
Texto integral da intervenção do Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, proferida hoje, em Ponta Delgada, na Conferência Think Tech, integrada no workshop Horizontes de Inovação e Tecnologia:
“Hoje, a única forma que uma Região, como a nossa tem de se desenvolver é ter por base um sistema integrado de inovação do qual façam parte pessoas, ambientes e processos.
Precisamos de promover um ambiente favorável para que a inovação se expresse, concretize, e aconteça e, desta forma, crie vantagens competitivas para as organizações e empresas.
Neste âmbito, o processo de inteligência competitiva (I. C.) é de extrema importância para as organizações que necessitem de ser competitivas, seja no cenário regional, como nacional ou internacional.
A SRCTE tem plena consciência de que a inovação tecnológica que utiliza a informação e o conhecimento para a produção e inserção no mercado de novos bens e serviços, é atualmente uma alavanca para o desenvolvimento e, consequentemente, um referencial para a competitividade empresarial.
É comum falar-se, na literatura dedicada, de inovação radical e incremental. Radical quando pressupõe uma rutura tecnológica com o que já existia. Incremental quando aperfeiçoa, acrescenta um novo atributo a um produto ou melhora seu desempenho. Mas, e citando Joseph Schumpeter, toda a inovação pressupõe uma “destruição criadora”, o que significa que o novo desabrocha ao lado do velho, superando-o.
Pelo que a inovação será sempre mais radical, mesmo quando é incremental.
A inovação tecnológica integra a aplicação do conhecimento na economia. A construção da capacidade permanente de inovação tecnológica é uma condição de viabilidade e de sustentabilidade para a competitividade de um país e de uma Região.
Na perspetiva económica, tendo como referência a escola neo-schumpeteriana, é tão importante a geração de novos conhecimentos como a sua introdução e difusão nos sistemas produtivos, esforço esse que se traduz em inovações capazes de traduzir articulações diretas e imediatas com os processos de desenvolvimento.
A orientação das inovações, numa organização, pode ser resultado das informações provenientes de um sistema de inteligência competitiva.
A inteligência competitiva e a inovação tecnológica estão pois intimamente ligadas pela informação e pelo conhecimento que lhe estão subjacentes.
Tanto a informação com o conhecimento que a organização produz e gere são recursos valiosos relativamente aos seus problemas económicos e sociais.
Nos Açores, queremos associar à IC a inteligência social, emocional e ecológica no quadro de uma abordagem integrada do nosso desenvolvimento.
Compreendo o valor e alcance desta temática, valor e mérito do nosso digníssimo orador aqui presente, Prof. Alfredo Passos, a SRCTE apoia esta iniciativa que certamente proporcionará novos horizontes de reflexão, na certeza de estar a contribuir para a disseminação de novas ideias, que estarão na base da criação de uma nova cultura organizacional, alinhada com o plano estratégico de inovação tecnológica do Governo.”
GaCS
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