O Secretário Regional da Saúde assinalou hoje no Pico o arranque do rastreio da retinopatia diabética, que será realizado anualmente a todos os diabéticos açorianos.
A escolha da ilha do Pico, para o início do rastreio, deve-se ao facto de 11 por cento da população sofrer de diabetes, o valor mais alto entre as nove ilhas do arquipélago dos Açores.
O objectivo é detectar precocemente as situações de retinopatia que está associada à diabetes e que pode provocar problemas de visão.
“Vamos fazer um exame anual aos diabéticos que estão registados para identificar precocemente situações que necessitam de acompanhamento”, frisou Miguel Correia.
Os doentes a quem for identificado este problema serão encaminhados para o hospital de referência da área onde se encontram. No caso da ilha do Pico as leituras serão asseguradas pelo Serviço de Oftalmologia do Hospital da Horta.
O objectivo é rastrear anualmente a retinopatia diabética em todas as pessoas cuja diabetes tipo 1 tenha sido diagnosticada há, pelo menos, cinco anos e todas as pessoas com diabetes tipo 2, a partir do diagnóstico.
Serão igualmente seguidas as pessoas com retinopatia diabética que necessitam de tratamento.
As pessoas com diabetes são mais propensos a desenvolver problemas oculares, tais como cataratas e glaucoma e poderão acabar por ficar sem visão.
No centro de saúde das Lajes do Pico serão rastreadas 444 pessoas, depois em S. Roque 350 e na Madalena 672.
No conjunto da Região serão rastreados os 16.650 diabéticos registados, que correspondem a cerca de 7% da população e que passarão a ser seguidos no âmbito deste programa.
Foi concebida uma base de dados específica onde ficarão registados os relatórios que depois serão enviados aos médicos assistentes para seguimento e tratamento.
GaCS
Sem comentários:
Enviar um comentário