
A Simbólica da República, proferida por Nuno Severiano Teixeira, encerrou na noite desta sexta-feira, em Angra do Heroísmo, o ciclo de conferências subordinado ao tema Açores: 100 anos de República, uma iniciativa da Presidência do Governo dos Açores.
Na sua comunicação, Severiano Teixeira, professor universitário e antigo Ministro, dissertou sobre um dos símbolos máximos da Nação e da República – a actual bandeira portuguesa.
A anteceder a conferência, o Director Regional da Cultura, lembrou a série de iniciativas promovidas pelo Governo dos Açores para assinalar o centenário da proclamação da República, realçando o contributo açoriano para a então nova realidade política nacional.
Jorge Bruno referiu, nomeadamente, as duas exposições itinerantes promovidas pela Presidência do Governo: “A República – Ideais e Valores” e “A República – Figuras e Factos”, que levaram a todas as ilhas “um conjunto de conhecimentos que permitem uma reflexão mais alargada sobre o período em análise”.
Essas iniciativas abordam questões essenciais “com extrema acuidade no presente”, como, segundo enumerou, “liberdade, cidadania, igualdade, direitos sociais, emancipação da mulher, educação e tolerância” e, no caso particular da segunda exposição, procurando-se dar uma visão mais local, a nível de cada ilha, das pessoas que “lutaram por causas que consideraram justas e progressistas”.
No mesmo sentido de conhecimento se situou este ciclo de conferências, realizadas em todas as ilhas, com um programa inicial de, pelo menos, uma por ilha, mas que foi alargado.
Edições de livros e iniciativas aglutinadoras, como foi o caso da organização de uma escalada ao pico mais alto da República (a montanha do Pico), dirigida aos jovens do ensino secundário dos Açores, filhos de emigrantes e imigrantes, integraram, também o programa de comemorações, nos Açores, da implantação da República.
Três outras exposições assinalaram, ainda, aquele facto histórico, abordando diferentes aspectos da vida açoriana na época.
É o caso de “A Imprensa Terceirense na I República”, organizada pelo Museu de Angra do Heroísmo, um retrato que a imprensa terceirense fez da República e “da difusão de conteúdos e de ideais que procurou espalhar junto das massas mais populares e urbanas”, com diferentes pontos de vista.
A segunda exposição deste conjunto aconteceu no Museu Carlos Machado,
A trilogia completou-se na Biblioteca Pública João José da Graça, da Horta, abordando “A República e a Ciência”, um olhar sobre o que, em termos de progresso científico e do que os Açores significavam para a pesquisa científica, ocorreu neste período em que acontece a implantação da República em Portugal”.
Jorge Paulus Bruno manifestou satisfação pelo acolhimento destas iniciativas junto da comunidade em geral e. particularmente, junto da população estudantil.
GaCS
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