Para Carlos César, “todos gostaríamos que menos pessoas e famílias precisassem do apoio do Governo, mas é bom saber que vivemos numa terra onde as pessoas, quando precisam de apoios ou quando precisam de ajudas, têm o Governo para as ajudar.”
Considerando que “esse é um bem enorme” e que, “infelizmente, no mundo de hoje já não são muitos os lugares onde essa segurança acompanha as nossas vidas como acontece aqui nos Açores”, disse que “nós temos de continuar no Governo a garantir essa capacidade e essa vontade de ajudar as pessoas.”
O Presidente do Governo dos Açores falava na cerimónia de inauguração da creche e jardim-de-infância “O Golfinho, da Casa da Providência de S. José, na Calheta de S. Jorge, uma infraestrutura que, após obras de adaptação de um edifício antigo – no valor de cerca de 750 mil euros –, vai permitir integrar 48 crianças na creche e outras 36 no jardim-de-infância.
Trata-se de mais um equipamento de uma já vasta rede de apoio à infância, à juventude, aos idosos e às famílias em geral, e que resulta de um grande esforço governamental no sentido de responder adequadamente às necessidades geradas pelos novos modelos organizacionais que regem as famílias e em que as famílias monoparentais e o maior acesso da mulher ao mercado de trabalho são apenas dois dos novos aspetos a ter em conta.
Por isso, o Governo Regional lançou em todas as ilhas medidas como as redes de amas, as creches, os jardins-de-infância, os ateliês de tempos livres, os centros de atividades ocupacionais e as ludotecas, entre outros equipamentos e valências que permitiram às pessoas uma melhor organização da sua própria vida familiar, pessoal, profissional e cívica.
“Hoje temos 310 serviços dirigidos à infância e juventude, dos quais 56 são creches que acolhem cerca de duas mil crianças”, revelou Carlos César, para quem essa realidade é bem diferente, para melhor, do que a que se vive em outros lugares.
“Enquanto, infelizmente, em Lisboa se reduzem os abonos, se agravam os custos da saúde infantil ou se eliminam até deduções fiscais à educação – medidas que são sinais muito errados do ponto de vista da promoção e da proteção do valor da família – nós vamos aqui, nos Açores, procurando compensar essas medidas com outras que temos vindo a desenvolver”, acentuou.
Essas medidas, lembrou Carlos César, são, entre outras, programas de proteção da maternidade, como o Berço de Emprego, ou o aumento do complemento açoriano ao abono de família, que abrange mais de 40 mil pessoas e significa um esforço orçamental do Governo Regional no montante de dois milhões de euros.
“Ainda este ano vamos abrir nos Açores mais cinco creches, mais um jardim-de-infância e mais dois centros de atividades de tempos livres que vão servir mais quinhentas crianças, num investimento de sete milhões de euros”, anunciou.
Concluindo, Carlos César insistiu na ideia de que é necessário continuar esse trabalho, pois, na sua opinião, “não se pode voltar atrás no sistema de proteção social”, tanto mais que – não sendo os Açores uma região rica – há que “governar bem para garantirmos o mínimo de segurança às pessoas que mais precisam e no momento em que têm mais dificuldades.”
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GaCS
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