sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Governo Regional empenhado em garantir médico de família aos açorianos


O Secretário Regional da Saúde, Miguel Correia, disse hoje, em Ponta Delgada, que o Governo Regional está a fazer um esforço para garantir aos açorianos o acesso à medicina preventiva, aos médicos de família.


O governante, que presidiu, em representação do Presidente do Governo, à sessão de abertura das XIV Jornadas Regionais Patient Care, evidenciou que este é uma área que melhorou muito, este ano nos Açores, com a vinda de oito médicos da Colômbia, que realizaram 3.050 consultas só nos meses de Agosto e Setembro, nos centros de saúde de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Angra do Heroísmo.

Entretanto, segundo disse, entraram quatro novos médicos, que terminaram a especialidade, contudo, são precisos mais profissionais e Miguel Correia aproveitando a oportunidade, exortou os participantes no encontro e colegas, para que venham exercer medicina no arquipélago.

Reconhece, porém, o titular da pasta da Saúde, que a falta de médicos é um problema nacional e que não será fácil completar os quadros por isso, a opção de recorrer a médicos estrangeiros vai continuar a acontecer, para que os açorianos tenham médico de família e possam beneficiar do Serviço Regional de Saúde.

Noutra vertente, o executivo regional pretende introduzir, com maior acuidade, a cultura do mérito para a renovação dos serviços, sem descurar a experiência e o talento de médicos e de responsáveis pelos serviços, contribuindo para o engrandecimento da medicina nos Açores, tornando-se muitas vezes pioneira e reconhecida dentro e fora de portas.

Nesse sentido, não se pode afastar a possibilidade de atribuir a chefia ou a direcção de um serviço a novos médicos, porque no entender do governante, o que interessa é o mérito e não necessariamente a experiência.

Para Miguel Correia, nesta matéria, devem ser definidos critérios objectivos para a atribuição de direcções de serviço, a todos os médicos de um serviço e todos eles devem poder candidatar-se em igualdade de circunstâncias e não as ditadas pelo posicionamento na carreira.

Por sua vez, a chefia intermédia deve ser atribuída ao médico que credivelmente apresentar o melhor plano de actividades, aquele que conduz necessariamente a uma melhoria na prestação dos cuidados, mas também, aquele que introduz maior eficiência na afectação de recursos do serviço.

Os médicos novos trazem uma dinâmica diferente aos serviços, e onde se verificarem que são úteis vamos dar-lhes oportunidade, é o caso das nomeações da nova presidente da Unidade de Saúde da Ilha da Graciosa e o novo director clínico do Centro de Saúde da Ribeira Grande, sublinhou o Secretário Regional da Saúde.

Miguel Correia enalteceu, ainda, que a introdução do mérito como factor decisivo para a atribuição das chefias, visa o aperfeiçoamento dos serviços e promove a missão dos hospitais e dos centros de saúde.



GaCS

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