
O Secretário Regional da Saúde confirmou, quarta-feira, à noite, em Ponta Delgada, que é inegável a melhoria de acesso ao Serviço Regional de Saúde, empreendida nos últimos 15 anos, na Região Autónoma dos Açores, só podendo afirmar o contrário, quem cristalizou num tempo passado.
Miguel Correia, que falava, em representação do Presidente do Governo, na sessão de abertura das XXXVII Jornadas Médicas das Ilhas Atlânticas, que ontem se iniciaram na ilha de São Miguel, referiu, a respeito, e como exemplo, o facto de, nos Açores, o numero de médicos ter aumentado 40%, entre 1995 e 2009, ou seja, passando-se de 356 para 495 médicos, o que permite afirmar que o número de médicos por habitante na Região é semelhante ao verificado, por exemplo, no Canadá, no Reino Unido ou no Japão.
As consultas médicas, prosseguiu o governante, nos centros de saúde cresceram, também, 18% no mesmo período, enquanto que, as consultas de especialidade cresceram 89%, conseguindo-se, assim, nos Açores, o acesso gratuito à medicina geral e familiar a toda a sua população.
O Secretário Regional da Saúde considerou que, hoje, uma das preocupações centrais na Saúde, é a sustentabilidade do sistema, uma vez que, nas últimas décadas se assistiu ao fortalecimento dos direitos sociais conducentes a uma maior igualdade na percepção de bens essenciais como os da Saúde. Miguel Correia afirmou que os inúmeros indicadores dão prova da melhoria substancial, em termos sanitários, da população e dão prova, também, de uma melhoria inequívoca dos serviços públicos de saúde.
Em termos de futuro, o governante açoriano referiu a necessidade de se aumentar os ganhos em eficiência dos serviços, a produtividade dos recursos humanos e o combate diário ao desperdício, não tendo duvidas de que estas medidas concorrerão para a sustentabilidade do sistema de Saúde.
Mas, essa sustentabilidade, na opinião de Miguel Correia, também, se consegue reduzindo custos com a reorganização de serviços, com o fomento de políticas de qualidade eficazes e com o aumento da medicina preventiva nos centros de saúde.
Com melhor qualidade, diz o secretário regional, evita-se o recurso às urgências e a reincidência nos internamentos que penalizam os serviços e esse patamar atinge-se, não com mais meios humanos, mas, sim com melhor organização e com indicadores de qualidade fiáveis.
O Secretário Regional da Saúde considerou, também, que encontros daquela natureza, são fundamentais para se perceber onde existem pontos de melhoria na experiencia de cada um dos arquipélagos e ajudam, de igual modo, a consolidar o conhecimento das ilhas da Macaronésia, reavivando uma história onde sobressai a sua importância geoestratégica e económica e o facto de representarem, efectivamente, os pilares atlânticos da primeira globalização.
GaCS
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