sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Confiança é a chave para a retoma económica



A retoma da economia açoriana “é, neste momento, uma questão de confiança dos empresários e dos consumidores”, uma vez que já são visíveis sinais de retoma a nível global e a liquidez financeira das empresas açorianas, bem como o rendimento disponível das famílias, se encontram em patamares que potenciam o crescimento.

A ideia foi deixada quinta-feira à noite, na Praia da Vitória, pelo vice-presidente do Governo dos Açores, que falava na cerimónia de inauguração da ExpoTerceira, um certame organizado pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, onde estão presentes 59 empresas que ocupam os quase 100 stands disponíveis para exposição.

Sérgio Ávila recordou que o executivo açoriano diagnosticou, em devido tempo, os efeitos na Região da crise financeira internacional que, nos Açores como em todo o mundo, provocou “o arrefecimento da actividade económica”,
Nesse contexto, salientou, o Governo tomou medidas de apoio à liquidez das empresas, bem como às famílias, que se mostraram eficazes no combate às consequências mais nefastas da crise global.

A situação actual afigura-se favorável à normalização da economia açoriana, sublinhou o governante, uma vez que, “para além das medidas que tomámos, existe efectivamente uma capacidade de liquidez das instituições financeiras que retoma os níveis de normalidade”.

Para Sérgio Ávila, “o grande desafio, neste momento, da sociedade açoriana, depois de estar assegurado, para 2010, os mesmos níveis de investimento público e de apoio ao sector privado que em 2009, apesar de terem sido geradas menos receitas fiscais, é o da confiança”.

O vice-presidente revelou, na sequência desta afirmação, um dado recente que considerou sintomático duma visão positiva do futuro próximo da economia regional, que é o facto de, em Setembro deste ano, o valor do rendimento do trabalho, aferido a partir das receitas fiscais, ser “o mais alto” de sempre nos Açores, o que revela mais capacidade para o consumo interno.

Isto revela que “o problema não é de rendimento disponível: essencialmente, a retracção do consumo neste momento é um problema de confiança”, enfatizou Sérgio Ávila, acrescentando que “cabe agora a todos nós – instituições públicas, Câmaras do Comércio e empresários” ultrapassar esse défice de confiança que ainda perdura.

Depois da cerimónia de abertura, Sérgio Ávila percorreu todo o recinto da feira, após o que participou num workshop, muito concorrido pelos empresários, sobre as medidas governamentais de apoio ao investimento privado na Região.



GaCS/FA

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