
A Secretária Regional da Educação e Formação reafirmou que a reestruturação da rede escolar tem por objectivo primordial a melhoria do desempenho escolar, tendo em vista o sucesso educativo dos alunos da Região.
Ouvida na Comissão de Assuntos Sociais do parlamento açoriano, Cláudia Cardoso lembrou “compreender que por vezes é mais cómodo deixar um menino na escola que fica ao pé da porta” mas os estabelecimentos de ensino que receberem os alunos das escolas encerradas “têm mais computadores, mais recursos, técnicos de apoio e professores de outras áreas. Tem outras circunstâncias que permitem dar a essas crianças um melhor desempenho escolar e é isso que nós pretendemos”.
A Secretária Regional da Educação e Formação salientou ainda que é necessário “concentrar recursos e, dessa concentração, resulta uma melhoria da aprendizagem dessas crianças e é isso que a longo prazo vamos todos perceber, inclusivamente também os pais e encarregados de educação”.
Cláudia Cardoso considera que “ é natural, numa sociedade democrática, que as pessoas discordem das decisões que são tomadas, mas, como bem se compreende, 3 petições em 27 escolas encerradas, é um número diminuto”.
Para além disso, a Secretária Regional da Educação e Formação lembrou ainda que “não vale a pena estar sempre a encher a boca”, exigindo a promoção do sucesso educativo, “e depois quando se tomam medidas nesse sentido, dizer que não se devem tomar”.
A reestruturação da rede escolar açoriana teve por base vários princípios, entre eles a questão das escolas que encerraram porque foram integradas noutras. Cláudia Cardoso lembrou o caso da EBI Francisco Ferreira Drummond, “que levou ao encerramento da Escola de São Sebastião, Ribeira Seca e Feteira, o caso de Ponta Garça em São Miguel que levou ao encerramento de três escolas e o caso da Ribeirinha” onde serão encerradas três escolas no decurso deste ano lectivo, previsivelmente no segundo período, pelas mesmas razões.
Para além disso, a reestruturação teve em conta os casos de escolas de pequena dimensão, com “um número tão reduzido de alunos que trazem grandes desvantagens, sobretudo do ponto de vista pedagógico”, disse a Secretária, lembrando que estas escolas de lugar único, têm normalmente um único professor que “tem que leccionar 4 anos numa só turma ou 2 professores, cada um leccionando 2 anos, o que acarreta “dificuldades, quer na aprendizagem, quer na própria performance do professor, que não consegue ensinar como deveria e isso é muito visível nos relatórios elaborados pelos professores, em que nesses casos e sem excepção, eles se queixam de leccionar alunos de 4 anos na mesma turma”, disse.
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