
O Secretário Regional da Saúde considerou, esta tarde, em Ponta Delgada, que foi ganha a aposta do Governo Regional na dotação, de cada centro de Saúde, com, pelo menos, um médico dentista, numa medida que permitiu uma melhor acessibilidade aos cuidados de saúde oral.
Miguel Correia, que falava na sessão de abertura do XVIII Congresso da Sociedade Portuguesa de Ortodontia, que hoje se iniciou, na Ilha de São Miguel, precisou que esta iniciativa governativa permitiu, melhorar, significativamente, a saúde oral dos açorianos, transformando a Região na única do País onde existe Medicina Dentária pública de uma forma organizada e com qualidade.
O Governante aproveitou a ocasião para referir outros programas e projectos no âmbito da Saúde Oral, nomeadamente, a introdução do Boletim Individual de Saúde Oral, onde é registado o histórico clínico de cada cidadão, na especialidade, a disponibilização de mais gabinetes de Medicina Dentária públicos, como o que foi aberto, recentemente, em Rabo de Peixe, e como vai ser feito, ainda, este ano, na Unidade de Saúde da Lagoa e no Centro de Saúde da Horta, e o rastreio das crianças dos seis aos 10 anos de idade, no âmbito do Programa Regional de Saúde Escolar.
Miguel Correia garantiu, ainda, que o Governo vai continuar a incentivar a produtividade dos recursos públicos com vista a promover, ainda mais, a acessibilidade aos cuidados da saúde oral, e referiu que a Região comparticipa, anualmente, e em média, cerca de 180 mil actos de Medicina Dentária, a que corresponde uma afectivação de verbas da ordem dos 1,5 milhões de euros.
O Secretário Regional da Saúde assegurou que o Governo prosseguirá com o esforço de contenção de custos e continuará empenhado em encontrar soluções que combatam o desperdício e reorganizem mais, eficientemente, a prestação de cuidados de saúde aos utentes. É o que o se pretende com a introdução da unidose nos Açores, tanto nos serviços farmacêuticos dos hospitais como nas farmácias de oficina, havendo condições para se arrancar, no próximo mês, com a venda de medicamentos em unidose nos hospitais da Região.
Para o secretário regional, esta será uma medida que permitirá combater o desperdício na gestão do medicamento, baixando as despesas das famílias e, por conseguinte, diminuindo a despesa do próprio Serviço Regional de Saúde.
Miguel Correia terminou a sua intervenção, afirmando que garantir a sustentabilidade do serviço de Saúde não é uma tarefa fácil, mas é uma tarefa que se impõe para permitir o acesso universal à Saúde e assegurar a continuidade do investimento no que é estruturante para o desenvolvimento do Serviço Regional de Saúde.
GaCS
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