionamento e comercialização de banana”.

Tanto os produtores como as organizações de produtores têm de dispor de contabilidade que evidencie a comercialização da banana e o pagamento da ajuda aos beneficiários.

De acordo com a mesma Portaria, a ajuda é paga ao produtor de banana pela quantidade de banana produzida e efectivamente comercializada.

O prémio a ser pago em cada ano civil é limitado por um valor máximo orçamental disponível, que o Governo fixou também agora em 740.400 euros para a comercialização efectuada em 2009.

A Portaria hoje publicada estabelece as normas de aplicação da atribuição da ajuda à banana, prevista no Sub-Programa para a Região Autónoma dos Açores do Programa Global apresentado por Portugal no âmbito do Regulamento (CE) n.º 247/2006, do Conselho, de 30 de Janeiro de 2006.

Este novo diploma, que revoga a Portaria n.º 8/2008, de 15 de Janeiro, produz efeitos desde o início deste ano, incluindo os pedidos de ajuda apresentados em Janeiro de 2010 relativos à comercialização de 2009.


GaCS/FG

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Governo empenhado na diversificação energética



O Governo dos Açores está empenhado na diversificação da produção de energia no arquipélago, como forma de proteger o ambiente e de prevenir os efeitos da instabilidade do preço dos combustíveis fósseis.

A ideia foi reiterada hoje, na Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, pelo director regional da Energia.

Cabral Vieira, falava numa acção de formação sobre “Empreendedorismo em Energia e Alterações Climáticas – Desafios para as Populações Insulares”, da responsabilidade da Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente, que contou como parceiros institucionais com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Universidade dos Açores.

Segundo disse o director regional, a energia “é um sector estratégico e fundamental para a competitividade das empresas e para o bem-estar dos cidadãos”, sendo, por isso, necessária “uma aposta significativa e continuada na diversificação das fontes energéticas, sobretudo de origem renovável, assim como na promoção da eficiência energética”.

Para esse propósito, a Direcção Regional da Energia, no âmbito das suas atribuições e em consonância com o Programa do X Governo Regional dos Açores, “actua no sentido da promoção de um sistema sustentável de energia, alicerçado em elevados níveis de conhecimento técnico e científico, que garanta a segurança e a qualidade do abastecimento, aproveite o potencial de recursos endógenos existentes e seja amigo do ambiente”, sublinhou.

Na sua comunicação, Cabral Vieira falou ainda de temas como os objectivos da política energética regional, medidas tomadas e em curso, mobilidade eléctrica, certificação energética de edifícios, sistemas de incentivos à utilização de energia a partir de fontes renováveis, microgeração de energia eléctrica e do programa de investigação Green Islands.

As novas oportunidades, quer para as empresas quer para os cidadãos, decorrentes da alteração do paradigma energético, foi outro aspecto que o director regional abordou.



GaCS/FA/SRAM

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PROENERGIA tem regras mais simplificadas para favorecer a penetração das energias renováveis

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou hoje, por proposta do Governo, a simplificação do sistema de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis (PROENERGIA) com a finalidade de promover a penetração das energias não poluentes junto das empresas e das famílias açorianas

Para além da desburocratização de procedimentos, as alterações hoje aprovadas visam a redução para 1.000 euros do limite do investimento mínimo exigido às empresas, a alteração do limite máximo do apoio, que passa para 50% das despesas elegíveis até um máximo de 5.000 euros, e a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes de autoconsumo, no caso da produção de electricidade.

Ao apresentar o diploma, o secretário regional do Ambiente e do Mar disse ser intenção do Governo “focalizar este programa essencialmente nas energias renováveis, premiando os sistemas que tenham uma maior eficiência do ponto de vista da captação da energia solar ou de outra qualquer forma de energia renovável, eliminando os sistemas que estão baseados em fontes de gás de petróleo liquefeito”.

Para além de ser atractivo do ponto de vista financeiro, o programa é de acesso fácil e está voltado essencialmente para “melhorar a penetração dos sistemas de colectores solares e de bombas de calor”, explicou Álamo Meneses.

Nos termos deste diploma, os projectos candidatos a apoio deverão envolver investimentos na exploração de recursos energéticos renováveis parta microprodução de energia eléctrica ou calorífica, utilizando recursos endógenos, ou investimentos na utilização do recurso solar térmico e bombas de calor para produção de águas quentes.

São susceptíveis de apoio no âmbito deste programa os projectos destinados essencialmente ao autoconsumo promovidos por pequenas e médias empresas, incluindo empresários em nome individual, e por cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas singulares e condomínios.

Para efeitos de apoio, são consideradas elegíveis as despesas com a aquisição e montagem dos equipamentos essenciais à realização do projecto e com a adaptação de instalações, incluindo a adaptação ao cumprimento de normas ambientais e de segurança, até um limite de 10% do investimento elegível.

O PROENERGIA foi criado no Verão de 2006 com o objectivo de maximizar a utilização de energias renováveis por parte das empresas e das famílias.


GaCS/FG

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Açores presentes na VIII Feira Nacional do Mel




O Governo dos Açores tem vindo, cada vez mais, a apoiar e a incentivar o sector apícola e a produção de mel em geral na Região.

Este incentivo tem sido efectuado de diversas formas, nomeadamente através da realização de acções de formação profissional, do apoio à sanidade das colmeias e dos apiários, bem como das ajudas aos investimentos e sua modernização, mas essencialmente através da promoção e da divulgação do “Mel dos Açores”.

Nos próximos dias 13, 14 e 15 de Novembro, decorrerá em Ourém, a VIII edição da Feira Nacional do Mel, em paralelo com diversos seminários técnicos e com a realização do 10º Fórum Nacional de Apicultura.

Este evento tem vindo a revelar-se como o maior acontecimento a nível Nacional no que respeita à apicultura e produção de mel, constituindo-se não só como uma mais-valia para as cooperativas de produção de mel, na divulgação e publicitação dos seus produtos, mas também como um local de aprendizagem e de conhecimento do que de mais importante se tem vindo a fazer nesta área no nosso País.

À semelhança de anos anteriores, a Região Autónoma dos Açores vai ter um lugar de destaque neste certame, o mais representativo de todas as regiões do País, com um stand onde não só estarão representados os serviços oficiais, bem como todas as cooperativas/organizações de apicultores dos Açores, permitindo-lhes a promoção dos seus produtos.

A delegação dos Açores é composta por 40 elementos das diversas ilhas, conta com o apoio do Governo dos Açores e será mais uma forma de contribuir para o fortalecimento da diversificação agrícola açoriana e consequentemente dinamizar a economia rural açoriana.


GaCS/MS

Produção leiteira duplicou na ilha das Flores



Analisar os principais projectos de investimento que estão a decorrer na ilha das Flores para o sector da Agricultura e quais as pretensões dos lavradores locais, foram alguns dos objectivos de um conjunto de reuniões realizadas, esta terça-feira, pelo secretário regional da Agricultura e Florestas com as associações representativas do sector naquela ilha.

Segundo Noé Rodrigues, estas reuniões “destinaram-se a avaliar o actual momento do sector e a preparar as medidas que possam responder às necessidades dos lavradores locais”.

O secretário regional da Agricultura e Florestas destacou, entre outros assuntos, o aumento da produção leiteira que se tem vindo a verificar ao longo dos últimos dois anos na ilha e que resultaram, em parte, “dos investimentos que têm vindo a ser realizados pelo Governo dos Açores nas infra-estruturas das explorações agrícolas e nas unidades industriais, que levam a que se assista a uma duplicação da produção de leite na ilha, para além de toda a adesão dos produtores às acções de formação e informação promovidas pelos serviços oficiais, sinónimo do interesse de todos em melhorar a qualidade do que se produz na Região”, sublinhou o governante.

Durante as reuniões mantidas com as direcções da Associação Agrícola da Ilha das Flores e da Cooperativa Agrícola de Lacticínios, Noé Rodrigues procedeu, igualmente, a uma análise dos mercados do leite e lacticínios.

Ao final do dia, o secretário regional da Agricultura e Florestas, acompanhado pela directora regional dos Assuntos Comunitários da Agricultura, reuniu com os lavradores da ilha para uma acção de divulgação dos programas governamentais e comunitários existentes para apoiar o aumento da qualidade dos produtos açorianos e o consequente aumento dos rendimentos dos profissionais do sector.



GaCS/NM

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Energias renováveis vão assegurar 75 por cento da produção de electricidade em 2018




O Governo dos Açores quer que a contribuição das energias renováveis na produção de energia eléctrica no arquipélago passe dos actuais 28 para 75 por cento em 2018.

A informação é do director regional de Energia e foi avançada segunda-feira à noite, no Faial, durante a cerimónia do 116.º aniversário da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, onde Cabral Vieira apresentou uma comunicação subordinada ao tema “A Caminho de um Sistema de Energia Sustentável”.

Actualmente, 87 por cento da energia primária produzida nos Açores depende do petróleo, enquanto os restantes 13 por cento – e somente na electricidade – provêm das energias renováveis, adiantou o director regional de Energia.

Pela primeira vez nos Açores, em 2007 houve um recuo do peso da energia de origem fóssil na produção de electricidade graças à entrada em funcionamento da central geotérmica do Pico Vermelho, em S. Miguel.

Segundo explicou Cabral Vieira, a estratégia do Governo passa por conseguir uma maior eficiência energética nas ilhas e maximizar o aproveitamento das energias renováveis na produção de electricidade.

A certificação energética dos imóveis e equipamentos, que passa a ser obrigatória já em 2010 nos Açores, o recurso à tarifa bi-horária e a futura introdução de contadores inteligentes foram algumas das medidas apontadas como capazes de promover a eficiência energética.

Cabral Vieira defendeu ainda a necessidade de criar nas ilhas competências na área das energias renováveis, razão pela qual só na Universidade dos Açores existem 18 equipas com cerca de 70 investigadores a trabalharem nesse sentido.

Como medidas de curto prazo, anunciou a próxima alteração da legislação relativa à organização e funcionamento do sector eléctrico e das energias renováveis, a revisão do PROENERGIA, cujo diploma já está em apreciação no Parlamento, e a criação recente do sistema de registo de microgeração, que permite que o cliente da EDA possa ser também seu fornecedor.

Quanto à alteração do PROENERGIA, o director regional disse que o objectivo visa a redução do limite do investimento mínimo exigido às empresas, a alteração do limite máximo do apoio e a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes de electricidade produzida para autoconsumo.

No âmbito deste programa, são susceptíveis de apoio os projectos destinados essencialmente ao consumo promovidos por pequenas e médias empresas, cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas singulares e condomínios.

A história da Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que ontem celebrou mais um aniversário, remonta a 9 de Novembro de 1893, data do alvará que aprovou os estatutos da Associação Comercial da Horta, sua antecessora directa.

Obrigada durante o Estado Novo a mudar o seu nome para Grémio do Comércio da Horta – situação que persistiria até Março de 1977 –, a primitiva associação acabou por adoptar a actual designação somente em Janeiro de 1980.

Instituição de Utilidade Pública e Membro Honorário da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial, a Câmara do Comércio e Indústria da Horta é actualmente presidida por Ângelo Duarte e representa os comerciantes, industriais, importadores e exportadores das ilhas do Faial, Pico, Flores e Corvo.


GaCS/FG

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Governo vai indemnizar produtores que abandonem definitivamente a produção de leite



O Governo dos Açores vai atribuir uma indemnização aos produtores que se comprometam a abandonar “definitiva e integralmente” a produção leiteira até ao dia 31 de Março de 2010.

A decisão consta de uma portaria do secretário regional da Agricultura e Florestas, hoje publicada em Jornal Oficial, e abrange os produtores açorianos detentores de uma “quantidade de referência a título de entregas e ou de vendas directas de leite de vaca”.

O montante da indemnização a pagar por aquelas quantidades é de 40 cêntimos por quilograma e será pago nos anos civis de 2010 e 2011, sendo o primeiro pagamento efectuado a partir de 15 de Junho de 2010 e o restante a partir de 15 de Junho de 2011.

As candidaturas serão apresentadas durante o mês de Novembro pelos produtores, ou seus representantes, nos Serviços de Desenvolvimento Agrário de ilha da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, em impresso próprio a fornecer aos interessados acompanhado dos justificativos das situações de excepção previstas naquela portaria.

Os candidatos ao resgate obrigam-se a manter a sua quantidade de referência inalterada após a data de candidatura ao resgate e a prestar aos agentes dos serviços fiscalizadores toda a colaboração necessária.

A quantidade de referência a ser resgatada nesta operação será afectada à reserva nacional para, depois, ser integralmente distribuída na Região Autónoma dos Açores, preferencialmente nas ilhas onde foram geradas, e cumprindo os critérios previstos na legislação em vigor.

O Governo justifica esta operação com a necessidade de “continuar a promover a modernização estrutural” do sector leiteiro, bem como com a “possibilidade de apoiar os produtores detentores de explorações agrícolas inadequadas do ponto de vista económico”.

Refere ainda ter tido em conta “as consequências da produção pecuária intensiva para os recursos naturais” das ilhas, os quais considera serem “geograficamente limitados”.


GaCS/FG

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Governo aposta na simplificação do PROENERGIA para alargar a sua penetração



O Governo dos Açores quer simplificar o sistema de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis (PROENERGIA) para “alargar a sua penetração junto das empresas e das famílias”.

A informação foi avançada hoje pelo secretário regional do Ambiente e do Mar no final de uma audição com a Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, realizada por videoconferência a partir da vila da Madalena, na ilha do Pico.

Segundo explicou Álamo Meneses, a avaliação feita ao PROENERGIA, um sistema de incentivos que foi criado no Verão de 2006 com o objectivo de maximizar nos Açores a utilização de energias renováveis, recomenda que se proceda agora à sua “simplificação e desburocratização”.

O PROENERGIA “tem sido um sucesso”, contando já com meio milhar de beneficiários, mas queremos “melhorar ainda mais a sua penetração junto das empresas e das famílias açorianas”, disse o secretário regional.

Para conseguir este objectivo, Álamo Meneses conta com a criação de “soluções técnico-financeiras integradas”, mediante as quais os promotores possam ficar a pagar uma prestação em vez de serem obrigadas a fazerem um investimento inicial na compra e instalação dos equipamentos energéticos.

As propostas de alterações ao PROENERGIA, hoje apreciadas em sede de comissão parlamentar, visam ainda a redução para mil euros do limite do investimento mínimo exigido às empresas, a alteração do limite máximo do apoio e a remoção do limite de venda à rede pública de excedentes de autoconsumo, no caso da produção de electricidade.

São susceptíveis de apoio, no âmbito deste programa, os projectos destinados essencialmente ao autoconsumo promovidos por pequenas e médias empresas, cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas singulares e condomínios.

Os projectos candidatos deverão envolver investimentos na exploração de recursos energéticos renováveis parta microprodução de energia eléctrica ou calorífica, utilizando recursos endógenos, ou investimentos na utilização do recurso solar térmico e bombas de calor para produção de águas quentes.


GaCS/FG

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Vinho dos Açores: falta uma estratégia de promoção


A produção vinícola na Região Autónoma dos Açores ultrapassa os 1,5 milhões de litros, por ano, mas o volume de vinho certificado anualmente no arquipélago não tem ído além de 300 mil litros, penalizando a sua visibilidade no mercado, mas, ainda este mês, vai decorrer a "Wine In Azores 09", nas Portas do Mar.



Segundo os dados fornecidos à Agência Lusa pela Comissão Vitivinícola Regional, indicam, porém, que a produção de vinhos certificados regista um crescimento continuado, sobretudo, desde 2004, quando foi criada a categoria de Vinho Regional Açores.

Antecedido de uma fase experimental de castas que se prolongou por vários anos, o processo de certificação dos vinhos açorianos que abriu caminho ao sucesso de marcas, nomeadamente, o Terras de Lava, Lajido, Pedras Brancas, Frei Gigante e Verdelho dos Biscoitos, começou, em meados da década de 90 do século passado, uma criação simultânea de zonas demarcadas nas ilhas do Pico, Graciosa e Terceira e da Comissão Vitivinícola Regional.

Índo ao encontro de uma necessidade de promoção, os diversos vinhos produzidos na Região Autónoma vão estar em destaque no "WINE IN AZORES 09", que terá lugar nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, de 23 a 25 do corrente mês de Outubro.

Para a Associação Portas do Mar, que organiza o evento, a iniciativa pretende, simultaneamente, a promoção do vinho dos Açores e a evocação da tradicional ligação da Região à vitivinicultura.

O certame reúne produtores, comerciantes e distribuidores e o programa inclui animação, designadamente, passeis de veleiro em volta da ilha de São Miguel, provas de canoagem e Wind Surf e vários espectáculos com artistas regionais.


Fonte: RTP

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Açores participam no projecto europeu de sustentabilidade energética


O arquipélago dos Açores é um dos parceiros do projecto europeu de sustentabilidade energética ISLE-PACT, que pretende envolver as ilhas europeias na produção de energia de origem limpa e no seu uso mais eficiente.

Esta iniciativa da União Europeia, que possui um orçamento superior a 3,7 milhões de euros, pretende ser um contributo para que sejam atingidas as metas de combate às alterações climáticas que prevêem a redução das emissões de CO2 e a melhoria da eficiência energética em 20 por cento até 2020.

A protecção dos ecossistemas insulares e o aumento da sua independência ao nível do abastecimento de energia e de água são outros objectivos deste projecto, que também pretende promover o desenvolvimento económico local.

O ISLE-PACT conta com a participação de 12 regiões insulares, estando Portugal representado pelos Açores e pela Madeira.

Os restantes parceiros são as Ilhas Ocidentais (Escócia), Gotland (Suécia), Canárias e Baleares (Espanha), Aegean e Creta (Grécia), Sassari (Itália), Malta, Chipre e Samso (Dinamarca).

Os projectos que os Açores vão apresentar à União Europeia no quadro do ISLE-PACT são os que integram o Green Island, uma iniciativa pioneira lançada pelo governo regional na área das energias renováveis.

Com o Green Island, o executivo açoriano pretende alcançar, em 10 anos, um objectivo de 75 por cento de produção de energia eléctrica limpa no arquipélago.



Fonte: DN

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Carlos César congratula-se pelo êxito do plano para reabilitar a produção de queijo em São Jorge



O plano concebido pelo Governo dos Açores, em "constante diálogo" com os agricultores e dirigentes associativos e cooperativos, para a reabilitação da produção do queijo de São Jorge foi um êxito realçado hoje, naquela ilha, pelo chefe do executivo, Carlos César.

Falando na inauguração das novas instalações da queijaria FINISTERRA, no Topo, o presidente do Governo disse que esta obra completa esse processo, "honrando a nossa palavra e os nossos compromissos".

"Recuperaram-se os atrasos de pagamentos, devolvendo a esperança aos produtores de leite, saneámos e desendividámos as cooperativas, relançando-as para a sua função maior de empresas de transformação, executaram-se os projectos para as novas queijarias, habilitando-as à produção em condições higio-sanitárias para uma marca de referência, concentraram-se os processos de comercialização, promovendo-se maior eficiência com a liderança da Uniqueijo e reforçámos os apoios à cura e armazenagem do queijo", recordou Carlos César.

Este processo foi "uma verdadeira reforma do sector, com coragem e com determinação e com o apoio da maioria dos lavradores, dos cooperantes e da população", salientou o chefe do executivo, acrescentando que ainda "não é uma tarefa acabada mas já é uma tarefa bem conseguida".

Paralelamente a este processo, o Governo ajudou a criar serviços de apoio aos agricultores, quer no âmbito do contraste leiteiro e da melhoria genética dos efectivos pecuários, quer no âmbito das acções de informação, de vulgarização e da formação profissional.

"Conseguimos, também, melhorias no abastecimento de água, reforçámos o investimento nos caminhos agrícolas, rurais e florestais e investimos muito nas infra-estruturas sanitárias e nas acções previstas no "Plano Global de Sanidade", melhorando significativamente o estatuto sanitário do efectivo bovino", disse ainda Carlos César.

Este esforço, que o Governo Regional desenvolveu, "tem sido, felizmente, bem aproveitado", salientou, exemplificando com o facto de, "não obstante a produção de leite se manter estável, o queijo comercializado cresceu 16% nos últimos três anos e o queijo certificado aumentou em 15% no mesmo período".

A nova fábrica da FINISTERRA representa um investimento total de mais de oito milhões de euros, com uma comparticipação pública de cerca de 6,1 milhões, e é uma obra que o Governo considerou "muito importante" para a zona do Topo, consolidando actividade económica, criando e mantendo emprego e população.

"Estivemos, igualmente bem, quando decidimos construir a escola, quando apoiámos o Centro Paroquial no serviço de apoio à terceira idade e às crianças, quando abrimos o serviço da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão, quando fizemos muitas outras pequenas obras e prestámos apoios a instituições estimulando esta zona do Topo da ilha de S. Jorge e, também, quando aprovámos novos programas de apoio ao emprego e a estágios profissionais dos jovens", enumerou o chefe do executivo açoriano.

Voltando ao sector agrícola, Carlos César vincou que "importa aperfeiçoar alguns aspectos e, desde logo, ao nível da qualidade da gestão, para que não voltemos a passar nesta ilha pelas dificuldades e pelas agonias do passado", porque o Governo "não quer que se destrua o trabalho e o investimento feito e estará atento à necessária melhoria dos processos de gestão, em que se exige maior rigor e competência, respeitando-se os elevados recursos financeiros que foram aplicados e que são de todos nós".


Fonte: GaCS